quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O MENINO PERESTRE "LL" O

Faz-me lembrar aquele fado, cantado pelo Carlos do Carmo, " Os Putos".

- Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
" Mas quando as eleições acabarem cai,
vai-se a revolta e acabam sentados ao colo do pai".
"É a ternura que volta
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens!"

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

ASSIM VAI A JUSTIÇA EM PORTUGAL

Quando iniciei os meus estudos na Faculdade de Direito, na cadeira de introdução ao direito, a professora, na altura disse: os senhores vão andar aqui cinco anos a aprender direito, mas nunca encontrarão a justiça.
Palavras sábias de quem já tinha experiência do que era e é a justiça!
Temos vivido, durante estes trinta e cinco anos de democracia, na procura da valorização sócio - profissional, sem procurarmos que a mesma seja resultado do mérito.
E na justiça é flagrante a ascensão que o Ministério Público tem vindo a ter.
Tudo é permitido!
Com o 25 de Abril de 1974, Portugal passou da ditadura à democracia e, consequentemente, construiu em poucos anos um Estado de direito.
Entre as várias consequências, reforçaram-se as garantias dos cidadãos e aumentou-se os direitos das partes nos processos judiciais.
Com este fenómeno, a eficiência individual de cada juiz ressentiu-se imenso, pois de acordo com os números entre 1991 e 1997, enquanto o número de processos pendentes por magistrado judicial subiu de 610 para 704, o número de processos findos por magistrado judicial baixou de 690 para 461.
Por aqui começa o retrato nu e cru, da crise da justiça portuguesa e do afundamento crescente em que ano após ano vai caindo. Há cada vez mais processos a entrar e cada vez mais processos que não acabam.
Casos normais, que se deviam resolver em 6 meses ou num ano, demoram 5 anos a julgarem. Providências urgentes que careciam de decisão em 48 horas chegam a durar 2 ou 3 meses a ser tomadas. Se forem no Tribunal de Comércio de Lisboa até levam 8 meses a ser tomadas.
É o caos!
E com uma justiça tardia, muitas vezes não se faz justiça!
Mas, o conflito institucional instalado no aparelho judicial português é gritante.
A justiça portuguesa vive actualmente, enfraquecida e desprestigiada por um grave conflito institucional que se instalou, nos últimos anos, no coração do aparelho judicial português.
Trata-se do conflito entre o Ministério Público e a magistratura judicial, por um lado, e entre o Ministério Público e a Policia judiciária.
No que me diz respeito, não tenho dúvidas, embora admitida opiniões diferentes, de que tanto o poder judicial (os juízes) como a Policia Judiciaria têm razões de queixa válidas e legitimas em relação à preponderância e reforço dos poderes e do estatuto do Ministério Público, que este tem vindo paulatinamente a conquistar, mercê da complacência passiva, quando não da cooperação activa, dos sucessivos governos.
A supremacia adquirida do Ministério Público vai ao ponto dos órgãos de comunicação social repetidamente considerarem que o procurador-geral da República é o primeiro responsável da justiça portuguesa.
Por outro lado, assistimos, à saída e entrada de procuradores do Ministério Público, na política, com os efeitos nefastos que este promiscuidade tem.
Veja-se o caso da influência, ou não, sobre procuradores, no caso Freeport.
Mas, basta-nos verificar a todo o momento, a intervenção, na comunicação social de altos responsáveis do Ministério Público, a emitir opiniões políticas, amiúde.
Ainda esta semana, no n.º 858, de 13 a 19 de Agosto de 2009, assistimos, na revista Visão, ao artigo “Justiça – Cândida critica políticos acusados”.
Tenta-se, uma vez mais, influenciar a política e os políticos, com opiniões que ao serem vinculadas, por quem são, são opiniões do Ministério Público. Não me parece que exista algum partido registado no Tribunal Constitucional, com o nome Ministério Público.
Mutatis mutantis, diz o artigo “Face às ambições políticas, a ética é relegada para segundo plano”.
Parece que face às ambições políticas, a ética tem sido, de facto, relegada para segundo plano. Se tivéssemos todos os magistrados e quando digo magistrados, digo judiciais, a emitir entrevistas, a realizar programas de rádio e televisão, a dar entrevistas nos jornais, do que é que seria este país? Tínhamos uma política judicializada ou qualquer coisa parecida! Mas, para lá caminhamos!
Até porque a entrevista, faz a apologia e dá aplauso de “muita coragem” de Marques Mendes por ter retirado, enquanto líder do PSD, a confiança aos autarcas sociais -democratas arguidos. “Deu uma grande lição de dignidade, sublinha a magistrada”.
Com comentários desta natureza, está ou não está, uma magistrada a fazer política? Meus Senhores! Estamos em plena campanha eleitoral, em que as listas de candidatos a Deputados para Assembleia da República, têm arguidos. Estes foram colocados nas listas pela Presidente do Partido Social-Democrata. Está-se a fazer favores a quem?
O Ministério Público não deveria ser mais do que o “corpo de Advogados do Estado”. Conseguiram, pouco a pouco, equiparar-se à magistratura judicial, usurpando-lhe em parte uma posição impar e não partilhável na estrutura do Estado Democrático, ao mesmo tempo que almejou também sobrepor-se à Polícia Judiciária, retirando-lhe a autonomia funcional de que carece para combater a criminalidade e usurpando-lhe mesmo a competência legal para investigar certos tipos de crimes.
Quando hoje se critica a actuação do Ministério Público, suscita, de imediato, da parte deste, a resposta de que se está a tentar exercer pressão sobre a independência dos tribunais. Como se o Ministério Público fizesse parte dos tribunais, como se os “Advogados do Estado” fossem juízes, como se o Ministério Público fosse um elemento constitutivo do poder judicial, quando, na realidade, ele é uma peça essencial do poder executivo, colocado por lei na dependência do ministro da Justiça.
Não vale a pena, falar sobre os constantes conflitos que têm ilustrado a prática quotidiana, com fugas ao segredo de justiça, críticas públicas entre instituições, pressões para fazer calar as críticas legítimas a uma instituição que não está acima da lei nem isenta de crítica, de reivindicações salariais injustificadas, ajustes de contas na praça pública, etc.
Tudo isto começa mal, quando assistimos nos Tribunais, à entrada do procurador a seguir ao Juiz presidente de um colectivo, sentando-se ao lado dos mesmos, enquanto os advogados são relegados para umas mesas postas ao lado. Mesmo que sejam “advogados de topo”, como já foram catalogados pelo Ministério Público. Porque no topo, topo, estão os senhores procuradores e assim, vai a justiça!


