sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O MAGO GASPAR VOLTA A FALHAR


Depois de estarmos a assistir à destruição massiva de emprego, colocando um milhão e meio de portugueses no desemprego, de uma escala dos preços, nos quais de inclui os combustíveis, com sete subidas de preço, em menos de dois meses, com um aumento brutal de impostos que reduzem substancialmente o poder de compra da maioria dos portugueses, em especial a função pública e reformados, vêm, agora os senhores ministros pedir ajuda nas diversas instituições, para o prolongamento, por mais um ano, do prazo de pagamento da divida. Um deles foi o ministro dos Negócios Estrangeiros que apelou hoje ao aval europeu à extensão do prazo para Portugal pagar os empréstimos.

Paulo Portas, que falava no Luxemburgo, no final de um encontro com o ministro luxemburguês dos Negócios Estrangeiros, pediu aos "amigos europeus" para que "olhem positivamente" para o pedido de extensão das maturidades dos empréstimos apresentado por Portugal há cerca de um mês, para que o país possa ter "condições mais favoráveis do ponto de vista da dívida" para terminar o seu programa e recuperar a sua autonomia.

Depois, de mais um descalabro nas previsões do senhor Gaspar que pretendeu fazer gracinha com as previsões meteorológicas, como se ele tivesse essa capacidade, pois não se lhe conhece que tenha acertado alguma previsão económica, anunciar que vai pôr a funcionar o famoso plano “B”. Com certeza, no segundo semestre, vai-nos dizer que já tinha um plano “C”.

O Governo admite apresentar Orçamento Rectificativo para aplicar os cortes na despesa, de 800 milhões de euros. O secretário de Estado das Finanças admitiu hoje que o Governo tenha de apresentar um Orçamento Rectificativo para aplicar os cortes na despesa, de 800 milhões de euros, que servirão para controlar a execução deste ano.

Para controlar a execução de 2013, o ministro das Finanças já tinha admitido a necessidade de avançar com medidas contingentes no valor de 0,5% do PIB. Hoje, o secretário de Estado afirmou que "tais poupanças terão naturalmente de ser vertidas num Orçamento Rectificativo".

Vamos assistir a mais cortes nos salários e nas pensões dos reformados. Depois ficam escandalizados quando nas acções de marketing do governo, aparecem uns grupos a cantar o “Grândola Vila Morena”.

Eu acho que até estão com sorte, porque na Grécia tem sido bem pior. Quando um ministro que obtém uma licenciatura, por equivalências, vai a uma Universidade dar uma palestra a estudantes que andam a fazer esforços, conjuntamente com as suas famílias para tirarem um curso, sabendo que ou emigram ou vão para o desemprego, parece-me uma actitude de mau gosto que roça o gozo.

O outro foi para Paris viver à grande e à francesa, a estudar filosofia e agora é presidente para a américa latina de um grupo farmacêutico suíço. E estes? Quando acabarem de destruir o país, para onde vão? Eu sei, mas não digo!

Por cá ficam os que já dificilmente têm alternativa de ir para fora, quanto mais não seja, para a américa latina, pagando os roubos e as incompetências destes governos ditos “democráticos”, onde nada funciona.

 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

AI AGUENTAMOS, AGUENTAMOS...


 
- Paizinho! Chamou a criança. Quando for grande o que é que devo escolher ser: Banqueiro, Treinador de Futebol ou Mendigo?

Diz o pai:

- Olha meu filho. Se fores banqueiro terás sempre um problema, porque serás sempre um invejoso, pois gostarias de ganhar mais de que o Jorge Jesus, à frente do Benfica, como se a tua cabeça desse para meter golos. Por outro lado terás, sempre, tendências para te comparares com os mendigos.

Se fores treinador de futebol, além de teres que aturar as birras dos sócios, mais os gajos no balneário, ainda serás confrontado com os banqueiros invejosos, do que estás a ganhar.

Em contrapartida, se fores mendigo, passas despercebido. Ninguém saberá onde é que moras e ainda terás a oportunidade de passares a vida a comer, à borla, na sopa dos pobres. Serás menos um chato, a pedir facturas, com o nome da empresa, morada e número de contribuinte, para substituir o trabalho dos fiscais das finanças. Como ninguém sabe onde moras, nem os gajos das finanças te vão chatear, porque te esqueceste de declarar 8,5 milhões de euros no IRS. Portanto, estarás sempre livre de aborrecimentos.

Mais facilmente aguentarás os aumentos das taxas moderadoras, pois não utilizarás os serviços dos hospitais. Aguentarás, com todo o à vontade, o aumento da água, do gás e da electricidade.

Não te vão cobrar nada para estacionares onde tu quiseres. Seja nas arcadas da Praça do Comércio ou na entrada de qualquer agência do BPI.

Pois, meu filho! Vai-te preparando…com alguns idiotas que temos nos Bancos e com a política deste governo, eu e tu, seremos, com certeza, mendigos! O Banco, porque nos tira a casa. O governo porque destrói os postos de trabalho.

E como o estado social está a ser destruído, para privatizar todos os serviços, hoje existentes, é o que temos de mais certo. Mas, não será mau…porque se os banqueiros aguentam, bem como os treinadores de futebol, nós também aguentamos. Ai aguentamos, aguentamos!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

OS LOBBIES



Em Junho de 2008 assistimos, todos, à greve das empresas de transporte de mercadorias. A grande revindicação eram as portagens e o preço dos combustíveis.
Em 2013, as portagens continuam e fala-se em criar mais portagens, concretamente, no norte do país. O preço dos combustíveis não deixa de aumentar. Salvo melhor opinião, não será importante o agravamento fiscal às empresas e o aumento brutal de impostos a todos aqueles que trabalham? Será que estes aumentos não afectam as empresas de transporte de mercadorias e os seus trabalhadores? Ou será que estes para não fazerem greve estão a ser compensados de algum modo pelas suas entidades patronais?
A realidade dos factos é que os socialistas não estão a ter a força que conseguiu ter o PSD, para criar estes boicotes, colocando os empresários dos transportes de mercadorias a fazer greve e a desestabilizar o país e a economia.
É tão fácil deitar um governo abaixo! Agora não é com os trabalhadores. Estes só reagem quando o “patrãozinho” os encosta à parede. É uma tristeza, verificar que os portugueses são comandados pela música destes lobbies.
Até lá, vamos caminhando, de confisco em confisco, sem um plano que seja claro e transparente e que diga aos portugueses para onde se caminha. Tudo o que se tem vindo a fazer tem interesses obscuros mas compreensíveis, para quem estiver atento.

