Este blogue pretende transmitir as opiniões do autor sobre diversos temas, em particular,Direito e Política.Por outro lado é um convite à troca de ideias. "Utinam tam facile vera invenire possem, quam falsa convincere. [Cícero, De Natura Deorum 1.21] Quem dera que eu pudesse achar o verdadeiro com a mesma facilidade com que refuto o falso."
quinta-feira, 30 de abril de 2009
PENSAMENTO
(Autor desconhecido.)
sexta-feira, 24 de abril de 2009
HOMEM PEQUENINO, MALANDRO, VELHACO OU DANÇARINO
E de que maneira!
E no próximo dia 25 de Abril, pelo seu contributo a “chumbar” amigos, será condecorado na sessão solene, a realizar na Assembleia Municipal de Oeiras! E esta, hem?
E o seu discurso será:
- Meuus querridos amigos! Esperro que não estejam orridos com o vosso amigo Topogigo. Neeste dia de liberdade, ponho-me em bicos de pés, para vos saudarre!
Em nobre da liberdade, da fraternidade e da amizade, obrigado por esta medalhita, já que não me derram um lugarezito em Bruxelas.
Nem calculam o que me esforrecei a lixar parreceiros, durante os anos que porre aqui andei. Forram habilidades que só um tipo pequenino poderria fazere.
Arrebentei com o parretido, tramei os amigos, mas tudo porre causa da transparência. Essa procaria! Quanto mais transparência, maior erra a minha eloquência. Pracia que crescia. Afinal acabei por encolher! Estou como aquele tipo, que fazia xixi sentado, até que um “amigo” lhe perreguntou:
- Oube lá, porreque fazes xixi sentado? Respondeu ele:
- Saí como uma loirra e quando chegou a hora H, ele nada…
- Saí como uma morrena e quando chegou a hora H, ele nada…
Achas que vou dar a mão a este traidor?
Estou mais pequenino do que era…resta-me, a parretir de agorra, sere dançarrino e esperrar que não fiquem zangados comigo. Ainda tenho esperrança que me dêem uma mãozinha!
Tal como Deus, eu também perredoo! Biba o 25 de Abril, sempre!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
ESSELENTÍSSIMO JUIZ
- "Olha só que erro ortográfico grossseiro que temos nesta petição."
terça-feira, 21 de abril de 2009
Mãezinha
Embora, ainda não tenhas respondido à última carta que te escrevi, a minha solidão é tremenda. Não há nada que me “Alegre”. Tem vindo tudo em “bloco” a atazanar a minha vida!
Nem o Vital dá uma para a caixa…e eu que tinha tanta esperança que ele nos ensinasse alguma coisa, e que desse uma lição a estes ignorantes, mas não. Ainda vai no princípio e já me está a complicar a vida. Bolas, isto parece uma cabala negra!
Tão negra, como as cuecas do mê Tio. O pai de mê primo. Por falar nisso, a mãezinha ainda usa a lixivia para branquear? Faço ideia! Se não for assim, como é que se consegue branquear as cuecas do tio e do primo. Bom, as do primo, devem estar é amarelas, pois o maroto anda lá pela China e não há maneira de vir. Ele que não se ponha lá a mandar correio electrónico por dá cá aquela palha e depois dá asneira! Se tiver saudades que escreva uma cartinha, como eu.
É que não me largam! Agora parece que andam por aí a vasculhar a nossa vida pública, pedindo aos notários escrituras públicas e etc. Eu bem avisei que era melhor acabar com as escrituras públicas e fazer isso em privado, mas já foi tarde!
Se eu continuar por aqui, a mãezinha vai ver…vou proibir essas coisas todas de andar a ver escrituras. O sigilo bancário não me importa, pois também não tenho lá dinheiro. Estes tipos são uns totós! Então, se alguém receber mais de 100 mil grãos de milho, vai pô-los no galinheiro?
É, ou metes! As galinhas e o galo davam com ele e depois lá se ia pelo menos 60% do milho!
Se quiserem milho, façam como eu. Dediquem-se à agricultura.
Lavram a terra, abrem os regos e depois é que semeiam! Ah estava a esquecer de construir uma eira para secar o milho! Essa pode ser numa ilha das caraíbas, pois tem mais sol!
Mãezinha, já desabafei. Toma cuidado contigo e não te esforces muito! Já não tens idade para andar a lavar roupa suja.