“Ius omne supra omnem positum est iniuriam”. [Publílio Siro] Tudo o que é justo está ao abrigo de toda a injustiça.

domingo, 9 de agosto de 2009

Portugal volta a conquistar o Mundo pela via Administrativa

“…considerando que o terreno sito em Cabo Verde, da titularidade do
arguido Isaltino Morais, resultou da prática, por este, do crime de
abuso de poder(…) declara-se o referido terreno (…) perdido a favor do Estado.”
In Sentença de Isaltino de Morais, Sintra, 3 de Agosto de 2009

Decerto com preocupações maiores para evitar o recrudescimento do escorbuto e de outras maleitas muito mais próprias de séculos passados (embora esta coisa da gripe dos porcos, cientificamente chamada de H1N1 tenha ido buscar genes antigos à pneumónica de 1918), Portugal inventou uma nova forma de conquistar novos territórios: a via administrativa.

Ao declarar perdido a favor do Estado Português o terreno que Cabo Verde ofereceu ao autarca Isaltino Morais, começou de forma simples: por um terreno de calhaus apelidado pelos locais como “Vila Miséria”. Mas esse é o princípio. Apreciada a decisão ali para o lado da Rua da Escola Politécnica, com telefone com linha directa para Belém e S. Bento, os decisores portugueses deram já instruções para averiguar à exaustão Pereira Coutinho, na esperança de poderem declarar território português a ilha que aquele possui em Angra dos Reis e estão mesmo a ponderar declarar perdida a favor de Portugal toda a cadeia de hotéis Hilton espalhados pelo mundo depois de terem percebido que Cristiano Ronaldo é muito bem capaz de ter apanhado uma camada de chatos ou outra doença venérea aborrecida depois de se aventurar pela intimidade de Paris Hilton, durante a sua breve passagem, este Verão, por Los Angeles.

Há quem não ache especialmente vantajoso ter começado a alargar o território português por um terreno de praia sem valor e tenha sugerido que a opção Angra dos Reis ou Hotéis Hilton enriquecia bem melhor o erário público. Ademais, o Estado de Cabo Verde é muito bem capaz de armar-se em soberano e, nem temendo um incidente diplomático, reclamar para si os territórios da Amadora e Sintra, roubando ao conselheiro Raposo e ao benfiquista Seara aquilo que até agora era o seu (deles) ex-líbris: a porcalhota e a oitava maravilha do mundo de Byron. Entendem ainda assim os cabo-verdianos que depois de tantas diatribes sofridas pelos seus conterrâneos em terras de Amadora e Sintra, nada como locupletar ao estado português o território onde, demograficamente, eles já estão em maioria.

Nessa ordem de pensamento, a sugestão vai no sentido de arrebanhar toda a Cidade do Cabo, na presunção de que a fortuna de Joe Berardo foi ali conseguida sabe Deus como e tirar uma fatia substancial da Costa Leste dos Estados Unidos, na parte que segue o azimute entre Newark e New Bedford, depois de se saber que os açorianos que para ali foram já fizeram patifarias tamanhas (seis deles deram por si em cima de uma norte-americana numa mesa de bilhar numa acção imortalizada no filme The Accused por essa beleza natural que dá pelo nome de Jodie Foster) que justificam ficar, pelo menos, com a cidade de Fall River.

A ideia, acolhida pelos justiceiros portugueses sugere, todavia, alguma ponderação. Já que o exemplo dado pela juíza do caso Isaltino teve uma opção por África, entende-se que honrando os pergaminhos dos nossos antepassados, se siga pela conquista inicial desse continente e, só depois, nos aventurarmos pela América. É que, como as coisas estão, para além de conquistarmos o território americano ainda nos tínhamos de ver com o crash da economia de Obama e há quem considere que ainda não temos arcaboiço para isso. Pelo menos enquanto não tomarmos posse administrativa do mar de Cabinda – por uma qualquer gravidez ali feita por português errante que se tem de condenar primeiro – e, com o dinheiro do petróleo ali conseguido, criarmos uma almofada financeira que nos permita pensar mais a sério na ocupação administrativa da América.

Mas que vamos lá chegar, ai isso vamos – disse o mestre do justicialismo da Escola Politécnica

"Res est misera ubi ius est vagum et incertum." [Jur / Black 1540] A situação é deplorável quando a lei é imprecisa e incerta.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Isaltino Morais: O recurso permite que este se mantenha como Presidente da Câmara e recandidatar-se nas próximas eleições autárquicas

O recurso apresentado pelo presidente da Câmara de Oeiras à condenação de sete anos de prisão e perda de mandato tem efeito suspensivo da decisão, permitindo-lhe continuar à frente da autarquia e recandidatar-se às próximas eleições autárquicas.
É esta a opinião, recolhida junto de colegas juristas, que interpretando a lei, defendem que a apresentação do recurso, suspende a execução da pena de prisão efectiva e da pena acessória de perda de mandato.
Ao ver admitido o recurso fica suspensa tanto a pena de prisão como a perda de mandato, e na opinião destes, a perda de mandato refere-se ao mandato que está em curso e não a um futuro mandato, mesmo que esse esteja a decorrer quando a decisão vier a transitar em julgado.
Portanto, os que não contestaram a inclusão de arguidos da Casa Pia, nas listas do Partido Socialista, nas últimas eleições legislativas, deveriam ser um pouco mais comedidos e não embandeirar em arco. Pela boca, morre o peixe!