PS: Lobby (do inglês lobby, ante-sala  corredor) é o nome que se dá à actividade de pressão de grupos, ostensiva ou velada, com o objectivo de interferir directamente nas decisões do poder público, em especial do Legislativo, em favor de interesses privados.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

PAULO VISTAS COM ISATINO MORAIS – OEIRAS, SEMPRE, EM PRIMEIRO LUGAR



Em 2005, quando o Presidente do PSD, na altura, Marques Mendes, boicotou a decisão que os militantes do PSD de Oeiras tinham tomado, em reunião de militantes, de apoiar o Dr. Isaltino Morais como candidato à Câmara Municipal de Oeiras, mais de cento e setenta militantes deste partido, apoiaram a candidatura independente de Isaltino Morais.
Por este facto, todos eles foram alvo de um processo jurisdicional e, como consequência, foram expulsos do partido. Recordo-me que, violando princípios constitucionais, Isaltino Morais, escolhido democraticamente, pelas estruturas de base do Partido foi obstaculizado a candidatar-se, pelo Presidente, Marques Mendes.
Muita tinta correu, especialmente, sobre este facto na comunicação social.
Alguns dos seus militantes como não foram incluídos nas listas de candidatura de Isaltino Morais, foram excepcionados das sanções aplicadas pelo partido. Portanto, por lá continuaram a militar. Mas, militaram, também, na candidatura de Isaltino Morais, nas eleições de 2005. Escuso-me de citar nomes.
Já em 2009, a ex-candidata, Isabel Meireles, confessava o quanto difícil era a armadilha de lodo, da estrutura Concelhia do PSD. E o resultado ficou à vista. Pois, a maioria deste grupo que comanda os destinos do PSD, em Oeiras, é exactamente o mesmo desde 2005.
Depois de tomada a decisão, do Dr. Isaltino Morais se candidatar, em 2005, como Independente, que se sentiu, desde o princípio, a necessidade de constituir uma Associação que congregasse todos os cidadãos que não se reviam nas artes mais “democráticas” dos partidos e em particular do PSD de Oeiras, dando-lhes voz activa nos interesses de Oeiras, contribuindo para a excelência dos indicadores nacionais que reconhecem a excelência do Concelho.
Em 2005, os jornais e as televisões tiveram uma particular atenção, à pessoa do Dr. Isaltino Morais como candidato independente.  Um dos Jornais, de maior prestígio nacional, tinha emprestado o seu principal accionista, Presidente do Conselho de Administração do mesmo e militante n.º1 do PSD, como mandatário, e o PSD perdeu as eleições. Em 2009, nem se fala. Os Oeirenses reforçaram a sua votação no Dr. Isaltino Morais, como candidato independente do Grupo de Cidadãos, Isaltino- Oeiras Mais à Frente.
A constituição da Associação Oeiras Mais à Frente veio em crescendo a reforçar a sua actividade cívica no Concelho e a demonstrar a necessidade de serem os Oeirenses a comandar os seus destinos.
Podendo o Dr. Isaltino Morais candidatar-se em 2013, de acordo com a lei em vigor, a decisão de não o fazer é inteiramente pessoal. Mas, continua a ser a primeira voz a ouvir-se na Associação Oeiras Mais à Frente.
Foi tendo em consideração a decisão do Dr. Isaltino Morais de não ser candidato, em 2013, à CMO, que em Assembleia Geral foi eleito o Dr. Paulo Vistas como candidato.
É importante não descurar que, Isaltino Morais está a apoiar Paulo Vistas. E no futuro, com o seu saber e conhecimentos, Paulo Vistas, como Presidente de Câmara tem todas as razões de dar a continuidade a Oeiras que todos nós esperamos.
Reúne todas as condições para ser o próximo Presidente, nos próximos 12 anos. Vai completar dois mandatos como Vice-Presidente da Câmara.
Mas, mais importante ainda: Paulo Vistas é Oeirense. Nasceu, cresceu e vive em Oeiras. Não foi arrastado para ser candidato à Câmara de Oeiras. Existe um projecto para Oeiras que foi encetado pelo Dr. Isaltino Morais, em 1986 e que este não deixará de acompanhar, dando ambos Continuidade ao bom posicionamento de Oeiras a nível nacional.
Não é preciso demonstrar o que é Oeiras. Oeiras pode ser um teorema para os partidos. Mas, a candidatura Isaltino- Oeiras Mais à Frente, com o candidato Paulo Vistas, acompanhado e apoiado pelo Dr. Isaltino Morais faz de Oeiras um axioma.
Não precisamos de criar novas ambições. O que Oeiras precisa é de dar continuidade ao trabalho de excelência, realizado pelo Dr. Isaltino Morais, com o Dr. Paulo Vistas na liderança.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ESTAMOS A SOFRER UM GOLPE DE ESTADO



