sábado, 19 de maio de 2012

ONDE ESTÁ O “COISO”?



O governo anda a ficar desorientado!


Não é que não encontram o coiso? Pudera… até eu. Se fosse à procura do coiso e não o encontrasse, ficava completamente desorientado. 
Desorientado, começava, logo, por perguntar se alguém sabia do meu coiso. É de um homem ficar completamente desorientado, quando não sabe do coiso. É que o coiso, sempre, faz falta, quanto mais não seja, para pôr cá fora os líquidos… Assim que saiu para comercialização, o Viagra, houve um velhinho que começou a tomar, todos os dias, meio comprimido, pois, como não encontrava o coiso, não queria continuar a molhar os sapatos… Estão a ver a importância do coiso?

Pois é o que posso recomendar ao Álvaro é que tome, todos os dias, meio comprimido.
Recomendo, ao Álvaro, que além de meio comprimido de Viagra, por causa do coiso, que não exagere nos pastéis de nata, por causa dos diabetes.
Bom…ninguém disse que a dificuldade do Álvaro poderia ser a língua. Neste caso, não recomendaria o Viagra. Como é que se dirá “coiso” em francês do Canadá? Ou em Inglês? Ah, já sei…coiso em inglês é”Dick.”
Mas, também não ficava bem o Álvaro dizer que temos de encontrar o “dick” no desemprego…a partir dessa altura, tínhamos toda a malta a chamar e a falar no “dick”. Onde está o “dick”? Como vamos, na concertação social, resolver o problema do “dick”, no desemprego?
A malta da concertação social podia começar a chatear-se, por não perceber quem era ou o que era o “dick”, e mandar o Álvaro mas é, para o coiso.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

HOLLANDE E A SUA NOMEAÇÃO COMO ADJUNTO DA MERKEL


Como é que os Europeus, na sua generalizada, vão assistindo, impávidos e serenos, a este teatro e subordinação, que é a apresentação ao serviço, do Sr. Hollande, à Senhora Merkel?
Tenho dúvidas que o Sr. Hollande tenha sido eleito.  Porque, logo que tomou posse, dirigiu-se à chefe, a apresentar os seus cumprimentos, como Adjunto da mesma.
O funcionário que coordena os serviços administrativos, da Comissão Europeia, Sr. Barroso, nem teve direito a um telefonema. Mas, afinal, porque é que temos União Europeia? Tanta gente, a ganhar pipas de massa, para deixarem a Europa no caminho em que está?
Logo, no primeiro dia, o Sr. Hollande, depois das instruções que recebeu da Chefe, fez, conjuntamente, com a mesma, uma conferência de imprensa, “dizendo que, nós os dois, vamos tentar que a Grécia não saia do Euro”. Nós os dois entenda-se, Merkel e Hollande. Tudo isto, não passa de uma feira de vaidades, em que a maioria dos europeus vai pagando.
Portanto, a esperança colocada pelo PS, em Portugal, encabeçada pelo Sr. Seguro, não nos dá qualquer, segurança, porque, a Merkel e a maioria dos países que ainda se vão aguentando na União Europeia, estão-se nas tintas. O que os alemães pretendem é manter a paridade do seu “marco”, com o euro. Nós portugueses aceitámos que o euro valia 200 escudos. Estávamos com a ideia que éramos um país com uma moeda forte. Meus amigos…foi bom, enquanto durou. Agora, resta-nos, pouco mais, do que assistirmos a sermos roubados à mão desarmada. Os assaltantes dos multibancos são uns “aprendizes” no meio desta malta.
Veja-se esta porca vergonha, de termos vendido uma participação, aos Chineses, de vinte por cento da EDP, logo, no mês seguinte, demos-lhes, os dividendos do ano anterior e eles, agora, dizem que só pagam os vinte por cento, quando souberem como ficam as rendas da electricidade. Pergunto eu, na minha ignorância, o que tem a ver o” cú com as calças”? Só sei, e disso tenho a certeza, que oitenta por cento, do que pagamos na factura da electricidade é para dar dinheiro a uma série de malta, como a RDP/RTP, energias alternativas, etc.
Vai para dois anos que numa peça feita por uma jornalista de um canal de televisão ela afirmou, certamente por não ter feito qualquer investigação, que a EDP era uma empresa pública. Isso é falso. A verdade é que era uma empresa pública que já tinha sido privatizada, sendo a maioria do capital privado e tendo uma gestão privada.
Foi precisamente após a privatização que os preços de electricidade disparam em Portugal.
Mas, em contrapartida, temos o orgulho nacional, de ter “Catrogas”, na EDP, a encaixar uma pipa de massa. Haja orgulho nisso!
E a saúde? Já todos ouvimos, que pelo menos para os funcionários públicos, beneficiários da ADSE, que é mais vantajoso, ao preço que estão as taxas moderadoras, ir a um Hospital privado. Tal como já disse…esta crise é a cereja no bolo, para diluir o Estado, estando, este, a continuar a comer-nos, cada vez mais impostos.
Nunca Portugal teve tantos incompetentes na gestão da coisa pública, onde os assaltantes dos multibancos são uns “aprendizes”, ao pé destes “iluminados”.
Quando os portugueses acordarem, quando a Europa acordar, vão chegar à conclusão, que o saque foi tão grande, que o desemprego é uma oportunidade. E tudo isto começou em 1982, em Portugal, com uma revisão Constitucional que permitiu que o nosso país caminhasse para a iniciativa privada e, logo, para o “sucesso”, em que nos encontramos. Mas, actualmente perguntem lá, aos partidos, se estes estão interessados em alterar a Constituição, de modo que não sejam só estes a “representar o povo”? Não estão. Claro.
Mas, posso garantir que nenhum governante, se encontra desempregado, nem vai ficar desempregado. Uns vão para a Caixa Geral de Depósitos. Outros voltam ao Banco de Portugal. Outros continuam na iniciativa privada, que criaram. E qual é? Descubram vocês próprios!
Tudo isto é uma farsa…e volto a dizer, o que um dia disse, directamente, ao Senhor Primeiro- Ministro, ainda candidato, que a minha, falecida, mãe, com a 4.ª classe, podia ser ministra das finanças. Quanto a ministro da economia, pode ser qualquer padeiro que saiba fazer pastéis de nata.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

DATAS DE FELICIDADE E DE INFORTÚNIO


Todos nós memorizamos, datas… umas por imposição legal, outras por que tivemos momentos de felicidade, outras nem tanto…foram momentos de tristeza e que por vezes, nos perseguem até ao final dos nossos dias. Na maioria dos casos, salvo melhor opinião, a nossa tendência é para memorizar, mais facilmente, as datas em que tivemos alguma infelicidade.
Há mesmo datas que todos nós sabemos, porque as comemorações, todos os anos, por referência a qualquer feito, universal ou nacional, acontecem. Sobre este especto, todos nós temos em mente que a primeira guerra mundial foi entre 1914 e 1918. Já os meses em que se iniciou esta tragédia, poucos saberão. Também a maioria de nós, tem em mente que a segunda guerra mundial foi de 1939 a 1945.
Se olharmos para Portugal vem-nos à memória, porque aprendemos na escola, que a primeira República se iniciou em 1910, já poucos sabem, que a mesma foi interrompida em 1926.
Depois, coloca-se aqui um problema de saber se a segunda República foi de 1926 até 1974, ou se este período da história, não tem história. Mas, não há, quem não saiba que em 1974, concretamente, em 25 de Abril, foi o início de um período conturbado. Nem tudo se resume à liberdade. Aliás, parece, segundo diz o Pedro, que a liberdade se paga, com dinheiro e com falta de liberdade. Bem, direi eu, sempre foi assim! Neste caso, ninguém consegue encontrar uma data para a ausência de liberdade, para a permissão da violação da Constituição da República. Porque está a ser um período, cuja construção se está a ultimar e que começou, paulatinamente, em 1987. Poucos se terão apercebido…
Este período resultou nos maiores escândalos, de roubos, fraudes, perpetrados por ex-ministros que se encontram, particularmente, todos a salvo, com algumas excepções, cujo final, de justiça, nem se fará notar. Ninguém acredita que, Oliveira e Costa vá pagar coisa nenhuma.
Mas, há datas que se vão fixando, como se a vida fosse eterna para todos os portugueses…não é verdade, porque, infelizmente, muitos deles estão a ser roubados, agora, e nunca irão ver a sua situação reposta…estamos em 2012…os subsídios de Natal começaram a ser confiscados, aos funcionários públicos, em 2011. E, agora, e depois do Tribunal Constitucional, a determinada altura se ter pronunciado pela excepção, para não declarar a inconstitucionalidade, já o Gaspar diz…”eh, pá, só em 2018 é que a situação estará regularizada, repondo-se, aos trabalhadores do estado, os seus salários.” Bom, estamos, já, a falar, em 6 anos. Seis longos anos…
Mas eu sei porquê! O governo está com esperança que os ladrões deste país possam repor o que roubaram. A minha esperança é outra…só não posso dizer, porque posso ser acusado de incentivar…qualquer coisa.
Estão a ver porque digo que é mais fácil ficar na nossa memória as datas de infortúnio?
E quando já se tem a minha idade, as datas de infortúnio, começam a ser mais que as datas de felicidade e são essas que quero manter na minha mente…mas, confesso que nesta altura do campeonato, as datas de infortúnio estão querer sobrepor-se às de felicidade, porque… fui educado a acreditar no meu país e até esse me querem tirar. E a minha revolta é que eu e mais dez milhões de portugueses, fomos consentindo, que um grupo mafioso que se apoderou do poder, neste país, o tenha saqueado e nós ficámos impávidos e serenos a ver.
E, agora, depois de terem posto o país a arder, querem destruir com falsos argumentos, uma das coisas boas, que teve a “democracia,” que se encontra suspensa, que são as autarquias.
Então, fixem esta data…2012, e não esqueçam os nomes, de quem está a destruir, o que de melhor se criou com a democracia. Porque, com defeitos, é certo, é muito melhor, de longe, do que um poder Central, distribuído por Direcções Regionais que só gastam dinheiro e são uma entropia ao desenvolvimento da Nação, e ainda por cima, não sei quem são. Mas, que são do partido (s), não tenho dúvidas.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

