terça-feira, 30 de abril de 2013

A JUSTIÇA NA INJUSTIÇA


Isaltino Morais, em virtude de uma notícia do Jornal “Independente”, demite-se do governo, liderado por Durão Barroso. Governo este que Isaltino Morais só incorporou depois de muita insistência. Tinha-se iniciado o mandato resultante das eleições autárquicas de 2001.
Isaltino Morais saiu do governo e não retomou a Câmara. Remeteu-se ao silêncio. A este, sucedeu a Vice-Presidente, na altura, Teresa Zambujo. E o mandato na Câmara decorreu com normalidade. O único senão foi a paralisação dos projectos que se encontravam em curso bem como alguns assuntos que não foram atempadamente resolvidos. Um dos quais, de alguns milhões de euros, eu participei na renegociação do seu pagamento ao I.N.H. porque, de outro modo, teriam sido cativas transferências de dinheiros para a Câmara que colocariam, esta, em dificuldades de tesouraria.
Em 2005 foi-lhe recusado, pelo então líder do PSD, Marques Mendes, a possibilidade de se candidatar a Presidente de Câmara, contrariando a decisão dos militantes. Dura Assembleia de militantes em que se tomou a decisão de que o candidato seria Isaltino Morais.
Perante a recusa de Marques Mendes, invocando razões de uma ética à qual o partido nunca tinha prosseguido, tentou-se afastar e aniquilar Isaltino Morais. Quando este se limitava a ser investigado. Isto é, não tinha, ainda, sido deduzida acusação.
Perante esta posição do PSD, mais de duas centenas de militantes deram-lhe apoio para uma candidatura independente. Esta candidatura deu origem ao movimento de cidadãos, “Isaltino Oeiras Mais à Frente”. Claro, que o partido, logo, se propôs sanear os referidos militantes. Tomo a liberdade de recordar que quem elegeu Isaltino Morais como o autarca modelo foi o mesmo Marques Mendes/Guterres que o procurou triturar. Ou seja, tinha conseguido afastar do PSD um potencial Presidente do partido. Marques Mendes sempre acompanhou Isaltino Morais. Primeiro como Presidente da Assembleia Municipal de Oeiras. Depois, como colegas no governo, além dos empregos dados a Marques Mendes, por Isaltino Morais, concretamente, na Universidade Atlântica. Outros tempos…e parece que na política vale tudo para se chegar ao poder, principalmente, quando não existe competência nem mérito.
Decorreram mais de dois anos de investigação para deduzir acusação a Isaltino Morais. Foi em plena campanha para as autárquicas de 2005 que Isaltino Morais foi acusado de vários crimes.
Mas, com ele, foram acusadas mais três pessoas, dando-se a conotação de um “bando” de criminosos. Como se fosse uma quadrilha. A justiça, isto é, os Inquisidores, levaram mais quatro anos a levar a julgamento este bando de criminosos. Em função desta inoperância da justiça, diz-se, depois, que os arguidos e advogados utilizam manobras dilatórias? Ou terá sido a incapacidade de provar o que não era possível provar?
Pouco antes das novas eleições autárquicas de 2009, precisamente, no dia 3 de Agosto de 2009, foi lido o acórdão, no Tribunal de Oeiras, cujas sessões se realizaram no Tribunal de Sintra, porque entendeu o colectivo de juízes de que haveria muitos espectadores. Enganou-se, porque, praticamente, só se encontravam no Tribunal os arguidos e a família mais próxima e um ou outro amigo. Os Oeirenses não quiseram alimentar um espectáculo que a Justiça quis montar! Porque, Isaltino Morais deu a Oeiras a dignidade, a respeitabilidade que coloca, hoje, este Concelho, entre os melhores, quer a nível nacional como internacional.
Resultado do acórdão: não havia uma quadrilha, tendo sido todos os arguidos absolvidos, com a excepção de Isaltino Morais. A pena por vários crimes que resultou em dez anos e oito meses de prisão que em cúmulo jurídico, deu 7 anos.
Feito o recurso para o Tribunal de Relação, de todos os crimes restou fraude fiscal e por consequência branqueamento de capitais. Se foi feito recurso, e este Tribunal revogou a decisão do Tribunal da primeira instância, podemos aferir muitas conclusões. Ou não? Então, tantos anos de investigação e a montanha pariu um rato?
Mas, fraude fiscal a onde? O Tribunal, não existindo nenhum processo na Autoridade Tributária, conseguiu deduzir que tinha havido fraude fiscal? É no mínimo interessante.
Mesmo assim, Isaltino Morais, tendo os seus impostos pagos, tem de pagar com a privação da liberdade!
Pela inoperância da justiça, Isaltino Morais tem de ser o rosto da corrupção e o bode expiatório de uma justiça, a maioria das vezes ineficaz. E se assim não fosse, pergunto eu, onde estão os grandes processos de corrupção do BPN, do BPP, dos grandes negócios das PPP, dos submarinos, dos Freeportes e mais recentemente, os Swaps?
Isaltino Morais é condenado a dois anos de prisão efectiva. Nos últimos cem anos não conheço na história da justiça portuguesa quem, sendo primário, seja condenado em dois anos de prisão efectiva.
Procura-se, assim, calar a opinião pública, dizendo que há justiça! Justiça desta, não muito obrigado. Por tudo isto, já em 2009, Isaltino Morais ganhou as eleições autárquicas, com 42% dos votos, atingindo quase a maioria absoluta. Estamos em véspera de eleições e detém-se Isaltino Morais para cumprir a pena de dois anos de prisão efectiva. Quando este continua a abraçar o seu projecto para Oeiras, dando Continuidade, na pessoa do seu Vice-Presidente e da equipa que reuniu e formou. E estas são, entre outras, as qualidades de um líder. Que o é, indiscutivelmente!
Toda esta história está recheada de coincidências. Toda esta história é animada por interesses de assalto ao poder. Toda esta história, resulta de uma inoperância, gritante, do sistema judicial em Portugal. Isaltino não foi condenado por nenhuma ilegalidade cometida, enquanto Presidente da Câmara.
Nem sempre, Isaltino Morais beneficiou de amigos verdadeiros. Muitos dos quais estiveram em 2005 e que abraçaram o projecto, desempenhando diversos lugares, como Adjuntos, Assessores e outros, e que numa atitude calculista, porque se pensa que manietando o líder do movimento ”Isaltino, Oeiras Mais à Frente”, se termina com um projecto, que é de todos os Oeirenses e para todos os Oeirenses e não para meia dúzia de invertebrados.
Isaltino Morais está connosco, basta passar nas ruas de Oeiras para sentir a sua presença. Não apagam Isaltino Morais, nem a sua obra e dedicação, ao Concelho de Oeiras e aos Oeirenses,mesmo tentando utilizar a imagem de Isaltino, substituindo este pelo nome "Independentes". Independentes ou uma seita de depredadores políticos?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