“Iustitia sine misericordia crudelitas est, et misericordia sine iustitia fatuitas.” Justiça sem misericórdia é crueldade, e misericórdia sem justiça, tolice.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O ZÉ E A JOANA

O Zé gosta da Joana. A Joana também gosta do Zé. Mas quando o patrão da Joana descobriu, que o Zé andava atrás dela, encostou a Joana à parede e pimba. Se trepas a cerca, já não voltas. És despedida com justa causa.
E a Joana, moça de princípios, pensou, pensou, para aí uns três dias. Até que decidiu, dizer não.
E então, como menina que se preza, toca de dar com a língua nos dentes.
Isto é uma pouca-vergonha! Já não se pode ter um palminho de cara, andar com umas calças mais justas ou com um soutien, daqueles que empinam as mamocas e vêm estes tipos assediar uma pessoa.
Sim, o Zé tentou assediar-me! Disse ela…
E como ninguém acreditava nela, não sei porquê, veio o patrão e defendeu-a. É verdade, o Zé tentou assedia-la, mas a Joana não é dessas.
A Joana pode ser a favor dos homos, dos travestis e dessa rapaziada toda, mas é fiel. Quando assume um compromisso, é até que a morte nos separe.
Portanto, fica o aviso…se houver mais alguém com tentações, esqueça. Quem se meter com a Joana, leva!
Leva com uma peixeirada que nem sabe de que terra é. Ouviste Zé?
Toma lá, que é para aprenderes que não tens melhor aspecto, nem o ar inofensivo do Mário.

“Ad magistri vocem quisque sui venit citatus.” [Marcial, Epigrammata 4.30.5] Todos vêm, quando são chamados pela voz do mestre.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

COMPRA E VENDA DE JOGADORES

Na aquisição de jogadores, não se deve ter a ideia, que existem jogadores que dão para jogar em qualquer posição.
Há quem utilize mais o pé esquerdo que o direito, há quem tenha mais corrida do que os outros e os que tendo pouca corrida, são bons para jogarem na defesa.
Isto é tão verdadeiro no futebol, como na política.
Portanto, pôr jogadores em lugares que tanto podem correr, como defender, não me parece boa solução. Essa prática só deve ser utilizada, em extremo, nos clubes que não têm dinheiro para comprar jogadores, para as diversas posições…
Já estou a imaginar, um clube que tenha falta de jogadores e os coloca como candidatos à Junta de Freguesia, à Assembleia Municipal e se calhar à Câmara.
Depois se obtiverem lugar para jogar nas três, têm de optar por uma das posições.
Se têm falta de jogadores, porque é que não os vão comprar fora do mercado?
Sim, existem mercados com excesso de jogadores, como é o caso do grande mercado de Lisboa.
Aliás, nalguns casos, já tem acontecido…houve clubes que já foram buscar jogadores no mercado externo, concretamente, Lisboa, por falta de jogadores habilidosos e que reunissem capacidades para jogar, por aqui. Até a equipa técnica vem de fora!
Por outro lado, o mercado local já enviou jogadores para outros mercados. Só que exportou jogadores fraquinhos…nem jogar à bola, sabem!
Cuidado, porque na política, não há mercado em Dezembro. É só em Outubro!


“Grata arena est, sed non in oculis”. [Schrevelius 1181] A areia é agradável, mas não nos olhos

sexta-feira, 24 de julho de 2009

PSD EM OEIRAS VERSUS BENFICA

O PSD já parece o Benfica a comprar novos jogadores, como se fosse agora que o Benfica ganhasse o campeonato. E o mesmo acontece com o PSD.
Mas, o incrível é que compra jogadores e fica com os jogadores antigos que vão assistir aos jogos sentados na bancada. No caso do Benfica, sentados na bancada de suplentes, mas, no caso do PSD nem suplentes são.
Francamente…quem não joga, devia mudar de clube. Porque ficar sem jogar é estar a desvalorizar-se e, depois, quando forem para o mercado, já ninguém os quer comprar.
É evidente que os aficionados acreditam que este ano é que vão ganhar. Não sei, é quem é que lhes mete estas ideias na cabeça.
Em 2005 ainda conseguiram ficar em segundo lugar, mas este ano, parece-me que o terceiro lugar é o mais consentâneo.
É um desperdiçar de recursos, como se a confraria fosse rica.
Já quanto ao Benfica, espero bem que consiga recuperar o segundo lugar, atendendo que o ano passado ficaram em terceiro.
Como se a culpa fosse do treinador! A culpa se existe, tem que ser distribuída entre o treinador, direcção e jogadores. Sim! Os jogadores não são isentos de culpa, porque jogaram mal, nos últimos quatro anos.

“Malis mala succedunt.” [Erasmo, Adagia 3.9.97] ■Males a males sucedem. ■Uma desgraça nunca vem só

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A CONSTITUIÇÃO E O FUTURO DA REPÚBLICA

Depois de tantas revisões Constitucionais, a Lei Fundamental do país, continua a apontar, no seu “preâmbulo”, que “ (…) o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo (…)”.

Ainda será esta a vontade do Povo, representado na Assembleia da República, pelos deputados, democraticamente eleitos, mas inseridos nos partidos políticos, os únicos que possuem o monopólio de representar o povo?