PORTUGAL APÓS 38 ANOS DE DEMOCRACIA


Vivemos tempos de alegria e esperança, em Portugal.
Estava triste e, não sabia porquê. Lembrei-me de ligar a televisão, para me alegrar um pouco com as notícias e eventos do que se passa no meu país…
Fartei-me de divertir. Primeiro foi com as comemorações do 25 de Abril. Não é que eles andam aborrecidos uns com os outros e vai daí, decidem que não devem estar presentes na Assembleia da República? Fizeram mal…porque, os ministros, na bancada do governo, pela primeira vez, estavam engalanados com cravos ao peito. Mas, que bonitos. Deve ter sido influência da Ministra da Agricultura, de certeza. Na esperança de uma nova taxa para quem produzir cravos. Eu gosto disto. Taxas é uma coisa muito bonita, para contornar uma deliberação da Assembleia da República, na criação de um novo imposto. A isto é que eu chamo poupança…não se perde tempo a deliberar na Assembleia da República e a oposição a chatear.
Quando perguntaram ao Pedro como é que este entendia estes desaguisados, não é que, ele, com a experiência que tem, como trabalhador e como Ministro, disse que já estava habituado a estas palhaçadas?
Tivemos mais uma conquista do 25 de Abril. Se aqueles gajos tivessem ido à Assembleia, já os gajos do governo não poderiam pôr o cravo na lapela. Eu já achava giro, aquela coisa de porem uma bandeirinha, de Portugal, na lapela do casaco. E muito bem! Não fossem confundidos com nenhum governante do Sri Lanka ou do Ruanda. Porque, o nosso primeiro-ministro é muito africano…já devem ter notado.
Os únicos portugueses que têm dinheiro para emigrar, vão desde os jovens, até, aos portugueses com cinquenta anos de idade. O que é muito bom sinal. Significa que Portugal está no bom caminho para perpetuar o desenvolvimento, que atingiu, nestes últimos 38 anos. Já os portugueses que estão um pouco mais aflitos de dinheiro emigram para Cabo Verde ou para Angola.
Outra notícia foi a de que a baixa de salários pode comprometer as reformas. Então, não é fantástico? Paga-se menos de salários e deixa-se de pagar reformas? O quê, o dinheiro das reformas é dos trabalhadores? Não é verdade. Quem trabalha tem que se compenetrar que tem de pagar para trabalhar. Já lá vai o tempo de se receber para trabalhar. Esses tempos, em que os fascistas e capitalistas roubavam o suor do povo, acabaram. Hoje, temos uma sociedade mais justa. Tão justa que o Relvas quer que os gestores das entidades empresariais municipais ou intermunicipais, ganhem tanto, como os Vereadores. Para trabalho igual, salário igual. Isto é o que chamo de equidade. Mas, isto não seria assim, se as empresas tivessem capital dos chineses…Estou danadinho para ver os chineses a investirem nas empresas municipais e intermunicipais…tínhamos o Catroga a ser convidado a sair da EDP para ganhar mais uns tostões, numa empresa municipal, qualquer. Aliás, o Catroga e o Mexia preferem ganhar menos do que ser Vereadores e terem de pagar multas ao Tribunal de Contas. Nessa não vão eles!
Outra notícia boa foi de que 30 por cento dos portugueses anda a fazer turismo de bandeja, nos cafés e restaurantes de França, da Alemanha, da Inglaterra e até do Brasil, onde, sempre, podem montar uma barraquinha, para vender caipirinhas. E ainda dizem que a vida está mal?
A última das notícias, não resisti… e ri, ri, até não poder mais. Vejam bem, que o Governo, num gesto de reconhecimento, pelos vinte e trinta anos de dedicação, à função pública, vai dar, a quem quiser, voluntariamente, rescindir o seu vínculo, a brutalidade de nove mil e setecentos euros. Mas, como é que este governo está tão mãos largas? Já estou a ver a maioria dos funcionários públicos a rescindir o contrato, e a investir o dinheiro, num qualquer “offshore”, nas ilhas Caimão e, a tirar um doutoramento, na Universidade de Sorbonne, em Paris.
Isto é que é a verdadeira social-democracia! Adoro, este governo… não há ministro nenhum, começando pelo primeiro-ministro, que não me faça rir.
Os psiquiatras vão ter dificuldades em ter clientes…Os portugueses, hoje, são muito mais felizes do que eram em 25 de Abril de 1974. Então, não é que os portugueses podem dizer tudo o que lhes apetece, porque já ninguém anda de lápis azul? São despedidos ou perseguidos!
Já ninguém é preso…nem vai para a frigideira. São despejados das suas casas e embora tenham frigideiras, não têm alimentos para lá cozinhar.
Depois de despejados, o governo, garante, às crianças, o pequeno- almoço, na escola…os livros é que têm de ser comprados, todos os anos.
É bom ser português! Quem quiser viver feliz, é trabalhar e viver em Portugal… não é no estrangeiro, como estão a fazer trinta por cento dos portugueses.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

BATEM LEVE, LEVEMENTE...




Numa adaptação dos famosos versos, de Augusto Gil, aqui vai, adequado à situação, dos malandros dos portugueses que trabalharam e trabalham e que, afinal, são os responsáveis do país estar na miséria, onde os governos não são fiscalizados, a Constituição é violada e o respeito pela pessoa, se traduz num número, que é somado, numa aritmética em que as contas são feitas a somar para o governo nas receitas e a diminuir para os cidadãos, que já pagaram, o que tentam usufruir. O Estado não dá nada…gere mal e rouba os nossos impostos…

Batem leve, levemente
Como quem chama por mim…
Será o Coelho? Será o Relvas?
O Coelho não é, certamente
E o Relvas não bate assim…

São talvez os gajos do partido;
Mas há pouco, há poucochinho
Nem um som se ouvia
Na quieta melancolia
Deste país à beira mar…

Quem bate, assim, levemente,
Com tão estranha leveza,
Que mal se houve, mal se sente?
Não é o Coelho, não é o Relvas
É a miséria neste país.

Fui ver. As notícias caiam
No pardo papel do jornal.
Secas e leves, geladas e frias…
Há quanto tempo não as vias!
E diabos me carreguem, se as merecia.

Olho-as através da televisão
Pôs tudo da cor preta.
Gente que sofre e, quando diz,
Tenho vergonha…
Pois trabalhei, honradamente,
para o meu país….

Fico olhando esses sinais
Da pobre gente que avança,
E noto, por entre os demais,
Advogados, engenheiros, arquitetos
E outros mais
Na Cáritas ou no banco alimentar


Ainda têm sapatos,
Só não se vê que estão rotos
Vão caminhando com dificuldade
Do peso da vergonha que têm
Da vergonha que os dobra
De quem nunca pensou pedir sopa.

Que quem já é pecador
Sofra tormentos…enfim!
Mas as crianças, Senhor,
Porque lhes dais esta miséria?
Porque padecem os pais?
Porque sofre o meu país?

É uma infinita tristeza
Uma funda turbação
Ver o meu país saqueado
Por duas gerações de políticos
Que não passam de ladrões
E que a coberto da lei
Vão saqueando o povo!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

E o Salazar é que era fascista?





