sábado, 1 de dezembro de 2012

O QUE É O BCE?



O QUE É O BCE? 
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.


E DONDE VEIO O DINHEIRO DO BCE? 
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.


E É MUITO, ESSE DINHEIRO? 
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.


ENTÃO, SE O BCE É O BANCO DESTES ESTADOS PODE EMPRESTAR DINHEIRO A PORTUGAL, OU NÃO? COMO QUALQUER BANCO PODE EMPRESTAR DINHEIRO A UM OU OUTRO DOS SEUS ACCIONISTAS ? 
- Não, não pode.

PORQUÊ?! 
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.

ENTÃO, A QUEM PODE O BCE EMPRESTAR DINHEIRO? 
- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.

AH PERCEBO, ENTÂO PORTUGAL, OU A ALEMANHA, QUANDO PRECISA DE DINHEIRO EMPRESTADO NÃO VAI AO BCE, VAI AOS OUTROS BANCOS QUE POR SUA VEZ VÃO AO BCE. 
- Pois.

MAS PARA QUÊ COMPLICAR? NÂO ERA MELHOR PORTUGAL OU A GRÉCIA OU A ALEMANHA IREM DIRECTAMENTE AO BCE? 
- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!

AGORA NÃO PERCEBI!!.. 
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.


MAS ISSO ASSIM É UM "NEGÓCIO DA CHINA"! SÓ PARA IREM A BRUXELAS BUSCAR O DINHEIRO! 
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.

ISSO É UM VERDADEIRO ROUBO... COM ESSE DINHEIRO ESCUSAVA-SE ATÉ DE CORTAR NAS PENSÕES, NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO OU DE NOS TIRAREM PARTE DO 13º MÊS. 
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.


MAS QUEM É QUE MANDA NO BCE E PERMITE UM ESCÂNDALO DESTES? 
- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.


ENTÃO, OS GOVERNOS DÃO O NOSSO DINHEIRO AO BCE PARA ELES EMPRESTAREM AOS BANCOS A 1%, PARA DEPOIS ESTES EMPRESTAREM A 5 E A 7% AOS GOVERNOS QUE SÃO DONOS DO BCE? 
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6, a 7% ou mais.

ENTÃO NÓS SOMOS OS DONOS DO DINHEIRO E NÃO PODEMOS PEDIR AO NOSSO PRÓPRIO BANCO!... 
- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.


MAS, E OS NOSSOS GOVERNOS ACEITAM UMA COISA DESSAS? 
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.


MAS ENTÃO ELES NÃO ESTÃO LÁ ELEITOS POR NÓS? 
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século, para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.


E ONDE O FORAM BUSCAR? 
- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...

MAS METERAM OS RESPONSÁVEIS NA CADEIA? 
- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.

E ENTÃO COMO É? COMEMOS E CALAMOS? 
Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PORQUÊ PAULO VISTAS?



Nunca a minha vida foi orientada pela “ambição”. Citando Maquiavel, "Os homens quando não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição."

Como sempre prezei a amizade e a gratidão e como tenho a convicção de que estas em nada podem contra a ambição, a minha vida foi orientada por estes dois objectivos: a amizade e a gratidão, quer para satisfação das necessidades pessoais, quer por todos os que integram a sociedade, onde me insiro, e, em particular, os que me estão mais perto.

Por estas razões, aceitei o convite do Dr. Isaltino Morais, em 2005, para mandatário da sua candidatura a Presidente da Câmara Municipal de Oeiras. Convite que foi renovado em 2009.

Em 2005, contra todos os ventos e marés, o Dr. Isaltino Morais foi o escolhido, novamente, pelos Oeirenses, para liderar os destinos da Câmara Municipal de Oeiras.

Reiniciou-se, nessa altura, a continuidade de um projecto para Oeiras que tinha sido interrompido em 2002, com a chamada do Dr. Isaltino Morais ao Governo.

Em 2005, o Dr. Paulo Vistas, reconhecendo a liderança do Dr. Isaltino Morais e porque sempre acreditou no seu projecto, tal como eu, abraçou a sua candidatura.

Prevaleceu a amizade e gratidão. Ambas tiveram a inércia e a força de vontade, que foi demonstrada por todos os que participaram, activamente e, com o seu voto, na continuidade de um projecto para Oeiras, que já vinha a ser trabalhado desde 1986.

Com a “Vitória Impossível” trilhou-se um novo caminho, desta vez, não à sombra de um aparelho político, mas por um conjunto de cidadãos…”Isaltino Oeiras Mais À Frente”.

Posso dizer-vos que foi fantástico. O entusiasmo, a dedicação e o trabalho que foi dada a esta candidatura vencedora. Vencedora contra tudo e contra todos que, unicamente, se movimentam por ambição e inveja.

Eu tive a honra de ter sido o mandatário desta candidatura que foi um marco na história democrática autárquica. Um Grupo de Cidadãos que é eleito para governar os destinos de uma Câmara, mas também, o destino de sete das dez freguesias do Concelho e, de ter, uma representação maioritária na Assembleia Municipal.

Os Oeirenses, contrariamente ao barulho ensurcedor dos adversários desta candidatura e dos meios de comunicação social que lhes eram favoráveis, decidiram, com amizade e gratidão, que este Grupo de Cidadãos, liderado por Isaltino Morais, fosse o eleito. Nunca na história de Portugal, no que a eleições autárquicas diz respeito, se tinha observado tão esmagadora vitória.

Ao princípio era uma “vitória impossível”. Mas foi possível graças à confiança, à amizade e gratidão depositadas pelos Oeirenses neste Grupo de Cidadãos e no Dr. Isaltino Morais.

Os Oeirenses voltaram, em 2009, com a sua gratidão e amizade, renovando, desta vez, com uma maioria ainda mais expressiva, a vitória deste Grupo de Cidadãos.

Em ambas as eleições tive a honra e a satisfação de ter sido o mandatário do Dr. Isaltino Morais.

Também, o Dr. Paulo Vistas mereceu e honrou, com o seu carácter e trabalho, a posição de Vice-Presidente da Câmara, nestes dois mandatos.

Por estas e outras razões, o Dr. Paulo Vistas é o candidato a Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, em 2013.

E porque o projecto é de continuidade, e porque não me animam, na vida, ambições, mas sim a amizade e a gratidão, recebi um convite do Dr. Paulo Vistas para que o represente na sua candidatura, como representei o nosso Presidente Isaltino Morais.