OEIRAS MARCA A DIFERENÇA


Apesar do contexto complexo em que o País se encontra, o Município de Oeiras, fruto de uma gestão rigorosa e de políticas públicas pensadas com o objectivo de promover desenvolvimento e estabilidade social, encerrou o ano civil de 2012 com um RESULTADO LÍQUIDO POSITIVO de 12.099.360,00€ (doze milhões, noventa e nove mil, trezentos e sessenta euros), decorrentes de 110.276.166,00€ (cento e dez milhões, duzentos e setenta e seis mil, cento e sessenta e seis euros), de proveitos, e 98.176.806,00€ (noventa e oito milhões, cento e setenta e seis mil, oitocentos e seis euros), de custos.
Estes números consubstanciam a qualidade da governação em Oeiras. Eles são o resultado de políticas públicas de longo prazo, resultado de um trabalho de estudo, planeamento e ordenamento do território com vista à construção de uma comunidade desenvolvida, justa e solidária.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

ZÉ E PEDRO MENTIROSOS COMPULSIVOS


As mentiras começam cedo. As crianças aprendem pela experiência que declarar uma inverdade pode evitar punições por má acções, antes de desenvolverem a teoria da mente necessária para entender porque funciona. Já quando adultas, acreditam que mentir lhes pode trazer benefícios. De maneira complementar, existem aqueles que acreditam que as crianças mentem por insegurança, e por não compreender a gravidade dos seus actos "escapam da responsabilidade apelando para a mentira". Também acontece nos adultos, principalmente nos políticos que acham que é unicamente o voto que os castiga. Não é. A história também os castigará, já que são impunes perante a lei.
Nesse estágio do desenvolvimento, as crianças às vezes contam mentiras fantásticas e inacreditáveis. O problema é quando as crianças ou continuam a ser crianças, depois de adultas, ou ficam mentirosos para o resto da vida. Não sei o que terá acontecido com o Zé e com o Pedro… se continuam crianças ou se são adultos, compulsivamente, mentirosos.
Quando a criança primeiro aprende como a mentira funciona, naturalmente elas não possuem o entendimento moral para evitar fazerem isso. Mas, depois de crescidas, e enquanto políticos com responsabilidades, não acredito que não tenham entendimento moral. Se calhar a sua moral fica é bem aquém do que seria normal.
É necessário anos observando as pessoas mentirem e o resultado das mentiras para desenvolver um entendimento adequado. A interferência da família também é imprescindível para que a criança compreenda através de bons exemplos a forma correcta de agir. Bom, mas isso é quanto às crianças. Em adultos que pretendem liderar a política de um país é demasiado grave. Até porque vão mentindo com tanta convicção de que falam verdade que se enchem de vaidade e passam a ser narcisistas. E é o que me tem sido dado a observar no Zé e no Pedro.
A propensão a mentir varia muito entre as crianças, com algumas fazendo isso de maneira costumeira e outras sendo com frequência honestas. Os hábitos em relação a isso mudam normalmente até o início da idade adulta. Nos casos em que esta mudança não ocorre, a psicologia os definem como adultos no estágio de infância psicológica.
Só que a mentira de adultos costuma ser mais sofisticada, e de consequências maiores do que as contadas por crianças. Boa parte desse julgamento depende se a pessoa conta inverdades diplomáticas, insinceridade social, retórica política e outros comportamentos adultos que são tidos como mentiras.
Não foi, nem é, o caso do Zé e do Pedro.
Como insistem em dizer mentiras, que ultrapassam em muito a retórica política, constituem um perigo para dez milhões de portugueses, excluindo os apoiantes inflectíveis destes mentirosos e que constituem as hostes dos partidos, um mal a que estamos obrigados pela Constituição.
Na Constituição, o problema não é o princípio da igualdade, nem o princípio da proporcionalidade. O problema na Constituição é de consagrar o monopólio político aos partidos. Isso é que tem de ser mudado, na Constituição, criando um novo regime político e acabar com estes mentirosos, de objectivos bem obscuros, na política portuguesa.

domingo, 7 de abril de 2013

MEDIDAS CONSTITUCIONAIS



Quando um país está em divida, vale tudo. 