É, no mínimo, curioso que decorridos tantos anos, depois da Revolução de Abril, ainda nos tenhamos de limitar aos partidos políticos.
A Constituição até chega ao pormenor de ter normas programáticas, sobre a organização dos partidos, afirmando a determinada altura, o seguinte:
-“Os partidos políticos devem reger-se pelos princípios de transparência, da organização e da gestão democráticas e da participação de todos os seus membros”.
Mas, afinal o que é isto de transparência? O que é ”opaco” nunca pode ser transparente!
Não contestando a viabilidade política de alguns candidatos, indicados pelos partidos políticos e eu digo indicados, porque não existe nenhuma transparência na sua escolha e muito menos, esta é democrática. Deixemo-nos de hipocrisias.
Já lá vão uns anos que se fala de círculos uninominais, mas por obra e graça do espírito santo, e na senda da transparência e democraticidade, a Constituição contínua a entregar a política aos partidos políticos.
Porque não, a possibilidade de se constituírem grupos de cidadãos para se candidatarem à Assembleia da República? Por que carga de água é que esta possibilidade só se coloca nas eleições autárquicas?
A realidade é que os grupos de cidadãos que já se organizaram, em diversos concelhos, ganharam eleições, governaram e governam, com eficácia, transparência e em democracia.
É que na realidade, são a vontade do povo, embora mau grado a vontade dos partidos que assim não fosse, pois é mais um “concorrente” no mercado!
E por que é que são ganhadores os grupos de cidadãos? Porque estes grupos são liderados, por quem tem capacidade de liderança, muitas das vezes provas dadas, contrariamente aos “eleitos” pelos partidos políticos que não correspondem à vontade dos cidadãos.

Se a Constituição da República fosse revista, quase de certeza, que iríamos assistir, para a Assembleia da República, do mesmo fenómeno que já é, felizmente, um dado adquirido nas eleições autárquicas.

É que, meus senhores, os partidos dispõem do poder, são governo, mas a relação concreta entre os seus actos de governo e os seus programas partidários, está muito longe da realidade. De tal modo, que o preâmbulo da Constituição nos “manda para o socialismo”. Bem podiam dizer que não nos gramam!

A forma partidária faliu. Está a chegar ao fim.
Basta observar, as tendências de grupos, de “clubes”, formados dentro dos partidos. Eles são seminários, conferências, numa tentativa de encontrar o que não existe, porque é utópico!

Os partidos em si, podiam e deviam ser um instrumento de soluções para o país, mas o “partidarismo” dá cabo dos partidos.
"Piscis minutos magnus comest." [Varrão, Nonius 2] O peixe grande come os miúdos.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

MARCO P…EM OEIRAS

Eu tenho dois amores que em nada são iguais.
Eu tenho dois amores que em nada são iguais e eu não sei, de qual eu gosto mais.
Este poderia ser o refrão da canção em Oeiras, em alguns grupos políticos do Concelho.
Já estou a imaginar o Cristiano Ronaldo a jogar no Real Madrid, na primeira parte e depois do intervalo a jogar no Barcelona.
Tenham dó! Assim não dá!
Eu sei que no fundo, o grande amor é a “pelota”. Aquela coisa redonda que saltita de pé em pé.
Mas também não é assim. O futebol tem regras. Não se pode jogar a bola com a mão. Não se pode rasteirar o adversário, muito menos os colegas de equipa. E se for dentro da grande área, temos como consequência, o mostrar do cartão vermelho e marcação de grande penalidade.
Quer no futebol, como na vida amorosa, ter dois amores é possível, mas tem consequências. Mas, quase sempre, chega o momento, em que o amor atraiçoado, farto das infidelidades, propõe a separação de pessoas e bens.
Nessa altura, vem o refazer de uma vida, a procura de oportunidades para repor o património perdido, o fazer de novos amigos, o conquistar de novo espaço,etc.
Mas o mais angustiante é termos a consciência, de que o amor com que optámos ficar, pelo conhecimento da experiência vivida, não vai confiar em nós. Vai ficar sempre com um pé atrás. Se ele fez isto ao outro amor, será que não me faz a mim?
É esta pergunta que irá assombrar, no futuro, a relação amorosa de quem vive dois amores.
E depois, do adeus…poderia ser o início de outra canção!
Ou talvez, aquela que todos nós conhecemos:
- Uma pombinha, duas pombinhas a voar. Uma é minha, outra é tua, outra é de quem apanhar.
Mas eu diria, que o mais adequado é aquele grande ditado popular…”mais vale um pássaro na mão que dois a voar!”Ou então, quem tudo quer tudo perde (sic).
E com a nova lei do divórcio, não há voltas a dar. Basta requer a separação, mesmo que o outro não queira. Não é preciso que haja culpa, porque a violação do dever de fidelidade e respeito, mantém-se, como pressupostos.

“Fideli certa merces.” [Divisa] A quem é fiel a recompensa é certa.



