segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

SÓCRATES ASSUMIU-SE

Sócrates assumiu-se pelo casamento dos “gays”. Tal é o desespero, que se avança pela necessidade de pedir o apoio dos “gays”. E estes parecem que andam, fundamentalmente, por aquele partido da esquerda do caviar. Como o “camarada” Alegre fez a aproximação a esta esquerda, e este partido vem recebendo muitas intenções de voto de muitos dos descontentes da direita, incluindo o partido socialista, lá vão os “machos”, do partido socialista, de ter de “engolir” esta.
Ainda vamos ver o Sócrates, depois das eleições, a agradecer ao “lobby gay” os seus votos.
E o comício da vitória vai ser no Parque Eduardo VII!
Ainda bem que este parque não tem o nome de nenhum rei português! Como é que não ficariam os monárquicos de Portugal!
Tal é o desespero que vamos ver os socialistas, durante esta campanha, de rabo para o ar, fazendo a devida vénia, a pedir votos pelos diversos locais frequentados pelos “apaixonados” das cores do arco-íris. Bom, a verdade é que o partido socialista, já lá vão uns anos, que passou a cor-de-rosa, abandonando o vermelho tauromáquico que o caracterizava e substituiu a mãozinha, pela “rosa”.
Tudo isto é falsa questão, para conseguir arranjar os 6 ou 7 por cento, que lhe faltam para a maioria, e que são os possíveis votos dos “gays”.
Ainda no ano de 2007, realizaram-se, em Espanha, 237.000 casamentos de heterossexuais e unicamente 1.327 casamentos homossexuais! É de facto, de uma importância “nacional”, em face de um desemprego galopante, criar mais uma distracção, tão fracturante, quanto esta! Mas que é importante, também, para distrair o eleitorado das questões fundamentais que importam aos portugueses! É uma fantochada.
E em 2013, vamos ver a revisão da lei das quotas, na participação das mulheres nas listas eleitorais, acrescentando a necessidade de incluir uma quota para os homossexuais, impedindo a discriminação!
Vou fugir para a ilha!
Mas, enquanto não puder fugir, alerto, desde já, aqui os meus leitores, para se prepararem para defender os interesses dos heterossexuais, se não quiserem ser “violados” nos vossos direitos.
Já não bastava o “lobby gay” nas televisões e vamos de modo formal, ter que aguentar com o “lobby político gay”.
Nos dias de hoje, cada vez mais, temos as pessoas a afastarem-se da instituição casamento, pelas dificuldades que o mesmo coloca. A nova estruturação da vida social e económica tem sido a responsável para que quarenta e oito por cento dos casamentos resultem em divórcio e mesmo assim, temos uma minoria a procurar materializar no casamento, o “amor” gay!
Mas, ainda bem, que Sócrates se assumiu! Assim já sabemos que vamos ter uma campanha eleitoral da cor do “arco -íris”.
"Malum panem tibi tenerum et siligineum fames reddet." [Sêneca, Epistulae Morales 123.2, adaptado] A fome fará que o teu mau pão fique macio e do melhor trigo. ■Quem tem fome cardos come.

7 comentários:

Anónimo disse...

Muito interessante a análise aqui vertida sobre a opção "gay" do Primeiro-Ministro (para a permissão do casamento entre pessoas do mesmo sexo, entenda-se).
Tratou-se indubitavelmente de uma arrojada estatégia política apresentada ontem em Lisboa, mas que poderia ter sido feita em qualquer "Cú de Judas"... Diria mesmo que a Moção defendida por Sócrates encerra em si mesma, não uma abordagem política de vanguarda, mas claramente de "rectaguarda" (dos valores tradicionais da esquerda, entenda-se...). Em suma, Sócrates deu o "Cú ao Manifesto"!

Anónimo disse...

Ouvi dizer que vai haver casamentos mas não há adopções?Então é que temos mesmo discriminação. depois do casamento legalizado dois maricas não podem adoptar? Este Sócrates é mesmo um barafunda!

Anónimo disse...

Caro Professor, o problema continua a ser sempre o mesmo: é que não há "recheio" que se aproveite dentro daquelas "carapaças" ocas (1) dos nossos "crustáceos políticos".

E o caso é que, ao contrário do que se passa com os verdadeiros espécimes da nossa costa rica em exemplares vivos de degustação de altíssimo nível, os nossos "espécimes" políticos, os do Continente, de terra firme, não ganham recheio...

Bem, até se sabe que por vezes alguns ganham mesmo recheio... mas do género "pe'cu'niário" está claro. Alguns porventura até o guardarão no "dito"... não vá o MP descobrir tanto "recheio" desviado. Outros há, que até têm algum "recheio" na carapaça mas de odor bastante insuportável, dada a proveniência político-partidária imprópria do mesmo... enfim... há de tudo mesmo...

Sem embargo, também os há que gostam de "meter recheio" em "sítios impróprios", ao arrepio da fisionomia natural de concepção desses espécimes, adeptos, da nossa política... Agora parece até querer passar-se - sustentado por instrumento legislativo - para as "uniões do Arco-Íris", indo até às "adopções cor-de-rosa e de lencinho vermelho" e quem sabe se um dia até mesmo para a procriação "por via à rectaguarda"... até onde nos levará a Ciência (?)... Até onde nos levarão as ocas carapaças políticas que guiam este país?!