O principio da igualdade e da proporcionalidade é uma coisa que inventaram nas Constituições Democráticas. 

Bom, se assim é, vamos a algumas medidas que o governo poderia tomar.

Uma delas é obrigar a todos os que tiverem rendimentos de trabalho superiores a duzentos e cinquenta mil euros ano a serem pagos com “Títulos do Tesouro”.
Ora bem! Será que esta medida afectaria o princípio da igualdade?
Se o ordenado mínimo são 6.930,00 euros ano não vejo que fosse violado este principio. Os que ganham mais de duzentos e cinquenta mil por ano continuavam, ainda, a poder competir, em termos de igualdade, aos que oferem o ordenado mínimo. 
O único principio que continuava a ser violado, era o principio da proporcionalidade, pois não me parece que haja proporcionalidade entre rendimentos de trabalho de cerca de sete mil euros e o de duzentos e cinquenta mil euros.
Ah, vão dizer-me que para isso existe um imposto que é o IRS que normaliza estas diferenças. Pois, não concordo. Porque antes de pagar o IRS, quem ganha o ordenado mínimo tem de pagar a energia, ao preço do mercado, quando vai ao supermercado paga os produtos ao mesmo preço, quando paga a prestação da casa ou a renda, paga ao preço de mercado e por aí fora.Claro que há coisas que quem ganha o ordenado mínimo não paga. O Mercedez 500, as férias no Brasil ou em Cuba, as operações de estética, anéis e relógios de ouro, nas ourivesarias ou acções da SONAE. Portanto, aqui continua a não haver proporcionalidade.

Mas, concordo com o pagamento do subsidio de férias dos funcionários públicos, em títulos de tesouro. Agora, será importante que a medida seja para os que trabalham, também, na actividade privada. 
Aqui sim, teríamos salvaguardado o principio da igualdade e da proporcionalidade.Já agora, para os depósitos a prazo superiores a cem mil euros, deveriam ser obrigados a reverter vinte por cento dos montantes em títulos do tesouro.Assim já o TC não teria que considerar nenhuma destas normas inconstitucionais.

terça-feira, 26 de março de 2013

SEI LÁ SI É


“Selassie” (Sei Lá Si É) tem dialogado com o Gaspar. O Gaspar dizia que eram quatro mil milhões os cortes, a fazer. O líder da Troika disse: Sei Lá Si É! Só agora é que acabou por adiantar que era melhor cortar 5,6 mil milhões. Coisa pouca, porque só representa mais 40%.
O Gaspar fez logo as contas e disse: “Bom! Com o corte de mais dois meses de salários, compensamos esta diferença. O problema, mesmo, são os 4 mil milhões. De imediato telefonou ao Ministro da Saúde e pediu-lhe um conselho terapêutico para o problema. O ministro, de imediato, ofereceu-se para estudar os cortes que teria de fazer no seu ministério. Sim, porque no Ministério da Defesa a coisa está a complicar-se por falta de operacionalidade das Forças Armadas, principalmente na falta de equipamento para o combate na selva, pois é fundamental graxa para camuflar a cara. Os desgraçados já andam a pôr a graxa das botas.

Então, o Ministro da Saúde disse que sim, que era possível. Embora estejam a pagar pouco mais de dois euros por hora extraordinária, que os médicos especialistas fazem nos Hospitais, o Ministro disse que pode passar a pagar um euro e reduz a despesa em 50%.
Como já não há cobertores nos Hospitais, o Ministro já deu autorização, para cortarem os existentes, ao meio, e assim duplicar o número dos mesmos. Já quanto aos técnicos necessários para fazer electrocardiogramas o problema vai ser colmatado, exigindo aos doentes que tenham enfartes que tragam de casa, já feito, o mesmo.

Vai ser exigido aos doentes que realizem análises, fora dos Hospitais, e que sejam portadoras das mesmas sempre que forem a uma urgência. As análises são válidas desde que não ultrapassem um ano de idade. Porque de acordo com a Organização Mundial de Saúde, as análises ao sangue e à urina, ao fim de um ano, perdem a validade, porque o sangue fica coalhado e seca e as urinas cheiram mal para burro.
Como grande parte dos portugueses está a deixar de poder pagar o seu seguro de saúde, espera-se um aumento significativo de pessoas nas urgências dos hospitais. Para isto, o Ministro da Saúde, também, já tem solução para o problema. Vai aumentar a possibilidade de se prestarem mais serviços privados, nos hospitais públicos. Consultas e intervenções cirúrgicas. Depois, o estado que tem incentivado a iniciativa privada, pagará, com atraso de 365 dias, estas intervenções.

“Sei Lá Si É” comprometeu-se com o Gaspar, que dentro de pouco mais de um ano, já todo o sistema de saúde estará nas mãos dos privados.
Já em relação ao desemprego o líder da Troika disse: “Sei Lá Si É” 20% ou 25%...Logo se verá… Mas, o desemprego quanto maior for, melhor será para a Balança Comercial. Haverá menos importações, porque, ao fim e ao cabo, vocês importam tudo o que é para comer. Ora, comendo menos, importamos menos.