domingo, 19 de julho de 2009

CARTA AOS NETINHOS

Meus queridos netinhos.
Vocês nem calculam como me custa pô-los de castigo. Eu sei que vocês estão deprimidos. Que foram sempre muito dedicados à causa, mas há coisas que têm limites. Já o Tio que estava cá, antes de mim, vos tinha avisado. Meninos não façam isso!
E o que é que vocês, meus reguilas, andaram a fazer? Digam lá! Eu sei, eu sei….as más companhias acabam sempre por dar nisto.
Agora, não venham apelar ao coração de uma avó. Isso também não é bonito. É chantagem emocional. E o vosso Tio não é bastardo, é filho da…agora esqueci-me o nome dela. Depois se me lembrar eu digo.
Mas, já são crescidinhos e têm que aprender com os vossos erros. Não posso ser mais tolerante do que já fui. Reparem bem: deixei-os andar com o Tio de perto do Porto, dum lado para o outro e qual foi o resultado? Nenhum. Só fizeram asneiras. Eu já sabia que o vosso Tio de ao pé do Porto aparecia, vos desafiava para a malandragem e depois de se divertir, punha-se a cavar. Aos anos que ele é assim! Esse parece que é um puto, também!
Depois, deixei-os apoiar o Tio de Cascais. Pensavam que por ele ser de Cascais que era melhor que o outro? Aquela gente que vive naquela zona são muito elitistas, vocês sabem bem. Servem-se das pessoas e depois pimba. Pontapé no rabiosque.
Não é o primeiro da família de Cascais que faz coisas dessas. Eles são capazes de tudo. Ainda me lembro daquele maroto que se deitou ao Tejo para atravessá-lo a nado. Maluco. É o que ele era. Se ainda o Pedro tivesse tentado atravessar o Tejo a nado, ainda podia ter pensado nisso. Agora assim? Aquela parte da família, lá de Cascais, nunca olhou a meios para alcançar os seus fins. Não vos ensinaram isso? Então pronto. Aprendam à vossa custa, também faz bem.
Meninos! Cresçam e apareçam. Talvez daqui a quatro anos, se eu não estiver por cá, mais os “riquinhos” que estão aqui comigo, vocês se safem. Até lá, vão cumprir o castigo e não se atrevam a abrir a boca, senão, meto-os fora de casa. Ai faço, faço! Quem é que disse que não os punha na rua? Vocês parecem que não conhecem a avó. Mas já era sem tempo. Desde que vocês andavam na escola que eu os vigiava, lá do MEC. Não se ponham com essas piadinhas, porque não é MECO. É MEC! Eu nunca frequentei o Meco.
Conto com os meus ricos netinhos, para acompanharem as Feiras e Romarias que se avizinham. Beijinhos fofos.

PS: Essas das bombas não achei piada nenhuma. Não acham que são crescidinhos para essas brincadeiras?
Juízo!

"Multa docet urgens in rebus egestas. "[Gaal 1224] A necessidade premente nos ensina muita coisa.

sábado, 18 de julho de 2009

A GRIPE E AS ELEIÇÕES EM OEIRAS

Foi declarado, pelo Comité Central do PSD, um surto de gripe nas bases.
Em primeiro lugar, quem contraiu gripe em 2005, não pense que está imune, pois o surto pode-se alargar. Se o pai teve gripe em 2005, como medida preventiva, os filhos podem estar contaminados, embora o vírus esteja adormecido e tem de ser posto em quarentena.
O mesmo se passa, entre marido e mulher. Se algum deles esteve em contacto com a gripe, tem, também, de ficar em quarentena.
Não nos podemos esquecer que, normalmente, pais e filhos se cumprimentam com um beijo. Logo, fácil a contaminação.
Mas, mesmo nos contactos normais com os amigos, os cumprimentos de mão e beijinhos, por parte do género feminino, é desaconselhável. Pode ser um meio de contaminação.
A única possibilidade é que os possíveis contaminados ou os que com eles privaram, se submetam a esta quarentena, que durará pelo menos 4 anos e depois façam uma declaração, em que terão de declarar: eu, fulano, declaro por minha honra que não me encontro contaminado, não comungo do mesmo espaço dos infectados e que me sujeito ao princípio de acatar as decisões, sejam elas quais forem, que as bases tomem, desde que o Comité Central concorde.
E que, a partir de agora, denunciarei todos os que estejam expostos a qualquer tipo de contaminação.
Esta declaração terá, forçosamente, de ser homologada, por um membro do Comité Central.
Esta medida é bem mais democrática do que a atitude tomada em 2005, em que os contaminados, foram extraditados, de imediato.
Se pensavam que havia tolerância, enganaram-se. Qualquer Comité Central que pugne pela defesa das suas hostes, não permite ovelhas ranhosas, melhor dizendo, com gripe.
Estas são as decisões tomadas pelo Comité Central, atendendo que não existe vacina para a liberdade de pensamento e acção.


“Medicina sola miseriarum oblívio”. [Publílio Siro] O único remédio para os sofrimentos é o esquecimento.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

PSD EM OEIRAS

Tenho pena dos militantes do PSD em OEIRAS. Em 2005 não puderam apoiar o candidato Isaltino Morais. Quatro anos depois, não podem apoiar o candidato Pedro Simões.
Mas, mais grave do que isso, é que todos aqueles que estiveram perto de Isaltino Morais, mesmo por razões profissionais, não podem ser candidatos a nada. Castigo absoluto! Bem feito! Portaram-se mal e foram castigados pela avó.
Então não podiam esperar 4 anos e pedir dinheiro emprestado para viverem? Francamente. Não há subsídios? Não há a casa dos pais?
Mas com tudo isto, o PSD em OEIRAS está esgotado. Está vazio! A não ser que vão todos apoiar o Dr. Santana Lopes ou o candidato do PSD na Amadora.
Ainda os vou ver a gritar a velha expressão - “ Ó Isabel, olhó relógio”. Sim, porque não me parece que seja o tempo adequado, para se estar no PSD.
As primeiras eleições são as legislativas. Em OEIRAS penso que o PSD terá de recrutar pessoal, numa qualquer empresa de emprego temporário, para fazer a campanha eleitoral. Não estou a ver a Isabel e o restante pessoal que está fora de horas, com bandeirinhas na mão a fazer campanha eleitoral.
E nas eleições autárquicas, restará apelar aos irmãos da misericórdia, para darem um apoiozinho.
O que resta aos militantes do PSD que hoje militam, quer em Algés quer em Oeiras?
São várias as alternativas:

1.º Não fazer nada, mesmo nada, como o GNR que se estava para reformar e teve, no final da sua carreira e depois de nunca ter feito nada na vida, perseguir dois ladrões. Quando chegou ao final, disse: “ quando me reformar não vou fazer nada, nada, mesmo nada”.

2.º Abandonar o partido sem serem expulsos, mas fazendo companhia aos 170 que já foram expulsos.

3.º Mudar de partido. Aconselho a procurarem um partido idêntico, para não estranharem muito, tipo Partido da Ditadura Humanista.