Ao longo destes meses, os portugueses, impávidos e serenos, têm vindo a assistir a medidas deste governo, que além da incompetência, generalizada, dos seus ministros e secretários de estado, tem subjacente a destruição de toda a economia do estado, para que futuramente, esta seja entregue a grupos privados, onde com toda a certeza, iremos encontrar os ex-ministros e ex-secretários, como tem vindo a acontecer, em governos anteriores, na liderança dessas empresas, com contratos de concessão, completamente leoninos.
Depois de toda a polémica, em volta da extinção das freguesias e o enfraquecimento do poder local, assiste-se à destruição das empresas municipais, mais um modo de canalizar, posteriormente, estes negócios para os amigos.
Fala-se na extinção de cerca de 140 empresas…com critérios duvidosos para a sua extinção. Devemos lembrar-nos que as empresas que têm prejuízo, este já está consolidado na divida pública. Portanto, não me parece que este critério seja o padrão para a extinção destas empresas, porque se esse fosse o critério, dissolvia-se o Estado português, pelo acumular de dívidas em que este, é responsável por 94% do défice nacional.
Já em 2006, com o novo regime jurídico das empresas municipais, as autarquias são obrigadas a encontrar o equilíbrio financeiro das empresas municipais, quando as mesmas por qualquer razão dão ou deram prejuízo.
O extinguir de 140 empresas vai colocar no desemprego, mais de 30.000 portugueses. O governo é o próprio impulsionador da criação do desemprego…
Temos vindo a assistir à nomeação de assessores e técnicos especializados, para apoio aos ministros e secretários de estado, de miúdos com vinte e sete, vinte oito anos, com vencimentos de três mil euros. Pois, bem, nos últimos anos, o poder local, procurou ter à frente das suas empresas gestores profissionais…a que o governo quer pagar o mesmo que paga aos putos assessores…portanto, como os mais velhos e experientes não estão para aguentar estas situações de desconsideração, permanente, vamos assistir, a mais putos da jota, a ocupar lugares de administradores nestas empresas.
A incongruência deste governo é tanta que ainda há pouco tempo, legislou que um administrador de uma empresa tem de ser licenciado…como se um qualquer candidato a vereador ou mesmo a presidente de Câmara, necessitasse de ser licenciado….para exercer essa função. Então, as funções são iguais? As responsabilidades são iguais? O Escrutínio é igual? Os administradores também vão ser só julgados pelos eleitores e ficam impunes perante o accionista, tribunal de Contas, IGF, DGA e não sei quantas mais entidades?
O governo cria uma lei para remuneração dos gestores públicos…os gestores das empresas autárquicas não são gestores públicos? Não haverá empresas do sector local que movimentam centenas de milhões de euros por ano? Mas, qual é o critério?
O governo só tem prejuízos com estas empresas? Mentira! Pagam IRC, pagam IVA a 23% numa obra, quando uma autarquia só paga 6%. Todos os seus trabalhadores, como as empresas não pagam para a segurança social? E pagam muito mais do que pagam os funcionários públicos para a CGA e para a ADSE.
Sendo assim, mandam-se para o desemprego mais 30.000 portugueses?
Nada desta desgraça tem a ver com a Troika… tem a ver com o governo e com um conjunto de ministros incompetentes, arrogantes e mal formados, que visam, unicamente, os seus interesses futuros, levando o país à ruptura completa.
Caberá ao povo, nas próximas eleições, rectificar a merda que fez…estou à vontade para o dizer, por várias razões…uma das razões, é como gestor, outra, porque sempre fui, contra a arrogância e incompetência dos governos, em geral, e outra, porque sou português e nunca vi nada assim…e o Salazar é que era fascista?
Estando os trabalhadores das empresas municipais, abrangidos pelo contrato individual de trabalho, tem sido vítimas das reduções de salário que deveria abranger só os funcionários públicos. Como trabalhadores ao abrigo do contrato individual de trabalho, não deveriam estar penalizados nas progressões e carreiras, como se funcionários públicos se tratassem. Do mesmo modo, não deveriam estar abrangidos pela famigerada lei de confisco do décimo terceiro e décimo quarto mês…mas, estão. Mas, como estão com contratos individuais de trabalho estão abrangidos pelo despedimento coletivo, quando da extinção das empresas… Como gestor sério, como homem livre e de bons costumes, não posso deixar de estar indignado por todos aqueles que são trabalhadores e se encontram numa situação em que não são carne, nem peixe…o que é mau, pertence-lhes…o que é bom não existe…ou seja, como trabalhadores com contrato individual de trabalho, não lhes assiste o principio da autonomia da vontade…estão obrigados, no pior sentindo, ao espartilho colocado por qualquer governo déspota…que é o caso.
Para que servem os sindicatos? Para nada, porque ainda não ouvi nenhum sindicalista a preocupar-se com os mais de trinta mil trabalhadores que vão para o desemprego.
Uma vez mais, enquanto o regime político deste país, não mudar, de modo a que exista alternativa, a esta alternância de poder, de fedelhos na procura da riqueza fácil e rápida, onde os governos vão nivelando os portugueses pela fasquia baixa, isto é, perto da pobreza, nunca o meu voto entrará numa urna.
E o Salazar é que era fascista?

segunda-feira, 9 de abril de 2012

NÃO HÁ FUTURO





A receita da Troika, subscrita pelo PS, PSD e CDS está a cumprir os seus desígnios. Mais desemprego, má execução orçamental no que diz respeito à receita, cortes na saúde, aumento dos transportes, redução dos salários da função pública e corte dos subsídios de férias e natal. Resultado? Espera-se que o consumo reduza 25%...nada mau, porque isso vai ao encontro da Troika e dos partidos da governança que é mais empresas a fechar e mais desemprego.
Os salários dos funcionários públicos representam, qualquer coisa como cerca de 14% do PIB…ou seja, para que o governo possa adequar o restante das receitas já implementadas e atingir o défice imposto, terá de cortar, depois destas agruras, cerca de cem mil funcionários públicos, aos seus quadros. Ou seja, mais ao menos 15% dos efectivos, actualmente existentes.
Devia de haver vergonha na cara e explicar aos portugueses que nunca iremos atingir o desiderato que a Troika impôs…custe o que custar…
Negros tempos se avizinham…onde a mentira vai perdurar, o pão vai faltar e talvez, então, o povo, mal governado, deixe de consentir o mal que lhe têm feito.
Há futuro…Portugal continuará, mas pior que qualquer país do Magrebe.

terça-feira, 3 de abril de 2012

A PUTA SOBE, SOBE A CALÇADA




Por vezes apetece-me brincar, no bom sentido, com alguma da grande poesia que se tem feito. Este poema, da autoria de um grande poeta, António Gedeão, é uma poesia em que se podem fazer uns trocadilhos engraçados, mas que não deixam de ter a marca profunda deste excelente poeta. O poema original é uma obra dedicada às mulheres trabalhadoras e empenhadas no bem -estar da sua família, mesmo que para isso a sua vida seja pautada por imensos sacrifícios. Infelizmente existem excepções…mas que, na realidade, confirmam a regra. E é às excepções, que este trocadilho se aplica, com graça. Às excepções de mulheres com falta de carácter, desonestas consigo e com os outros…parasitas da sociedade. Porque, “que las hay las hay”
Então, aqui vai…

A Puta sobe, sobe a calçada,

Sobe e não pode que vai derreada.

Sobe, Puta, Puta, sobe,

Sobe que sobe, sobe a calçada.

Entrou em casade madrugada;

Regressa a casa é já noite cerrada.

Na mão grosseira,

De pele queimada,

Besuntada de creme rasca
Leva uma mala desengonçada e desgastada.

Anda, Puta, Puta, sobe,

Sobe que sobe, sobe a calçada.

Puta é velha,Enxovalhada,

Tem perna magra,Mal torneada.

Ferve-lhe o sangue de afogueada;

Saltam-lhe os peitos
Caídos e pendurados na caminhada.

Anda, Puta. Puta, sobe,

Sobe que sobe, sobe a calçada.

Passam bêbados,

Rapaziada,

Palpam-lhe as coxas de peles caídas

não dá por nada.

Anda, Puta. Puta, sobe,

Sobe que sobe, sobe a calçada.

Chegou a casa pôs-se a falar.

Falou com o filho,

Falou com a nora;

Bebeu a sopa numa golada;

Não lavou a loiça,

Não varreu a escada;

Não deu jeito à casa suja e desarranjada;

Não coseu a roupa já de si remendada;

Despiu-se à pressa, como quem vai para o varão

Desinteressada;

Caiu na cama de uma assentada;

Chegou um dos homens,

Viu-a deitada;

Serviu-se dela,

Não deu por nada.
Anda, Puta. Puta, sobe,

Sobe que sobe, sobe a calçada.

No final da manhã,

Já com o sol bem alto,

Salta da cama,

Desembestada;

Puxa do rimel,

Dá uma pincelada;

Veste-se à pressa,

Desengonçada;

Vai para o café,

Desaustinada;

Range o soalho a cada passada,

Salta para a rua,

Corre alvoraçada,

Galga o passeio,

Desce o passeio,

Desce a calçada,

Chega ao caféà hora marcada,

Puxa que puxa, larga que larga,

Toca a sineta na hora aprazada,

Corre pra casa,
Debita ódio
Que transfigura a cara

E volta ao facebook, para a desgarrada

Puxa que puxa, larga que larga,

Regressa a casa é já de madrugada.

A Puta de bêbada

Balança…pela calçada.

Anda, Puta, Puta, sobe,

Sobe que sobe, sobe a calçada,

segunda-feira, 2 de abril de 2012

MIGUEL RELVAS OU MOUZINHO DA SILVEIRA?