CÁ SE FAZEM, CÁ SE PAGAM
Notários insatisfeitos com medidas anunciadas
Estas alterações já suscitaram as críticas dos notários, que apontam para um esvaziamento de competências. O presidente da delegação Norte da Ordem dos Notários disse à RTP que a decisão desprotege juridicamente as partes envolvidas e critica o fim da função de imparcialidade dos notários. Alex Himmel duvida que o valor de poupança anunciado pelo Governo se venha a verificar e considera que os processos vão aumentar nos tribunais.O representante dos notários também não acredita que a concorrência entre as cinco entidades que podem autenticar o documento particular de compra/venda do imóvel (notários, conservatórias, advogados, solicitadores e câmaras de comércio e indústria) leve a uma descida dos preços. Alex Himmel não acredita que um contrato de compra e venda venha a custar menos do que 150 euros, valor actualmente praticado pelos notários, pelo que aponta mesmo uma subida de preços.
Vem, agora, o Governo a apoiar o fim do sigilo bancário. Pergunta-se: se todo o gato-pingado, funcionário das finanças pode vasculhar as contas bancárias de alguém, por que razão, sendo as escrituras um acto público, não podem, no critério do Secretário da Justiça, serem públicas? Parece que há aqui um paradoxo!
Mas, além do mais, o que me apraz dizer é que “Cá se fazem, cá se pagam”.
"Vindicta tarda sed gravis." [Erasmo, Adagia 3.9.27] A vingança demora, mas é violenta.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
À minha querida Mãe
Se não quiseres que escreva diz, porque eu paro já!
- Como sabes tenho uma fábrica de tintas que comecei com muito esforço e alguma fuga ao fisco, debaixo daquele vão de escada da D.ª Cândida.
Ela própria, nunca me passou recibos, porque dizia que os “chulos” do governo lhe mamavam o dinheirinho todo. E vai daí, as obrazinhas que fui fazendo eram todas clandestinas, porque os “manfios” da Câmara não me passavam a licença. Ainda cheguei a falar com um Fiscal, o Lopes que me disse, que se lhe entornasse algum, que talvez me safasse. Ele bem me pressionou, mas como a mãezinha sabe, não me deixo pressionar! Mas eu estou-me nas tintas, né mãezinha?
Sempre fui assim, um bocadinho relaxado nestas coisas. Estou-me marimbando!
Até tenho criado empregos, e estes tipos o que querem é sacar a massa que há-de ser da tua netinha. Dei emprego a uns brasileiros e a uns ucranianos, coitados, que tanto precisavam de um trabalhinho, porque aquilo lá na terra deles também não anda nada bem. Não têm dinheiro nem para as lulas. Eles até se colectaram e passavam recibos verdes…iguais àqueles, que milhares de tarefeiros passam no Estado. Sabes?
Só que dizem que é ilegal, por isto e mais aquilo, quando os coitados nunca se queixaram de trabalhar 12 horas por dia, sem receber horas extraordinárias. Mas, oh mãezinha: Como podia eu criar estes empregos se não fosse assim, trabalhando horas extraordinárias?
Agora, andam uns tipos a dizer que vão ver as contas bancárias e que não sei quê, e quem tem de provar a posse de dinheirinho somos nós! Mãezinha lembra-se, que todos os dias quando apanhava o paizinho a dormir, ia-lhe à carteira e conseguiu juntar aquele dinheiro que deu para fazer as obras lá em casa? Se fosse hoje a mãezinha tava tramada porque o fisco dava-lhe com a ripa e a mãezinha, ia ter de provar, de onde tinha vindo o dinheiro. Bronca! O paizinho, até então encornado, era o último a saber! Mas que grande bronca!
Tomei uma decisão importante! Vou-me marimbar para estes gajos que se têm governado com aquilo que é meu, vou vender o stock que tenho na fábrica, para Angola, que eles depois da guerra têm muita parede para pintar, e depois o tipo lá em Angola mete-me o dinheiro nas ilhas do Camões! E assim não me apanham os tostões!
Sim! Porque agora já não é seguro, meter o dinheiro no Insular, aquele do BPN, muito menos investir em fundos de refundos do BPP. Parece que andam por lá a ver papéis. Mas os tipos exportaram os papéis em contentores e agora já não há papéis! Como se fosse proibido exportar papel! Então não é bom para a economia nacional?
Querida mãe! Cuidado onde guarda o dinheirinho que saca todas as noites da carteira do pai, porque um dia destes a D. ª Cândida das finanças, pode aplicar uma multa por a mãezinha andar a surripiar dinheiro ao pai!
Beijinhos do seu filho, troca-tintas!