Fá-lo-ei com a mesma convicção e com a mesma dedicação que tive e tenho para quem já tanto esforço, trabalho e dedicação deu a Oeiras e aos seus Munícipes, nestes últimos oito anos. E porque acredito que o projecto do Dr. Isaltino Morais ainda não está concluído e que só terá continuidade com a liderança do Dr. Paulo Vistas.

O Dr. Paulo Vistas é um cidadão de corpo inteiro. Nestes oito anos muito deu de si em prol dos Oeirenses. Sendo um homem que ama a sua família, mulher e filhas, em particular, já muito lhes roubou de tempo e afectos, dedicando-se a servir os Oeirenses.

O Dr. Paulo Vistas é um homem que vive preocupado com o bem-estar dos seus concidadãos e, na qualidade de Vice-Presidente, tem abraçado projectos como a habitação jovem, a habitação nos Bairros Municipais, o desporto, os idosos e todos aqueles que o procuram. O futuro é feito de homens deste calibre. Um homem com objectivos de bem servir os outros porque sabe que a amizade e gratidão são duas qualidades fundamentais na vida, quando a nossa consciência e o nosso modo de estar é a felicidade dos outros. Por isso, o Dr. Paulo Vistas é a continuidade porque não é, também, movido por ambições.

Não posso deixar de manifestar ao Dr. Isaltino Morais a minha amizade e gratidão, pelos mais de vinte e cinco anos que dedicou, com grande prejuízo da sua vida pessoal, ao Concelho de Oeiras.

Quanto ao Dr. Paulo Vistas, dir-lhe-ei que tem uma responsabilidade muito grande ao dar continuidade a um Presidente que foi um marco na história de Oeiras.

Em nome dos quarenta e dois por cento de Oeirenses que confiaram ao Dr. Isaltino este seu último mandato, obrigado, porque já demonstraram a vossa amizade e gratidão. Agora, de novo juntos, voltaremos a vencer em prol de Oeiras.



Um abraço amigo,

Luís Roldão

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

25 Novembro de 1975



Quem tem a minha idade, viveu, de modo particular, o 25 de Abril de 1974 e os anos subsequentes. Atravessámos o chamado período do PREC (Processo Revolucionário em Curso).
Foi um período em que se tentou implementar a “Reforma Agrária”, com o slogan de “A terra a quem a trabalha”. Este slogan serviu para confiscar aos legítimos proprietários, as propriedades, que o Partido Comunista achava por bem chamar a si.
Organizaram-se Cooperativas, de “trabalhadores”, em que os líderes eram funcionários ou homens de confiança do Partido. Ocuparam-se fábricas, colocando-as em auto-gestão, expropriando, deste modo, também, os seus legítimos proprietários. Muitas delas acabaram “nacionalizadas”.
Mas, se já existia controlo na agricultura e pecuária, bem como na indústria, faltava o sector financeiro. E em 11 de Março de 1975 nacionalizaram-se os Bancos e Companhias Seguradoras.
Fez, agora, anos que se deu o movimento do 25 de Novembro de 1975. Foi o culminar de um período de PREC. Em 1976, foram as primeiras eleições, já com a Constituição da República, aprovada. Constituição que logo no seu preâmbulo diz que Portugal ia a caminho do Socialismo.
Este processo de expropriações, sem indemnizações, só aproveitou, não ao Estado Socialista que se desenhava, mas, a um Estado Autocrático que durante mais de 30 anos, se serviu destas mesmas nacionalizações, para tapar buracos orçamentais, ano após ano.
Ainda faltam alguns anéis que este governo já se prometeu a vender.
Todos criticaram o falecido Vasco Gonçalves. Mas, este socialismo autocrático muito deve a este homem que lhes permitiu andar num regabofe, a vender património que depois, serviu para enriquecer alguns. Todos aqueles que eram figuras de proa dos partidos do poder…PSD/CDS e PS.
Claro que tudo isto, a coberto de uma sociedade liberal, de iniciativa privada. A mesma iniciativa privada, que em Portugal, unicamente, se preocupou, foi com as mais valias dos negócios especulativos que se conseguiram gerar.
Um dos últimos grandes negócios foi a EDP que encaixou, posteriormente, toda uma série de rapaziada como o Senhor Catroga, que possuem grandes responsabilidades da situação a que chegou o país.
E, agora, a coberto da crise, e em plena discussão do Orçamento de Estado, para 2013, atira-se, para a discussão pública, a “refundação”.
Eu não sei se o país precisa de ser refundado e penso, até, que será uma ofensa ao fundador, D. Afonso Henriques. Mas, talvez precise.
O certo é que com refundação, pretende-se ir a um lugar que por várias vezes foi abordado, mas com outra dialéctica, que é a privatização do ensino, na sua generalidade e a privatização da saúde. Este último é um negócio altamente apetecível.
Os grandes grupos privados portugueses e estrangeiros estão com reacções de “Pavlov”, à espera do tão almejado objectivo. Esta é mesmo, uma ambição deste governo e de todos os sequazes que à volta dele, proliferam.

Para completar, as reformas, dos portugueses, é outro grande negócio que se encontra na mira deste grupo de hienas. Não foi em vão que se tentou, transferir parte dos encargos das empresas, para o trabalhador. Qual competitividade, qual carapuça. O futuro é o prémio de seguro que cada português terá de pagar, às instituições que entrarão nesse mercado.
Como disse, Adam Smith, “A ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram.”
Esta é a realidade de um governo constituído por jovens, que hoje são homens e mulheres, que nunca tiveram responsabilidade de pôr a comida no prato, porque cresceram e vão vivendo na ambição, de viver à custa dos outros e com o que é dos outros.
Estamos a viver um período igual ao do PREC. Hoje, não são os Comunistas a ocuparem as terras e as casas, mas é um governo autocrático que as confisca, com a cobertura de uma crise que tudo justifica, como se justificou o roubo das propriedades em 25 de Abril de 1974.
A única coisa que ainda não se fez foi sequestrar os empregados do governo, os deputados, na Assembleia da República. Mas, desta vez, para lhes dar um pontapé no cú e mandá-los trabalhar, para contribuírem para a crise que criaram, ao aprovarem durante anos e anos, orçamentos de estado, deficitários, e ao aprovarem, agora, o orçamento que levará à cova, este país.
Quem diz que o que se passa é fruto da crise, eu direi que não é só o fruto da crise. Tem a ambição de uma ideologia política, sem princípios.  Onde tudo vale. Mesmo que seja arrastar os portugueses para a miséria e hipotecar o futuro deste país.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ai, se não tivesse sido o 25 de Abril



