
Ora, nós em Portugal também temos uma Rainha de Inglaterra…o Procurador-geral da República. Só que esta Rainha não consegue estender os seus domínios até aos barbados sindicalistas. Por outro lado, estes é que lhe fazem a barba.
Se estivesse no lugar dele, com estas trapalhadas todas, tirava umas férias na Jamaica ou nas Bahamas. Afinal é território onde a Rainha é monarca. Mas, como não temos no nosso reino tão lindas paragens edílicas de férias, arrancava para a Amareleja que é um lugar sossegado e onde não existe mais nenhum agente do Ministério Público.
O Procurador não concordou com o projecto de despacho dos Procuradores, este poderia ter avocado o processo para si próprio, antes do despacho dar entrada. Só que esta decisão teria um forte custo político. Se o tivesse feito, teria dificuldade em negar a intenção de proteger o primeiro -ministro.
Afinal, sempre tem mais poderes que a Rainha de Inglaterra. Mas foi preferível, negar a ausência de poderes, para numa fase de proposta, impor a necessidade de mais poderes. Ora, se a estrutura é a que se conhece, poderia eventualmente, solicitar, em alternativa, menos poderes. Talvez cortasse alguma sobranceria à instituição a que se chama hoje, e mal, magistratura.
Porque se são uma magistratura, não entendo porque motivos têm um sindicato. Claro, que depois acontecem estas coisas…os funcionários, queixam-se ao sindicato dos chefes e pimba. Em primeiro lugar, o chefe não esteve presente na tomada de posse da nova direcção de sindicalistas. Também não desconta para o sindicato. Pior ainda. Começaram a dizer que a “Rainha” estava a converter a Procuradoria num quartel. Essa coisa de mandar mais que os sindicatos é errado. Nem a Rainha de Inglaterra faz uma coisa dessas. E não há cerimónia onde ela não esteja presente, mesmo que não goste nada. Uma Rainha que é rainha vai a todas, sempre com um sorriso nos lábios. É tal e qual, como diz uma procuradora do DIAP de Lisboa que afirma que os sindicalistas “têm uma atitude de rejeição à partida face à hierarquia”.
Portanto, proponho, que se mais nada houver a fazer, para remediar este caos, que o sindicato faça uma Assembleia e demita o Procurador. Podem, até, organizar gritos de protesto como: “Sindicato sim, procurador não”. “A luta continua, procurador para a rua”. “Viva a democracia, hierarquias não”. Ou então, como se trata de uma Rainha, podem ainda ter mais um grito de protesto, mais do contento da esquerda do caviar, daquela que é republicana e laica, que seria algo assim: “Viva a República, Monarquias não”.
“Res dare pro rebus, pro verbis verba dare solemus.” [Salvatore De Renzi, Collectio Salernitana 5.103] Costumamos dar coisas em troca de coisas, palavras em troca de palavras
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