A boa notícia de última hora é que se está a fazer mais fornos crematórios. Espera-se um aumento significativo de clientes. O Gaspar já está de volta das previsões. Mas, o chefe da Troika disse: "Pouco importam as previsões. Tanto faz que sejam mais 5% ou mais 10%. O que é importante é que haja um aumento significativo de gente a utilizar este serviço." "Sei Lá Si É", ainda sugeriu ao Gaspar, para os tipos que morrerem, entretanto, tenham que pagar um imposto extraordinário de ocupação do solo: IMIDEFUNTO! Quem for cremado terá de pagar uma taxa de CO2, equivalente ao preço de uma garrafa de gás de 20 kgs.

quarta-feira, 20 de março de 2013

TRABALHO ESCRAVO É O QUE ESTÁ A DAR…


Não fiquei muito admirado com as declarações do Eng.º Belmiro.
Quando este iniciou o negócio da grande distribuição, aliás, o único negócio onde tem realizado dinheiro, porque, tanto quanto sei, os restantes não serão muito abonatórios. A  grande oportunidade foi o espremer, ao máximo, os fornecedores e pagar baixos salários, utilizando a mão-de-obra dos fornecedores para repor os produtos nas prateleiras.
Ou seja…não constitui nenhuma sabedoria este tipo de negócio. Compra-se em quantidade, entusiasmando os fornecedores e depois, exigem-se promoções, descontos de contrato, em que todos os anos são inventados novos descontos, sufocando os fornecedores e por último, são os fornecedores que pagam a reposição dos seus produtos na prateleira.
Praticamente, um supermercado funciona com meia dúzia de “chefias” e operadores de caixa.
Foi deste modo, e com os licenciamentos que os sucessivos governos foram dando para a abertura deste tipo de lojas, que “mataram” o comércio local. A criação de emprego foi sempre um falso argumento, porque os novos empregos criados, levaram para o desemprego, famílias inteiras.
Seria curioso apreciar, com uma verdadeira inspecção de trabalho, o número de funcionários que recebem pouco mais de duzentos euros, dando como contrapartida dezenas de horas de trabalho.
Foi neste Portugal de sucesso, o do consumismo, que andou meio Portugal embriagado, havendo só meia dúzia de empresários que investiram em sectores reprodutivos. Sim, porque abrir supermercados não cria riqueza nenhuma, a não ser para investimentos falhados de Bancos do Universo, redes móveis sem sucesso e tantos outros negócios.
É preciso ter as vistas curtas…porque baixos salários, não criam consumo. Já estamos a assistir ao fecho de algumas grandes superfícies, tal como já assistimos ao fecho de lojas de marcas que vão fechando aqui e ali.
Acho bem! Continuem a criar um mercado atractivo de baixos salários, talvez, os Cipriotas, venham às compras ao Continente. Eu não vou! Prefiro o comércio local ou o pão do Pingo Doce que tem mais qualidade.

segunda-feira, 18 de março de 2013

SEM ESPERANÇA


Durante o governo de Sócrates, escrevi com regularidade sobre o mesmo. Com o governo de Passos Coelho tenho vindo a perder o entusiasmo de escrever sobre o mesmo.

Matéria não falta, pois, a cada dia que passa, a incompetência deste e dos seus ministros, roça o ridículo. As manifestações sucedem-se. O governo, impávido e sereno, vai errando de modo grosseiro todas as previsões macroeconómicas. Cada vez que erram as projecções, a única medida é de retirar rendimentos do trabalho ou das reformas, como se não tivessem cabeça para pensar que estas vão afundando cada vez mais a economia. País a caminho de uma pobreza incomensurável.

Por outro lado, o objectivo não declarado, que é a destruição do Estado, para que, depois, por milagre, aparecerem os privados como os salvadores da pátria.

Estes país não é para velhos, mas também não é para jovens. Os jovens têm que se habituar à ideia de fazerem a sua vida emigrando. Os velhos têm de tomar consciência de terem uma velhice de miséria, até que a morte lhes bata à porta, sendo deste modo um alívio para o governo.

Perante a situação gravíssima em que se encontra o país, já não é com manifestações ordeiras que o governo assume a sua incapacidade e se demite. Todos eles viveram a sua vida, para chegarem onde estão. O futuro espera por eles assim que saiam do governo.

Já para os portugueses, nada resta. Não vale a pena virmos com frases feitas sobre esperança e fé. Se assim fosse, existem, hoje, mais razões, do que em 1917, para o aparecimento da nossa Senhora. Poderia ser a nossa Senhora de S. Bento que iluminasse os três novos pastorinhos, Pedro, Miguel e Gaspar.

Mas, que desta vez, não fosse nenhum deles para um Convento. Ficava-nos mais barato, enviá-los para ao pé do Sócrates. De certeza que haveria alguma empresa Suíça que lhes garantisse o futuro. E não tenho dúvidas…o Cavaco promulgava e o Tribunal Constitucional levaria, pelos menos um ano a pronunciar-se se existiria inconstitucionalidade ou não.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O MAGO GASPAR VOLTA A FALHAR


Depois de estarmos a assistir à destruição massiva de emprego, colocando um milhão e meio de portugueses no desemprego, de uma escala dos preços, nos quais de inclui os combustíveis, com sete subidas de preço, em menos de dois meses, com um aumento brutal de impostos que reduzem substancialmente o poder de compra da maioria dos portugueses, em especial a função pública e reformados, vêm, agora os senhores ministros pedir ajuda nas diversas instituições, para o prolongamento, por mais um ano, do prazo de pagamento da divida. Um deles foi o ministro dos Negócios Estrangeiros que apelou hoje ao aval europeu à extensão do prazo para Portugal pagar os empréstimos.

