terça-feira, 30 de junho de 2009

MÃEZINHA, A VIDA ESTÁ TÃO DIFICIL

Mãezinha!
Como deves calcular estou triste…e por esta razão, tenho andado recolhido. Por outro lado, nem vontade de te escrever tenho, para não te preocupar mais com as minhas coisas.
O Vital lá vai para Bruxelas, mas deixou-me isto, de pantanas. Nem imaginas o que se passou por aqui.
Eu que me esforcei tanto nestes últimos quatro anos e estes ingratos estão com vontade de me pôr na rua. Se isso acontecer, nem sei o que hei-de fazer, pois o Barroso vai voltar a ocupar o lugarzito na Comissão (coitado, o esforço que ele fez. Se não fosse o seu espírito de sacrifício pela coisa pública, nem sei como ele aguentaria). Ainda te lembras do sacrifício que ele fez, para eu poder ocupar o lugar dele. Passou uma rasteira ao Pedro e pimba. Só assim é que tê filho conseguiu lá chegar. Andei tão atarefado que até me esqueci, nestes anos, de actualizar a informação dos meus rendimentos. Também, esta gente nunca mais acaba com a mania de se quererem meter na vida dos outros. O Guterres fugiu para a Comissão dos Refugiados e já nem quer voltar. Diz, que lá é que pode papaguear à vontade. Todos o ouvem. Também pudera, estão sempre à espera de receber alguma coisa. De outro modo, estou convencido que ninguém perdia tempo a ouvi-lo.
E eu? Ando mesmo cabisbaixo…nem vontade de falar tenho, quando vou à televisão. Os meus assessores, por outro lado, aconselharam-me a fazer de coisinho. Dizem que o povo tem pena dos coitadinhos e pode ser que assim me volte a safar.
O que é que tu achas? Mãezinha conheces-me bem. Sabes que de ambicioso e arrogante não tenho nada. Não é?
Ainda agora, estava a ver se dava uma ripada naquele da televisão, mas não é que descobriram tudo? E pronto, tive de voltar atrás. Não me deixam em paz!
Olha, Mãezinha! Vai cuidando das nossas propriedades, pois tenho medo de que daqui para a frente já não consiga comprar mais nada.
Mãezinha, a vida está tão difícil. Não, não é isso…é a crise mundial. Portugal até não está nada mal. Não ouviste o Teixeira a dizer que estamos a sair da crise? E olha que ele andou mesmo na universidade. Sabe o que diz.
Por hoje é tudo. Recebe beijinhos deste tê filho, que te quer muito.

“Maiore tormento pecunia possidetur quam quaeritur.” [Sêneca, Epistulae Morales 115.16] A posse de uma fortuna representa maior sofrimento do que a sua aquisição

sexta-feira, 12 de junho de 2009

NÃO ME DEMITO!

Não, e não e não. Não me demito!
Este podia ser o início da letra de uma canção. Nem eu me demitia, ora essa. Duzentos e cinquenta mil palhaços por ano, mais cem mil que o Governador do Banco Federal Americano? Era o que faltava.
Todos nós sabíamos, desde 2001 que o BPN andava mal. Comentava-se à boca cheia, o que de facto não é muito correcto…falar de boca cheia, que o BPN andava com problemas. Tanto é, que os auditores eram trocados amiúde, sempre que pretendiam dizer algo que não estava bem. Só aqui ,dava para desconfiar.
Mas se havia desconfianças, então porque não se realizou por parte do Banco de Portugal, uma auditoria, a expensas do auditado, como faculta o Regime Jurídico das Sociedades Financeiras?
Por muitos afazeres, na determinação dos rácios e projecções a fornecer ao Governo que, por acaso, falharam sempre. Mas dão trabalho. É verdade. Só que depois, estas faltas de tempo, estão a custar uma pipa de massa ao erário público.
Não se demita, Sr. Governador. O que eles têm é inveja. São uns invejosos. Se perguntarem a algum português, se em situação semelhante, se demitiria, quase de certeza que nenhum responderia afirmativamente. Já do Ronaldo não têm eles inveja…uma pipa de massa e não marca golos na selecção nacional. Mas, como diz o Carlos Queiroz, jogámos bem contra a quê? Letónia? É.
E veja lá, se ele se demite. Lá por um tipo fazer uma data de asneiras, não significa que se tenha de demitir. Se não, onde é que iríamos parar? Começava logo pelo Governo. Dia sim, dia não, estava um Ministro ou Secretário de Estado a demitir-se. Não pode ser!
Faz muito bem em não se demitir!

“Durum est natare contra impetum fluminis.” [Bebel, Adagia Germanica] É duro nadar contra a corrente do rio.