Desde o tempo do Sócrates que quem tinha um vencimento superior a 1.500 euros via o mesmo reduzido em 5%. Depois, veio o Passos Coelho e reduziu em mais 10% os vencimentos superiores a 1.500 euros. Não contente com a situação, foram suspensos os pagamentos do subsídio de Natal e Férias.
Este ano de 2013, o governo foi caridoso e repôs o subsídio de Natal. Depois, incrementou os descontos para o IRS. Bom, no final de Janeiro  quem recebia um salário líquido de 3.000 euros vê o mesmo reduzido para 2.750,00 euros, não falando do duodécimo de 290,00 que também foi à vida. Ou seja, o subsídio de Natal continua nas mãos do fisco e este, ainda, arrecada mais 250,00 euros.
Tudo isto poderia ser tolerável se o palavreado político não fosse de intrujão. Por outro lado, a dignidade das pessoas é ainda afectada quando, ministros e secretários de estado, admitem “putos” com 25 ou 28 anos de idade, como técnicos especializados e lhes pagam salários de 5.000 euros. Nem que fossem salários de 3.000 euros. Porque nas entidades públicas quem tem um vencimento de 3.000 euros ou é um técnico superior com mais de 30 anos de carreira e chegou ao seu topo ou é gestor numa qualquer empresa daquelas que não dão prejuízo ao Estado. Com responsabilidades civis e penais no exercício das suas funções de gestor.
O que se está a passar em Portugal, com este governo, é puramente de uma filha de putice sem memória na nossa história.
Nunca desejei mal a ninguém, mas gostava de ver estes filhos da puta, a viver na rua, a dormir numa qualquer grelha do metropolitano para se aquecerem.
Ainda somos confrontados com Catrogas a mamar 45.000/mês, António Borges a mamar 225.000/ano líquido. Mas, o mais grave é que todos nós sabemos que muitos deles quando deixarem o governo, pelos favores e fretes que fizeram vão trabalhar para o Ricardo Salgado ou outros ou ainda fazem uns favores como gestores na CGD de comprarem acções da Brisa pela manhã a 2,75 euros e venderem-nas aos mesmos Bancos que lideram a empresa a 6 euros e proporcionar, num dia, encaixe de 375 milhões aos Melos.
O que se passa é um autêntico golpe de Estado, aparentemente, legitimado!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O GOVERNO DE PORTUGAL E O GOVERNO DE IDI AMIN DADA



O que não falta é gente que não sabe o que diz. Não têm, sequer, conhecimento do país. Como se está a viver em Portugal.
Este governo, em conjunto com os governos do PS, conseguiu a maior proeza dos últimos 50 anos…pôr um terço dos portugueses a comer pão, azeitonas e toucinho. As papas de Nestum também não estão baratas, por isso ficam de fora.
Em 2011, o número de idosos era de 2.971.000, para uma população de 10,5 milhões, o que nos dá uma dimensão bem clara da situação do país. Mesmo assim, continuam-se a destruir postos de trabalho. 
Mas, o mais grave, neste fenómeno, é que muitas das famílias estão a socorrer-se das magras reformas, da maioria dos idosos, para sobreviverem, pois o desemprego bateu-lhes à porta. O que era quase impossível de encontrar, um lugar num lar para receber um idoso, hoje, existe excesso de oferta.
As queixas de violência contra idosos subiram 158%, em dez anos.
Mas o reverso da medalha é que muitas das famílias que recorrem a ir buscar os seus idosos aos lares, acaba por exercer, sobre estes, violência doméstica. Quando a violência não é física é psicológica. 
A política deste governo, no que a idosos diz respeito é, perfeitamente, de terceiro mundismo. Fazem-se cortes nos subsídios de Férias e Natal e todos aqueles que têm uma reforma “milionária” de pouco mais de 1.000 euros/mês, sofrem deduções nas mesmas.
Só pode falar de baixar ordenados e reformas quem não tem rendas de casa para pagar, água, luz, medicamentos e por fim, pagar o que come. É por e simplesmente retirar a dignidade a quem trabalha ou já trabalhou para criar as empresas que hoje são vendidas ao desbarato a governos estrangeiros.

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; 
Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do Homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem; 
1. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego. 
2. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual. 
3. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social. 

Muito se tem falado da Constituição da República…mas, já chegámos a um ponto, em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos é violada, descaradamente, como se este país fosse uma República de um qualquer “Bokassa” ou de um qualquer “Idi Amin Dada”, como se pode verificar dos parágrafos anteriores que são excertos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que Portugal subscreveu.
Não há dúvida que temos o governo mais africano de todos os tempos! No mau sentido, é claro!



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

NOVA AMBIÇÃO…ACABAR COM O ESTADO


 
Pedro! Sabes que sou um grande apreciador da tua alta craveira profissional e política. Consegues estar no governo e ser simultaneamente oposição.
De tudo o que te propõe a Troika ou o FMI, tu nunca aplicas 100%. Só aplicas 90% e poupas o povo português a grandes tormentos. És um gajo, além do mais, sensível e nada arrogante.
Pedro! Tenho vindo a pensar na crise e, depois deste último relatório do FMI, disse: “Para que é que o Pedro anda a pagar estes estudos, que custam uma pipa de massa quando, ao fim e ao cabo, eu já tinha a solução? Sei que é um pouco mais radical, mas Pedro, tirávamos este pesadelo de cima.
Tal como tu, eu sou um liberal do caraças. E pensei: Vou escrever ao Pedro e propor que ele acabe com todos os serviços do Estado. Acabava mesmo com o Estado. Entregava tudo aos privados. A educação, a saúde, a segurança pública, o que resta de soberania territorial, encerrando as forças armadas e como eram os privados a fazer tudo, e eles fazem tudo bem, extinguia, também, todos os organismos de fiscalização. Desde a ASAE, ao Tribunal de Contas.