Paulo Portas, que falava no Luxemburgo, no final de um encontro com o ministro luxemburguês dos Negócios Estrangeiros, pediu aos "amigos europeus" para que "olhem positivamente" para o pedido de extensão das maturidades dos empréstimos apresentado por Portugal há cerca de um mês, para que o país possa ter "condições mais favoráveis do ponto de vista da dívida" para terminar o seu programa e recuperar a sua autonomia.

Depois, de mais um descalabro nas previsões do senhor Gaspar que pretendeu fazer gracinha com as previsões meteorológicas, como se ele tivesse essa capacidade, pois não se lhe conhece que tenha acertado alguma previsão económica, anunciar que vai pôr a funcionar o famoso plano “B”. Com certeza, no segundo semestre, vai-nos dizer que já tinha um plano “C”.

O Governo admite apresentar Orçamento Rectificativo para aplicar os cortes na despesa, de 800 milhões de euros. O secretário de Estado das Finanças admitiu hoje que o Governo tenha de apresentar um Orçamento Rectificativo para aplicar os cortes na despesa, de 800 milhões de euros, que servirão para controlar a execução deste ano.

Para controlar a execução de 2013, o ministro das Finanças já tinha admitido a necessidade de avançar com medidas contingentes no valor de 0,5% do PIB. Hoje, o secretário de Estado afirmou que "tais poupanças terão naturalmente de ser vertidas num Orçamento Rectificativo".

Vamos assistir a mais cortes nos salários e nas pensões dos reformados. Depois ficam escandalizados quando nas acções de marketing do governo, aparecem uns grupos a cantar o “Grândola Vila Morena”.

Eu acho que até estão com sorte, porque na Grécia tem sido bem pior. Quando um ministro que obtém uma licenciatura, por equivalências, vai a uma Universidade dar uma palestra a estudantes que andam a fazer esforços, conjuntamente com as suas famílias para tirarem um curso, sabendo que ou emigram ou vão para o desemprego, parece-me uma actitude de mau gosto que roça o gozo.

O outro foi para Paris viver à grande e à francesa, a estudar filosofia e agora é presidente para a américa latina de um grupo farmacêutico suíço. E estes? Quando acabarem de destruir o país, para onde vão? Eu sei, mas não digo!

Por cá ficam os que já dificilmente têm alternativa de ir para fora, quanto mais não seja, para a américa latina, pagando os roubos e as incompetências destes governos ditos “democráticos”, onde nada funciona.

 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

AI AGUENTAMOS, AGUENTAMOS...


 
- Paizinho! Chamou a criança. Quando for grande o que é que devo escolher ser: Banqueiro, Treinador de Futebol ou Mendigo?

Diz o pai:

- Olha meu filho. Se fores banqueiro terás sempre um problema, porque serás sempre um invejoso, pois gostarias de ganhar mais de que o Jorge Jesus, à frente do Benfica, como se a tua cabeça desse para meter golos. Por outro lado terás, sempre, tendências para te comparares com os mendigos.

Se fores treinador de futebol, além de teres que aturar as birras dos sócios, mais os gajos no balneário, ainda serás confrontado com os banqueiros invejosos, do que estás a ganhar.

Em contrapartida, se fores mendigo, passas despercebido. Ninguém saberá onde é que moras e ainda terás a oportunidade de passares a vida a comer, à borla, na sopa dos pobres. Serás menos um chato, a pedir facturas, com o nome da empresa, morada e número de contribuinte, para substituir o trabalho dos fiscais das finanças. Como ninguém sabe onde moras, nem os gajos das finanças te vão chatear, porque te esqueceste de declarar 8,5 milhões de euros no IRS. Portanto, estarás sempre livre de aborrecimentos.

Mais facilmente aguentarás os aumentos das taxas moderadoras, pois não utilizarás os serviços dos hospitais. Aguentarás, com todo o à vontade, o aumento da água, do gás e da electricidade.

Não te vão cobrar nada para estacionares onde tu quiseres. Seja nas arcadas da Praça do Comércio ou na entrada de qualquer agência do BPI.

Pois, meu filho! Vai-te preparando…com alguns idiotas que temos nos Bancos e com a política deste governo, eu e tu, seremos, com certeza, mendigos! O Banco, porque nos tira a casa. O governo porque destrói os postos de trabalho.