Ai se não tivesse sido o 25 de Abril… Não tínhamos o primeiro de Maio. Nem o dia de S. Valentim, que era proibido no tempo de Salazar.
Ainda, hoje, seria proibida a Coca-Cola…a água suja do imperialismo. Mas, como é que poderia ser a vida, nos dias de hoje, sem estas coisas?
Conquistámos, além, da comemoração do dia dos namorados a possibilidade de ter o dia do “Halloween”. De pôr as nossas crianças a fazer mascaras, para comemorar um dia tão tradicional, na cultura portuguesa. É uma alegria, ver as escolas cheias de crianças, que são o futuro do país, a serem engalanadas para comemorarem o “Halloween”. Se não tivesse sido o 25 de Abril, não tínhamos o “Dia Internacional da Mulher”, o “Dia Pai”, o “Dia do Idoso, o “Dia dos Avós”, o “Dia da Criança” e eu sei lá que mais. Foi mesmo bom!
Aliás, nós temos esta liberdade e tantas outras liberdades…podemos comemorar, todos estes dias e sentirmos as verdadeiras conquistas do 25 de Abril.
Entretanto, assistimos à violência doméstica, sobre mulheres, sobre homens, sobre as crianças e sobre os nossos velhinhos. Violência que é na maioria dos casos, exercida pela própria família. Dentro de quatro paredes, mas sob a atenta vigilância dos organismos do Estado que possuem os técnicos de Assistência Social mais credenciados do país, muitos deles já licenciados nos novos politécnicos, deste país rico, que viu a luz do dia, em 25 de Abril de 1974. O 25 de Abril foi exactamente feito, para nos dar liberdade e melhorarmos a nossa qualidade de vida. Vivermos melhor…
Comemoramos o dia do idoso e deixamos milhares deles sem dinheiro para os seus remédios. Como somos atenciosos com os velhinhos em Portugal…todos têm dentes, para comerem as côdeas duras, do pão que resta nas suas casas. E isto só foi possível, graças à grande solidariedade que se criou, em Portugal, logo a seguir ao 25 de Abril. Aliás, hoje, é tão fácil e barato ir a um dentista. Faz parte, mesmo, do Serviço Nacional de Saúde. Grande 25 de Abril que abriu as portas à solidariedade, à fraternidade. A um povo solidário, onde os políticos, abdicando dos seus legítimos interesses, dedicam a sua vida aos mais pobres. Deixamos os mesmos sem cuidados continuados, quando existem mais de vinte unidades novas no país, à espera da intervenção do Estado. Isto só aconteceu, pelo facto dos Estádios de Futebol, terem tido prioridade para a projecção da imagem de Portugal, no mundo. O benefício económico que Portugal teve com estes estádios de futebol, não pode ser comparado com a necessidade que existe em Portugal, de apoio na terceira idade. Se eles passaram uma vida a trabalhar e a pagar impostos, para o que existe hoje? Isso já lá vai…o que temos agora é de dar um futuro melhor às nossas crianças. Prepará-las nas escolas, a aprender línguas para que possam emigrar, logo que possam. Esta política foi sempre o nosso desígnio…Portugal no Mundo…graças à pobreza.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

REORGANIZAÇÃO ADMNISTRATIVA TERRITORIAL AUTÁRQUICA



Muito se tem falado sobre democracia. Uma das mais frequentes críticas à democracia representativa, além do generalizado desencanto com os políticos profissionais, é que a opinião do Povo só é consultada uma vez a cada quatro anos. E após serem eleitos, os políticos tradicionais podem agir praticamente como bem entenderem, até a próxima eleição. Bom! Isso dá para ver a que levou Portugal. Mas, existem mais variantes de democracia e uma delas é o regime da democracia participativa ou democracia deliberativa que é um regime onde se pretende que existam efectivos mecanismos de controlo da sociedade civil sob a administração pública, não se reduzindo o papel democrático apenas ao voto, mas também estendendo a democracia para a esfera social.
Porque no regime actual, em que temos dirigentes e dirigidos, ou representantes e representados, acaba-se por afastar da política e das suas práticas quotidianas, a democracia directa: a política e a vida social.
Na actualidade, a representação política tende a “educar”- isto é, a deseducar- as pessoas na convicção de que elas não poderiam gerir os problemas da sociedade, e que existe uma categoria especial de homens, dotados da capacidade específica de “governar”. Esta tem sido a realidade do nosso sistema político. Com a realidade de que os partidos actuais são meras organizações burocráticas que se fundamentam na ideologia da representação política, e não no acesso do povo às decisões políticas, e possuem como único objectivo conquistar o poder, além de serem expressões políticas de classes sociais.
Hoje, a República Portuguesa já não é um Estado de Direito, porque não existe justiça ou a que existe está de tal modo interlaçada no poder político que não consegue manter a equidistância necessária ao exercício dessa mesma justiça. E um dos retratos desta situação passa pelo Tribunal Constitucional e pelas últimas declarações da Ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz. (nomeação da PGR)
Quando da publicação da Lei 22/2012, que aborda a Reorganização Administrativa Territorial Autárquica, o mesmo Tribunal e pedida a inconstitucionalidade da Lei, nada disse. E há situações, na Lei que, salvo melhor opinião, é um verdadeiro atentado à democracia. Na sua alínea b) do n.º1, do artigo 14.º diz: “Apresentar à Assembleia da República propostas concretas de reorganização administrativa do território das freguesias, em caso de ausência de pronúncia das assembleias municipais;”
Esta norma diz em concreto o seguinte: caso o órgão executivo não cumpra a lei, apresentando uma solução e que esta seja ratificada pela Assembleia Municipal, nós temos uma Comissão Administrativa que irá fazer “custe o que custar”, o que estes órgãos eleitos e que representam o povo de um Concelho e os habitantes de cada freguesia, não façam. Mas, que raio de democracia é esta? Então, as populações são chamadas a pronunciarem-se, representados pelos seus autarcas locais e a decisão deles é caso seja contrária à que o governo quer impor, decidida por uma Comissão? Isto é de um despudor, só visto, em Burkina Faso, como, aliás, tem sido toda a actuação deste governo.
Mas, pergunto eu: estes órgãos eleitos, concretamente, as Câmaras Municipais contribuíram para a Lei? Ou o governo ao realizar esta proposta, colocando esta ressalva já sabia que a mesma seria rejeitada, do modo como foi feita? É o quero, posso e mando. Tanto que esta Lei não verificou a complexidade das repercussões de uma organização territorial feita sem critérios de realidade que não fossem “chutar” para Troika a responsabilidade da mesma. Esta Lei não salvaguarda o âmbito da nova geometria autárquica, a alteração e domínio dos novos sistemas informáticos, a notificação das novas condições aos cidadãos eleitores, a elaboração das listas concorrentes, os seus reflexos sobre o recenseamento eleitoral, a organização dos cadernos eleitorais, a nova logística própria dos actos eleitorais e a orgânica de todo o processo administrativo.
Mas, independentemente dos critérios que foram sendo alterados, desde que se começou a falar da Lei, ao caso concreto de cada Município, não verificaram das suas verdadeiras necessidades. E o partido, no poder, limita-se a tentar dizer-nos que é uma racionalização de custos, com a redução de presidentes de Juntas, de pessoal, de instalações, mas acaba por criar a figura de dois vice- Presidentes. Mas, onde é que estão os números em concreto? No caso concreto do Concelho de Oeiras, o PSD tem quantificado os custos? Quantificou a eficiência e a eficácia de qualquer alteração? Apresentou à Assembleia Municipal soluções? Não! Limita-se a fazer jogo político e a “chutar”, para cima da oposição, o ónus da sua incapacidade. Não me admira que assim seja, pois os dirigentes políticos do PSD de Oeiras estão na senda da incompetência dos seus “companheiros”, da Bueno Aires, que tem chutado, também, para a Troika e para o PS a sua incompetência e servilismo.
Tudo o que é mal feito ou não se faz, é culpa dos outros! Assim, também eu!