PS: Não lhe mando dinheiro desta vez, não vá a D.ª Cândida desconfiar e mandar fazer uma investigação e eu depois vejo-me à rasca para explicar onde é que o saquei.
Mãezinha! Queima, aí na lareira, esta cartinha, não vá o Manel da Preciosa apanhá-la e levá-la para publicar lá no jornal da aldeia, o “ Mistério Público”, e depois fica toda a gente a pensar que eu andei a sacar ao fisco o que era meu!
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Princípio, Meio e Fim
Foi assim que fui educado a escrever. Só que observo que, nos dias de hoje, escreve-se o princípio e o fim. Deixou de haver o meio!
Muitas vezes, oiço dizer, que o fim justifica os meios! Ou o que importa são os objectivos e esses estão no fim!
Não podemos retirar uma frase e dar-lhe um fim! O fim que cada um pretende!
Eu sei que é difícil ser-se isento, e que esta virtude, a isenção, poucos a têm, até porque, a inveja corrói muita gente.
Num blogue do burgo de Oeiras, diz-se:
“Especialista refere desconhecimento quanto à proveniência de dinheiro””Lígia Vieira da Silva, especialista do Núcleo Assessoria Técnica (NAT) da Procuradoria-Geral da Republica (PGR), foi hoje ao Tribunal de Sintra dizer que o dinheiro em numerário envolvido nos negócios de Isaltino Morais «não era compatível com as declarações de rendimentos» “ (sic)
Qual é o objectivo ou o fim do modo como é escrita a noticia?
Em primeiro lugar, foi Isaltino Morais que disse em primeira mão, em Tribunal, que o dinheiro existente, resultante de saldos de campanhas eleitorais era depositado nas suas contas. Portanto, não se vislumbra qual a novidade do testemunho e o que se pretende enfatizar na notícia. Deve ter um fim e, uma vez mais, não foi explicado o que estava no meio, isto é, as declarações já prestadas por Isaltino Morais.
Em segundo lugar, o dinheiro, na sua totalidade, não era resultado de envolvimento nos “negócios”, como explicou, Isaltino Morais. Mas, ao escrever-se “negócios”, pretende-se alcançar um fim, no mínimo pejorativo!
Em terceiro lugar, a notícia não diz, que a testemunha desconhecia, que Isaltino Morais já tinha pago impostos sobre esse dinheiro. Mera omissão, mas que dá jeito omitir porque, de outro modo, retirava a “carga” negativa que se pretende com a notícia.
Por último, também a noticia, não disse que se tinha limitado a somar as verbas indicadas pelo MP. Ora, para somar, não era necessário um especialista…havia algo mais a fazer do que somar! Havia, também, que subtrair. Mas, neste caso, o resultado, ou seja o fim, já não era o mesmo, pelo menos, na comunicação social. Muito menos no “blogue” cá do burgo!
Peço que me perdoem, mas deste modo, passamos a ter uma notícia com princípio meio e fim! Aqui vai:
”Lígia Vieira da Silva, especialista do Núcleo Assessoria Técnica (NAT) da Procuradoria-Geral da Republica (PGR), foi hoje ao Tribunal de Sintra dizer que o dinheiro em numerário depositado nas contas de Isaltino Morais «não era compatível com as declarações de rendimentos», tal como já tinha sido declarado por Isaltino Morais, resultando, em parte, dos saldos de campanhas eleitorais, afirmando ainda, a especialista, que desconhecia, que Isaltino Morais, já tinha pago impostos sobre esse dinheiro."
“Virtutem saepe laudamus, raro colimus.” Louvamos a virtude com freqüência, raramente a praticamos. ■A virtude tem muitos pregadores, mas poucos mártires.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
“Vamos fazer aos jornalistas o que se faz com o esparguete…esticamo-los que eles partem!”
Não há memória de um Primeiro-Ministro tão irritado com a comunicação social. E porque será?
Creio que esta deve ser a cultura existente no PS…falta de tolerância à crítica e a quem se propõe contestar seja o que for.
Se não vejamos:
Maria de Lurdes Rodrigues, em Junho de 2006 dizia: “ Admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública”.
Se calhar, o Primeiro-ministro um dia destes vai dizer: “ Perdi a comunicação social, mas não quero perder a opinião pública”.
Já o Valter Lemos, na Assembleia da República, em 24 de Janeiro de 2008, dizia: “ Vocês (deputados do PS) estão a dar ouvidos a esses professorzecos”.
Mas o nosso (deles) Primeiro-ministro é que não está para aí virado e não vai dizer: “ Vocês (portugueses) estão a dar ouvidos a esses jornalistas”. É o dizes! Ai falam sobre o Freeport e sobre mim? Então vou para a justiça e pronto! “Vocês vão ver!”