4.º Lançar uma candidatura independente, tendo como líder o Pedro Simões, às eleições autárquicas.

5.º Passarem o resto das vossas vidas, a apoiar o Carlos Carreiras à distrital.

De qualquer dos modos, boa sorte e um abraço de solidariedade.

"Multos modios salis simul edendos esse, ut amicitiae munus expletum sit. "[Cícero, De Amicitia 19.67] É preciso que as pessoas comam juntas muitos módios de sal para que haja uma garantia de amizade.

terça-feira, 14 de julho de 2009

CARTA À MINHA AVÓ

Avozinha fiquei muito triste com a reprimenda que destes aos netinhos. Desde pequenino que sempre me dediquei à causa e agora, mandaste-nos para um canto de castigo. Avó, não se faz, bolas! Somos ou não somos da família? Não esperávamos que, a nossa avozinha, fosse tão dura connosco. É comum dizer-se que os avós estragam os netinhos com mimos e que os paizinhos é que são severos. Mas tu não. Vai lá, vai.
Já não tinha bastado aquele irmão bastardo que tu tiveste aí, enquanto não te foste sentar na cadeira que ele ocupou.
E nós, ainda por cima, apoiámos o tio de Cascais e olha no que deu.
Ahhhh, com o tio de Cascais é que nós estamos mesmo beras. Ai estamos, estamos!
Oh avozinha! Quando tu quiseres que os netinhos montem a tenda, lá para Setembro, vais ter que chamar o tio, que tem bom corpo para trabalhar. Se estamos de castigo então, não saímos de casa e não vamos às feiras, às festas e a todos os eventos de caridade até Outubro. E depois, vais ver o que a gente vai fazer. Vai ser a vingança do Chinês. E olha que os Chineses têm a bomba atómica. É isso! A gente vai lançar umas bombas que tu vais ver.
Não te assustes. As bombas são de Carnaval, daquelas de mau cheiro. É só para arreliar.
Tu que és avó sabes bem que os miúdos são assim. Irreverentes.

Beijinhos ternos, deste netinho que te adora, mesmo sabendo que és mazinha.
"Multos experimur ingratos, plures facimus". [Sêneca, De Beneficiis 1.1.3] Nós encontramos muitos homens ingratos, mas muitos deles somos nós que os fazemos.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

GOLPE DE MESTRE!

Minha querida Mãezinha

Quero agradecer-te a tua cartinha. Muito bonita. Fiquei deveras impressionado, como só uma mãe sabe fazer. Fiquei mesmo comovido. De tal modo, que revigorei e ganhei força, para pôr na ordem aquela rapaziada que se andava a perfilar para serem candidatos a tudo e mais umas botas. Não, mãe! Essas minhas amigas estão salvaguardadas. Também não sou tão distraído, ora essa! Essas se não ganharem vão para o Parlamento Europeu. Agora, o resto da maralha que se dane…não ia deixar a Manelita ficar à minha frente, nestas coisas de transparência e ética. Não é assim que se diz? Está na moda e eu, como sabes, gosto de andar na moda. Até já me elegeram o “político manequim”. Não te lembras?
Agora a Leonor, sim…aquela que andava a emprestar os carros do Estado ao namorado, ficou zangada. Mas eu quero lá saber. Ela que vá lá para Cascais. Talvez arranje por lá um namorado.
Agora fico triste é com o Marquitos, coitado. Apanha pela tabela. E eu até gosto do puto.
Desde o 16 ano que não faz outra coisa, senão política, e agora vai ficar como Vereador. Mas, eu depois arranjo-lhe outra coisa qualquer, numa empresa cá da malta. Não te preocupes. Eu também sei que gostas do miúdo.
Em última estância, se o Manel não aceitar aquele lugar de Administrador que lhe ofereceram, eu peço o lugar para ele. Não tem formação na área da cultura? Também não é preciso. Se o patrão não tem, por que é que nos havemos de preocupar com isso.
Mas foi um golpe de mestre? Não foi mãezinha?
Andavam a fazer pouco do tê filho, mas eu voltei a mostrar que quem manda sou eu!
Até o Alegre gramou esta minha cartada eleitoral. Diz que é de esquerda! E tu mãezinha, que achas?
Quando puderes volta a mandar mais uma cartinha para dares ânimo aqui ao rapaz.
Beijinhos do tê filho!

PS: Só espero é não ter mais nenhuma, do tipo do Manel, até às eleições.

“Voluntas hominis ambulatoria est usque ad vitae supremum exitum.” [Ulpiano, Digesta 24.1.32] A vontade do homem é mutável até ao último dia de sua vida.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS EM OEIRAS 2009