Mas, mais… fechávamos os Tribunais e ficava só a funcionar os Tribunais Arbitrais, geridos por privados. Claro, Pedro. Deixava de ter razão o Tribunal Constitucional. Esses já não te atormentavam a vida. Mas, espera lá… o governo também acabava, encerrava-se a Presidência da República que gasta mais dinheiro que a casa monárquica Espanhola e o Parlamento.
Como resultado, tínhamos de imediato Superavit… O quê? Isto depois dava pancadaria? Eh pá, isso já não era contigo, era com os privados.
E eles fazem tudo bem! Acredita! Faziam melhor do que tu andas a fazer, mais o exército de assessores que tens no governo.

Pedro! Se quiseres apoio para isso, conta comigo. Ponho uma petição a funcionar e vais ver como se resolve o assunto. E tu para onde é que ias? Eh pá! Com a categoria que tens ias para administrador da CGD. Não tenhas medo, pois esta também era privatizada, assim deixava de andar a apoiar gajos para comprar acções do BCP.
Vai pensando no assunto. Depois diz-me alguma coisa para eu colocar a Petição no Facebook.

PS- Espera lá. Estava-me a esquecer que deixávamos de pagar impostos. Era o que mais faltava!

 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

TREZENTOS E SESSENTA E CINCO DIAS DE 2012


Trezentos e sessenta e cinco dias tem um ano. Foi o que aconteceu com dois mil e doze. Sem tirar nem pôr.
Há quem faça um diário e vá narrando, dia a dia, o que de mais importante se lhe passou. Nunca tive jeito para isso. Aliás, penso que essa particularidade está mais a condizer com o género feminino.
Se algum de nós quiser saber o que se passou no dia x do ano y, o melhor é ter uma amiga ou irmã a quem possa perguntar.
Os homens, por defeito, só não esquecem o que de facto é importante, talvez por isso esqueçam o que não é importante, para que possam pensar no que é relevante.
E relevante, são alguns factos que se passaram em 2012, como sejam o aumento de impostos. Relevante, foram os cortes nos salários. Relevante, foram as atrocidades sociais perpetradas pelo governo, agindo munido de uma legitimidade que para os mesmos não tem limites. Nem os das contestações populares, nem as que colidem com os normativos constitucionais.
Relevante terá sido a ausência de um Presidente da República, cujas intervenções só se coadunam com alguém que só chega a líder do PSD, por mero acaso, e em resultado de uma rodagem ao carro novo.
Tudo os que nos toca de modo especial, todos nós nos lembramos. Não é preciso um diário. Porque, também, não temos por hábito andar a xingar ninguém com as pequenas coisas da vida.
Mas, a mentira, seja ela dos políticos ou de quem for, não nos esquece. A traição, dentro ou fora da política, também, não nos esquece. Mas, o que não esquece nunca é a deslealdade e o ferir da dignidade que cada um de nós tem.
Por isso, quem é que diz a um reformado, que trabalhou e descontou 40 anos da sua vida activa para a sua reforma, que um bando de bandidos, legitimados por menos de trinta por cento dos portugueses, possam de modo unilateral, invocar alterações das circunstâncias para não cumprir um contrato de 40 anos?
É uma violação do principio da boa-fé, que cada cidadão deu ao Estado, ao confiar-lhe as suas poupanças.
Quem é que explica aos portugueses sob a alçada do Estado que depois de um acórdão do Tribunal Constitucional, em virtude da fiscalização sucessiva, de 2012, em que declarou a não constitucionalidade do não pagamento do subsidio de férias e de natal, ver novamente, o mesmo governo, a utilizar o mesmo meio para não pagar um dos subsídios?
Não estamos num estado de direito. Assiste-nos, a nós portugueses, o direito de reagirmos em legitima defesa e, também, por acção directa, quando a justiça e o mais alto dignatário da nação, não impede o roubo, pelo estado, de um salário dos seus trabalhadores, reiterando a violação da constituição.
O que já está em causa nesta política é a deslealdade de um governo, a sua traição, a mentira porque é movido e o atentado à dignidade de cada um de nós, num período em que a crise tem vindo a legitimar tudo e mais uma botas, e em concreto, as privatizações mal esclarecidas, a que nos habituámos a assistir, para favorecer os grandes amigos instalados no poder financeiro.
Nem já os mais velhos se lembram, quanto mais os fedelhos que estão no governo, o que é lealdade e dignidade. Porque se tivessem dignidade, já se tinham demitido.
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

MIGUEL RELVAS APOIA MOITA FLORES?


 
Miguel Relvas, o ministro que tem em mãos a reforma administrativa, promete apoiar Fernando Seara, ‘candidato’ do PSD à Câmara de Lisboa. Seara, presidente da Câmara de Sintra, ainda não anunciou a candidatura ao município da capital, mas Relvas prepara António Costa para um combate difícil.
Ao contrário do que é comum, o provável candidato já recebe apoio de membros do Governo antes de anunciar a candidatura. Miguel Relvas garantiu que será um acérrimo e devoto apoiante de Fernando Seara nas eleições à Câmara Municipal de Lisboa, onde o Partido Socialista apresenta António Costa como trunfo.

Já em Oeiras é uma pena que o Ministro Miguel Relvas não tenha expressado, ainda, apoio público à candidatura de Francisco Moita Flores, à Câmara Municipal de Oeiras pois, como é de conhecimento público, internamente, dentro do PSD, foi o Ministro Miguel Relvas que impôs e apoiou a candidatura de Moita Flores, para uma nova ambição.
Ficaria bem, um gesto fraterno e de solidariedade, do Ministro Miguel Relvas ao seu candidato a Oeiras, Moita Flores. A não ser que Miguel Relvas o tenha proposto, como candidato, sabendo que conquistar Oeiras não passa de um sonho ambicioso.