Não menos interessante, foi a declaração de Margarida Moreira da DREN, em Viana do Castelo, em 28 de Novembro de 2008… “ (os professores) são arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!”
Pois bem! Dirá o Primeiro-ministro: “Vamos fazer aos jornalistas o que se faz com o esparguete…esticamo-los que eles partem!”
Não sei, é se os jornalistas são covardes e se, se vão manter calados, perante estas ameaças de processos judiciais, que se consubstanciam em indemnizações cíveis que é a forma mais dissuasora de eles se acovardarem!
Arruaceiros não me parecem! Agora, que se os processos estão direccionados aos jornalistas, e não envolvem os jornais onde escrevem, é natural que possam ser menos valentes… Mas esta é a técnica do esparguete ou não? Pode ser que esticados, partam!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
TOMEM LÁ, AS AMÊNDOAS!
Estamos num país, em que ser empresário é ser-se malandro! Como malandro, há que lhe dar cabo do canastro, porque assim não pode ser!
Impostos e mais impostos! Só se fala de obrigações sociais, ninguém fala em gastar menos. Em deixar de engordar o Estado!
Se alguém é empresário, tem a obrigação de pagar os ordenados a quem para si trabalha! Justo! Justíssimo!
Mas depois, tem de pagar, as contribuições para a Segurança Social e se não pagar, o “vigarista”, o “criminoso”, vai ter um processo-crime em cima. Além do mais, responde com o seu próprio património. Mas, não fica por aqui, ainda vai ver o seu nome e o da empresa, numa lista de indigentes, publicada pelo Estado.
Tem de realizar as retenções do IRS e entregar ao Estado, que assim se serve da sua estrutura administrativa, à borla, e entregar esse dinheiro ao mesmo Estado. E, como é à força, um intermediário, além de não ganhar nada com isso, se faltar ao compromisso ou se houver atraso, é penalizado.
Criminalizado, penalizado, enfim… ser empresário é arriscar o que é seu, em detrimento dos outros e ainda ficar, permanentemente à disposição da arrogância do Estado, a todo o momento, sendo visto como o único responsável do não funcionamento da economia.
E se as empresas dão lucro, está tramado, porque tem de pagar impostos, pela riqueza que está a gerar, e não vá o tipo fugir, até lá, paga o pagamento especial por conta, quer tenha lucros quer não!
E como se as coisas não chegassem, o Estado incompetente, visa gerar mais receitas com o novo código tributário. Sim, porque no meio de tudo isto, não são só os empresários que levam com a ripa…os trabalhadores também. E os reformados também, e os pré-reformados!
Ainda há pouco tempo, ouvimos falar da necessidade de alterar o esquema da segurança social, no que ao cálculo das reformas dizia respeito, para prevenir a sua sustentabilidade, para as gerações futuras. Bom, parece que afinal não chega, porque uns atrevidos investiram o dinheiro, que é nosso, em fundos de alto risco! E ninguém os prende. Ninguém os criminaliza, ninguém põe o nome destes malandros numa base de dados, em que toda a gente fique a conhecê-los.
Administrar o dinheiro dos outros, desta forma, e não ser responsabilizado, é fácil, quando se tem a prerrogativa de colocar, quer em cima dos empresários quer dos trabalhadores, uma maior carga fiscal.
E esta porcaria de país, assiste, impávido e sereno a esta devassa!
Por outro lado, andamos no corrupio da alta finança, a ver os roubos e vigarizes no BPN, no BPP, apoio à banca, generalizado, e quem paga esta treta toda? Os portugueses, aqueles que têm a mania que são espertos, nas suas atitudes diárias do salve – se quem puder, como se assim chegasse a algum lado.
Enquanto este povinho anda a tentar fugir, de pagar umas migalhas, andaram alguns a pedir dinheiro num Banco, para comprar acções noutro Banco e como a pandilha é grande, saltamos da administração de um lado, para o outro, e vamos controlar a situação no outro lado, porque isto, descambou.
E que garantias foram dadas? Nenhumas, e ninguém lhes cai em cima, porque são investidores/especuladores e não têm nenhuma fábrica de cuecas ou meias, no Minho.
E tudo isto, se vai passando, enquanto nos vão distraindo com as pressões no Ministério Público, mais o caso Freeport, mais este caso e mais aquele, e o país a afundar-se!