O Conselho de Ministros aprovou a 2 de Fevereiro a Proposta de Lei da Reorganização Administrativa Territorial Autárquica, através da qual se pretende eliminar entre 1300 a 1400 freguesias.
Estou um bocado confuso se a extinção de freguesias é uma reorganização administrativa ou é uma reorganização de circunscrições? Que confusão!
Mas, vamos a uma análise rápida destas peripécias de que tem sido patrono, o Miguel Relvas que deve pretender ser o novo Mouzinho da Silveira. É que primeiro, o Relvas falava em extinção de freguesias. Lá ficávamos sem a freguesia de Picha ou sem a freguesia de Coina.
Perante as manifestações de desagrado, o governo, na pessoa do putativo, novo Mouzinho da Silveira, veio, a terraço propor, a “fusão” de freguesias. Bom…pior a emenda de que o soneto. Porque, agora, quem é que iria dizer à freguesia de Picha que ficava sem a Coina ou vice-versa? Isto é, que a freguesia da Coina ficava fundida na Picha? Logo, apareceu uma ideia peregrina de “agregação”. Mete-se a Picha na Coina e fica a freguesia do Coito. Vamos lá ver mas é, se tudo isto não é um coito interrompido. Interrompido pela manifestação das populações que o governo teima em chamar de estúpidos, mas que não são… A final, onde é que está a eficiência, a eficácia e a economia da “agregação” de freguesias e ou Concelhos?
Ninguém no governo ainda conseguiu explicar, muito menos o putativo, novo Mouzinho da Silveira.
Quando estes parolos vão para ministros, além da arrogância, querem criar situações de alteração significativa das leis, de modo a ficarem na história. Mas, para ficarem na história teriam de ter a categoria do Mouzinho da Silveira, do Ferreira Borges ou de qualquer outro ilustre, político ou pedagogo de outros tempos…não basta saber escrever com o novo acordo ortográfico.
Onde é que estão as novas competências? E que competências são? São atribuídas às freguesias e depois delegadas pelos Municípios? Para haver novas competências, onde está a nova lei das finanças locais? Porquê, nesta altura do campeonato, sendo o IMI, um imposto municipal, a razão, porque se encontra empenhado o governo, no mesmo? É para dar mais dinheiro aos Municípios? Não me parece, quando alguns deles, conscientes da brutalidade que constitui, já, este imposto, estão a reduzir o valor percentual do mesmo, prescindindo de direito próprio, da sua taxa máxima.
Logo, o governo, tanto quanto me cheira, está a preparar-se para reduzir os orçamentos dos Municípios e por consequência, das freguesias. Deste modo onde ficará a eficiência? Lembremo-nos que a contribuição dos municípios para o défice é de 6%. Noventa e quatro por cento pertence ao Estado central e satélites (IP, EPE, etc.)
Quanto á eficiência, como é que esta se poderá tornar maior e melhor, quando em muitas das freguesias, a única entidade que presta serviço público e de proximidade são, exactamente, as freguesias? Já não há correios, não há Multibancos a não ser nas Juntas, por aí fora. Fazer, vinte ou trinta quilómetros para ir a uma sede de uma Junta? Não me parece que seja eficiência, até porque na grande maioria destes lugares nem há transportes públicos.
Mas, adiante. O Governo, a coberto do “memorandum” da troika só vai debitando merdas desta natureza. Economia? Onde? No vencimento dos Presidentes de Junta? As maiorias delas, como são pequenas, os Presidentes de Junta ganham menos que o ordenado mínimo. Sim, não recebem os três mil euros dos assessores e técnicos especializados que o governo tem contratado, junto da Jota. Sim, as dezenas de putos com vinte e sete, vinte e oito anos que são contratados com três mil euros para assessores e técnicos especializados. Isto é, não bastava a prepotência de alguns ministros, para termos agora, putos a assessorar coisa nenhuma ou a dar palpites, como técnicos especializados, de coisa nenhuma.
E então, o governo, depois das contestações, chuta a bola para o campo dos municípios e diz:” Aprovem na Assembleia Municipal” e depois enviem para a malta que nós cá temos técnicos especializados. Como se os municípios fossem estúpidos. Mas, alguém vai querer ficar com esse ónus?
Ah, mas se o município não o fizer, nós temos um gabinete especializado, coordenado pelo putativo, novo Mouzinho da Silveira e fazemos nós a agregação. Isto é…se nenhum município agarra na sua, o gabinete fá-lo…agarra-a e sacode-a, antes de a agregar na outra.
Portanto, além da agregação onde está a reorganização administrativa? É para decretar em diplomas avulsos?
Senhor putativo, novo Mouzinho da Silveira:
Não haverá nenhum município que agarre na sua, sem ter o cuidado de se proteger, para não se contaminar com qualquer doença venérea ou engravidar a freguesia vizinha.
Não me parece que na verdade nenhum destes ministros seja um “iluminista”, propriamente dito…por isso, não forniquem mais o pessoal, tentando meter a freguesia da Picha na Coina ou vice-versa, já que desistiram de fazer com a fusão novas freguesias em que a Coina passaria a chamar-se “Raita” e a freguesia de Picha, a chamar-se “Pirilau”.
Se têm amor às partes baixas, da freguesia, pensem antes de agir!

quinta-feira, 29 de março de 2012

A REFORMA DA JUSTIÇA

Isto é mesmo vilanagem. Ministério da Justiça prevê, mais 29 milhões de euros de taxas de justiça… são estas as reformas da justiça? Entretanto, continua-se a assistir, no Tribunal de Família de Cascais, por exemplo, à pouca vergonha, de processos de divórcio e de regulação de poder paternal, este ainda mais grave, por se tratar de um processo urgente, a levar mais de dois anos, sem um único despacho. Quais as consequências? Nenhuma, porque não existe de facto, autoridade neste país. O único poder que continuamos a assistir, é à vilanagem dos governos “sacarem,” a seu belo prazer, dinheiro, para satisfazer as negociatas e os maus negócios que ex-ministros, fizeram e continuam a fazer.
Uma Lusoponte, com o famoso contrato de parceria público- privada, feita no tempo em que, o Silva, era primeiro-Ministro, se o IRC aumentar, o valor do aumento é por conta do governo… Isto é…por conta da malta.
Entretanto, tenta-se dar uma série de entrevistas e conferências de imprensa, em que se tenta mostrar, que agora é que é… mas agora, é que é, o quê? A irresponsabilidade de se terem Tribunais que condicionam a vida privada dos cidadãos? Não estamos a falar de empresas… estamos a falar, de crianças que ficam anos à espera da pensão de alimentos ou de indivíduos, que procuram regularizar a sua vida privada e que esperam, longos anos, para resolver uma situação que o anterior Governo, fez grande gala de publicitar, sobre a alteração da lei do divórcio sem consentimento, como se fosse… chegar ali, ao Tribunal e já está… está uma merda… quem agarrasse estes gajos todos, pelos fundilhos das calças ou das calcinhas e os mandasse borda fora, é que tinha jeito.
É que é por causa das calças e das calcinhas, que muita gente se vê metida em problemas, paga taxas de justiça, brutais, como se o ordenado mínimo fosse uma enormidade, mas que depois, assiste às burlas, de apoio judiciário, concedido e apreciado, pela Segurança Social. Passa na cabeça de alguém que uma pessoa, por exemplo, proprietária, a viver em casa própria, paga, com mais de mil euros de rendimento, liquido, mensal, tenha apoio judicial, à borla? Mas, quem é que anda a pagar tudo isto? O otário do cidadão que não encontra meio de expediente para ultrapassar, um Estado parasita e chulo… suportado, em bandos de gangs, partidários.
A maior reforma da justiça dos últimos tempos…foi encaixar mais 29 milhões de euros, com o novo Regulamento das Custas Processuais!
A justiça é cega, mas, a injustiça, podemos ver…

quinta-feira, 22 de março de 2012

GREVE

Que me interessa uma greve, de um dia, eventualmente, mais uma, ou outra, ao longo do ano? Que me importa os prejuízos que podem causar à economia nacional? A greve é um direito, Constitucionalmente consagrado, na Lei fundamental. Um modo de os trabalhadores se manifestarem, contra determinadas políticas, que podem afetar os seus direitos ou os direitos que estes pensam que têm e que devem ser perpetuados.
Aquilo que me preocupa são as diversas burlas, compadrios e incompetência que invadiram o país, desde o 25 de Abril de 1974 e que resultou na situação em que este se encontra. Contra este sistema mafioso em que governantes e alguns governados têm andado, é que levaram o país à ruina, sem perspetivas de futuro. E esta é a parte mais grave da situação.
E quanto a esta situação, de falta de um futuro com progresso, não vejo nem trabalhadores, nem sindicatos, muito menos partidos políticos, porque não lhes convém, a exigirem uma alteração substancial do regime político, de modo que o mesmo pudesse ser um compromisso sério, para o futuro deste país.
Portanto, até lá, quero lá saber de greves para alguma coisa…tal como não quero saber de eleições, para nada. Venham lá os argumentos, todos, a dizer que o voto é uma conquista e que não pode ou deve ser alienado, etc.
Não voltarei a consentir que me expoliem dos mais de trinta anos de trabalho, da minha vida…e porque não quero o mesmo, para as gerações mais novas, a minha atitude não pode ser outra.
Não posso dizer o mesmo que Otelo Saraiva de Carvalho, mas que isto, sem porrada não vai lá, não!
Estamos a atravessar um período de recessão que terminará, este ano, em valores entre 4 a 5 por cento. Multiplicam-se as situações de fome e miséria…mas nem quero imaginar o ano de 2013, quando os Bancos estiverem cheios de casas por incumprimento, em que o desemprego atinja a faixa dos 20% da população ativa, continuando a fechar, centenas de pequenas empresas e em que as empresas, que são os grandes monopólios do Estado, continuem a apresentar lucros leoninos, pagando vencimentos aos seus administradores, perfeitamente ofensivos de qualquer cidadão europeu. Eu disse europeu, não disse português…
Basta ver o que já está a acontecer à execução orçamental… como é possível que estes “filhos de Deus” continuem a dizer que estamos no bom caminho?
“Estado aguentou as contas com encaixe de 272 milhões de euros das licenças para a 4.ª geração de redes de telemóveis”. “O encaixe de 272 milhões de euros com a venda de licenças de utilização de redes de telemóveis de 4.ª geração evitou um desastre orçamental num inicio de ano que está marcado por um desempenho fraco nas receitas fiscais e por aumento significativo nos gastos com prestações sociais”.