Cumpra-se a vontade do Povo

Quando do 25 de Abril de 1974, um dos “slogans” mais gritados, era um refrão, de uma música do José Afonso…”O Povo é quem mais ordena”. Mas não é.
Mais do que nunca, verificámos, nestas eleições, que o “povo não é quem mais ordena”.
Se não, vejamos:
- Cerca de 5% de votos brancos. Ou seja, 5% dos votantes manifestaram-se em branco. Era essa a sua vontade. E o que é que fazem? Põem de parte os 5% e continuam a eleger deputados…não está certo, pois estes lugares deveriam ficar em branco!
- Cerca de 63% dos inscritos não votaram, isto é, abstiveram-se. E o que é que fazem? Põem de parte estes 63% de eleitores e preenchem os lugares no Parlamento, quando os mesmos deviam ficar vazios.
É que existem 63% dos eleitores em Portugal que não querem que ninguém vá para o Parlamento. Certo? Mas não. Põem, também de parte a vontade destas pessoas e distribuem na mesma os lugares, por deputados que sabem que estão a representar os abstencionistas.
Só que eles chegam lá, ao Parlamento, e não se abstêm de votar. Votam e pronto. Vai contra aquilo, que o povo ordenou.
Já chega de andarem não sei quantos tipas e tipos a tentar interpretar aquilo que é a vontade do povo. Será assim tão difícil de compreender? O povo quer-se abster de gastar dinheiro com esta malta. E depois são quase sempre os mesmos. É que nem aí, o povo pode escolher porque, os candidatos a deputados, são escolhidos pelos directórios dos partidos. Mas isto tem lá jeito? Então, uma pessoa vai votar num tipo que o partido achou por bem colocar como candidato, sem perguntar, ao menos, dentro dos partidos se apoiavam os candidatos? E depois, estranham que existam 63% de abstenções!
Bem-feitas as contas, só 30% dos candidatos é que deviam ir para o Parlamento, ficando o restante das cadeiras vazias e outras em branco.
Cumpra-se a vontade do povo!
"Pabula da corvis, dement tibi lumina corvi. "[FV y MB, Colección de Refranes 271] Dá de comer aos corvos, eles te arrancarão os olhos.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

E ASSIM, SE TENTA ENGANAR OS TOLOS!



Foi assim que encontrámos o candidato do PS às eleições europeias, depois do fatídico 1.º de Maio de 2009.
Ficámos com dúvidas se o mesmo foi agredido, deste modo infame, por ser simpatizante do Benfica ou candidato do PS.
Era importante perceber, pois, deste modo, a polícia poderia tentar identificar o agressor. Porque na eventualidade de ter sido agredido por ser do Benfica, poderá ter sido um agressor apolítico, isto é, sem filiação partidária. E porque é que nos inclinamos para esta hipótese? Atendendo às projecções, 70% dos portugueses não vão votar, o que leva a concluir que o mesmo foi agredido por um qualquer adepto de outro grupo de futebol.
E teve muita sorte, porque se não fosse o amigo que o acompanhava, a ajudá-lo, imaginem o que poderia ter acontecido.
Ainda bem que não ficou intimidado e que o partido o tem acompanhado, fazendo deslocar camionetas de aficionados, em romaria, por todo o país.
Por um lado, não se sente sózinho quando abre a boca e larga insultos aos adversários políticos, demonstrando desta maneira ,que apesar do acontecido, se mantêm firme e que não tem medo…por outro lado, sempre tem os mesmos acompanhantes para bater palmas e abanar as bandeiras, dando a sensação na televisão que está numa campanha política em crescendo.
E assim, se tenta enganar os tolos! Só que os tolos irão abster-se de votar, em cerca de 70%, demonstrando que não são tão tolos como os querem fazer crer.

"Tui cum sitiant, ne agros alienos riga." [Publílio Siro] Enquanto os teus campos têm sede, não vás regar os alheios

sexta-feira, 29 de maio de 2009

CARTA À MÃEZINHA

Tê filho, já estava com saudades de te escrever umas pequenas letrinhas.
Sabes que agora ando, de um lado para o outro, nesta faina, “Falconista”. Ele é viagens para Valência, ele é viagens para Coimbra e tudo por causa do “avô cantigas”, que deu na mania que quer ir para a Europa. Até o Sapateiro tem dado uma ajudinha. E ainda dizem, as más línguas, que de “Espanha nem bom vento nem bom casamento”. Enganam-se. Quando “nós outros precisamos, damos uma ajudinha”. “Lo intiendes”?
Bem me dizias tu, mãezinha, que o inglês e o espanhol me poderiam fazer falta. Se calhar ainda vou aprender “chinês” com o primo. Se não for com o primo será de modo “independente”. Pode ser que me venha a dar jeito!
Vê lá mãezinha para que tu criaste tê filho!
O primo é que está bem! É esperto! Em vez de andar nestes apertos foi lá para o “Shaoling” e pronto. Umas férias descansadas. Só que deixou tê filho, aqui numa enrascada, que te digo. Se não fosse o Dias, agora, a desviar as atenções, tê filho estava tramado com esta malta. Não me largavam a “portinhola”. Mas eu, também, disse…apertem lá com essa coisa, doa a quem doer e por enquanto, está a doer lá para a Buenos Aires. Só que aquele tipo, que também quer ir para a Europa, aquele mais gordinho, “range” os dentes e volta-se o feitiço contra o feiticeiro. O tipo é danadinho!
Bem mãezinha, por agora, como isto está baralhado, pode ser que deixem tê filho um cadito aliviado. Bem preciso! Não achas que tê filho está a ficar todo “branquinho”? Não! Não é por causa disso! Não te ponhas já a pensar!
Por hoje é tudo. Beijinhos repenicados, do Tê filho!