Parece, até, que o país não está endividado, e que a própria Caixa Geral de Depósitos, não está debaixo de olho das empresas de “ranking”, pois esta, até à data, tem sido um poço sem fundo para suportar toda esta pandilha, que tem aberto buracos financeiros em todo o lado. Portugueses, vamos ter de aumentar o capital social da Caixa Geral de Depósitos, outra vez! Aguentem-se à bronca!
Ah, mas se o meu amigo, for um modesto contribuinte que se tenha atrasado no pagamento dos seus impostos, está tramado, pois vai ter de pagar coimas ao Estado e ainda vai ver o seu nome na base de dados.
Resta perguntar: quem quer ser empresário neste país? A única profissão que não tem riscos é a de banqueiro e de especulador. Todas as outras, empresário ou trabalhador, estão condenadas a serem perseguidas, criminalizadas e a verem o seu nome vilipendiado, numa qualquer base de dados de um Estado, pródigo e especulador, também!
"Avarus, nisi cum moritur, nihil recte facit." [Publílio Siro] O avarento só pratica uma boa acção quando morre
sábado, 4 de abril de 2009
Mulieri ne credas, ne mortuae quidem
PGR diz uma coisa, o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, diz outra, há Procuradores que se dizem pressionados… É uma verdadeira telenovela!
No meio deste conflito, até já se pede audiências ao Presidente da Republica, como se ele fosse resolver o problema interno de uma instituição que se tem de bastar a si própria.
Mas, ninguém diz que é uma promiscuidade, os magistrados andarem a entrar e a sair da política, e depois dizer que são isentos.
Todas as profissões públicas têm incompatibilidades, inclusive os magistrados. Mas se forem para a política, podem voltar à magistratura! Será, isto ser transparente? Não me parece que quem deixe a magistratura, e vá até à política, possa depois de estabelecer os seus contactos e de criar amigos, numa área tão delicada como a política, voltem a exercer a magistratura. Salvo melhor opinião, a magistratura, pelas suas funções, deve ser como o sacerdócio. Quando se abraça a justiça ou se vai até ao fim da vida com a mesma ou então, abandona-se o “hábito”e já não se volta.
Com a Constituição da República que temos, ou esta é rasgada e faz-se uma nova ou nunca mais nos endireitamos. Chegou-se a um ponto, que já não há retorno!
Quando os escândalos aparecem na comunicação social, logo vem, e muito bem, quem diga, que a resolução dos problemas compete aos tribunais. Mas, quando os tribunais resolvem e absolvem alguém, vem logo quem já diga, que se calhar o problema é da acusação.
Afinal onde é que ficamos? As pessoas são julgadas em tribunal ou na praça pública? Não acredito que se venha defender que os casos de polícia são resolvidos pelo voto popular!
Mas, como se tudo isto não chegasse, ainda aparecem uns partidos a defender de modo populista, que há que criminalizar o enriquecimento ilícito!
Como jurista fico perplexo! Criminalizar como? Deixa de haver nexo de causalidade?
Parece-me que, ainda há uma réstia de estado de direito, e justiça seja feita, com os nossos magistrados judiciais (juízes), pois estes, ainda julgam e dão as suas sentenças ou acórdãos, de acordo com os factos carreados e provados em julgamento.
É esta a razão do resultado do julgamento de Pinto da Costa e de Avelino Ferreira Torres। As provas e os testemunhos, não provaram nada e os mesmos foram absolvidos! Fez-se justiça! Nenhum tribunal pode condenar ninguém por suposições, ilações ou presunções। Os juízes julgam de acordo com o que se prova। Não basta acusar alguém e, por esse facto, esperar-se que só pela nossa vontade, alguém seja condenado! Justiça popular era na idade média!
“Mulieri ne credas, ne mortuae quidem. [Erasmo, Adagia 2.10.21] "Não confies em mulher, nem mesmo estando morta.”
“Ius ex facto oritur.” [Jur] O direito nasce do facto.
terça-feira, 31 de março de 2009
O FORROBODÓ DA JUSTIÇA
E a comunicação social agradece, a todos estes carenciados de protagonismo, as suas exibições mediáticas. E nestas palestras de iluminados, há sempre um inteligente, como se de uma corrida de touros se tratasse!
Vão-se levantando suspeições, a torto e a direito, sobre as mais variadas personalidades e, algumas delas, diga-se em abono da verdade, muito têm para esclarecer.
Mas, não é na praça pública, com entrevistas dos mais variados representantes da justiça, nem em revistas da especialidade ou, mais grave, que representam uma classe, como a dos Advogados, que se faz justiça!