E como o estado social está a ser destruído, para privatizar todos os serviços, hoje existentes, é o que temos de mais certo. Mas, não será mau…porque se os banqueiros aguentam, bem como os treinadores de futebol, nós também aguentamos. Ai aguentamos, aguentamos!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

OS LOBBIES



Em Junho de 2008 assistimos, todos, à greve das empresas de transporte de mercadorias. A grande revindicação eram as portagens e o preço dos combustíveis.
Em 2013, as portagens continuam e fala-se em criar mais portagens, concretamente, no norte do país. O preço dos combustíveis não deixa de aumentar. Salvo melhor opinião, não será importante o agravamento fiscal às empresas e o aumento brutal de impostos a todos aqueles que trabalham? Será que estes aumentos não afectam as empresas de transporte de mercadorias e os seus trabalhadores? Ou será que estes para não fazerem greve estão a ser compensados de algum modo pelas suas entidades patronais?
A realidade dos factos é que os socialistas não estão a ter a força que conseguiu ter o PSD, para criar estes boicotes, colocando os empresários dos transportes de mercadorias a fazer greve e a desestabilizar o país e a economia.
É tão fácil deitar um governo abaixo! Agora não é com os trabalhadores. Estes só reagem quando o “patrãozinho” os encosta à parede. É uma tristeza, verificar que os portugueses são comandados pela música destes lobbies.
Até lá, vamos caminhando, de confisco em confisco, sem um plano que seja claro e transparente e que diga aos portugueses para onde se caminha. Tudo o que se tem vindo a fazer tem interesses obscuros mas compreensíveis, para quem estiver atento.

PS: Lobby (do inglês lobby, ante-sala  corredor) é o nome que se dá à actividade de pressão de grupos, ostensiva ou velada, com o objectivo de interferir directamente nas decisões do poder público, em especial do Legislativo, em favor de interesses privados.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

PAULO VISTAS COM ISATINO MORAIS – OEIRAS, SEMPRE, EM PRIMEIRO LUGAR



Em 2005, quando o Presidente do PSD, na altura, Marques Mendes, boicotou a decisão que os militantes do PSD de Oeiras tinham tomado, em reunião de militantes, de apoiar o Dr. Isaltino Morais como candidato à Câmara Municipal de Oeiras, mais de cento e setenta militantes deste partido, apoiaram a candidatura independente de Isaltino Morais.
Por este facto, todos eles foram alvo de um processo jurisdicional e, como consequência, foram expulsos do partido. Recordo-me que, violando princípios constitucionais, Isaltino Morais, escolhido democraticamente, pelas estruturas de base do Partido foi obstaculizado a candidatar-se, pelo Presidente, Marques Mendes.
Muita tinta correu, especialmente, sobre este facto na comunicação social.
Alguns dos seus militantes como não foram incluídos nas listas de candidatura de Isaltino Morais, foram excepcionados das sanções aplicadas pelo partido. Portanto, por lá continuaram a militar. Mas, militaram, também, na candidatura de Isaltino Morais, nas eleições de 2005. Escuso-me de citar nomes.
Já em 2009, a ex-candidata, Isabel Meireles, confessava o quanto difícil era a armadilha de lodo, da estrutura Concelhia do PSD. E o resultado ficou à vista. Pois, a maioria deste grupo que comanda os destinos do PSD, em Oeiras, é exactamente o mesmo desde 2005.
Depois de tomada a decisão, do Dr. Isaltino Morais se candidatar, em 2005, como Independente, que se sentiu, desde o princípio, a necessidade de constituir uma Associação que congregasse todos os cidadãos que não se reviam nas artes mais “democráticas” dos partidos e em particular do PSD de Oeiras, dando-lhes voz activa nos interesses de Oeiras, contribuindo para a excelência dos indicadores nacionais que reconhecem a excelência do Concelho.
Em 2005, os jornais e as televisões tiveram uma particular atenção, à pessoa do Dr. Isaltino Morais como candidato independente.  Um dos Jornais, de maior prestígio nacional, tinha emprestado o seu principal accionista, Presidente do Conselho de Administração do mesmo e militante n.º1 do PSD, como mandatário, e o PSD perdeu as eleições. Em 2009, nem se fala. Os Oeirenses reforçaram a sua votação no Dr. Isaltino Morais, como candidato independente do Grupo de Cidadãos, Isaltino- Oeiras Mais à Frente.
A constituição da Associação Oeiras Mais à Frente veio em crescendo a reforçar a sua actividade cívica no Concelho e a demonstrar a necessidade de serem os Oeirenses a comandar os seus destinos.
Podendo o Dr. Isaltino Morais candidatar-se em 2013, de acordo com a lei em vigor, a decisão de não o fazer é inteiramente pessoal. Mas, continua a ser a primeira voz a ouvir-se na Associação Oeiras Mais à Frente.
Foi tendo em consideração a decisão do Dr. Isaltino Morais de não ser candidato, em 2013, à CMO, que em Assembleia Geral foi eleito o Dr. Paulo Vistas como candidato.
É importante não descurar que, Isaltino Morais está a apoiar Paulo Vistas. E no futuro, com o seu saber e conhecimentos, Paulo Vistas, como Presidente de Câmara tem todas as razões de dar a continuidade a Oeiras que todos nós esperamos.
Reúne todas as condições para ser o próximo Presidente, nos próximos 12 anos. Vai completar dois mandatos como Vice-Presidente da Câmara.
Mas, mais importante ainda: Paulo Vistas é Oeirense. Nasceu, cresceu e vive em Oeiras. Não foi arrastado para ser candidato à Câmara de Oeiras. Existe um projecto para Oeiras que foi encetado pelo Dr. Isaltino Morais, em 1986 e que este não deixará de acompanhar, dando ambos Continuidade ao bom posicionamento de Oeiras a nível nacional.
Não é preciso demonstrar o que é Oeiras. Oeiras pode ser um teorema para os partidos. Mas, a candidatura Isaltino- Oeiras Mais à Frente, com o candidato Paulo Vistas, acompanhado e apoiado pelo Dr. Isaltino Morais faz de Oeiras um axioma.
Não precisamos de criar novas ambições. O que Oeiras precisa é de dar continuidade ao trabalho de excelência, realizado pelo Dr. Isaltino Morais, com o Dr. Paulo Vistas na liderança.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ESTAMOS A SOFRER UM GOLPE DE ESTADO