Composição- aluno 9ºano "O Pipol e a Escola"

Sem comentários!!!
Se não entenderem à 1ª, tentem uma 2ª vez que está de mais!
Lindo futuro escolar....... Geração Phonix e Zonix + vodafnix + Uzix + Tmnix
Este é dos que vai, um dia mais tarde, para as “Novas Oportunidades”.
(Texto verídico retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa,
realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola Secundária das Caldas da
Rainha (para ler, estarrecer e reflectir...!!!))

REDAXÃO

'O PIPOL E A ESCOLA'

Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem
Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver
q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente
motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.

Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto
Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem
um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?

E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os
Lesiades''s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas
q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos
profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os
jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a
sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é
q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é
livro desde o
Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço
de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de
xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar
um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

VIVEMOS NUM PAÍS DE SUPOSIÇÕES

Vivemos num país de suposições!
Toda a gente levanta suposições. Incrimina-se toda a gente, como se fosse por este caminho que o país se vai endireitar!
Ninguém quer admitir que estamos perante um problema das Instituições.
Estamos com um problema na Instituição Ministério Público e Magistratura, com Procuradores e Juízes que saem das suas funções de magistratura para funções políticas e depois regressam às mesmas, com tudo o que tem de pernicioso nestas confusões, entre dois órgãos Constitucionais - Governo e Magistratura.
No presente momento, temos mais de 22 magistrados a ocuparem lugares políticos, em vez de vestirem a “beca”.
Por outro lado, temos uma Ordem dos Advogados que tem servido uns tantos, com todos os defeitos e virtudes, mas que se encontra representada, agora, por alguém, que não consegue perceber que faz parte da instituição.
Já tanto se ouviu falar mal dos Advogados. Não é de agora, mas de modo “entroncado”lançar anátemas sobre esta classe, só agora!
Temos um “bastonário” que sabendo que existem Advogados que violam o Código deontológico da Ordem, tem de os denunciar, ao Conselho Disciplinar, para que os “malfeitores”, isto é, os que fazem coisas mal feitas, sejam punidos e quem sabe, aplicar-se a pena máxima.
Mas não! Utiliza-se a prerrogativa de estar à frente de uma Instituição e toca de dar “porrada verbal”, a torto e a direito, ficando não sei, à espera que alguém faça denúncias anónimas? Mas este país só funciona utilizando os “pides da democracia”?
Então, por onde andam as Instituições que têm por objecto a observação do cumprimento da legalidade e se necessário a investigação de actos ilícitos? Claro que a resposta é: na política! E os que vão andando pelas Instituições? Limitam-se a andar por lá, de modo a não darem muito nas vistas.
São os menos ambiciosos, na tentativa desesperada de progressões de carreira! Outro problema das Instituições…quem vive nas Instituições está convencida que tem de progredir, mesmo que não tenha mérito! Tem é que haver um “Estatuto” que vá abarcando a mediocracia!
E com tudo isto, o “povinho” vai assistindo nas televisões a peixeiradas entre entrevistadores e entrevistados, que quase se assemelham aos “parlamentos asiáticos”. Só falta “porrada” ao vivo!
E nestes momentos mais tristes da democracia, o pessoal senta-se em frente da televisão, sempre a postos, para mais um duelo e toca de fazer apostas!
Por favor, marquem um novo duelo e digam com antecedência quando é, para que possamos marcar lugar, comprar umas cervejinhas e uns amendoins e assistir ao que nunca esperei assistir, quando vesti, pela primeira vez, a minha “toga”.
Senhor Bastonário isto, que tem vindo a fazer, é que é política! Qual Vital Moreira versus Paulo Rangel!
Comícios Ibéricos? Isso não vale nada, perante os espectáculos que podemos ter na TVI, protagonizados, por tão elevados interlocutores!
Sugestão: privatizem o Ministério Público e exijam resultados. Quem não cumprir, rua com eles por inadaptação ao lugar!
Porque se a Magistratura tivesse um Conselho Disciplinar, como a Ordem dos Advogados, fundamentalista, talvez não houvesse tanta “justiça” na praça pública, nem os dirigentes da Ordem precisassem de fazer tanta “política”.