sábado, 6 de outubro de 2012

Assalto a mão desarmada...


Governo toma o lugar dos revólveres.  

Um governo eleito numa democracia viciada, como a nossa, tem o poder de drenar as suas poupança em apenas alguns segundos de televisão. Só passados uns tempos é que você começa a acordar para o que foi dito. A partir do momento que o informatizaram, estão preparados para o sugar dos seus rendimentos de trabalho. Ameaçam-no com a instabilidade. Dizem-lhe que se não for assim, é uma completa desgraça. A partir da aí, você aceita, com naturalidade e na esperança que alguém faça por si aquilo de que você não é capaz, por ser um acomodado e medroso. Bem-vindo à era da falcatrua dos governos ditos democraticamente eleitos: uma época em que os golpistas usam óculos, roupas “Armani” e entendem mais de vigarizes do que de armas. Foram instruídos na jota dos partidos e preparados nos longos cursos das universidades de verão.
"Os roubos modernos são tecnicamente muito sofisticados. Exigem um tipo capacitado de golpista: um ministro das finanças e uns tantos colaboradores do Goldman Sachs.
A partir de dois mil euros de salário, no próximo ano, vai comodamente deixar que lhe fiquem com 2/3 do salário. Faça as suas contas. Quanto paga de casa, o que precisa para a educação dos filhos, para comer, para vestir, não Armani, mas na Feira Internacional de Carcavelos. E ainda por cima, sacam-lhe o dinheiro e não lhe garantem nada para o futuro. Porque no futuro, você, comodamente instalado, vai procurar desenrascar-se…e o país que se lixe. Como se você fosse isento à javardice deste sistema político, onde os “porcos” chafurdam, na riqueza produzida por si e, por todos os portugueses que trabalham.
Só ouvimos falar em calamidades, se este governo cair…mesmo que assim seja…Às vezes é necessário deitar tudo a baixo, para se reconstruir de novo. Porque este regime político está podre.
No momento estamos a assistir a um “Assalto à mão desarmada”.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O BORGES TEM RAZÃO…SOMOS IGNORANTES



Eu sou um dos muitos milhões de ignorantes, de acordo com o senhor António Borges. Mas, também não tenho de vencimento, por conta do Estado, duzentos e vinte e cinco mil euros, líquidos por ano.
Também não sou visível na comunicação social, porque, evito dizer baboseiras e disparates, e também, porque ninguém me paga principescamente, para os dizer. Os disparates, as agressões e insultos de determinados senhores, que vivem à custa do erário público é uma prerrogativa de alguns eleitos dos partidos políticos, que nós sustentamos com o que nos é confiscado. Não sei, se os disparates que diz o senhor António Borges, são encomendados. Se calhar são!
Mas, pouco me interessa. A realidade é que o senhor Borges fala de poleiro. Nem nunca foi ministro, porque o vencimento não se adequa com as suas necessidades, e esta coisa de trabalhar por conta da pátria, já foi chão que deu uvas. O senhor Borges nunca foi empresário de coisa nenhuma. Nunca criou postos de trabalho. Nunca produziu, sequer, um par de meias. As que calça somos nós que as pagamos.
Com tantos ilustres economistas nunca percebi como é que Portugal foi um regabofe a gastar, ao desbarato, o nosso dinheiro. Essa de que andámos a gastar dinheiro à tripa -forra, não deve ser para a maioria dos portugueses. Deve ser, penso eu, para estes tão iluminados cientistas das artes económicas que levaram o país à falência. Onde andava o Borges durante estes anos, todos? Ele não era já militante do PSD entre 1985 e 1995? Não era PSD no tempo do Cherne?
Não percebo, porque não oiço ninguém a defender a emissão de títulos do tesouro, que fossem, obrigatoriamente, subscritos por todos nós, inclusive empresas, de modo a atenuar parte da divida? Não interessa ao Borges? Não interessa à Banca, porque seria concorrência desleal? Mas, desleal aonde? O país não está em primeiro lugar? Mas, os empresários portugueses quando conseguem empréstimos na banca portuguesa, não têm de pagar 8, 9 ou mais por cento de juros, quando os seus congéneres, na Alemanha, pagam um por cento? Onde está a igualdade na concorrência? Mas qual concorrência?
Não percebo, porque é que todas as operações bancárias não pagam a modéstia percentagem de 0,10 ou 0,20 por cento, em vez de carregar os trabalhadores com impostos e reduzir os salários. Porquê? Não eram todos a contribuir? Os Bancos também não cobram comissões por tudo e por nada, que lhes dão os proveitos chorudos com que pagam pensões de reforma, a incapacitados que hoje são administradores, em empresas que já foram públicas? Mas que equidade temos nós? Que raio de democracia é esta?
Por que razão, os dividendos não pagam impostos extraordinários? Por que razão, outras operações financeiras estão isentas de impostos, como sejam a compra e venda de acções e obrigações?
Por que razão, o governo, ao final de mais de um ano de estar no poder, ainda não alterou as imensas burocracias na maioria dos licenciamentos? Para manter interesses? Não há corrupção ai? Por que razão, projectos de milhões de euros levam anos a ser licenciados? Quanto é que isto custa ao erário público? Quanto é que contribui para a ausência de investimento estrangeiro?
Por que razão, os processos judiciais e principalmente na área fiscal, chegam a levar anos e anos? Só as entropias da justiça devem custar mais de 7% do PIB.
Enquanto isto, assistimos a um governo que não se entende. Ministros que não falam uns com os outros, em pleno conselho. Os Borges a ser insultuosos, porque quem lhe dá de comer somos nós. E depois, temos uma série de grandes economistas e comentadores políticos que só vão dizendo larachas, que todos nós, já estamos fartos de saber.
Mas, ao fim e ao cabo, não aparece nenhum iluminado a dizer o que precisamos de fazer, para relançar a economia e criar riqueza, para minimizar o maior flagelo com que nos confrontamos –o desemprego.
Cada legislação nova que aparece, é uma confusão, carregadas de demagogia barata, tentando iludir os portugueses dos verdadeiros problemas. Parece que afinal, quem está a reduzir a despesa são as autarquias. Sim! Aquelas, que o governo andava a fazer-nos crer que eram os culpados de toda esta situação.
Foi das poucas coisas positivas, que houve durante estes anos. As autarquias que este governo quer sufocar e destruir. Acabem com a s eleições e voltem a nomear os presidentes de câmara, como era antes do vinte e cinco de Abril. Talvez tivessem mais lugares para os vossos rapazinhos da jota.
Oh Borges! Talvez tenhas razão. Somos uns ignorantes. De outro modo, tu e os teus correligionários, já tinham levado um pontapé no cú e voltavam, de onde vieram.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O SILÊNCIO DO NHECAS