Esperemos, pelo menos, que durante a campanha, possamos ver Miguel Relvas a ajudar Moita Flores, de manhã à noite, nas ruas de Oeiras. Não gostaríamos que Oeiras fosse discriminada pela falta de apoio de Miguel Relvas, à candidatura de Moita Flores.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

UM ACTO DE CONSCIÊNCIA E DE LIBERDADE INTERIOR


Imaginem vocês, que um dia, alguém entrava na vossa casa e vos dizia: “A vossa família já atingiu um nível que vos é permitido, agora, que alguém de fora governe a casa por vocês.”

De certeza que ficariam chateados e diriam: “ Ponha-se daqui para fora”.

Mas, eu candidato-me para em nome de uma nova ambição, governar a vossa casa. Tenho a minha própria equipa e não se têm de preocupar com nada. Alguns deles já frequentaram a vossa mesa e eventualmente já dormiram com alguns de vós. Mais uma razão para estarem descansados.

Por esta e outras razões a vossa casa terá a melhor equipa que vocês alguma vez tiveram ambição de ter. Tirando eu que já estou um pouco adiantado na idade, toda a minha equipa é jovem. E o futuro está na mão dos jovens.

Eu sei que fazem muitas asneiras. A maioria deles, até, quer o poder pelo poder. Procuram protagonismo para voos mais altos. Mas têm ambição! E vocês sabem bem que basta ter ambição para que, mesmo que se façam asneiras, a projecção e o protagonismo, de cada um, sobressaia.

A vossa casa ficará em boas mãos!

Na eventualidade de vocês não terem convidados suficientes para ocupar todos os lugares que passarão a ser disponibilizados à mesa da casa, eu próprio me ocuparei de convidar todos aqueles que possam ousar fazer concorrência.

Não será por deixar de falar nas coisas que elas não acontecem, na eventualidade, da minha singela proposta encarecer o vosso orçamento. Não vos preocupeis, pois trata-se de um caso muito simples de resolver. De acordo com as minhas directrizes, o que têm a fazer é muito simples: aumentem o vosso rendimento. Esta é uma lei matemática das mais básicas. Não é preciso ir para a universidade para aprender senso comum. Já aquelas coisas da educação, habitação social, idosos é coisa que não nos preocupa, pois, já todos temos casa, já todos tirámos um curso e além disso, somos todos uns putos chavalos. Portanto, não nos preocupa a velhice.

Quanto aos meus honorários, estes não são o mais importante. Eu candidato-me voluntariamente e num espirito missionário para defender as causas da vossa família, claro está.

A nossa ambição é tão grande que é como dizem os ingleses “ The World is not enough”. Neste caso, Oeiras!

Desde que às minhas equipas não falte nada, desde lugares a distribuir nas listas, nas associações, nas empresas e em todo o lugar sob a influência da família. Pois, se assim for, a vossa casa não será jamais a mesma, pois passará a ter os meus préstimos.

Sendo assim, não será por falta de recursos que vocês se privarão da minha gerência dos vossos bens.  Sei que farão tudo o que esteja ao vosso alcance para que eu vos possa servir, num espirito de entendimento entre homens livres e de bons costumes.

Certo da vossa confiança,

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O CARROCEL


Silêncio. Fim de tarde. Não é que o pensamento não esteja sempre a rodar, como numa qualquer feira, em que o carrocel vai levando os “putos,” a mais uma nova corrida. “Nova corrida, nova viagem”.

Quantas vezes, ouvimos este “slogan” para o qual não dávamos importância? Mas sempre que, o “homem” gritava, queria dizer que era mais uma oportunidade de viajarmos. Nem sempre foi possível. Os recursos eram escassos. Eram escassos os escudos que existiam nos bolsos, como era escasso o tempo que tínhamos. Não é que houvesse propriamente compromissos. Mas havia orientações precisas de não se chegar tarde.

Algumas vezes nos perdemos no entusiasmo da festa, como acontece na vida e, chegámos tarde. Outras vezes, as vicissitudes da vida não nos permitiram estar.

Nestas contradições entre o querer e poder, a vida vai correndo como se de um “carrocel” se tratasse. A alguns, já deve ter acontecido, mesmo com o carrocel em movimento, saltaram. Mas voltaram sempre, porque é grande o prazer da folia e de sentir as emoções do carrocel. E foi possível voltar a entrar na corrida.

Todos nós chegámos ao momento, em que o carrocel partia e a tristeza apoderava-se de nós

Destas alegrias e tristezas todos nós recordamos e, tantas, e tantas vezes, não sonhamos, que gostaríamos de voltar a andar de carrocel? Só que o carrocel dos dias de hoje, já não é igual…os tempos são mais tecnológicos. Talvez… Ou por quaisquer outras razões. Que importa. Aquele carrocel que tanto gostávamos já não estará disponível. Teremos que nos divertir de outro modo. Talvez nos carrinhos elétricos? Que acham?

Eu por mim tenho saudades do carrocel, mas digo-vos com toda a sinceridade que vou-me divertindo como posso, de outra maneira.

Claro têm razão! Já não temos aqueles grupos grandes que nos acompanhavam à feira e ao carrocel. Mas continuamos a ter quem nos ame e é com esses que nós temos que nos divertir, até porque aquele carrocel, que gostávamos já não vem à nossa feira. Se calhar, este também foi vítima de uma qualquer directiva ou norma da ASAE.
Portanto, recomendo que deem as mãos e abracem as últimas corridas e as novas viagens e se divirtam. Porque chegará o dia em que saltamos do carrocel da vida. Nesse dia, mesmo que liguem o gerador da corrente eléctrica, este não terá forças para pôr o carrocel em movimento

E, hoje apeteceu-me escrever.


Ontem foi um dia, atarefado. Ao fim de várias reuniões, diversos telefonemas, despachos e outras coisas mais, mais um telefonema e nada. Fica para segunda-feira.