“Ius rationis abest, ubi saeva potentia regnat”. [Pereira 115] O direito da razão fica longe, quando reina a cruel prepotência

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O GRANDE SAMURAI

Era uma vez um grande samurai que vivia perto de Lisboa.
Já com alguma idade dedicava-se a ensinar a arte zen aos jovens.
E apesar da idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certo dia, um guerreiro de capa negra, conhecido pela sua fama, de total falta de escrúpulos, apareceu por ali.
Queria derrotar o samurai e aumentar a sua fama.
O samurai aceitou o desafio e o guerreiro, com a sua capa negra, começou a insultá-lo.
Chutou algumas pedras em sua direcção, cuspiu em seu rosto, e ofendeu seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o samurai permaneceu impassível.
No final do dia, sentiu-se exausto e humilhado, o guerreiro de capa negra retirou-se, e os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
- Se alguém chegar até si com um presente, e não o aceitar, a quem pertencerá o presente?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a ira e os insultos. Quando não são aceites, continuam pertencendo a quem os carrega.
"A bove maiori discit arare minor." [Binder, Thesaurus 1] O boi mais novo aprende a arar com o mais velho.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

ISTO SIM É QUE É ECONOMIA !

Numa pequena vila e estância de veraneio na costa sul da França chove e nada de especial acontece.
A crise sente-se.
Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dívidas.
Subitamente, um rico turista russo entra no Hall do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 € sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de 100€ e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100€, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
Esta recebe os 100€ e corre ao hotel a quem devia 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes. Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€. Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.
Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e este elementos da pequena vila costeira encaram agora com optimismo o futuro.
Autor desconhecido.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

E POR CÁ?

Qualquer semelhança com a realidade portuguesa é mera coincidência!Nós cá não temos aldrabices destas! Ou tivemos? Estou recordado de um escândalo de facturas, numa auditoria realizada pelo Tribunal de Contas. Estão recordados? Era na altura Presidente da Assembleia da República, o Dr. Almeida Santos, se não estou em erro.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL

Está a chegar o momento de elegermos um “Governo de Salvação Nacional”.
Ou têm dúvidas? Então, vamos tentar explicar!
Desde 1995, que o país é desgovernado pelo partido socialista. Primeiro tivemos o “picareta falante”, que alargou os cordões à bolsa e incentivou o consumo, de modo a manter um falso crescimento da economia.
Este, depois de deixar o país, num pântano, fugiu para a Comissão dos Refugiados! Parece um paradoxo, mas não é!
Aparece o PSD, liderado pelo Barroso que, perante a oportunidade de um emprego mais estável, dá de “frosques” e pira-se para a Comissão Europeia. Existe um pequeno interlúdio, folclórico, com Pedro Santana Lopes a ser tramado, quer pelos seus correligionários, quer pela oposição. E o que restou? O Sócrates, da polémica da Independente, da polémica do Freeport, da polémica da construção civil, tendo por base projectos espectaculares, e agora, temos o Sócrates da compostagem, na qualidade de testemunha.
Bom! Com o Guterres na Comissão para os refugiados, o Barroso na Comissão europeia e o Sócrates no Governo, não temos para onde fugir!
O país continua a endividar-se, escandalosamente. O ensino é uma bandalheira a todos os níveis.
Avaliam-se os professores e não se avaliam os alunos. Incrível!
Alarga-se o ensino obrigatório até aos 18 anos. Ou seja, o cidadão tem de andar a pagar impostos, para uma “catrefada” de meninos andarem a frequentar o ensino secundário. Sim frequentar, porque não lhes é exigido que aprendam!
No ensino superior é outra bandalheira, com analfabetos a entrar, porque têm mais de 23 anos de idade, sem critério algum, e os cursos de 5 anos, a serem leccionados em 3 anos, e as Universidades, para fazerem frente às suas necessidades de financiamento, a venderem pós-graduações, mestrados e doutoramentos, à pazada!
Depois, ainda aparecem as novas oportunidades, em que se faz notícia de seniores com 85 anos de idade, a tirarem o 12.º ano. Mas que novas oportunidades são estas? Quais os critérios que suportam este ensino? Recomendo, aos pais com filhos em idade escolar, que não obriguem os filhos a estudar, pois é uma violência e estes podem ficar traumatizados, para o resto da vida.
E se não, vejamos:
- A partir de agora, os meninos podem andar na escola até aos 18 anos, sem estudar. Depois, inscrevem-se nas novas oportunidades e fazem o 12.º ano.
Mas têm outra alternativa:
- Os meninos andam na escola, sem estudar, até aos 18 anos. Como estão cansados, fazem umas férias sabáticas, até aos 23 anos. Depois inscrevem-se numa Universidade e, em três anos, estão licenciados!
Ah se ficam ignorantes? Ficam, mas não se importem com isso! Aos 16 anos, inscrevem-nos num partido e vão militar numa qualquer juventude. A partir daí, podem chegar a Engenheiros ou a Administradores, da Caixa Geral de Depósitos.
Porquê, exigir tanto das crianças?
Escrevo estas linhas, porque sinto que a grande maioria das pessoas, ainda não se apercebeu que o país está numa situação tão má, como não há memória! Vamos ficar mais tesos, do que ficou a monarquia em Portugal, depois dos grandes investimentos, nos caminhos-de-ferro, realizados à época.
- Ah mas o país safou-se! Safou-se, sim senhor! Tinha as colónias e, depois das colónias, teve o dinheiro da Europa, mas acabou-se a “mama”.
Há que trabalhar e de uma forma séria!
Sem produzir riqueza, não há consumo!
Sem produzir riqueza, não há poupança!
Sem poupança, não há futuro!

