terça-feira, 29 de setembro de 2009

ESTOU TÃO CONTENTE, MÃEZINHA!

Mãezinha, mãezinha! Estou tão feliz!
Estava a ver que isto se podia voltar ao contrário, mas não. Conseguimos, mãezinha! Pelo menos por mais dois anos, vamos aguentar isto. Até lá, se o primo quiser vir até cá, está à vontade.
Agora, estou um bocadinho aflito, sem saber bem, como é que hei-de orientar as coisas. Se viro para a direita ou se viro para a esquerda. Mas, se viro para a esquerda, aqueles malucos querem logo nacionalizar isto tudo. Não sei não, mãezinha! É que primeiro, eles dizem que é só os bancos, os seguros, mais a Galp e isto, e mais aquilo, e às duas por três, ainda ficamos sem as casinhas que comprámos com tanto sacrifício àquele “offshore”.
Se me viro para a direita estou, também, tramado, por causa daquelas coisas fracturantes. Sim o casamento desses, mais a morte dos outros e depois, ainda vão querer que meta mais não sei quantos polícias no quadro e eu não tenho dinheiro para isso.
Agora, vou esperar pelo Aníbal e ver como é. Até lá, tenho de dar uma ajudinha aqui ao António, porque se não, o tipo não ganha a Câmara. E eu preciso de mais essa vitória. Ah, Sintra e Cascais, fica para depois, até porque eu não fui parvo e garanti que as minhas amigas fossem para Bruxelas. Tramado está o Marcos. O Isaltino vai dar-lhe uma trepa e, depois, eu é que tenho de lhe arranjar um lugar numa Secretaria de Estado, qualquer. Se calhar, como ele tem jeito para isso e está na moda, vou criar a Secretaria de Estado das Ciclovias. Um projecto em que a malta possa ir de bicicleta até à estação do metro e depois, vai de metro até ao Bugio.
Sim, porque estive a pensar e para ajudar o Marcos, vou dizer que o aeroporto já não vai ser em Alcochete, mas em Oeiras, no Bugio. Tem mais possibilidades de expansão, fica perto da capital e assim, ele ainda vai prometer que trás mais uma carrada de empresas daquelas que fabricam “Magalhães”, para continuarmos a nossa aposta na tecnologia dos computadores. O “Magalhães” já passou de moda? Não, mãezinha! Eu suspendi a coisa, mas já falei com o meu homónimo, “Hugo Chavez da Venezuela”, para mandar mais umas carradas daquilo para lá. Não, mãezinha, para Angola não dá, porque se não, eles vêm cá e compram isto tudo. Não sabias que eu agora sou conhecido como o “Hugo Chavez da Covilhã”? Não é giro, mãezinha? É por causa daquele ar “revolucionário” que eu de vez em quando ponho. Mas, agora vou ter de continuar a fazer de santinho. Não é que resultou? Também pudera, a Manela ajudou imenso. Enquanto aqueles tipos andarem nestas coisas de credibilidade, ética e transparência, a malta vai papando isto tudo. É que eles não encontram ninguém lá no partido deles que venda tanta ética como o Alegre.
Este sim! É de esquerda! E como nunca esteve nestas coisas do Governo e das autarquias, ninguém pode dizer mal dele. Estás a ver, mãezinha? Não se podem gastar os trunfos todos. Temos que ter cartas na manga. E enquanto eles vão palrando, nós mostramos aquilo que valemos.
Eles metem nas listas gente duvidosa e eu tiro da lista a “transparência”. Queres mais transparência do que esta, mãezinha?

"Ante ruinam exaltatur spiritus." [Vulgata, Provérbios 16.18] O espírito eleva-se antes da queda.

4 comentários:

Anónimo disse...

Caro Professor, como sempre tão mestre naquilo que diz.... Concordo com a ideia do Aeroporto em Oeiras, nem sei como é que o Marco não se lenbrou disso. Ah, claro, ele aposta outros projectos, naqueles que já estão em curso. Sempre são mais fáceis porque já estão em fase de arranque....

Fernando Andrade. disse...

Fantástico este blogue.
Mesmo sem ser relativo à Corrida,já tomei a liberdade de o adicionar à minha lista.
FA

PROFESSOR disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
PROFESSOR disse...

O meu obrigado ao Fernando. Tenta-se fazer o melhor.