Olá Coelho!

Como já viste bem, tenho estado caladinho que nem um rato e, até agora, estou a conseguir passar despercebido. O problema que se vai levantar, agora, são as discussões sobre as Juntas de Freguesia. Parece que há Concelhos, que reduzindo freguesias, mesmo assim, incrementam a despesa. Eh pá! Eu até tinha feito as contas com o Gaspar, mas sabes como ele é, vai buscar aqueles modelos da universidade e pimba…põe-se a fazer projecções no Excel e depois dá nisto. Eu não tenho problema nenhum em dizer que a culpa é dele, pois, eu não dei esta matéria, lá na universidade.
Já não bastou a bronca dos sete por cento a roubar dos trabalhadores para dar ao patronato e ainda mais isto? Desculpa lá, Coelho…mas tu não tiveste cuidado nenhum. Embora eu não tenha dado esta matéria, na universidade, é de bom senso pensar que dava asneira. Mas, também não vás nessa de tributar os dividendos e operações bancárias. Olha que a malta dos bancos não ia gostar da brincadeira e depois como era? Nós depois de levarmos o país à falência precisamos de emprego na Banca. Eu digo Banca, porque alguns que estavam na banca saíram para a EDP, mas ficaram lá outros. Vê lá se privatizas a Caixa Geral de Depósitos, sempre era mais um espaço para a malta. Mas esta tem piada…os gajos dos bancos sacam a massa ao pessoal e tu ainda queres privatizar a Caixa? É de mestre. Eu compreendo…quando dão dividendos “eles é que sabem”, quando são prejuízos os portugueses pagam. Está bem visto, sim senhor. Oh Nhecas, não devias estar a escrever isto, porque os teus amigos das secretas já não controlam esta coisa e depois, quem é que vai acreditar no que a gente diz? Achas que ainda temos alguma credibilidade, Nhecas? Não te excedas. Mantêm-te calmo, como dizem lá no teu Ribatejo, mantém-te manso, para ver se eu te consigo aguentar no governo.
Ainda faltam quase três anos de governo. Se não cairmos até ao final do ano, já não caímos. Os portugueses têm um espírito sofredor. Aquelas manifestações são mais um motivo para a rapaziada beber, mais umas cervejas. Não se passa nada.
O quê? O Aníbal pediu à brigada do reumático para ir falar com ele? Vais ver que eles vão manifestar todo o apoio ao nosso saque. Nós só temos é de ter cuidado e não ir aos bolsos dos militares. Olha que foi por causa disso que houve o 25 de Abril.
Coelho, um abraço fraterno, aqui do teu amigo de luta, da nossa Jota, o Nhecas.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PORTUGAL É UM REGIME FEUDAL