Regresso, a casa, ao fim do dia…e acabo por ter, por companhia, a Maria Callas e a sua belíssima voz… Hoje, apetece-me escrever. Foram algumas horas de reflexão e pensamentos, a ouvir a Maria Callas. Como não podia deixar de ser, passei pelos “Vangelis” e a sua extraordinária música. E o sono tardava em vir…é mau, porque ficamos com tempo a mais para pensar.

Hoje…apetece-me…escrever.
Ontem, ouvi a música, que me dizia algo. Aquela que tinha necessidade de ouvir. Se tivesse os amigos por volta, se calhar eles quereriam ouvir outro tipo de música. Mas, também, não tenho que arrastar os outros a ouvir a música que eu quero.

E hoje apetece-me escrever. E os dias como o de ontem nem sempre dão para ouvir a música que ouvi, mas dão para muitas outras coisas. Calhou assim. Hoje, apetece-me escrever, mesmo sem ter nada relevante para escrever… Dá para sentir que dormimos, o quanto basta, mas que não temos o pensamento arrumado. Se calhar porque há muita coisa para dizer…que nos embarga a voz. Ainda assim, estamos vivos, saudáveis, quanto basta, a tentar envelhecer como quando crescíamos. Não pensem que é tarefa fácil. Acabou a música… tenho de mudar o DVD, mas no silêncio, veio-me à lembrança aquela música de menino…”lá vai uma, lá vão duas, três pombinhas a voar”… Infelizmente, não são pombas, são Jagudis. Ainda me lembro, na Guiné, de ver empoleirado nos caixotes de lixo, os “Jagudis”. Estão sempre à espera de encontrar algum despojo para comer.

Porque…procurava encontrar respostas para todo um conjunto de perguntas, já batidas. Os dias correm com grande velocidade e a maioria das vezes calamos demais. De jovens a adolescentes, que já tivemos tudo, chega-se a um ponto em que achamos que não temos nada. E perguntamos, ingénuos, ao registo musical que nos inunda os sentidos, porque razão, somos tão tolos e incompletos? Por que motivo estamos já mais disponíveis para deslizar em vez de correr? Por que motivo nos colocamos mais atrás nas fotografias, porque razões, obscuras ou não, nos deixamos ficar quietos, e quase nem argumentamos, quando aquele fulano assume a dianteira? Até na padaria, sempre aparece a dona de casa, licenciada, em sociologia,  antropologia, psicologia do desporto ou licenciada em “tuba”, ou qualquer outra coisa do género, que pensa que observou o suficiente para tentar passar a fila existente para a caixa de saída. Como eu odeio esta esperteza saloia, metida em meias de vidro. Mas, o nosso dia-a-dia está impregnado destas espertezas. E se fosse só na padaria, mas é em tudo na vida, porque alguém os convenceu que chegam lá, mais depressa, como se a decisão fosse nossa, e não das vicissitudes que a vida nos vai colocando. Idiotas!

Queremos o nosso lugar, aqui na terra. Podemos, talvez, ainda achar que somos imortais (só os tolos que ainda não viram pombinhas a voar), mas o que se tenta fazer é adoçar o sentido da vida com menos ousadia. Julgaremos nós, que os mais novos tomaram os nossos lugares, nos cafés, nas ruas, nos pontos – de –encontro? Será que pensamos que já somos um livro quase completo, mas não sabemos bem, em que página nos estamos a ler? Talvez… algumas vezes, precisaremos de um marcador de páginas da nossa vida, porque, às tantas, andamos demasiados dias a ler os mesmos capítulos, repetidamente, desconcentrados, e a música sabe-nos sempre diferente, tinge-nos a expressão, calca-nos os cabelos cãs.
E, hoje apeteceu-me escrever.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ENTRE A I REPÚBLICA E OS DIAS DE HOJE



Durante a Primeira República, Portugal conheceu um crescimento económico bastante incipiente, mesmo quando comparado com países como a Espanha, a Irlanda ou a Itália, apresentando igualmente graves problemas em termos de sustentabilidade das finanças públicas, uma realidade não muito distante da actualmente vivida na economia portuguesa.
No que concerne às finanças públicas, pode dizer-se que Portugal se encontrava num nível insustentável  de endividamento, tendo mesmo em 1891 abandonado o sistema de padrão-ouro e declarado uma moratória em relação à dívida externa. Um ano mais tarde, em 1892, seria declarada a Bancarrota (ainda que parcial) do Estado português
A participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial levou a um aumento bastante significativo nos gastos do Estado, que mais do que quadruplicaram desde o início do conflito armado até 1920. Estes gastos do Estado foram financiados através do recurso ao aumento da dívida junto do Banco de Portugal, fazendo crescer, por conseguinte, a dívida pública do Estado português, que só entre 1916 e 1920 cresceu cerca de 76%. As receitas também subiram, mas não o suficiente de forma a evitar os sucessivos e crescentes défices orçamentais que foram também eles financiados através da dívida pública, que em 1920 ultrapassava já os 70% do PIB.
Esta forma de financiar a guerra provocou naturalmente a subida dos níveis de inflação. Ao contrário do que seria de esperar, entrando na década de 1920 numa situação verdadeiramente catastrófica, Portugal começa desde logo a dar sinais de alguma vitalidade no início desta década.
Na maioria do tempo em que a Primeira República vigorou, as finanças públicas portuguesas nunca foram sustentáveis, ou seja, existiram simultaneamente elevados défices orçamentais e uma elevada dívida pública. Já no que diz respeito ao período da Ditadura Militar, compreendido entre 1926 e 1933, as finanças públicas mantiveram-se equilibradas. Durante esse período, Portugal conseguiu manter um saldo orçamental equilibrado, bem  como proceder de forma sustentada a uma diminuição da dívida pública nacional.
Depois do 25 de Abril de 1974, se é certo que a economia portuguesa se democratizou e fez grandes progressos nos últimos anos no contexto do seu processo de integração europeia, permitindo-lhe actualmente fazer parte do grupo restrito de países que formam a zona euro, a verdade é que Portugal enfrenta hoje também grandes desafios no que diz respeito à sustentabilidade das suas finanças públicas, debatendo-se igualmente com graves problemas de crescimento, com consequências ainda imprevisíveis em termos do mercado de trabalho, uma situação não muito diferente da vivida durante a Primeira República portuguesa.
Portugal, teve a sua maior transformação histórica na economia, entre 1945 a 1974, onde o crescimento do PIB foi, em média, de cerca de 6%.
Este crescimento foi ocupado por mudanças estruturais muito importantes. Na agricultura, que ocupava cerca de 40% da população activa em 1945, passa a ocupar 16%. O inverso deu-se na indústria, construção e obras publicas que, de 23%, passam  a quase 40%.
O Comércio exterior passou a representar 40% do PIB, contra 24% em 1945.
Nos finais do regime o desemprego abrange entre 1,8% e 2,4% da população activa. Para se compreender melhor estes números, tem que se ter em conta que o crescimento populacional foi muito grande, tendo passado de 6,7 milhões em 1930, para 10 milhões em 1970.
Deixo-vos, aqui, o apontamento de algumas obras feitas pelo Estado Novo que ainda servem as gerações actuais.