No passado dia 21 de Junho, foram inauguradas as instalações da sede de campanha do Grupo de Cidadãos Eleitores Isaltino – Oeiras Mais à Frente que se encontram situadas, na freguesia de Porto Salvo.
No dia 2 do corrente, foram apresentados os candidatos a Presidente das Juntas de Freguesia do Concelho de Oeiras. O arranque está dado! Nada, nem ninguém pode parar o interesse que os munícipes de Oeiras têm, em perpetuar o desenvolvimento conseguido, nos últimos vinte anos, com a liderança, insofismável, de Isaltino Morais.
Orgulho-me de, mais uma vez, representar, como mandatário, esta candidatura. Já tinha saudades dos tempos idos de 2005, em que pela primeira em Portugal, se apresentou uma candidatura às eleições autárquicas, a todos os órgãos autárquicos, isto é, à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal e às dez juntas de freguesia do Concelho.
Estas eleições, quer queiram quer não queiram, marcaram uma nova etapa na vida democrática em Portugal, no que a eleições municipais diz respeito.
Sendo a gestão municipal de importância capital, para o desenvolvimento dos concelhos e por consequência, do país, os cidadãos, cansados dos partidos e das suas soluções políticas, estão-se, cada vez mais, a organizar em Grupos de Cidadãos Eleitores.
Não é só Oeiras que tem de estar “Mais À Frente”, e procurar ultrapassar os desafios que se colocam, nos dias de hoje, cada vez mais, com mais premência e com uma velocidade, a que nos temos de habituar, mas todos os concelhos do país, onde o jogo partidário cria entraves ao desenvolvimento e nalguns casos, onde nem os partidos, conseguem encontrar nos seus militantes, os candidatos elegíveis que possam aportar as qualidades exigíveis, nos dias de hoje.,
E então, observamos à dança dos possíveis candidatos – uns saltitam, dentro das hostes dos partidos, de Concelho, para o Concelho ao lado. Outros engrossam as várias listas, entre putativos candidatos a uma Câmara Municipal, a Deputados à Assembleia da República ou a Deputados ao Parlamento Europeu. Nalgum lado hão-de calhar, melhor dizendo, encalhar! Por último, há os partidos que continuam, a não respeitar a vontade dos seus militantes e procuram, procuram, e não conseguem, encontrar candidatos.
Parabéns pela lista de candidatos, a Presidentes das Juntas de Freguesia, apresentado pelo Dr. Isaltino Morais, porque é uma lista de ganhadores. Digo isto com humildade, pois a sua maioria, foram ganhadores já em 2005. E pelo trabalho desenvolvido nas suas freguesias, no mandato de 2005/2009, não tenho dúvidas que os seus fregueses, os vão premiar!
Bem hajam!

Mê “Rico” Filho!

Depois de receber a tua cartinha, comecei a ver por aí, a tua fotografia, naqueles placares grandes que se usam na rua. Que bonito que estás! Como eu tenho orgulho em ti, mê filho.
Eu também acho que é preciso ter confiança. E eu confio em ti, não fosse eu mãe! E, como normalmente, nós mães acreditamos em todas as tretas que os filhos nos dizem, como é que não havia de acreditar, agora. E sinto-me muito honrada com isso, pois cerca de 30% dos eleitores também são como eu, totós.
Bem me dizia o tê pai, que Deus o guarde: “ Oh mulher: deixa de pensar com o coração e pensa com a razão”. Se calhar os 30% do eleitorado que acredita em ti, também são mulheres!? Ah estava-me a esquecer daqueles tipos! Aqueles para os quais tu vais fazer uma lei para puderem casar uns com os outros. Como é que se chamam?
Sim, esses!
Mas mê filho. Tu com aquele arzinho vai lá vai! Elas, ficam apaixonadas por ti e “eles” pensam que és um…forte candidato, pois claro.
Isso mesmo! Põe esse arzinho, que o povo gosta!
Não tens físico para pores aquele ar de mau que tu punhas. Até porque, nunca foste mauzinho, mê rico filho!
Beijinhos da tua mãezinha.

PS: Se puderes, manda-me uma fotografia igual, à que tens no “placar”.
Já depois de ter fechado a carta é que me lembrei…diz ao Manel para acabar com essas coisas das toiradas que ele já não tem idade para isso. Qualquer dia, ainda parte os cornos.
"Fruere iucunde praesentibus, cetera extra te." Desfruta com prazer do presente; o resto está fora do teu alcance.

terça-feira, 30 de junho de 2009

MÃEZINHA, A VIDA ESTÁ TÃO DIFICIL

Mãezinha!
Como deves calcular estou triste…e por esta razão, tenho andado recolhido. Por outro lado, nem vontade de te escrever tenho, para não te preocupar mais com as minhas coisas.
O Vital lá vai para Bruxelas, mas deixou-me isto, de pantanas. Nem imaginas o que se passou por aqui.
Eu que me esforcei tanto nestes últimos quatro anos e estes ingratos estão com vontade de me pôr na rua. Se isso acontecer, nem sei o que hei-de fazer, pois o Barroso vai voltar a ocupar o lugarzito na Comissão (coitado, o esforço que ele fez. Se não fosse o seu espírito de sacrifício pela coisa pública, nem sei como ele aguentaria). Ainda te lembras do sacrifício que ele fez, para eu poder ocupar o lugar dele. Passou uma rasteira ao Pedro e pimba. Só assim é que tê filho conseguiu lá chegar. Andei tão atarefado que até me esqueci, nestes anos, de actualizar a informação dos meus rendimentos. Também, esta gente nunca mais acaba com a mania de se quererem meter na vida dos outros. O Guterres fugiu para a Comissão dos Refugiados e já nem quer voltar. Diz, que lá é que pode papaguear à vontade. Todos o ouvem. Também pudera, estão sempre à espera de receber alguma coisa. De outro modo, estou convencido que ninguém perdia tempo a ouvi-lo.
E eu? Ando mesmo cabisbaixo…nem vontade de falar tenho, quando vou à televisão. Os meus assessores, por outro lado, aconselharam-me a fazer de coisinho. Dizem que o povo tem pena dos coitadinhos e pode ser que assim me volte a safar.
O que é que tu achas? Mãezinha conheces-me bem. Sabes que de ambicioso e arrogante não tenho nada. Não é?
Ainda agora, estava a ver se dava uma ripada naquele da televisão, mas não é que descobriram tudo? E pronto, tive de voltar atrás. Não me deixam em paz!
Olha, Mãezinha! Vai cuidando das nossas propriedades, pois tenho medo de que daqui para a frente já não consiga comprar mais nada.
Mãezinha, a vida está tão difícil. Não, não é isso…é a crise mundial. Portugal até não está nada mal. Não ouviste o Teixeira a dizer que estamos a sair da crise? E olha que ele andou mesmo na universidade. Sabe o que diz.
Por hoje é tudo. Recebe beijinhos deste tê filho, que te quer muito.

“Maiore tormento pecunia possidetur quam quaeritur.” [Sêneca, Epistulae Morales 115.16] A posse de uma fortuna representa maior sofrimento do que a sua aquisição

sexta-feira, 12 de junho de 2009

NÃO ME DEMITO!