O que se tem vindo a fazer é bandalheira! Quem é que encomendou o sermão, ao Senhor Bastonário, Marinho Pinto? Haja dignidade, principalmente, por quem representa uma classe, como as dos Advogados! Chega de verborreia!
Entretanto, a comunicação social, vai-nos dando as mais diversas noticias, como o escândalo do BCP, o escândalo de passagem de Administradores da CGD que financiaram especuladores bolsistas, para o Banco para o qual financiaram a compra de acções, o escândalo do BPN e a história mal contada dos seus Administradores, Gerentes e outros, o escândalo do BPP, o caso do Freeport e por aí fora! É um nunca mais acabar de escândalos!
E reina a confusão total. São as declarações do Procurador-Geral da Republica, são as declarações do representante do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, são as declarações constantes, quer em televisão, quer em Congressos organizados para o efeito, dos Procuradores Gerais Adjuntos, com fortes responsabilidades na investigação criminal.
Para completar, ainda temos os inquéritos da Assembleia da República, as audições ao Banco de Portugal que devia supervisionar, mais a CMVM que devia vigiar e não vigia, as Altas Autoridades para isto e mais aquilo. A quem é que interessa esta confusão?
Parece-me, e se calhar estou certo, que existe um outro Estado, dentro do Estado!
Uma instituição que tinha prestígio, caiu, completamente, no ridículo…A justiça!
Por favor, acabem com este forrobodó! Porque, enquanto dura a festa, os portugueses vêem-se a afundar, num país hipotecado, para poder sustentar tanto artista.
« Ius est norma recti, et quicquid est contra normam recti est iniuria. » [Jur / Black 1043] O direito é a norma do que é correto, e tudo que é contrário à norma do que é correto, é injustiçअ.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Para o mê querido Zé
Escrevo devagar por que sei que não gostas de ler depressa.
Se receberes esta carta, é porque chegou. Se ela não chegar, avisa-me que eu mando-te outra.
Tê primo leu no jornal que a maioria dos acidentes ocorrem a 1 km de casa, junto de Alcochete. Assim, mudámo-nos para mais longe. Sobre o casaco que querias, o tê tio disse que seria muito caro mandar-to pelo correio por causa dos botões de ferro que pesam muito. Assim arranquei os botões e puse-os no bolso. Quando chegar aí, prega-os de novo.
No outro dia, houve uma explosão na botija de gás aqui na cozinha. O tio e eu fomos atirados pelo ar e saímos fora de casa. Que emoção: foi aprimeira vez em muitos anos que o tê tio e eu saímos juntos.
Sobre o nosso cão, o Joli, anteontem foi atropelado e tiveram de lhe cortar o rabo, por isso toma cuidado quando atravessares a rua.
Na semana passada, o médico veio visitar o tê primo Smith e colocou-lhe na boca um tubo de vidro. Disse para ficar com ele por duas horas sem falar. O teu tio e o teu primo, filho do tê tio, ofereceram-se para comprar o tubo.
Tua irmã Maria vai ser mãe, mas ainda não sabemos se é menino ou menina,portanto não sei se vais ser tio ou tia.
O teu irmão António deu-me muito trabalho hoje. Fechou o carro e deixou as chaves lá dentro. Tive que ir a casa, pegar a suplente para a abrir.Por sorte, cheguei antes de começar a chuva, pois a capota estava embaixo.
Se vires a Dona Cândida, diz-lhe que mando lembranças. Se não a vires,não digas nada.
Tua Mãe
PS: Era para te mandar os 100 euros que me pediste, mas quando me lembrei já tinha fechado o envelope.
sábado, 28 de março de 2009
ACUSAÇÕES PELA METADE
Então só metade da acusação é que está suportada documentalmente?
Então, para que é que está no processo a outra metade? Então, isto vai às metades?
Temos que ter cuidado a realizar depósitos bancários, pois nunca saberemos quando é que alguém nos vem pedir contas!
Ainda por cima, se pedirmos a alguém, para fazer esse favor.
Estas são as provas do Ministério Público…depósitos bancários?
Ninguém me peça para fazer depósitos bancários que eu não faço!
Quanto à multiplicação dos pães, apetece-me ironizar também, com a história da Rainha D.ª Isabel, quando no seu regaço levava pães e foi interpelada por D. Diniz, lhe respondeu: “ São rosas senhor… são rosas”.
Neste caso, nem são pães, nem rosas! É algo que cheira…às muitas acusações que são alimentadas por meras suposições e presunções! É o que resulta de uma inabilidade inata nas investigações e quando não se ouvem as pessoas envolvidas.