Bairro Social do Arco do Cego,Instituto Superior Técnico,Instituto Nacional de Estatística
Exposição do Mundo Português
Escolas do Plano dos Centenários
Aeroporto de Lisboa
Pousadas de Portugal
Autoestrada da Costa do Estoril
Estádio Nacional
Estádio 28 de Maio
Parque Florestal de Monsanto
Plano Rodoviário Nacional
Grandes aproveitamentos hidroeléctricos
Hospital de Santa Maria
Hospital de São João
Laboratório Nacional de Engenharia Civil
Cidade Universitária de Coimbra
Cidade Universitária de Lisboa
Metropolitano de Lisboa
Ponte Marechal Carmona
Ponte da Arrábida
Ponte Salazar
Monumento aos Descobrimentos

Creio que vale a pena perder alguns minutos e meditar sobre este assunto. Talvez se façam algumas luzes.
Salazar esteve 40 anos no poder, mas faleceu sem ter herdades, casas em condomínios fechados, nem contas em offshores.

domingo, 2 de dezembro de 2012

O SINISTRO DESTES POLÍTICOS



Quem disse que é bom ter um português como presidente da Comissão Europeia, que neste caso importante se manteve em silêncio como cúmplice desta sinistra intenção ? Se hoje em França não fosse Hollande, o presidente, continuaríamos na total ignorância por falta de divulgação na imprensa desta tramoia, que continuaria escondida numa gaveta dos governos ultraliberais da Europa ao serviço dos Bilderberg's Group. Esta directiva existe desde Dezembro de 2011, já depois de o governo de Passos Coelho estar em funções. Alguém ouviu ou leu algo a seu respeito na imprensa portuguesa ? Pois...
A proposta de Directiva da União Europeia relativa aos contratos públicos, em apreciação no Parlamento Europeu, é um novo exemplo do processo em curso de destruição do chamado “modelo social europeu” e de regressão social e democrática do espaço europeu. Convertendo a União Europeia num espaço económico e político inteiramente comandado pelos mercados financeiros e por um ultraliberalismo suicidário. É também uma boa ilustração de como o diabo  está nos detalhes.
A intenção de liberalizar e privatizar a segurança social pública é remetida para um anexo (o Anexo XVI) dessa proposta de directiva, mencionado singelamente como dizendo respeito aos serviços “referidos no artigo 74º”, sendo aí listados os serviços públicos que passariam a ser sujeitos às regras da concorrência e dos mercados:
-Serviços de saúde e serviços sociais
-Serviços administrativos nas áreas da educação, da saúde e da cultura
- Serviços relacionados com a segurança social obrigatória
-Serviços relacionados com as prestações sociais.
Entre estes, avulta a intenção expressa de privatizar a segurança social pública, a par dos serviços de saúde e outros serviços sociais assegurados pelo Estado. Um alvo apetecido do capital financeiro em Portugal e no espaço europeu, que há muito sonha com a possibilidade de deitar a mão aos fundos da segurança social e às contribuições dos trabalhadores, sujeitando-os inteiramente às regras da economia de casino.
E como o fazem? À socapa, para ver se escapa à atenção e vigilância públicas. Um mero anexo, que remete para um mero artigo, nesta proposta de directiva em discussão.
Só que o artigo em causa (o 74º) diz que “os contratos para serviços sociais e outros serviços específicos enumerados no anexo XVI são adjudicados em conformidade com o presente capítulo”. Neste, relativo aos regimes específicos de contratação pública para serviços sociais, estabelece (artigo 75º) a regra do concurso para a celebração de um contrato público relativo à prestação destes serviços. E logo de seguida, enumerando os princípios de adjudicação destes contratos (artigo 76º), é estabelecida a regra de que os Estados-membros “devem instituir procedimentos adequados para a adjudicação dos contratos abrangidos pelo presente capítulo, assegurando o pleno respeito dos princípios da transparência e da igualdade de tratamento dos operadores económicos…”
Uma perfeição. De um golpe, escondido num anexo e numa directiva que daqui a uns tempos chegaria a Portugal, ficaria escancarada a porta para a privatização da segurança social pública e para a tornar inteiramente refém dos mercados financeiros. Que são gente de toda a confiança e acima de qualquer suspeita. Como esta crise tem comprovado. Ou não andamos nós há muito a apertar o cinto (e a caminho de ficar sem cintura) para merecermos o respeito e a confiança dos mercados financeiros, nas doutas palavras de Coelho & Gaspar, acolitados pelos representantes no Governo português dos interesses da Goldman Sachs, António Borges e Carlos Moedas? E, como também nos têm explicado, o que é bom para a Goldman Sachs e os mercados financeiros, é bom para Portugal e os portugueses.