A produção feudal própria do Ocidente europeu tinha por base a economia agrária, de escassa circulação monetária, auto -suficiente. A propriedade feudal pertencia a uma camada privilegiada, composta pelos senhores feudais, altos dignitários da Igreja, (o clero) e longínquos descendentes dos chefes tribais germânicos. As estimativas de renda per capita da Europa feudal, colocavam-na num nível muito próximo ao mínimo de subsistência. Pois, não estamos nada longe desta realidade, com a excepção de que a agricultura foi substituída pelos serviços. Agora, o capital continua a pertencer a uma camada privilegiada, em que os senhores feudais são substituídos pelos banqueiros e grandes grupos financeiros. Só que desta vez a renda per capita é muito diferenciada de feudo para feudo. Basta ver as discrepâncias entre a Alemanha e Portugal. Claro, que os restantes feudos da Europa têm de pagar os seus tributos, à Alemanha e à França. À França, sustentando os agricultores franceses, destruindo nos seus próprios países, o sector primário, por contra partida de financiamento para a compra de alcatrão.
Devido ao carácter expropriador do sistema feudal, o servo não se sentia estimulado a aumentar a produção com inovações tecnológicas, uma vez que tudo que produzia de excedente era tomado pelo senhor. Não vejo diferença entre esta situação e a que temos, hoje, em concreto, em Portugal. Não vale a pena trabalhar mais, pois tudo o que se possa trabalhar será confiscado pelos funcionários dos senhores feudais, que, ainda por cima, foram escolhidos por nós, no sistema político do que chamam democracia.
Por isso, o desenvolvimento técnico foi pequeno, limitando aumentos de produtividade. A principal técnica adaptada foi a de rotação trienal de culturas, que evitava o esgotamento do solo, mantendo a fertilidade da terra. No caso de Portugal, já é muito antiga a tradição, do desenrasca, onde está ínsita aquela vontade de fugir daqui – emigração. Nas últimas décadas foi o que os portugueses andaram a fazer. Antes, ainda o faziam de modo próprio, hoje, são compelidos pelo chefe dos funcionários, dos nobres, que os servos elegem, a emigrar.
Para o economista anarco - capitalista Hans Hermann Hoppe, como os feudos eram supostamente propriedade do Estado (neste caso, representado pelos senhores feudais), o feudalismo era, consequentemente, considerado por ele como sendo uma forma de manifestação socialista - o socialismo aristocrático (servismo). Pois, melhor não diria, porque a situação que estamos a viver em Portugal é de um socialismo aristocrático em que os portugueses são os servos. O governo é constituído pelos funcionários da nobreza. São os próprios servos que escolhem os funcionários tributários que lhes confiscam os rendimentos do trabalho.
Na época, os tributos e impostos passavam pela “Corveia”, trabalho compulsório nas terras do senhor em alguns dias da semana. Bom, actualmente, os servos, e em 2011, já trabalharam seis meses para os senhores e torna-se expectável que, em 2013, passe a ser oito meses do ano. Façam bem as contas… mais 7%, impostos aos servos, para um rendimento de trabalho de 1.500 euros brutos, representará, mais um mês e meio de salário líquido
Já quanto à “Talha”, a parte de produção do servo que deveria ser entregue ao nobre, geralmente era um terço da produção. Bom, não me digam que não sabem fazer contas, mas para 2013, a “Talha” que os portugueses terão de entregar aos nobres será superior a dois terços. Estamos a falar de impostos directos. Ficam a faltar todos os outros, os indirectos. É uma grande “talhada”.
Já as “Banalidades” era um tributo cobrado pelo uso de instrumentos ou bens do feudo, como o moinho, o forno, o celeiro, as pontes, etc. Hoje, já não podemos considerar “Banalidades”, porque, as portagens, nas auto-Estradas, nas pontes, as taxas moderadoras, as taxas de disponibilidade, representam, para muitos portugueses, um encargo importante, mensal.
Outro dos tributos era o imposto pago por cada membro da família (por cabeça), a “Capitação”. Bom, hoje, o IRS é mais extenso do que uma cabeça, pois os encargos que existem numa família, com a educação, a saúde, alimentação, vestuário dos filhos e outras despesas, não é proporcional. É uma cabeça a suportar os impostos, dos restantes elementos da família, que ainda não produzem riqueza para os nobres, mas que o servo vai investindo para, um dia mais tarde, disponibilizar, novos servos para criar riqueza para os nobres. Acrescenta a este dado, ainda, todos os portugueses que não trabalham, porque este, não existe ou porque, há portugueses que, não querem trabalhar, contribuindo, deste modo, para o feudo, aliviando a carga fiscal, actual, pois, também, estes, usufruem de educação, saúde, etc.
Com toda esta carga de responsabilidade, a matéria vai-se a baixo e o espírito, necessitava de “compensação”. Havia e há, o “Tostão de Pedro” ou “dízimo” que representava e representa, 10% da produção do servo para a Igreja. Hoje, não existe só uma Igreja. São várias as Igrejas que cuidam do espírito dos servos e que recebem no seu seio, as ovelhas, antes tresmalhados, para a qual, os servos continuam a dispensar, 10% da sua produção.
Depois de todos estes tributos, se o servo pretendia dirimir qualquer conflito, pagava a “Taxa de Justiça”, para ser julgado no tribunal do nobre. Hoje, o nobre já disponibiliza dois tipos de tribunais- o Tribunal Arbitrário ou o Tribunal do feudo. Mas, em qualquer um deles tem de pagar. O Tribunal Arbitrário é só utilizado para as classes nobres, mais elevadas. O servo tem que se limitar ao Tribunal do feudo, pagando, mesmo assim, uma Taxa de Justiça, que representa um modo de retirar a possibilidade, a muitos servos, de ter justiça. Logo, aqui, pergunto-me, se sem justiça, existe algum Estado de Direito.
Outros tributos existiram, hoje, com roupagem diferente, mas havia um, que não posso deixar de abordar… a “Albergagem”. Ou seja, a obrigação do servo em hospedar o senhor feudal, caso fosse necessário. Nos nossos dias é uma obrigação dos servos, albergar e sustentar todos os funcionários do feudo, além dos nobres. E se o servo não pagar, é posto na rua … despejado! Mesmo que dê os seus bens em cumprimento, ainda fica a dever dinheiro ao nobre.
A única diferença que existia entre o regime feudal do século X e o do século XXI, em Portugal, e na maioria dos países da Europa, é que somos nós, os servos, que garantimos por eleição, os funcionários da nobreza. O resto é precisamente igual. Porque, todo o servo que não cumpra será coagido a fazê-lo sobre sérias ameaças de ser um sem- abrigo.
Mas, o nobre, inteligente que é, incutiu, nos servos, a ideia de que este era livre…como se um servo, alguma vez, tivesse liberdade. É sempre propriedade do nobre.
Não me digam que Portugal é uma República, ainda, por cima, com um regime de democracia representativa.
Portugal tem, hoje, um Regime Feudal. E este governo é um conjunto de funcionários, eleitos pelos portugueses, para nos confiscarem os bens e rendimentos de trabalho, a favor de uma nobreza que já nem a brilhantina, no cabelo, lhe dá boa aparência.