Tiram-se deduções e pronto! Fica-se à espera que sejam as pessoas ouvidas que venham dizer, o que o Ministério Público não conseguiu saber ou que nada havia para saber!
E depois, continua-se a ironizar, das pessoas andarem com dinheiro ou de terem dinheiro na sua casa? Normalmente quem não tem dinheiro e necessita de utilizar cartões de crédito, para as suas aquisições é que ironiza deste modo!
Só quem nunca viveu, a não ser em Lisboa é que não sabe que se fazem milhares de transacções em dinheiro.
Estou recordado duma pessoa que comprava camiões de ração, para revender, e que pagava, à porta da fábrica, com o dinheiro que trazia, num saco de plástico. Estamos a falar de compras de 5.000€ de ração. E como lá ia, várias vezes ao mês, o homem andava a branquear dinheiro. Só pode! Agora, passados estes anos é que eu estou a ver! O bom do homem, que passava a sua vida a carregar e descarregar camiões de ração e cereais, a trabalhar que nem um escravo, afinal, andava a branquear dinheiro.
Razão tinha ele para andar sempre com o dinheiro no saco de plástico, se não hoje, estava tramado.
Tramado estava, se tivesse optado, por andar a depositar o dinheiro.
Porque com o que trabalhava, restava-lhe pouco tempo para andar nos bancos! Logo, ainda tinha de pedir a alguém que o fizesse, e pimba, estava feito. Se não fosse acusado por pagar em dinheiro, era acusado por depositar dinheiro!
E assim vai o Ministério Público, com a devida vénia!
“Muscae sitientes importunissimae.” [Gaal 945] Moscas com sede incomodam muito.
terça-feira, 24 de março de 2009
O FUTEBOL JÁ TEM DOUTORES
Mas, agora já temos, um “doutor honoris causa”, José Mourinho.
Não se retira o mérito, ao “treinador”, José Mourinho, mas parece que, até à decisão de uma Universidade “nomear”, “doutor honoris causa” um qualquer cidadão, só porque se ganha alguns títulos como treinador de futebol, ultrapassa aquilo que é o mérito e curriculum que deve determinar tal galardão.
Quando vi a notícia, pus-me a pensar! Espera lá! Isto não está bem! E veio-me à memória, o Prof. Mário Moniz Pereira, nascido em 11 de Fevereiro de 1921!
É licenciado em Educação Física pelo Instituto Nacional de Educação Física de Lisboa, onde foi professor durante 27 anos.
Como técnico de atletismo esteve presente em 11 Jogos Olímpicos, em 13 Campeonatos da Europa e em 21 Campeonatos do Mundo de Crosse.
Então, passados estes 88 anos, um homem que se dedicou ao desporto, como desportista, atleta e treinador, nas mais diversas modalidades, desde o andebol, ao basquetebol, futebol, hóquei em patins, ténis de mesa, voleibol e atletismo, nunca mais é “Doutor”? Ou será que nestes anos todos, não conseguiu reunir o “mérito” para ser “Doutor”? Ainda, por cima, foi Professor na Universidade, onde um dia Mourinho há-de voltar!
Então, vamos ver!
No atletismo sagrou-se campeão universitário de Portugal de triplo salto e recordista nacional, campeão regional e nacional de salto em altura, triplo e salto em comprimento, em veteranos e recordista ibérico de salto em comprimento na mesma categoria.
No voleibol é campeão de Lisboa pelo Ginásio Clube de Lisboa, de Portugal pelo Sporting e da I Divisão ao serviço do CDUL.
Desempenhou funções de técnico nesta modalidade, nomeadamente no Sporting Clube de Portugal, Ginásio Clube de Lisboa, Centro Desportivo Universitário de Lisboa e do Ginásio Clube Português. Ganhou a medalha de bronze na prova de salto em comprimento e triplo salto, no Campeonato Mundial de Veteranos em 1977, em Gotemburgo, e também no triplo salto do Campeonato Europeu de 1982, em Estrasburgo.
De 1976 a 1983 foi director do Estádio Nacional e em 1982 presidiu à Comissão de Apoio à Alta Competição. Foi director técnico da Federação Portuguesa de Atletismo, Seleccionador Nacional de Atletismo e de Voleibol, Presidente da Comissão Central de Árbitros de Voleibol e Árbitro Internacional no Campeonato do Mundo de Paris, em 1956.
Em 2001 recebeu o Emblema de Ouro da Associação Europeia de Atletismo, a mais alta condecoração individual na modalidade. A pista de atletismo do antigo Estádio José Alvalade recebeu o seu nome, em homenagem ao homem que mais contribuiu para o desenvolvimento do atletismo “leonino”. É neste momento o sócio n.º2 do Sporting.