Este golpe surge, como não podia deixar de ser, sob o alto patrocínio desse supremo exemplo de carreirismo e cobardia política chamado Durão Barroso que, além de se ter pisgado do governo português com a casa a arder, tem no seu glorioso currículo o papel de mordomo das Lajes na guerra do Iraque e, agora em Bruxelas a fazer de notário dos poderosos, faz jus ao seu nome sendo durão ultraliberal com os fracos e sempre servente dos mais fortes. Como é bom ter um português em Bruxelas!
Claro que isto anda tudo ligado. Esta proposta de directiva tem relação com os golpes sucessivos infligidos à segurança social pública em Portugal, com a operação para já frustrada em torno da TSU, com os insistentes cortes de direitos sociais, com os recorrentes argumentos do plafonamento e da entrega de uma parte das pensões ao sistema financeiro. Afinal, a lógica ultraliberal de que o melhor dos mundos será quando, da água à saúde, da educação à segurança social, tudo e toda a nossa vida estiver controlada pela lógica dos mercados e do lucro. Ou seja, pela lei do mais forte. Que é também coveira da democracia. E o Estado contemporâneo abdicar, como tarefa central, da sua função redistributiva e de redução da desigualdade social e regressar à vocação residualmente assistencialista do Estado liberal do século XIX.
Como refere o deputado socialista belga no PE, Marc Tarabella, “privatizar a segurança social é destruir os mecanismos de solidariedade colectiva nos nossos países. É também deixar campo livre às lógicas de capitalização em vez da solidariedade entre gerações, entre cidadãos sãos e cidadãos doentes…”, lembrando os antecedentes da sinistra proposta designada com o nome do seu autor por directiva Bolkestein (Bilderberg's member), e exigindo a eliminação da segurança social desta proposta de directiva.
É preciso defender a Segurança Social (e a Saúde e a Educação públicas) como uma prerrogativa do Estado e um sector não sujeito às regras dos Tratados relativas ao mercado interno e da concorrência. Para não termos um dia destes os nossos governantes e os seus comentadores de serviço, com a falsa candura de quem nos toma por parvos, a explicarem que vão entregar a segurança social pública aos bancos e companhias de seguros porque se limitam a cumprir uma decisão incontornável da União Europeia, como já estão a fazer na saúde e na educação. Decisão pela qual, evidentemente, diriam não ser responsáveis. Como é próprio dos caniches dos credores. E acrescentando sempre, dogma da sua fé neoliberal, que nada melhor do que a concorrência e a privatização para baixar os custos e proteger os “consumidores”, aquilo em que querem converter os cidadãos. Como se vê nos combustíveis, nas comunicações ou na electricidade. Tudo boa gente.
É preciso levantar a voz e a resistência social e política à escala europeia contra este projecto, antes que seja tarde demais. Em defesa da Segurança Social pública e do Estado Social. Garante de democracia e de menos desigualdade social.
TVP

sábado, 1 de dezembro de 2012

O QUE É O BCE?



O QUE É O BCE? 
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.


E DONDE VEIO O DINHEIRO DO BCE? 
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.


E É MUITO, ESSE DINHEIRO? 
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.


ENTÃO, SE O BCE É O BANCO DESTES ESTADOS PODE EMPRESTAR DINHEIRO A PORTUGAL, OU NÃO? COMO QUALQUER BANCO PODE EMPRESTAR DINHEIRO A UM OU OUTRO DOS SEUS ACCIONISTAS ? 
- Não, não pode.

PORQUÊ?! 
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.

ENTÃO, A QUEM PODE O BCE EMPRESTAR DINHEIRO? 
- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.

AH PERCEBO, ENTÂO PORTUGAL, OU A ALEMANHA, QUANDO PRECISA DE DINHEIRO EMPRESTADO NÃO VAI AO BCE, VAI AOS OUTROS BANCOS QUE POR SUA VEZ VÃO AO BCE. 
- Pois.

MAS PARA QUÊ COMPLICAR? NÂO ERA MELHOR PORTUGAL OU A GRÉCIA OU A ALEMANHA IREM DIRECTAMENTE AO BCE? 
- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!

AGORA NÃO PERCEBI!!.. 
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.


MAS ISSO ASSIM É UM "NEGÓCIO DA CHINA"! SÓ PARA IREM A BRUXELAS BUSCAR O DINHEIRO! 
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.

ISSO É UM VERDADEIRO ROUBO... COM ESSE DINHEIRO ESCUSAVA-SE ATÉ DE CORTAR NAS PENSÕES, NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO OU DE NOS TIRAREM PARTE DO 13º MÊS. 
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.


MAS QUEM É QUE MANDA NO BCE E PERMITE UM ESCÂNDALO DESTES? 
- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.


ENTÃO, OS GOVERNOS DÃO O NOSSO DINHEIRO AO BCE PARA ELES EMPRESTAREM AOS BANCOS A 1%, PARA DEPOIS ESTES EMPRESTAREM A 5 E A 7% AOS GOVERNOS QUE SÃO DONOS DO BCE? 
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6, a 7% ou mais.

ENTÃO NÓS SOMOS OS DONOS DO DINHEIRO E NÃO PODEMOS PEDIR AO NOSSO PRÓPRIO BANCO!... 
- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.


MAS, E OS NOSSOS GOVERNOS ACEITAM UMA COISA DESSAS? 
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.


MAS ENTÃO ELES NÃO ESTÃO LÁ ELEITOS POR NÓS? 
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século, para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.


E ONDE O FORAM BUSCAR? 
- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...

MAS METERAM OS RESPONSÁVEIS NA CADEIA? 
- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.

E ENTÃO COMO É? COMEMOS E CALAMOS? 
Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...