Por fim, há aqueles que, ainda desprovidos de recheio na carapaça - à imagem de praticamente quase todos os seus semelhantes crustáceos políticos - porventura não dobram o traseiro nos bancos desconfortáveis do Parque Eduardo VII (coitado do senhor que deu o nome ao parque que de relações próximas era com o nosso querido D. Carlos I...), mas fazem questão de dar "uma palmadinha" nos traseiros dos de uma minoria "cor-de-rosa" para simplesmente obter mais votos...

Será o nosso inginheireiro Sócrates um deles? Dos quais???

Ai carapaças ocas...!

(1) Como dizia o Professor Medina Carreira, a respeito dos políticos e governantes deste país pelos quais nutre "o mais progressivo desprezo", são como as "santolas só com casca"...

Anónimo disse...

Sem duvida que se assumiu. Mas será que irá assumir o que vem a seguir?

Anónimo disse...

Provavelmente o Sócrates é mais "Homo" que "Sapiens"... ou a sua "sapiência" vai mais ao encontro do interesse eleitoral/partidário...


LOOOL

Anónimo disse...

"Mas, ainda bem, que Sócrates se assumiu! Assim já sabemos que vamos ter uma campanha eleitoral da cor do “arco -íris"

SIGNIFICA ISTO QUE TEMOS DE ESTAR PREDISPOSTOS À MUDANÇA? Pensem em Nietzsche, Hegel e Deleuze que defendiam mais ou menos isto: "dentro da semelhança há necessáriamente mudança"...
A campanha " cor do arco-iris" fará toda a diferença:
Vá lá, sejamos receptivos!
De uma amálgama cinzenta de comportamentos sexuais dubios e indefinidos pela ausencia de conhecimento da conduta sexual de cada fingidor... a maioria das vezes encoberta pela "carapaça" do "lobby gay"... Tornar-se-à hilariante para nós, heteros, acompanhar, "degustar e abscorver" todo o cocktail cromático que esta campanha nos vai proporcionar..Esta mudança, certamente colmatará não apenas a instabilidade emocional dos fingidores, com uma série de défices e de lacunas do seu p´roprio "eu"... Por isso, tratemos esta "mudança" como uma nova filosofia terapêutica da sociedade actual onde já não será mais preciso contornar a lei, nem usar subterfugios para se assumir manifestamente perante a velha sociedade institucionalizada, ainda que nos remeta para o campo das utopias, imbuídos neste progresso tão desejado por tantos "camaradas"...mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...(Umas mais intimistas que outras)!
"Abre-se assim, um mundo novo, de mudanças íntimas e de movimentos sexys"
É isto que faz a diferença!

Professor disse...

Pensando em Nietzsche:
Nietzsche com predileção para os Pré-socráticos, em especial para Heráclito e Empédocle.
Nietzsche quis ser o grande “desmascarador” de todos os preconceitos e ilusões do género humano, aquele que ousa olhar, sem temor, aquilo que se esconde por trás de valores universalmente aceites, por trás das grandes e pequenas verdades mais bem assentes, por trás dos ideais que serviram de base para a civilização e nortearam o rumo dos acontecimentos históricos. E assim a moral tradicional, e principalmente esboçada por Kant, a religião e a política não são para ele nada mais que máscaras que escondem uma realidade inquietante e ameaçadora, cuja visão é difícil de suportar. A moral, seja ela kantiana ou hegeliana, e até a catharsis aristotélica são caminhos mais fáceis de serem trilhados para se subtrair à plena visão autêntica da vida.
Para Nietzsche o homem é individualidade irredutível, à qual os limites e imposições de uma razão que tolhe a vida permanecem estranhos a ela mesma, à semelhança de máscaras de que pode e deve libertar-se. Em Nietzsche, diferentemente de Kant, o mundo não tem ordem, estrutura, forma e inteligência. Nele as coisas “dançam nos pés do acaso” e somente a arte pode transfigurar a desordem do mundo em beleza e fazer aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida.
"A moral não tem importância e os valores morais não têm qualquer validade, só são úteis ou inúteis consoante a situação"; "A verdade não tem importância; verdades indubitáveis, objectivas e eternas não são reconhecíveis. A verdade é sempre subjectiva"; "Deus está morto: não existe qualquer instância superior, eterna. O Homem depende apenas de si mesmo"; "O eterno retorno do mesmo: A história não é finalista, não há progresso nem objectivo".
Nietzsche era um crítico das "ideias modernas", da vida e da cultura moderna, do neo-nacionalismo alemão. Para ele os ideais modernos como democracia, socialismo, igualitarismo, emancipação feminina não eram senão expressões da decadência do “tipo homem”. Por estas razões, é por vezes apontado como um precursor da pós-modernidade.
Nietzsche passou os últimos 11 anos da sua vida sob observação psiquiátrica, inicialmente num manicómio em Jena, depois em casa de sua mãe em Naumburg e finalmente na casa chamada Villa Silberblick em Weimar, onde, após a morte de sua mãe, foi cuidado por sua irmã.