sábado, 8 de setembro de 2012

CARTA ABERTA AO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA



Ex. mo Senhor Presidente da República

De acordo com as suas últimas afirmações, V.Ex.ª, anda preocupado com as medidas gravosas do governo, que resultam na falta de equidade na distribuição dos sacrifícios pedidos aos portugueses.
Perante as medidas anunciadas, ontem, pelo Senhor Primeiro-Ministro, espero que a sua atitude, seja, a de não promulgação da lei de orçamento de Estado. Tomo a liberdade de alertar V.Ex.ª, que em face das medidas anunciadas, haverá uns milhares de portugueses que ficarão na penúria.
Quem são estes? São todos os trabalhadores de empresas públicas a quem o governo, já em 2012, cortou o subsídio de férias e natal e que tendo, contratos individuais de trabalho, descontando para a Segurança Social, segundo as palavras do Senhor Primeiro- ministro, irão ver-se, confiscados, de mais um salário. Ou seja, os privados, propriamente ditos, ver-se-ão confiscados de um salário e todos estes milhares de trabalhadores, que não são funcionários públicos, para a generalidades das regalias, são abrangidos pelo estatuto dos funcionários públicos, no que a cortes de salários diz respeito.
Estamos a falar num corte de três salários! Não tenho receio de dizer, a V.Ex.ª, que esta situação é escandalosa e que é um roubo aos trabalhadores, deste subsector do Estado, vergonhoso, e que só pode ser legitimado, “in fine”, por V.Ex.ª, se promulgar o orçamento de Estado, sem acautelar esta situação.
A equidade continua, ainda um pouco abalada…porque não nos podemos esquecer que uma franja importante de trabalhadores do Estado e deste subsector, ainda são afectados pelos cortes dos salários que chegam, no caso dos dirigentes, a mais quinze por cento.
Ou seja, no limite, há trabalhadores deste subsector do Estado irão ter os seus rendimentos de trabalho, confiscados em mais de 34%.
Em contrapartida, V.Ex.ª, ainda não se pronunciou sobre o escândalo das parcerias público privadas, do escândalo, do povo português estar a pagar as margens escandalosas de juros que já ultrapassam a despesa do sistema nacional de saúde. Porque, nunca foi aventada a hipótese do lançamento, por parte do Estado, de títulos do tesouro em que todos os portugueses tivessem de subscrever, com juros mais baixos, do que o Estado está a pagar, mas que, simultaneamente, remunerassem de modo interessante os portugueses? Seria pouco interessante para o sistema financeiro, compreendo. Mas não posso aceitar e V.Ex.ª deveria, de igual modo, defender os portugueses.
Compreendo que é importante salvaguardar, os interesses de todos aqueles, que hoje se encontram nas administrações das empresas que intervieram nesses negócios das parcerias, bem como os bancos que fazem parte desses mesmos consórcios. A alteração das circunstâncias só é válida para os trabalhadores e pensionistas deste país. Logo, não há equidade.
A sensação que tenho, Senhor Presidente, é que os portugueses estão a ser sacrificados para sustentar, talvez, um milhar de interessados, que não deveriam ter a nacionalidade portuguesa, porque na realidade são apátridas.
Acredito que V.Ex.ª terá a consciência da gravidade desta situação, em particular a que diz respeito a todos os trabalhadores de empresas públicas, que não sendo funcionários do Estado, vêm os seus salários confiscados.
Para que fique bem claro, tomo ainda a liberdade de informar V.Ex.ª que os cortes dos subsídios, a estes trabalhadores, o único efeito que tem, é o de aumentar os lucros das empresas, pois o dinheiro retirado aos trabalhadores fica em caixa. É lamentável, Senhor Presidente, ter um governo tão incompetente. Mas, na certeza de que V.Ex.ª honrará o compromisso que tem, com todos os portugueses, estará atento, desta vez, a uma situação particular, mas que afecta milhares de famílias.
Viva Portugal!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O GOVERNO É UM ATL



A “Jota” ajuda a ganhar experiência e tarimba. Foi o que afirmou Duarte Marques, também ele, um “Jota”. "Aliás o que falta a António Borges é não ter sido “Jota”.
Bom! Isto é, no mínimo, hilariante. Aliás, está a comprovar-se porque, razão, foram dadas as equivalências ao Relvas. O tipo foi da “Jota”. Aliás ele ganhou tarimba nas contas de telemóvel, ganhou tarimba na indicação de moradas várias, para justificar subsídios, enquanto esteve na Assembleia da República. Portanto, estão a ver a tarimba que não dá a “Jota”. Há currículos fantásticos na malta da “Jota”. Um dos currículos que saltou à vista foi de um “Jota” que esteve no gabinete do ministro da educação que incluía, na sua vasta experiência, a presidência da Associação Académica de Trás-os-Montes e o posto de secretário-geral adjunto da JSD. Coitado, acabou por sair quando se aperceberam que afinal a sua qualificação não era a de engenheiro. Pouco esperto, diria eu. Podia ter pedido equivalências, embora lhe faltasse a experiência no Rancho Folclórico dos Pauliteiros de Miranda.
Avaliar estes tão dignos assessores pela idade é injusto. Pois, eles muito cedo, começam a ter experiência da vida do desenrasca na “Jota”. Desde os gangs do multibanco para pagar quotas de militantes para votar, até outras aldrabices. Vejam o caso do próprio Duarte Marques. Um rapaz cheio de experiência, pois com 27 anos de idade, já tinha trabalhado seis anos em Bruxelas. Ou seja, desde os 21 anos que iniciou a sua tarimba. Ou foi assessor do Durão Barroso ou era porteiro na Instituição. Acredito mais que tenha começado como porteiro, onde sempre se abrem portas para um futuro promissor. E cá está ele!
Já o Catroga, embora não tenha andado na “Jota”, porque já não tinha idade para isso, não deixa de ser um bom exemplo do que se ensina na Universidade de Verão. Tanto que, foi o escolhido pelos Chineses, pela sua capacidade linguística. Embora a sua linguagem, inclua pentelhos, o que só demonstra a sua modernidade, não diz os disparates do António Borges, que deveria ter sido “Jota”.
Uma notícia destas, publicada no jornal público e defendida pelo “experiente” presidente da “Jota” só demonstra o hilariante, mas simultaneamente, a tristeza de estarmos rodeados de “Jotas”. As nomeações não são muitas, pois só no gabinete do Coelho são 66. É o governo mais pequeno, desde que estamos em democracia. Nem Salazar conseguiria poupar tanto!
Por isso, não me admira que estejam a brincar, com o meu país. São só putos no governo e um dos mais idosos, António Borges, falta-lhe a experiência da “Jota”.
Poderá haver portugueses que não se sintam incomodados. Eu estou…nunca gostei de ter ao colo, os putos a mamar, com as fraldas mijadas.