Desde o tempo do Sócrates que quem tinha um vencimento superior a 1.500 euros via o mesmo reduzido em 5%. Depois, veio o Passos Coelho e reduziu em mais 10% os vencimentos superiores a 1.500 euros. Não contente com a situação, foram suspensos os pagamentos do subsídio de Natal e Férias.
Este ano de 2013, o governo foi caridoso e repôs o subsídio de Natal. Depois, incrementou os descontos para o IRS. Bom, no final de Janeiro  quem recebia um salário líquido de 3.000 euros vê o mesmo reduzido para 2.750,00 euros, não falando do duodécimo de 290,00 que também foi à vida. Ou seja, o subsídio de Natal continua nas mãos do fisco e este, ainda, arrecada mais 250,00 euros.
Tudo isto poderia ser tolerável se o palavreado político não fosse de intrujão. Por outro lado, a dignidade das pessoas é ainda afectada quando, ministros e secretários de estado, admitem “putos” com 25 ou 28 anos de idade, como técnicos especializados e lhes pagam salários de 5.000 euros. Nem que fossem salários de 3.000 euros. Porque nas entidades públicas quem tem um vencimento de 3.000 euros ou é um técnico superior com mais de 30 anos de carreira e chegou ao seu topo ou é gestor numa qualquer empresa daquelas que não dão prejuízo ao Estado. Com responsabilidades civis e penais no exercício das suas funções de gestor.
O que se está a passar em Portugal, com este governo, é puramente de uma filha de putice sem memória na nossa história.
Nunca desejei mal a ninguém, mas gostava de ver estes filhos da puta, a viver na rua, a dormir numa qualquer grelha do metropolitano para se aquecerem.
Ainda somos confrontados com Catrogas a mamar 45.000/mês, António Borges a mamar 225.000/ano líquido. Mas, o mais grave é que todos nós sabemos que muitos deles quando deixarem o governo, pelos favores e fretes que fizeram vão trabalhar para o Ricardo Salgado ou outros ou ainda fazem uns favores como gestores na CGD de comprarem acções da Brisa pela manhã a 2,75 euros e venderem-nas aos mesmos Bancos que lideram a empresa a 6 euros e proporcionar, num dia, encaixe de 375 milhões aos Melos.
O que se passa é um autêntico golpe de Estado, aparentemente, legitimado!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O GOVERNO DE PORTUGAL E O GOVERNO DE IDI AMIN DADA



O que não falta é gente que não sabe o que diz. Não têm, sequer, conhecimento do país. Como se está a viver em Portugal.
Este governo, em conjunto com os governos do PS, conseguiu a maior proeza dos últimos 50 anos…pôr um terço dos portugueses a comer pão, azeitonas e toucinho. As papas de Nestum também não estão baratas, por isso ficam de fora.
Em 2011, o número de idosos era de 2.971.000, para uma população de 10,5 milhões, o que nos dá uma dimensão bem clara da situação do país. Mesmo assim, continuam-se a destruir postos de trabalho. 
Mas, o mais grave, neste fenómeno, é que muitas das famílias estão a socorrer-se das magras reformas, da maioria dos idosos, para sobreviverem, pois o desemprego bateu-lhes à porta. O que era quase impossível de encontrar, um lugar num lar para receber um idoso, hoje, existe excesso de oferta.
As queixas de violência contra idosos subiram 158%, em dez anos.
Mas o reverso da medalha é que muitas das famílias que recorrem a ir buscar os seus idosos aos lares, acaba por exercer, sobre estes, violência doméstica. Quando a violência não é física é psicológica. 
A política deste governo, no que a idosos diz respeito é, perfeitamente, de terceiro mundismo. Fazem-se cortes nos subsídios de Férias e Natal e todos aqueles que têm uma reforma “milionária” de pouco mais de 1.000 euros/mês, sofrem deduções nas mesmas.
Só pode falar de baixar ordenados e reformas quem não tem rendas de casa para pagar, água, luz, medicamentos e por fim, pagar o que come. É por e simplesmente retirar a dignidade a quem trabalha ou já trabalhou para criar as empresas que hoje são vendidas ao desbarato a governos estrangeiros.

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; 
Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do Homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem; 
1. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego. 
2. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual. 
3. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social. 

Muito se tem falado da Constituição da República…mas, já chegámos a um ponto, em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos é violada, descaradamente, como se este país fosse uma República de um qualquer “Bokassa” ou de um qualquer “Idi Amin Dada”, como se pode verificar dos parágrafos anteriores que são excertos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que Portugal subscreveu.
Não há dúvida que temos o governo mais africano de todos os tempos! No mau sentido, é claro!