« Miserum est venire post festum. » É triste chegar depois de acabada a festa.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

FRASE DO DIA!!!

Sendo a velocidade da luz superior à velocidade do som, é perfeitamente normal que algumas pessoas pareçam brilhantes até abrirem a boca.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

PENSAMENTO

Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta...
(Autor desconhecido.)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

HOMEM PEQUENINO, MALANDRO, VELHACO OU DANÇARINO

Está-me a passar o desgosto de existir uma direita esfrangalhada. Depois da passagem de aquele homem pequenino, a pôr-se em bicos de pés, quando tentava chegar aos microfones, sem êxito, a direita acabou escangalhada. Mas, como homem pequenino ou é malandro, velhaco ou dançarino, este pela surdina, conseguiu pôr os “amigos” a dançar.
E de que maneira!
E no próximo dia 25 de Abril, pelo seu contributo a “chumbar” amigos, será condecorado na sessão solene, a realizar na Assembleia Municipal de Oeiras! E esta, hem?
E o seu discurso será:
- Meuus querridos amigos! Esperro que não estejam orridos com o vosso amigo Topogigo. Neeste dia de liberdade, ponho-me em bicos de pés, para vos saudarre!
Em nobre da liberdade, da fraternidade e da amizade, obrigado por esta medalhita, já que não me derram um lugarezito em Bruxelas.
Nem calculam o que me esforrecei a lixar parreceiros, durante os anos que porre aqui andei. Forram habilidades que só um tipo pequenino poderria fazere.
Arrebentei com o parretido, tramei os amigos, mas tudo porre causa da transparência. Essa procaria! Quanto mais transparência, maior erra a minha eloquência. Pracia que crescia. Afinal acabei por encolher! Estou como aquele tipo, que fazia xixi sentado, até que um “amigo” lhe perreguntou:
- Oube lá, porreque fazes xixi sentado? Respondeu ele:
- Saí como uma loirra e quando chegou a hora H, ele nada…
- Saí como uma morrena e quando chegou a hora H, ele nada…
Achas que vou dar a mão a este traidor?
Estou mais pequenino do que era…resta-me, a parretir de agorra, sere dançarrino e esperrar que não fiquem zangados comigo. Ainda tenho esperrança que me dêem uma mãozinha!
Tal como Deus, eu também perredoo! Biba o 25 de Abril, sempre!
"Principiis cognitis, facilius extrema intelleguntur." Conhecidos os princípios, compreendem-se os extremos com mais facilidade.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

ESSELENTÍSSIMO JUIZ

Ao transitar pelos corredores do fórum, o advogado (e professor) foi chamado por um dos juízes
- "Olha só que erro ortográfico grossseiro que temos nesta petição."
Estampado, logo na primeira linha do petitório, lia-se:
"Esselentíssimo Juiz".
Largando uma gargalhada, o juiz perguntou-lhe:
- "Por acaso este advogado não foi seu aluno na Faculdade? "- "Foi sim - reconheceu o mestre. Mas onde está o erro ortográfico a que o senhor juiz se refere?"
O juiz pareceu surpreso:
- "Ora, meu caro, por acaso não sabe como se escreve a palavra Excelentíssimo?"
Então explicou o professor:
"- Acredito que a expressão pode significar duas coisas diferentes. Se o senhor Juiz se referir à excelências dos seus serviços, o erro ortográfico, efectivamente, é grosseiro."
"Entretanto, se fazia alusão à morosidade da prestação jurisdiconal, o equívoco reside apenas na junção inapropriada de duas palavras." "O certo, então, seria dizer": "Esse lentíssimo Juiz".
Depois disto, aquele magistrado, nunca mais aceitou o tratamento de "Excelentíssimo Juiz", sem antes perguntar:
- " Devo receber a expressão como extremo de excelência ou como superlativo de lento?"