terça-feira, 20 de março de 2012

MENTIR NO IRS

Será que o homem tem o dever de falar verdade?
Todos nós devemos ser chamados a ser sinceros e ter uma postura de veracidade quer no agir quer no falar.
Como sabem, o oitavo mandamento proíbe, o falso testemunho, o perjúrio e a mentira, isto é,
“Não levantarás falso testemunho contra teu próximo”.
Temos falso testemunho quando prestamos afirmação contrária à verdade prestada diante de um Tribunal.
Já se comete perjúrio, quando se mente sob juramento, ofendendo gravemente o próximo e muitas vezes condenando um inocente ou absolvendo um culpado.
Não se podem ou devem fazer juízos temerários, isto é, afirmar algo sobre alguém, sem ter a certeza. Também não devemos praticar a maledicência, sem razão objectivamente válida ou caluniar, mentindo prejudicando a reputação de alguém. Ou seja, temos como obrigação, crescer na virtude da prudência.
Costuma-se dizer que a “mentira tem perna curta”…e a mesma quando é descoberta é uma das maiores vergonhas. Em vez de usarmos “máscaras” para que nos aceitem, o melhor é ser autêntico. Uma pessoa que está em paz consigo mesma e que se aceita, mesmo com as suas imperfeições, o que deve procurar é a perfeição. A mentira e o perjúrio não se coadunam com o objectivo…o de nos tornarmos homens melhores. E no caso dos candidatos a primeiro-ministro, no geral, estão-se eles nas tintas, para serem homens melhores.
Perante Deus, o crime de perjúrio, tinha como consequência a punição com açoite, a decepação da língua ou morte.
Mas, afinal qual é conduta para o perjúrio?
Fazer uma afirmação falsa (mentir), negar quando se sabe a verdade ou calar a verdade, seja em processo civil, penal, trabalho e administrativo, num inquérito policial ou mesmo, num juízo arbitral. Todos os crimes tem um elemento subjectivo que no crime de perjúrio é a vontade livre e consciente de mentir ou omitir a verdade (sendo irrelevante o fim do agente).
É claro que em processo penal, a falsidade deve versar sobre facto juridicamente relevante para a solução da causa.
O perjúrio já para a lei judaica era de extrema importância. Não poderia haver condenação por um crime capital baseado no testemunho de uma só pessoa…no mínimo duas pessoas e de preferência, mais. Uma testemunha era considerada o mesmo que nenhuma testemunha. Se houvesse duas testemunhas, ambas teriam que concordar em todos os aspectos particulares até aos mínimos detalhes. Do mesmo modo que hoje o nosso código de processo penal prevê, já a lei rabínica dispunha que um acusado não poderia ser obrigado a testemunhar contra si mesmo.
De tal modo era avaliado como um crime grave o perjúrio que qualquer testemunha que num caso de crime capital desse falso testemunho recebia a pena de morte.
Bom, parece que estamos a retroceder, nos tempos…o governo não prevê o açoite ou a pena capital, mas prevê para quem mentir em sede de IRS, a pena de prisão até um ano. Isto, porque, também não se prevê que o contribuinte seja arguido…portanto, não tem direito ao silêncio…o que seria interessante em termos de declaração fiscal.
Mas, posteriormente, assim que as autoridades, acharem por bem que alguém mentiu na declaração de IRS, já tem direito a estar calado. Ora, depois, estar calado, é pior a emenda que o soneto, porque nessa altura, as entidades fiscais, com todo o seu “ius imperii”, tramam um individuo. Ou seja, posteriormente, tem que haver uma inversão do ónus da prova, para que um individuo não acabe com os ossos na choldra…mesmo assim, não nos cortam a língua (que tanta falta faz), nem nos dão açoites… vá lá, vá lá, este governo ainda é tolerante…
Bom, pergunto eu, ingénuo como sou, qual é a pena para os que não declaram nada ao fisco e levam o dinheiro para os offshores? Qual é a pena para os que roubaram e roubam os portugueses? Estava a lembrar-me dos poucos casos que tem havido em Portugal, (sim, porque Portugal é um país de gente séria) como seja o caso BPN?
Já uma vez tinha escrito e volto a reafirmar…estamos a voltar à época medieval. Sim, porque estamos pendentes da vontade dos Senhores, não havendo Constituição…ou seja, não havendo lei que imponha ordem e princípios a qualquer governo, vivemos numa República Absolutista.
Bem hajam, os monarcas constitucionalistas!

segunda-feira, 19 de março de 2012

PORTUGAL TEM OS MELHORES CRÂNIOS DA POLÍTICA E DA GESTÃO

Já escrevi sobre a escolha de grandes gestores, para empresas públicas que não têm competência para serem gestores. Sim, porque não basta uma licenciatura, como diz um famoso decreto do governo, para se ser gestor. Antes de se ser gestor, parece-me que é necessário ter tarimba. Isto é, fazer muitas outras coisas antes de ser gestor. Mas, apetece-me escrever sobre gestores que ganham milhões, à frente de empresas que já foram públicas e que agora se dizem privadas, mas que tem negócios que são monopólios e que fornecem serviços que deveriam ser exclusivos do Estado, pois, além de pagarem milhões a gestores, ainda distribuem dividendos, por accionistas, que no ano económico em que os mesmos foram gerados, não eram accionistas.
Se isto não é uma grande negociata, expliquem-me, como contribuinte que sou, o que é…Ponho-me a pensar e lembram-se daquelas ideias da economia de mercado? Em que era necessário menos Estado? Privatizaram-se uma série de empresas ou parte delas, encaixaram-se mais de cinco biliões de euros e tudo isto, foi feito, em parte, pelos mesmos gajos que agora são escolhidos pelos chineses para os Conselhos Consultivos, Administradores não executivos e outros… Uma das coisas que me faltou na vida foi não ter trabalhado em Macau…porque hoje, o meu linguajar estava também, influenciado pelo “mandarim”.
Ou, em alternativa, tinha feito um ligeiro percurso, pela Caixa Geral de Depósitos e hoje, poderia estar reformado, com a pequena reforma de 18 mil euros mês.
Ao fim e ao cabo, o povo português é ingrato…teve na gestão do país e das empresas públicas, o melhor que há, de grandes licenciados, que nem o M.I.T, a Harvard Scholl ou o INSEAD, conseguiu formar…
Ainda dizem que não temos ensino de qualidade? Mentirosos…o ensino em Portugal tem, gerado, os melhores crânios da gestão e da política. E sabem porquê? Porque não há bons gestores se não houver accionistas de qualidade e exigentes.
E o povo português tem demonstrado essa qualidade…quando é necessário, abdica do seu próprio salário, já que não tem dividendos, e contribui, inclusive, com o seu subsidio de Natal e de Férias, para que não falte nada a esta cambada de chulos e incompetentes.
“Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente, há uma certa cumplicidade vergonhosa”. (Victor Hugo)