domingo, 26 de agosto de 2012

A INCOMPETÊNCIA E A FALTA DE VERGONHA



Para a realização das grandes negociatas consegue-se, sempre, ultrapassar a Constituição da República. Tal como já afirmei, Portugal, não é um Estado de Direito.
Pela primeira, a RTP, vem discordar das orientações do governo. Pois pudera…
O governo permite-se concessionar, dando o dinheiro que nos é sacado na factura da electricidade, aos privados, garantindo deste modo que o futuro concessionário tenha garantido um lucro de vinte mil milhões. Esta modalidade de negócio já não é novidade, pois a garantia de rendibilidade dos negócios tem sido um apanágio nas famosas parcerias público-privadas. E depois, observamos a grandes ordenados de adjuntos e administradores, provenientes dos governos, “camaradas” ou “companheiros”.
Depois de todos os escândalos, já vividos em Portugal, é preciso não ter vergonha, nenhuma, para gizar negociatas desta natureza. E ainda por cima é um consultor, principescamente bem pago, António Borges, que vem dar a notícia, num canal da concorrência. Com este governo tudo é possível. Posteriormente, vêm para as redes sociais dar a ideia que estão a fazer um bom trabalho, com este plano de concessionar uma televisão pública. Estou farto desta política para parvos. Este governo deve ter estar a pensar que somos todos licenciados por equivalências.
Pena é, que nas próximas eleições, para a Assembleia da República, não haja um boicote generalizado, às mesmas. Este regime político tem de acabar, para bem de Portugal.
Como é que é possível, usar dinheiro dos contribuintes portugueses, para sustentar um negócio, de uma concessão, de uma televisão que deveria ser pública? Se querem privatizar que não utilizem mais o nosso dinheiro, como o fizeram no BPN, já depois da banca rota deste banco. Não nos roubem mais…
Mas, mais escandaloso foi o confiscarem os salários dos funcionários públicos, em dois mil milhões de euros e falharem a previsão das receitas, em mais de três mil milhões. Isto significa que só conseguiriam alcançar o défice de 4,5%, se tivessem, também, espoliado os trabalhadores privados dos dois salários.
Além de negócios sem vergonha, a incompetência, deste governo, é gritante!

domingo, 12 de agosto de 2012

CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO



Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro

O senhor pode ter muitos defeitos, mas tem uma qualidade que admiro, pena é, que seja à custa dos portugueses...é solidário com os seus amigos.
Todos os portugueses sabem que o senhor chegou, onde chegou, pela carreira que fez na Jota do seu partido. Mas, muitos outros, que o acompanham, no governo, são colegas de percurso na jota do seu partido ou jotas do CDS.
Qualquer um dos elementos que compõem o seu governo, tiveram e têm uma vida muito difícil, de agarrar o pau da bandeira, do partido.
O senhor prepara-se para dar um golpe de morte nas empresas municipais, propondo, na sua maravilhosa lei, que um administrador tenha como vencimento, o mesmo que um Vereador.
É evidente que esta política poderia ser aceite, se não fosse o senhor, o protector de um bando de putos, da sua jota partidária, a ter vencimentos de cinco mil euros/mês. Rapazinhos com vinte e oito anos de idade, que tal como V.Ex.ª, estão a começar a vida pelo topo.
Acredite que a responsabilidade de um administrador numa empresa municipal é, eventualmente, até maior que aquela que V.Ex.ª tem no governo. Porque a si, ninguém lhe pede responsabilidades civis e penais, da sua actividade, como ministro. Aliás, o senhor até fez um governo de coligação com um ex-ministro da Defesa que comprou submarinos para a defesa da invasão de Portugal, pelos mouros, cujos documentos desapareceram. Qual a penalização para este acto? Não sou eu que o digo...é a PGR.
É muito fácil fazer demagogia com o dinheiro dos outros... principalmente, quando pensamos, que só pelo facto de termos os miúdos, das jotas, satisfeitos, conseguimos manter-nos no poder.
Tal como eu, todos os administradores de empresas municipais vão ter de ser licenciados, mesmo que sejam em psicologia do desporto ou qualquer outro curso análogo.
Na realidade, pessoalmente, nunca tive habilitações académicas ou outras que me dessem equivalências, para uma licenciatura...
Porque tenho dois cursos superiores, um dos quais com a suficiência investigadora, no doutoramento em direito privado, pela Universidade de Salamanca... não foi tirado na universidade, ali da esquina. De finanças também nada sei, além da formação que realizei no INSEAD.
Claro, aquilo que me falta é a experiência, que os seus adjuntos, com vinte e oito anos de idade, têm.
Desculpe, senhor primeiro-Ministro...mas, com cinquenta e oito anos de idade, com mais de vinte anos de experiência, em empresas multinacionais, docente universitário e cinco a dirigir uma empresa, cuja solvibilidade é de 8 (ou seja, por cada euro que se deve, a empresa tem oito, para pagar), acho que o senhor deveria ser despedido por justa causa. Enganou a sua entidade patronal. Não está a ser leal com a mesma...o senhor e todos os seus colegas da jota.
Já que ninguém diz que tem, eu tenho vergonha de ser desgovernado por V.Ex.ª.
Já agora, os meus cumprimentos ao seu colega da jota e de governo, que algum dia deve ter pensado que era o Novo Mouzinho da Silveira...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

AMIGOS PARA SEMPRE



Meu querido Nhecas

Tu sabes bem que o difícil é passar esta tormenta de ser ministro. Já tinhas sido secretário de estado. Enfim, nessa posição é-se menos exposto ao falatório.
Mas, depois, de sairmos do governo, sabes bem, que teremos as nossas compensações. Olha o Catroga, o Leite, o Ferreira, o Mexia e tantos outros que, hoje, estão muito bem na vida.
Qualquer um de nós pode ter um lugar à sombra num Banco, numa Companhia de Seguros, numa grande construtora, na EDP, na GALP, etc. Enfim! Empresas onde eles possam pagar por em cima de meio milhão de euros por ano.
Evidentemente, que neste contexto, em que estamos a preparar a renegociação das PPP, será mais difícil irmos para uma empresa de construção civil, embora, eles não estejam chateados connosco, porque estamos a manter as percentagens de rendibilidade. O que estamos a fazer é dizer que eles não fazem a conservação e outras coisas que podem custar muito dinheiro. Não te preocupes com isso. Quando as estradas começarem a dar problemas já nós não somos governo. Agora, os juros é que não, porque os nossos amigos banqueiros, aqueles que já eram banqueiros antes do 25 de Abril, ficariam chateados. Tu sabes. Sempre foi assim. A promiscuidade que há entre o poder político e o poder financeiro.
Antes do 25 de Abril tivemos o condicionamento industrial. Agora, a política é outra. Nós fazemos obra, os gajos emprestam o dinheiro para as ditas e nós fazemos os que eles querem. Ganham eles e ganhamos nós.
Agora, podias ter evitado essa porcaria da licenciatura. Eu sei. Não tiveste tempo de estudar. A jota absorvia todo o teu tempo.
Mas deixa lá, porque ao fim e ao cabo, também são só umas dezenas, que pedem a tua demissão. Mas, garanto-te, que mesmo que fossem centenas eu não te demitia.
Amigos, para sempre!

PS: Vou aproveitar as férias para descansar um bocadinho. Encontrei aqui os gajos do PS de Tomar que estão chateados contigo por causa das contas telefónicas. Vê se ganhas juízo.