"Iustitia est aequitas ius unicuique retribuens pro dignitate cuiusque." [RH 3.3] A justiça é a eqüidade que atribui a cada um o direito segundo seu mérito.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Mãezinha

Cá estou eu, novamente, a escrever-te estas linhas singelas, pois já não sei com quem hei-de falar. Não sei se tens visto na televisão, mas não falo para ninguém. Põem-se com aquelas perguntas e mais isto, e mais aquilo, e eu não me apetece falar.
Do you understand? Graças a Deus que aprendi inglês! Obrigado mãezinha! Tu… é que tinhas razão. Que o inglês um dia me faria falta!
Embora, ainda não tenhas respondido à última carta que te escrevi, a minha solidão é tremenda. Não há nada que me “Alegre”. Tem vindo tudo em “bloco” a atazanar a minha vida!
Nem o Vital dá uma para a caixa…e eu que tinha tanta esperança que ele nos ensinasse alguma coisa, e que desse uma lição a estes ignorantes, mas não. Ainda vai no princípio e já me está a complicar a vida. Bolas, isto parece uma cabala negra!
Tão negra, como as cuecas do mê Tio. O pai de mê primo. Por falar nisso, a mãezinha ainda usa a lixivia para branquear? Faço ideia! Se não for assim, como é que se consegue branquear as cuecas do tio e do primo. Bom, as do primo, devem estar é amarelas, pois o maroto anda lá pela China e não há maneira de vir. Ele que não se ponha lá a mandar correio electrónico por dá cá aquela palha e depois dá asneira! Se tiver saudades que escreva uma cartinha, como eu.
É que não me largam! Agora parece que andam por aí a vasculhar a nossa vida pública, pedindo aos notários escrituras públicas e etc. Eu bem avisei que era melhor acabar com as escrituras públicas e fazer isso em privado, mas já foi tarde!
Se eu continuar por aqui, a mãezinha vai ver…vou proibir essas coisas todas de andar a ver escrituras. O sigilo bancário não me importa, pois também não tenho lá dinheiro. Estes tipos são uns totós! Então, se alguém receber mais de 100 mil grãos de milho, vai pô-los no galinheiro?
É, ou metes! As galinhas e o galo davam com ele e depois lá se ia pelo menos 60% do milho!
Se quiserem milho, façam como eu. Dediquem-se à agricultura.
Lavram a terra, abrem os regos e depois é que semeiam! Ah estava a esquecer de construir uma eira para secar o milho! Essa pode ser numa ilha das caraíbas, pois tem mais sol!
Mãezinha, já desabafei. Toma cuidado contigo e não te esforces muito! Já não tens idade para andar a lavar roupa suja.
"Rex sedet in vertice, caveat ruinam! "[Carmina Burana] O rei senta-se no alto: cuidado com a queda!

CÁ SE FAZEM, CÁ SE PAGAM

O Governo anunciou que os utentes vão passar a decidir se querem ou não fazer escrituras públicas de um imóvel. Em vez da escritura efectuada no Cartório Notarial e do registo na Conservatória Predial, basta agora a autenticação de um documento particular.Este pode ser formalizado em notários, conservatórias/serviços de registo, advogados, solicitadores ou câmaras de comércio e indústria. São estes profissionais que passam a ter de promover os actos de registo, de acordo com o princípio do balcão único.Entre as 10 medidas aprovadas em Conselho de Ministros para simplificar a compra e venda de um imóvel, encontra-se a criação de uma rede de balcões únicos. A rede, que vai funcionar junto das cinco entidades, vai permitir poupar 121 milhões de euros por ano, estima o Governo.

Notários insatisfeitos com medidas anunciadas
Estas alterações já suscitaram as críticas dos notários, que apontam para um esvaziamento de competências. O presidente da delegação Norte da Ordem dos Notários disse à RTP que a decisão desprotege juridicamente as partes envolvidas e critica o fim da função de imparcialidade dos notários. Alex Himmel duvida que o valor de poupança anunciado pelo Governo se venha a verificar e considera que os processos vão aumentar nos tribunais.O representante dos notários também não acredita que a concorrência entre as cinco entidades que podem autenticar o documento particular de compra/venda do imóvel (notários, conservatórias, advogados, solicitadores e câmaras de comércio e indústria) leve a uma descida dos preços. Alex Himmel não acredita que um contrato de compra e venda venha a custar menos do que 150 euros, valor actualmente praticado pelos notários, pelo que aponta mesmo uma subida de preços.

Vem, agora, o Governo a apoiar o fim do sigilo bancário. Pergunta-se: se todo o gato-pingado, funcionário das finanças pode vasculhar as contas bancárias de alguém, por que razão, sendo as escrituras um acto público, não podem, no critério do Secretário da Justiça, serem públicas? Parece que há aqui um paradoxo!
Mas, além do mais, o que me apraz dizer é que “Cá se fazem, cá se pagam”.