DIZEM QUE O PAÍS VAI FECHAR

Disseram-me, não sei se é verdade, que o governo, para equilibrar as contas, do orçamento, vai fechar o país.
Começaram, já em tempos, a fechar hospitais, maternidades e escolas.
Agora, vão fechar tribunais e esquadras da polícia.
Portanto, tudo aponta para que o país feche as portas, dentro em breve. Vão entregar o país à Troika do mesmo modo que as famílias, entregam as casas aos Bancos.
Claro, que até lá, o governo não deixa de ter uma lata do tamanho da Torre Eiffel…aumentam os juros das dívidas fiscais, bem como a contagem do tempo que as mesmas perduram nos tribunais, para evitar a fuga aos impostos. Como se alguém nestas condições estivesse a fugir aos impostos. A fugir aos impostos estão os gajos que não declaram nada ao fisco.
Isto é um fartar de vilanagem…fazem do Zé Povinho uma cambada de estúpidos.
Depois, de tudo isto, vêm dizer que vão criar um visto de investimento para os estrangeiros, que investirem em Portugal. É claro que é formidável…eu se fosse Colombiano, e tivesse dinheiro para pôr aqui, era já de imediato. Porque, na eventualidade de ter um diferendo, com as finanças, e impugnasse qualquer das suas decisões, e o processo estivesse no tribunal, como é normal, dez ou mais anos, estava sujeito a pagar 7% ao ano, durante os dez anos. Ficava-me caro o visto.
Entretanto, parece que houve um desentendimento no governo e o Secretário de Estado da Energia, que segundo dizem, tem coluna vertebral, demitiu-se. Porque é que será? Por causa dos dividendos do ano passado que vão ser entregues aos investidores, que este ano compraram posições na EDP? Que grande negócio…talvez, por aqui, consigamos encontrar a justificação para o que pagamos de energia eléctrica e os lucros chorudos da EDP.
Entretanto, a dança dos “amigos” continua…já tivemos a grande gestora bancária Celeste Cardona, conjuntamente com Armando Vara, na CGD. Agora, segundo consta, vamos ter a grande gestora Isabel Meireles, na ANACOM.
Na verdade, estas empresas geradoras de grandes lucros, só são viáveis, quando têm na sua administração gente tão experiente. Não é pelo facto de serem monopólios do Estado.
Quem disser isso, está a mentir. Este governo é dos mais pequenos que Portugal teve na sua história, mas também foi o que mais comissões e assessores, recrutou. E a contratar gestores de topo para as empresas onde o Estado tem posição ou ainda controla, de modo indirecto, temos a nata de administradores, sempre os mesmos que conduziram o país à ruína, a um estado de insolvência que vai obrigar o governo a fechar o país e a entregá-lo aos credores.
Vai ser pior do que pedir mais uma tranche de empréstimo…é que vamos, mesmo, ter de fechar as portas. Se alguém se lembrar de mais serviços públicos para fechar, digam…não
se acanhem.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

CENSURA NO FACEBOOK ?





Censura é o uso pelo estado ou grupo de poder, no sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão. A censura criminaliza certas acções de comunicação, ou até a tentativa de exercer essa comunicação. No sentido moderno, a censura consiste em qualquer tentativa de suprimir informação, opiniões e até formas de expressão, como certas facetas da arte.
O propósito da censura está na manutenção do status quo, evitando alterações de pensamento num determinado grupo e a consequente vontade de mudança. Desta forma, a censura é muito comum entre alguns grupos, como certos grupos de interesse e pressão (lobbies), religiões, multinacionais e governos, como forma de manter o poder. A censura procura também evitar que certos conflitos e discussões se estabeleçam.
Pode também a censura ser entendida como a supressão de certos pontos de vista e opiniões divergentes, através da propaganda, contra-informação ou manipulação dos meios de comunicação social. Esses métodos tendem a influenciar opinião pública de forma a evitar que outras ideias, que não as dos grupos dominantes, tenham receptividade.
A Censura em Portugal foi um dos elementos condicionantes da cultura nacional, ao longo de quase toda a sua história. Desde cedo, o país foi sujeito a leis que limitavam a liberdade de expressão, primeiro, em resultado da influência da Igreja Católica, desde o tempo de D. Fernando, que terá oficiado ao Papa Gregório XI para que instituísse a Censura episcopal (ou censura do Ordinário da Diocese). O poder civil passou, mais tarde, a regulamentar também a publicação de textos escritos. Na memória dos portugueses está ainda presente a política do regime do Estado Novo que institucionalizou um estrito controlo dos meios de comunicação, recorrendo, para este efeito, à censura prévia dos periódicos e à apreensão sistemática de livros. De facto, cada regime político teve sempre o cuidado de legislar em relação à liberdade de imprensa - na maior parte dos casos, restringindo-a. Em cinco séculos de história da imprensa portuguesa, quatro foram dominados pela censura. No entanto, a censura entrou também em outros domínios, como nas obras literárias (desde Gil Vicente), na rádio, na televisão e no cinema.
Ao longo da história portuguesa foram muitas as formas de perseguição a intelectuais: a prisão e a morte foram também, frequentemente, o castigo de quem ousava expressar aquilo que pensava, contrariando o discurso oficial do Estado.
A liberdade de expressão foi, sem dúvida, uma das conquistas do 25 de Abril de 1974. Rapidamente apareceram também as críticas de determinados sectores da população que se insurgiam contra o "excesso de liberdade" que tomava conta dos jornais, revistas, televisão, rádio, teatro e cinema. Filmes até então proibidos passaram a ser exibidos, alguns com fartos anos de atraso, para gáudio de uns e para horror de outros. A crítica social e política nos teatros (por exemplo, no teatro de revista) e na televisão tornou-se vulgar.
A Constituição Portuguesa de 1976 voltou a consagrar a liberdade de expressão e informação (artigo 37.º) e a liberdade de imprensa (artigo 38.º). Revisões posteriores alargaram a liberdade de expressão para todos os meios de comunicação social.
Ocasionalmente, o fantasma da censura, contudo, ainda paira e são feitas acusações a determinadas entidades patronais, ao governo e a lobbies de moverem influências junto dos órgãos de comunicação. Herman José, em 1988, teve de terminar abruptamente a transmissão dos episódios da série "Humor de Perdição". O Conselho de Gerência da RTP (então presidido por Coelho Ribeiro, que, antes de 1974, fora da censura prévia aos espectáculos de teatro com Beckert da Assunção) justificou o acto devido às famosas "entrevistas históricas", escritas por Miguel Esteves Cardoso, onde personagens da História de Portugal eram apresentadas de forma pouco digna - referências à suposta homossexualidade de D. Sebastião, por exemplo, são frequentemente apontadas como a causa da censura.
Em 1979, o humorista Augusto Cid, vê dois livros apreendidos, "O Superman" e "Eanito, o estático" a pedido do então Presidente da República Ramalho Eanes. Proibição, essa, que não surtiu efeito pois os livros podiam ser encontrados à venda em todos os locais.
O Humorista José Vilhena também viu várias publicações suas apreendidas, sendo o único Português a quem tal aconteceu, antes e depois da Revolução dos Cravos. Quem não se lembra da “arte” deste humorista, com uma ironia, extraordinária? Eventualmente, os mais novos…mas deixo-vos o desafio de procurem obras deste Humorista, que deixou, na minha opinião, uma marca profunda no humorismo português…
Em 1992, o subsecretário da Cultura, Souza Lara, vetou a candidatura do romance "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", de José Saramago, ao Prémio Literário Europeu, justificando tal decisão dizendo que a obra não representava Portugal mas, antes, desunia o povo português. Em consequência do que considerou ser um acto de censura por parte do governo português, Saramago mudou-se em 1993 para Espanha, passando a viver em Lanzarote, nas ilhas Canárias.
Em 2004, houve o "caso Marcelo Rebelo de Sousa", comentador político (antigo dirigente do PSD) que, estando a trabalhar na estação televisiva TVI, terá recebido pressões por parte do presidente da estação, Miguel Paes do Amaral e do ministro dos Assuntos Parlamentares, Rui Gomes da Silva, para que deixasse de criticar de forma tão virulenta o governo.
Mas, a censura, nos dias de hoje, faz-se dos mais diversos modos…nos partidos, criando barreiras e gerando infortúnios, a quem se opõe às decisões das elites…no emprego, quer na função pública quer no privado, com pressões das mais variáveis modalidades.
Por último, temos as redes sociais, e em especial o Facebook, onde se pode sem qualquer critério “denunciar” alguém ou qualquer post que se coloque em mural, desde que este incomode o “adversário”. A política de gestão de conteúdos, no facebook, deixa muito a desejar…já fui vitima de censura, estando impedido de realizar comentários, principalmente nos post`s do PSD…sempre fui e serei até morrer, indomável no escrevo e no meu pensamento. Agora, fui confrontado com a censura e o barramento aos post`s do meu “amigo”, “facebookiano”, Umberto Pacheco. Manifestei de imediato que estava solidário com o mesmo. E porque estou solidário, deixo este “post”, no meu blog, e vou tentar difundi-lo para o Face.
Sempre que se incomoda o poder instituido, tal como tento explicar, no breve intróito da evolução, através dos tempos, houve censura. Os meios e modos “operandi”, é que vão variando.
Sempre tive dúvidas que a democracia pudesse ser o melhor sistema político, porque “democracia representativa” é um modo político que cria alienação, num povo que pensa que manda, mas não manda…e se discorda é censurado.
Caro, Umberto Pacheco, a minha pequena contribuição para divulgar a pouca vergonha da censura, dos nossos dias, e daqueles que pensam pela sua cabeça, estão sujeitos no Facebook. Um abraço “facebookiano”, e até breve, sabendo que também, vai continuar a pensar pela sua cabeça.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