Não, e não e não. Não me demito!
Este podia ser o início da letra de uma canção. Nem eu me demitia, ora essa. Duzentos e cinquenta mil palhaços por ano, mais cem mil que o Governador do Banco Federal Americano? Era o que faltava.
Todos nós sabíamos, desde 2001 que o BPN andava mal. Comentava-se à boca cheia, o que de facto não é muito correcto…falar de boca cheia, que o BPN andava com problemas. Tanto é, que os auditores eram trocados amiúde, sempre que pretendiam dizer algo que não estava bem. Só aqui ,dava para desconfiar.
Mas se havia desconfianças, então porque não se realizou por parte do Banco de Portugal, uma auditoria, a expensas do auditado, como faculta o Regime Jurídico das Sociedades Financeiras?
Por muitos afazeres, na determinação dos rácios e projecções a fornecer ao Governo que, por acaso, falharam sempre. Mas dão trabalho. É verdade. Só que depois, estas faltas de tempo, estão a custar uma pipa de massa ao erário público.
Não se demita, Sr. Governador. O que eles têm é inveja. São uns invejosos. Se perguntarem a algum português, se em situação semelhante, se demitiria, quase de certeza que nenhum responderia afirmativamente. Já do Ronaldo não têm eles inveja…uma pipa de massa e não marca golos na selecção nacional. Mas, como diz o Carlos Queiroz, jogámos bem contra a quê? Letónia? É.
E veja lá, se ele se demite. Lá por um tipo fazer uma data de asneiras, não significa que se tenha de demitir. Se não, onde é que iríamos parar? Começava logo pelo Governo. Dia sim, dia não, estava um Ministro ou Secretário de Estado a demitir-se. Não pode ser!
Faz muito bem em não se demitir!

“Durum est natare contra impetum fluminis.” [Bebel, Adagia Germanica] É duro nadar contra a corrente do rio.

Cumpra-se a vontade do Povo

Quando do 25 de Abril de 1974, um dos “slogans” mais gritados, era um refrão, de uma música do José Afonso…”O Povo é quem mais ordena”. Mas não é.
Mais do que nunca, verificámos, nestas eleições, que o “povo não é quem mais ordena”.
Se não, vejamos:
- Cerca de 5% de votos brancos. Ou seja, 5% dos votantes manifestaram-se em branco. Era essa a sua vontade. E o que é que fazem? Põem de parte os 5% e continuam a eleger deputados…não está certo, pois estes lugares deveriam ficar em branco!
- Cerca de 63% dos inscritos não votaram, isto é, abstiveram-se. E o que é que fazem? Põem de parte estes 63% de eleitores e preenchem os lugares no Parlamento, quando os mesmos deviam ficar vazios.
É que existem 63% dos eleitores em Portugal que não querem que ninguém vá para o Parlamento. Certo? Mas não. Põem, também de parte a vontade destas pessoas e distribuem na mesma os lugares, por deputados que sabem que estão a representar os abstencionistas.
Só que eles chegam lá, ao Parlamento, e não se abstêm de votar. Votam e pronto. Vai contra aquilo, que o povo ordenou.
Já chega de andarem não sei quantos tipas e tipos a tentar interpretar aquilo que é a vontade do povo. Será assim tão difícil de compreender? O povo quer-se abster de gastar dinheiro com esta malta. E depois são quase sempre os mesmos. É que nem aí, o povo pode escolher porque, os candidatos a deputados, são escolhidos pelos directórios dos partidos. Mas isto tem lá jeito? Então, uma pessoa vai votar num tipo que o partido achou por bem colocar como candidato, sem perguntar, ao menos, dentro dos partidos se apoiavam os candidatos? E depois, estranham que existam 63% de abstenções!
Bem-feitas as contas, só 30% dos candidatos é que deviam ir para o Parlamento, ficando o restante das cadeiras vazias e outras em branco.
Cumpra-se a vontade do povo!
"Pabula da corvis, dement tibi lumina corvi. "[FV y MB, Colección de Refranes 271] Dá de comer aos corvos, eles te arrancarão os olhos.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

E ASSIM, SE TENTA ENGANAR OS TOLOS!



Foi assim que encontrámos o candidato do PS às eleições europeias, depois do fatídico 1.º de Maio de 2009.
Ficámos com dúvidas se o mesmo foi agredido, deste modo infame, por ser simpatizante do Benfica ou candidato do PS.
Era importante perceber, pois, deste modo, a polícia poderia tentar identificar o agressor. Porque na eventualidade de ter sido agredido por ser do Benfica, poderá ter sido um agressor apolítico, isto é, sem filiação partidária. E porque é que nos inclinamos para esta hipótese? Atendendo às projecções, 70% dos portugueses não vão votar, o que leva a concluir que o mesmo foi agredido por um qualquer adepto de outro grupo de futebol.
E teve muita sorte, porque se não fosse o amigo que o acompanhava, a ajudá-lo, imaginem o que poderia ter acontecido.
Ainda bem que não ficou intimidado e que o partido o tem acompanhado, fazendo deslocar camionetas de aficionados, em romaria, por todo o país.
Por um lado, não se sente sózinho quando abre a boca e larga insultos aos adversários políticos, demonstrando desta maneira ,que apesar do acontecido, se mantêm firme e que não tem medo…por outro lado, sempre tem os mesmos acompanhantes para bater palmas e abanar as bandeiras, dando a sensação na televisão que está numa campanha política em crescendo.
E assim, se tenta enganar os tolos! Só que os tolos irão abster-se de votar, em cerca de 70%, demonstrando que não são tão tolos como os querem fazer crer.

"Tui cum sitiant, ne agros alienos riga." [Publílio Siro] Enquanto os teus campos têm sede, não vás regar os alheios