"Vindicta tarda sed gravis." [Erasmo, Adagia 3.9.27] A vingança demora, mas é violenta.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

À minha querida Mãe

Estou-te a escrever, porque tenho o telefone em escuta. Mas, escuta lá o que te vou escrever:
Se não quiseres que escreva diz, porque eu paro já!
- Como sabes tenho uma fábrica de tintas que comecei com muito esforço e alguma fuga ao fisco, debaixo daquele vão de escada da D.ª Cândida.
Ela própria, nunca me passou recibos, porque dizia que os “chulos” do governo lhe mamavam o dinheirinho todo. E vai daí, as obrazinhas que fui fazendo eram todas clandestinas, porque os “manfios” da Câmara não me passavam a licença. Ainda cheguei a falar com um Fiscal, o Lopes que me disse, que se lhe entornasse algum, que talvez me safasse. Ele bem me pressionou, mas como a mãezinha sabe, não me deixo pressionar! Mas eu estou-me nas tintas, né mãezinha?
Sempre fui assim, um bocadinho relaxado nestas coisas. Estou-me marimbando!
Até tenho criado empregos, e estes tipos o que querem é sacar a massa que há-de ser da tua netinha. Dei emprego a uns brasileiros e a uns ucranianos, coitados, que tanto precisavam de um trabalhinho, porque aquilo lá na terra deles também não anda nada bem. Não têm dinheiro nem para as lulas. Eles até se colectaram e passavam recibos verdes…iguais àqueles, que milhares de tarefeiros passam no Estado. Sabes?
Só que dizem que é ilegal, por isto e mais aquilo, quando os coitados nunca se queixaram de trabalhar 12 horas por dia, sem receber horas extraordinárias. Mas, oh mãezinha: Como podia eu criar estes empregos se não fosse assim, trabalhando horas extraordinárias?
Agora, andam uns tipos a dizer que vão ver as contas bancárias e que não sei quê, e quem tem de provar a posse de dinheirinho somos nós! Mãezinha lembra-se, que todos os dias quando apanhava o paizinho a dormir, ia-lhe à carteira e conseguiu juntar aquele dinheiro que deu para fazer as obras lá em casa? Se fosse hoje a mãezinha tava tramada porque o fisco dava-lhe com a ripa e a mãezinha, ia ter de provar, de onde tinha vindo o dinheiro. Bronca! O paizinho, até então encornado, era o último a saber! Mas que grande bronca!
Tomei uma decisão importante! Vou-me marimbar para estes gajos que se têm governado com aquilo que é meu, vou vender o stock que tenho na fábrica, para Angola, que eles depois da guerra têm muita parede para pintar, e depois o tipo lá em Angola mete-me o dinheiro nas ilhas do Camões! E assim não me apanham os tostões!
Sim! Porque agora já não é seguro, meter o dinheiro no Insular, aquele do BPN, muito menos investir em fundos de refundos do BPP. Parece que andam por lá a ver papéis. Mas os tipos exportaram os papéis em contentores e agora já não há papéis! Como se fosse proibido exportar papel! Então não é bom para a economia nacional?
Querida mãe! Cuidado onde guarda o dinheirinho que saca todas as noites da carteira do pai, porque um dia destes a D. ª Cândida das finanças, pode aplicar uma multa por a mãezinha andar a surripiar dinheiro ao pai!

Beijinhos do seu filho, troca-tintas!

PS: Não lhe mando dinheiro desta vez, não vá a D.ª Cândida desconfiar e mandar fazer uma investigação e eu depois vejo-me à rasca para explicar onde é que o saquei.
Mãezinha! Queima, aí na lareira, esta cartinha, não vá o Manel da Preciosa apanhá-la e levá-la para publicar lá no jornal da aldeia, o “ Mistério Público”, e depois fica toda a gente a pensar que eu andei a sacar ao fisco o que era meu!
"Magnum praesidium in periculis innocentia." [Sêneca Retórico, Controversiae 7.10] Nos perigos, a inocência é uma grande defesa.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Princípio, Meio e Fim