NÃO É PRECISO SER VIDENTE





Em 14 de Dezembro de 2009, escrevia no meu Blog, este texto que aqui transcrevo:
“Não fazia mal nenhum, o Presidente dizer que isto estava tudo nas “lonas” e que era necessário o apoio ao Governo e, então, nessa altura, já tínhamos a cobertura para aumentar os impostos e mais umas coisitas que temos de fazer.Se não, depois vai ser pior…temos de fazer como a Irlanda. Sim, vamos ter que reduzir para aí em 20% os salários da função pública, deixar de pagar 13.º e 14.º mês, aumentar as taxas moderadoras, aumentar os descontos para a Segurança Social, e por aí fora.”
Este diálogo, estava posto na boca de José Sócrates, o tal que nunca admitiu que seria necessário ajuda externa, tal, como acabou, agora, de revelar o Dr. Mário Soares.
Poder-se-á dizer que eu era mais um profeta da desgraça…mas, não é preciso muito, para se fazerem projecções desta natureza. Também, escrevi que o desemprego chegaria aos 15%. Pois, em termos oficiais, falta 1%, mas a realidade é muito maior. Perguntarão vocês, hoje, qual o futuro que nos espera?
Bom, tendo em consideração o regime político que temos, o desemprego vai continuar a crescer e chegará, bem perto dos 20%. A realidade é que depois da redução de salários na função pública, vamos ter que ter, como medida adicional, o despedimento na função pública. E a nova legislação do Governo já aponta para aí, concretamente, com a mobilidade… e não serão tão poucos como isso…calculo perto de 50.000.
A crise vai-se instalar de forma muito séria…porque, entretanto, os líderes europeus, bem como a Comissão Europeia, nenhum dos seus membros tem estatuto de estadista, para apresentar a solução, inadiável, para que não aconteça o descalabro do euro, que é o federalismo.
Resta é saber, se até lá, e se nada acontecer, depois de Portugal ficar completamente na miséria, não teremos de sair do euro, com repercussões, ainda mais gravosas.
Independentemente da crise europeia, a alternância de poder, instituído pela Constituição da República Portuguesa, será a grande responsável do desleixo, do abandalhamento financeiro e ético, que abalou o nosso país.
Nem trinta anos, chegarão, para que Portugal, venha a adquirir o mesmo nível económico e social, que tinha, quando do vinte e cinco de Abril de 1974…
Para repor as coisas no seu devido lugar, seria necessário que a nossa economia crescesse perto dos 3% ao ano. Inimaginável, principalmente, depois desta destruição a que estamos a assistir e com o tecido produtivo, praticamente desaparecido, onde, actualmente, e por hora, gera mais de 50 novos desempregados
É preciso mais do que a troika e o FMI, para nos podermos aguentar…é necessário um novo regime político, onde esta pouca vergonha de alternância partidária e a corrida desenfreada a interesses próprios, continue a subsistir.
Basta de vender o pouco que resta dos monopólios do Estado…por uma bagatela. Depois de criarem fronteiras feudais, colocando portagens em todas as estradas, em Portugal, preparam-se para o grande negócio do século…a privatização da água, sob o chavão
do interesse nacional.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SIGNIFICADO DO NOME PEDRO - SUA MARCA NO MUNDO!

Passa a impressão de uma pessoa muito inteligente e intuitiva, mas não é.
Desde muito cedo é notória a sua vocação por actividades pseudo -intelectuais. Não se atrai por actividades desgastantes e de esforço físico. Trabalhar não é com ele. Na maturidade tenta demonstrar que tem a vida sob controlo. Alguém que valoriza a espiritualidade, ao ponto de insistir em tirar cartas do tarot e acreditando piamente no que elas dizem, como se as soubesse interpretar. Não aceita intimidades ou brincadeiras inoportunas. Gosta de apresentar uma cara de primeiro -ministro mauzinho.
Não aceita receber ajuda de outros… Tem dificuldade em assimilar as novas ideias ou mudanças. Já na escola, tem grandes dificuldades de aprendizagem…só com acompanhamento e alguma influência, permanente, é possível acabar os estudos…
Procuram situações sólidas, pois querem se estabelecer e se afirmar. As actividades profissionais que mais combinam com o número 4 de Expressão são as de construtor civil ou pato bravo, pedreiro, empreiteiro, electricista, operário especializado, técnico, horticultor, músico, comprador, vendedor ou administrador. Caso consiga terminar um curso superior, a sua carreira profissional será, sem dúvida, a de administrador. (Cansaço físico não é com ele).
Chegado ao poder, tem tendência a mostrar-se mauzinho, mandando todos trabalhar e, se alguém contesta, chama-lhes piegas. (Piegas -Pessoa afectada, ridícula nas maneiras, dada a infantilidades!)Procure aprender a controlar a teimosia e a obstinação e de deixar de ter a mania que é mais esperto que os outros e não desconsiderar os que os rodeiam ou aqueles que administra.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

UMA JUSTIÇA PARA POBRES E OUTRA PARA RICOS

A Ministra da Justiça não vai deixar estas situações, impunes.
Então, não é que um sem abrigo roubou um Polvo e um Champô, vai para dois anos, e só agora é que vai ser condenado a pagar uma multa de 250 euros? Como é um sem abrigo, o Tribunal vai mandá-lo notificar no segundo banco do jardim, junto à Avenida da Boavista, em virtude de o crime ter sido perpretado, no Porto. Se não pagar esta multa, o sem abrigo está sujeito a ser penhorado no vencimento ou em alternativa, no automóvel.
Mas, a justiça não se fica por aqui…e cega como é, também no Porto, a uma idosa de 76 anos, pelo facto de ter furtado um creme no supermercado Lidl, no valor de 3,99 euros, foi julgada. Estavam convencidos que só os ricos é que eram julgados? Enganam-se.
Mas, outras situações têm acontecido sem que a nossa justiça não seja célere e eficaz, não olhando aquém…Também, em Coimbra, o DIAP abriu um inquérito a um fulano que tinha furtado 77 cêntimos de feijão verde…O supermercado Lild, depois do processo ter sido arquivado, reabriu o processo, pois, de acordo com a lei, o crime do feijão verde é um dos tipos de crime que não pode ficar sem justiça…ora essa!
Tudo isto, parace que acontece mais no norte do país do que no sul, embora se verifiquem, também, no sul, crimes gravosos, como este do feijão verde…
Uma senhora de 71 anos, em Matosinhos, também, no Lild, foi acusada de ter furtado um creme, de 2,79 euros e, o supermercado, não esteve por meias medidas…pediu uma indemnização de 300 euros. É assim, mesmo…
Isto é uma brincadeira que todos nós portugueses, andamos a pagar para estas charadas…uma defesa oficiosa de um caso destes, custa no mínimo 300 euros. Mas, o Estado gastou milhares de euros com o julgamento. Ou seja, o vencimento da funcionária(o) judicial, do(a) magistrado(a) do MP, da(o) Juíza(o) e o tempo que a PSP andou atrás do arguido, para o notificar no segundo banco do jardim, junto da Avenida da Boavista.
Ou seja, a lei permite que uma organização como o Lild, Pingo Doce ou outra qualquer, utilize os dinheiros públicos, para receber indemnizações de sem abrigos ou de outra gente carenciada, que furta num supermercado um creme de 2,99 euros ou feijão verde, no valor de 0,77 cêntimos.
À custa do principio da legalidade e do preço que a justiça custa, para um grupo económico, como este, que é igual ao comum dos cidadãos, entopem-se os tribunais com processos crimes que não valem o tempo, sequer, de mandar para o caixote do lixo.
É esta realidade que a Ministra não quer ver, ninguém quer ver…mas, outras situações, caricatas, poderiam ser relatadas. Temos o exemplo das empresas que fornecem os serviços móveis de telefone. Quantos processos estas companhias não têm nos tribunais, para cobrar créditos de 100 ou 200 euros, porque eles próprios não acautelaram o risco do seu negócio?
Havemos de vencer a crise…”custe o que custar”. A única chatice é que é à custa dos nossos rendimentos de trabalho.
E depois, ainda vejo despachos de nomeação de assessores da Ministra, com vencimentos de 3.900 euros, mais subsidio de Natal e de Férias, mais as ajudas e abonos dos adjuntos… FONIX!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CONDIÇÕES CRUEIS EM QUE VIVEM AS GALINHAS