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

NOVA AMBIÇÃO…ACABAR COM O ESTADO


 
Pedro! Sabes que sou um grande apreciador da tua alta craveira profissional e política. Consegues estar no governo e ser simultaneamente oposição.
De tudo o que te propõe a Troika ou o FMI, tu nunca aplicas 100%. Só aplicas 90% e poupas o povo português a grandes tormentos. És um gajo, além do mais, sensível e nada arrogante.
Pedro! Tenho vindo a pensar na crise e, depois deste último relatório do FMI, disse: “Para que é que o Pedro anda a pagar estes estudos, que custam uma pipa de massa quando, ao fim e ao cabo, eu já tinha a solução? Sei que é um pouco mais radical, mas Pedro, tirávamos este pesadelo de cima.
Tal como tu, eu sou um liberal do caraças. E pensei: Vou escrever ao Pedro e propor que ele acabe com todos os serviços do Estado. Acabava mesmo com o Estado. Entregava tudo aos privados. A educação, a saúde, a segurança pública, o que resta de soberania territorial, encerrando as forças armadas e como eram os privados a fazer tudo, e eles fazem tudo bem, extinguia, também, todos os organismos de fiscalização. Desde a ASAE, ao Tribunal de Contas.

Mas, mais… fechávamos os Tribunais e ficava só a funcionar os Tribunais Arbitrais, geridos por privados. Claro, Pedro. Deixava de ter razão o Tribunal Constitucional. Esses já não te atormentavam a vida. Mas, espera lá… o governo também acabava, encerrava-se a Presidência da República que gasta mais dinheiro que a casa monárquica Espanhola e o Parlamento.
Como resultado, tínhamos de imediato Superavit… O quê? Isto depois dava pancadaria? Eh pá, isso já não era contigo, era com os privados.
E eles fazem tudo bem! Acredita! Faziam melhor do que tu andas a fazer, mais o exército de assessores que tens no governo.

Pedro! Se quiseres apoio para isso, conta comigo. Ponho uma petição a funcionar e vais ver como se resolve o assunto. E tu para onde é que ias? Eh pá! Com a categoria que tens ias para administrador da CGD. Não tenhas medo, pois esta também era privatizada, assim deixava de andar a apoiar gajos para comprar acções do BCP.
Vai pensando no assunto. Depois diz-me alguma coisa para eu colocar a Petição no Facebook.

PS- Espera lá. Estava-me a esquecer que deixávamos de pagar impostos. Era o que mais faltava!

 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

TREZENTOS E SESSENTA E CINCO DIAS DE 2012


Trezentos e sessenta e cinco dias tem um ano. Foi o que aconteceu com dois mil e doze. Sem tirar nem pôr.
Há quem faça um diário e vá narrando, dia a dia, o que de mais importante se lhe passou. Nunca tive jeito para isso. Aliás, penso que essa particularidade está mais a condizer com o género feminino.
Se algum de nós quiser saber o que se passou no dia x do ano y, o melhor é ter uma amiga ou irmã a quem possa perguntar.
Os homens, por defeito, só não esquecem o que de facto é importante, talvez por isso esqueçam o que não é importante, para que possam pensar no que é relevante.
E relevante, são alguns factos que se passaram em 2012, como sejam o aumento de impostos. Relevante, foram os cortes nos salários. Relevante, foram as atrocidades sociais perpetradas pelo governo, agindo munido de uma legitimidade que para os mesmos não tem limites. Nem os das contestações populares, nem as que colidem com os normativos constitucionais.
Relevante terá sido a ausência de um Presidente da República, cujas intervenções só se coadunam com alguém que só chega a líder do PSD, por mero acaso, e em resultado de uma rodagem ao carro novo.
Tudo os que nos toca de modo especial, todos nós nos lembramos. Não é preciso um diário. Porque, também, não temos por hábito andar a xingar ninguém com as pequenas coisas da vida.
Mas, a mentira, seja ela dos políticos ou de quem for, não nos esquece. A traição, dentro ou fora da política, também, não nos esquece. Mas, o que não esquece nunca é a deslealdade e o ferir da dignidade que cada um de nós tem.
Por isso, quem é que diz a um reformado, que trabalhou e descontou 40 anos da sua vida activa para a sua reforma, que um bando de bandidos, legitimados por menos de trinta por cento dos portugueses, possam de modo unilateral, invocar alterações das circunstâncias para não cumprir um contrato de 40 anos?
É uma violação do principio da boa-fé, que cada cidadão deu ao Estado, ao confiar-lhe as suas poupanças.
Quem é que explica aos portugueses sob a alçada do Estado que depois de um acórdão do Tribunal Constitucional, em virtude da fiscalização sucessiva, de 2012, em que declarou a não constitucionalidade do não pagamento do subsidio de férias e de natal, ver novamente, o mesmo governo, a utilizar o mesmo meio para não pagar um dos subsídios?
Não estamos num estado de direito. Assiste-nos, a nós portugueses, o direito de reagirmos em legitima defesa e, também, por acção directa, quando a justiça e o mais alto dignatário da nação, não impede o roubo, pelo estado, de um salário dos seus trabalhadores, reiterando a violação da constituição.
O que já está em causa nesta política é a deslealdade de um governo, a sua traição, a mentira porque é movido e o atentado à dignidade de cada um de nós, num período em que a crise tem vindo a legitimar tudo e mais uma botas, e em concreto, as privatizações mal esclarecidas, a que nos habituámos a assistir, para favorecer os grandes amigos instalados no poder financeiro.
Nem já os mais velhos se lembram, quanto mais os fedelhos que estão no governo, o que é lealdade e dignidade. Porque se tivessem dignidade, já se tinham demitido.