Quando andava na escola primária, o meu professor dizia que as redacções devem ter um princípio, meio e fim!
Foi assim que fui educado a escrever. Só que observo que, nos dias de hoje, escreve-se o princípio e o fim. Deixou de haver o meio!
Muitas vezes, oiço dizer, que o fim justifica os meios! Ou o que importa são os objectivos e esses estão no fim!
Não podemos retirar uma frase e dar-lhe um fim! O fim que cada um pretende!
Eu sei que é difícil ser-se isento, e que esta virtude, a isenção, poucos a têm, até porque, a inveja corrói muita gente.
Num blogue do burgo de Oeiras, diz-se:
“Especialista refere desconhecimento quanto à proveniência de dinheiro”Lígia Vieira da Silva, especialista do Núcleo Assessoria Técnica (NAT) da Procuradoria-Geral da Republica (PGR), foi hoje ao Tribunal de Sintra dizer que o dinheiro em numerário envolvido nos negócios de Isaltino Morais «não era compatível com as declarações de rendimentos» “ (sic)
Qual é o objectivo ou o fim do modo como é escrita a noticia?
Em primeiro lugar, foi Isaltino Morais que disse em primeira mão, em Tribunal, que o dinheiro existente, resultante de saldos de campanhas eleitorais era depositado nas suas contas. Portanto, não se vislumbra qual a novidade do testemunho e o que se pretende enfatizar na notícia. Deve ter um fim e, uma vez mais, não foi explicado o que estava no meio, isto é, as declarações já prestadas por Isaltino Morais.
Em segundo lugar, o dinheiro, na sua totalidade, não era resultado de envolvimento nos “negócios”, como explicou, Isaltino Morais. Mas, ao escrever-se “negócios”, pretende-se alcançar um fim, no mínimo pejorativo!
Em terceiro lugar, a notícia não diz, que a testemunha desconhecia, que Isaltino Morais já tinha pago impostos sobre esse dinheiro. Mera omissão, mas que dá jeito omitir porque, de outro modo, retirava a “carga” negativa que se pretende com a notícia.
Por último, também a noticia, não disse que se tinha limitado a somar as verbas indicadas pelo MP. Ora, para somar, não era necessário um especialista…havia algo mais a fazer do que somar! Havia, também, que subtrair. Mas, neste caso, o resultado, ou seja o fim, já não era o mesmo, pelo menos, na comunicação social. Muito menos no “blogue” cá do burgo!
Peço que me perdoem, mas deste modo, passamos a ter uma notícia com princípio meio e fim! Aqui vai:
”Lígia Vieira da Silva, especialista do Núcleo Assessoria Técnica (NAT) da Procuradoria-Geral da Republica (PGR), foi hoje ao Tribunal de Sintra dizer que o dinheiro em numerário depositado nas contas de Isaltino Morais «não era compatível com as declarações de rendimentos», tal como já tinha sido declarado por Isaltino Morais, resultando, em parte, dos saldos de campanhas eleitorais, afirmando ainda, a especialista, que desconhecia, que Isaltino Morais, já tinha pago impostos sobre esse dinheiro."

“Virtutem saepe laudamus, raro colimus.” Louvamos a virtude com freqüência, raramente a praticamos. ■A virtude tem muitos pregadores, mas poucos mártires.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

“Vamos fazer aos jornalistas o que se faz com o esparguete…esticamo-los que eles partem!”

Tem sido, noticia, os processos judiciais colocados contra três jornalistas do Público, contra a TVI, contra o SOL, devido à divulgação de notícias relacionadas com o caso Freeport ou matérias afins.
Não há memória de um Primeiro-Ministro tão irritado com a comunicação social. E porque será?
Creio que esta deve ser a cultura existente no PS…falta de tolerância à crítica e a quem se propõe contestar seja o que for.
Se não vejamos:
Maria de Lurdes Rodrigues, em Junho de 2006 dizia:
“ Admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública”.
Se calhar, o Primeiro-ministro um dia destes vai dizer:
“ Perdi a comunicação social, mas não quero perder a opinião pública”.
Já o Valter Lemos, na Assembleia da República, em 24 de Janeiro de 2008, dizia:
“ Vocês (deputados do PS) estão a dar ouvidos a esses professorzecos”.
Mas o nosso (deles) Primeiro-ministro é que não está para aí virado e não vai dizer: “ Vocês (portugueses) estão a dar ouvidos a esses jornalistas”. É o dizes! Ai falam sobre o Freeport e sobre mim? Então vou para a justiça e pronto! “Vocês vão ver!”
Não menos interessante, foi a declaração de Margarida Moreira da DREN, em Viana do Castelo, em 28 de Novembro de 2008…
“ (os professores) são arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!”
Pois bem! Dirá o Primeiro-ministro:
“Vamos fazer aos jornalistas o que se faz com o esparguete…esticamo-los que eles partem!”
Não sei, é se os jornalistas são covardes e se, se vão manter calados, perante estas ameaças de processos judiciais, que se consubstanciam em indemnizações cíveis que é a forma mais dissuasora de eles se acovardarem!
Arruaceiros não me parecem! Agora, que se os processos estão direccionados aos jornalistas, e não envolvem os jornais onde escrevem, é natural que possam ser menos valentes… Mas esta é a técnica do esparguete ou não? Pode ser que esticados, partam!

"Tacendo non incurritur periculum." [Publílio Siro] Calando, não se corre nenhum perigo