Não tenho dúvidas, de que temos vindo a alimentar uma política de doidos. Principalmente, com esta malta da União Europeia. Esquecemo-nos, até, que somos nós que lhe pagamos o ordenado e que depois continuamos a sustentar as principescas reformas, de Nove mil euros ou mais, a malta que se fartou de trabalhar, e que aos 55 anos, vai fazer jardinagem. Sim, porque ter galinhas é que não me parece. Preferem comprar os ovos no supermercado.
A Comissão Europeia abriu um processo contra Portugal por infracção ao direito comunitário por não ter adoptado as novas normas de produção de galinhas poedeiras destinadas a melhorar o seu bem-estar.
O processo que inclui outros doze países, refere-se a regras adoptadas em 1999 e que conferiam aos Estados membros da União Europeia (UE) doze anos para adaptarem progressivamente as gaiolas existentes por outras "mais capazes de satisfazer as necessidades biológicas e comportamentais dos animais". Segundo Bruxelas, 47 milhões de galinhas na UE - num total de 350 milhões - ainda estão confinadas a gaiolas demasiado pequenas que não lhes garantem "estruturas, tais como ninhos ou poleiros, que contribuam para que as aves vivam em condições menos cruéis". As novas normas europeias exigem que "todas as galinhas poedeiras sejam mantidas em 'gaiolas melhoradas', com mais espaço para fazer ninho, esgravatar e empoleirar se, ou em sistemas alternativos".
Não duvido da bondade desta gente que gasta o nosso dinheiro a legislar sobre estas tretas. Além do bem estar das galinhas, devem estar preocupados e esse deve ser um dos objectivos que é diminuição da probreza extrema e da fome, neste milénio. Sim, porque se houver galinhas com mais condições de vida, pressupõe-se das duas um…ou quem está a produzir fecha a exploração e o preço dos ovos sobem…ou haverá um aumento das explorações e aumenta o número de trabalhadores. Será? Talvez a primeira situação seja a mais correcta…diminuem os produtores e aumenta o preço dos ovos e neste caso serão ovos importados da União Europeia de galinhas que aumentaram a sua qualidade de vida, produzindo ovos de melhor qualidade…
Não vejo é estes, tecnocratas, preocupados em que no mundo e na Europa, se eliminem propinas escolares, que sejam fornecidos fertilizantes aos agricultores mais pobres, acesso medicamentos para a SIDA, a tuberculose e outras doenças em que muita da população não possui recursos, investir nos bairros – de -lata e disponibilizar terrenos para habitação pública, electricidade e saneamento básico a preços razoáveis, legislação e meios para diminuir a violência doméstica, tratar das florestas…etc.
Em primeiro lugar, alojar os milhares de Europeus e imigrantes que vivem em bairros da lata, sem mínimo de condições de higiene…isto é, de modo, completamente, cruel.
Só em Portugal, diz a APAV que diariamente são maltratados dois idosos por dia. Ou seja, feitas as contas, temos mais de 700 idosos maltratados em Portugal, por ano. E nos outros países da União Europeia? Que se passa?
Todos os dias, pelo menos dois idosos foram vítimas de crime no ano passado, a maior parte cometidos no seio familiar pelo cônjuge ou por um filho, segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).
Depois, só em Portugal, temos perto de 400 mil idosos que vivem completamente sozinhos e a realidade mostra-nos, que alguns, só são encontrados, depois de mortos, alguns dias ou semanas depois, de terem fechado os olhos. A este cenário, chama-se o quê?
Entretanto, no meio desta legislação avícola, a União Europeia chegou a uma conclusão brilhante… É que perto de 80 milhões de europeus (17% da população da UE) vivem actualmente abaixo do limiar de pobreza. Este facto alarmante encontrou grande eco junto da opinião pública, segundo um recente inquérito Eurobarómetro sobre as atitudes face à pobreza.
A grande maioria dos europeus (73%) considera que a pobreza é um problema que alastra nos respectivos países e 89% reclamam dos governos uma acção urgente para o combater. Ainda que a maioria das pessoas considere que os governos nacionais são os principais responsáveis, 74% esperam que a UE desempenhe também um papel importante neste contexto.
Ou seja, 74% dos Europeus esperam que os tecnocratas que andam a legislar sobre galinhas poedeiras, resolvam o problema da pobreza. E o que é que fazem? Fazem leis, para acomodar de modo menos cruel, as galinhas poedeiras.
Não sei se deva rir, se deva chorar! Se me rir é por razões da idiotice, desta gente. Se chorar, será por raiva de estarmos a sustentar esta cáfila de malandros. E eu, com os meus sentimentos, carregados de alguma revolta, dá-me vontade de chorar, porque, em conclusão, os idiotas somos nós, que andamos a pagar chorudos ordenados e reformas a um regimento de tipos, que a coberto da protecção política, vão vivendo que nem uns nababos, pouco se importando, com as condições cruéis em que vive 17% da população da EU.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

PARA ONDE CAMINHAMOS?

Perante o Decreto-lei n.º8/2012, de 18 de Janeiro, pergunto-me, para onde é que caminhamos?
No n.º1, do art.º12.º, diz: “ Os gestores públicos são escolhidos de entre pessoas com comprovada idoneidade, mérito profissional, competências e experiência de gestão, bem como sentido de interesse público e habilitadas, no mínimo, com o grau académico de licenciatura.”
Se o intróito, já de si, tem muito que se lhe diga, a parte final, diz-me que a redacção deste Decreto, deve ter sido feita, por algum licenciado de Bolonha, com mestrado integrado. Isto é, 3 anos de treta e mais um ano de Google, para construir uma tese.
Tenham paciência…isto é perfeitamente aniquilador, de muita gente, com qualidade e mérito, de ocupar um lugar de gestor público.
Durante quinze anos, o meu Director geral Adjunto, a quem eu reportei, tinha o 7 ano dos liceus e a frequência do primeiro ano de engenharia civil. Foi gestor de uma empresa que foi líder em Portugal, no seu ramo de actividade, cujos lucros, ultrapassavam um milhão e meio de contos. Não é de euros!
Com esta lei, este homem, que muito prezo, e com quem muito aprendi, nunca teria sido gestor de uma empresa pública. Ridículo, no mínimo! Porque, infelizmente, tenho funcionários, sob a minha responsabilidade, que não sabem, com um mestrado, fazer uma regra três simples. E quando coloquei o problema, a resposta que obtive é que “essa matéria não era dada na universidade”(SIC).
Também como professor universitário, tenho bem experiência, da massa cinzenta que já me passou pelas mãos…
Mas, se o país tem sido governado, sempre, por licenciados, e as grandes empresas que reportam todos os anos milhões de prejuízo, são geridas por licenciados, daqui posso deduzir, que não é condição “sine qua non”, ser-se licenciado para que as mesmas dêem lucro…Correcto?
O que na realidade se tem passado, quer a nível do governo quer das grandes empresas, sendo os ministros, secretários e gestores, licenciados, levaram o país à bancarrota.
Pedia-se, um pouco mais de experiência, de sensatez e de cuidado, ao alterar-se uma lei, desta natureza. Um pouco mais de experiência de vida e menos de cultura académica, tirada à custa do telemóvel e do Google, em três anos ou, eventualmente, qualquer diploma comprado, nalguma universidade, das que alguns de nós conhecemos. Este país está completamente pervertido.
Aliás, se alguém tiver a 4.ª classe, chamada, agora, de 4.º ano do primeiro ciclo, pode ser candidato a Presidente da República ou candidato a Presidente de uma Câmara Municipal ou, no mínimo, Presidente de uma Junta. Já não se fala de ser candidato a deputado, porque aí, ninguém vai aferir da idoneidade, do mérito profissional, das suas competências, para o lugar e, muito menos, se é licenciado, no mínimo.
Esta do “mínimo”, dá-me vontade de rir, porque deve ter sido um idiota que escreveu isto…e então, os que em tempos idos foram diplomados com um Bacharelato que também tinha três anos?
E se falarmos de um licenciado em direito, dos antigos, que andavam cinco anos numa faculdade e depois, se queriam ser advogados, tinham mais dois anos de estágio, sujeitos a exames e que podiam reprovar, aliás, como reprovam, mais de sessenta por cento dos candidatos, o que demonstra que os licenciados em direito, não estão aptos, a serem advogados…mas, podem ser gestores públicos, porque no mínimo, são licenciados. Mas, em que pais é que estamos a viver? No mínimo, os licenciados com mais de cinco anos deveriam ter direito ao grau de “mestre”. Os médicos com seis anos de formação universitária? Tantas questões que se poderiam colocar aqui mas, para os idiotas que fizeram esta lei, mais do que isto, também não vale a pena…é a merda de governantes que temos…licenciados!
Então, do que é feito das pessoas que tem 30 anos de trabalho, muitos deles, com responsabilidades de gestão? No meu entendimento, podem haver vários níveis de gestão…mas, a lei não diz. Fala de gestão…Neste caso pode ser uma dona de casa, licenciada, porque tem experiência de gestão? Deitam-se fora as pessoas com experiência e conhecimento?
No mínimo, já que se fez a borrada das novas oportunidades e se me é permito, que sem habilitações nenhumas, se possa com 23 anos de idade, entrar numa universidade e ao fim de três anos ser-se licenciado, dar uma “oportunidade” aos gestores e outros profissionais com larga experiência de vida, que pudessem possuir no mínimo uma equiparação…
Mas, de todo, sou contra a questão de se ter ou não licenciatura. Os padrões para aferir a capacidade de se ser gestor deveriam ser outros…Como não me pagam para dizer quais, não digo!
Então, podem-se gerir milhões de milhões, com a 4.ª classe e não se pode ser gestor de uma empresa pública, se não existir, no mínimo, uma licenciatura?
Não há dúvida que estamos a ser governados pelos “putos” da jota que andaram a licenciar-se, sabe Deus como, e que, actualmente, dentro do partido, dizem a tudo que sim, porque almejam um lugar ao sol, mas sem ter que trabalhar.
Para onde caminhamos?