Mas, além de desportista e técnico, sabe escrever, como se pode verificar:
- Autor dos Livros “Manual de Atletismo do Conselho Providencial de Educação Física de Angola”- 1961.
- “Carlos Lopes e a Escola Portuguesa do Meio-Fundo”- 1980.
Mas, não se fica por aqui…compositor de 114 temas musicais registados na Sociedade Portuguesa de Autores. Alguns dos temas foram e são interpretados, por Amália Rodrigues Lucília e Carlos do Carmo, Carlos Ramos, Tony de Matos, Fernando Tordo, João Braga, Camané, Paulo de Carvalho, Maria da Fé, Rodrigo e Maria Armanda.
Volto a dizer que ninguém retira o mérito a José Mourinho pelo seu percurso de treinador do Benfica, em 2000, passando pela União de Leiria, até em 2002 ter ido substituir Octávio Machado, como técnico do Futebol Clube do Porto.
Foi em 2003, que Mourinho ganhou o primeiro campeonato português! Em Junho de 2004, muda-se para o Chelsea, onde se manteve até 2007.
Sai em ruptura e em Junho de 2008, reinicia a sua carreira no Inter de Milão.
Não sei se dá para comparar o “curriculum”, entre o Professor Mário Moniz Pereira, com 88 anos de idade e o do Doutor “Honoris causa”, nascido em 26 de Janeiro de 1963, isto é, com 46 anos de idade e nove anos de treinador de futebol?
Eu penso que a diferença vê-se bem! Está no futebol e na projecção internacional de José Mourinho que a Universidade Técnica de Lisboa tenta aproveitar! É Lisboa em Bolonha!
Parabéns ao José Mourinho! Espero que a Universidade Técnica de Lisboa tenha vergonha e antes de decidir por acções de “marketing”, de mau gosto, atribua, ainda em vida, o título de “Doutor Honoris causa” ao cidadão que foi professor 27 anos, nessa mesma casa e que levou o nome do atletismo português ao mundo!
E que, além do mais, ainda nos deixa um legado importante na área da cultura!
terça-feira, 17 de março de 2009
NINGUÉM ME DÁ OUVIDOS
Tem razão para estar triste. Quando era Ministra das Finanças ninguém a queria ver nem pintada…agora chora porque ninguém lhe liga nenhuma. Há quem diga que tirar Sócrates do poleiro e colocar a Manuela é mais do mesmo…há até quem diga que o Sócrates é uma Manuela de calças ou será a Manuela, um Sócrates de saias?
Seja o que for, a diferença é que o PSD, quando a Manuela foi Ministra, não soube utilizar a máquina de propaganda que o Sócrates utiliza, e a imagem que deixou foi mais do mesmo. Ou seja, não há, no entender do cidadão, alternativa. A diferença sabe o povo, é que a Manuela não mente…e que o Sócrates promete, o que nunca pensou cumprir ou melhor, prometeu sabendo que não podia dar e tem andado estes quatro anos a mentir!
Não podia dar melhor educação…andou a dar Magalhães a “patacos”. A Manuela não tem feitio para ser “Engenheira de Vendas”.
Prometeu 150.000 novos empregos, e a Manuela, é demasiado séria para prometer uma enormidade desta natureza.
O Sócrates prometeu baixar os impostos. Mas, a Manuela quando aumentou 2 pontos o IVA, caiu-lhe em cima, o “Carmo e a trindade”.
Prometeu mais segurança, mas foi para ele, não para o cidadão que vê a marginalidade a crescer a olhos vistos.
Depois, vem um argumento que é desfavorável para a Manuela…o Sócrates veste fatos de 2.500 euros e a Manuela continua com aquele visual de tia-avó! E vai daí, os detractores dizem….a Senhora já está velha! O Dr. Mário Soares, quando foi novamente candidato, do Partido Socialista, a Presidente da República era mais novo, não?
Uma coisa é certa…com a Manuela não é de certeza mais do mesmo, pois dificilmente se verá a Manuela envolvida em casos de polícia. (se calhar nem por excesso de velocidade)
A Manuela tem é de perceber, mais os notáveis, que com ela andam a calcorrear o país, que não é com workshops que se faz campanha…é com espectáculo! Só que a Manuela não é a pessoa certa para fazer espectáculos, e o que o povo gosta é de música e fardamentos novos. Não compre os novos fardamentos na "DIOR" que continua a ser clássico! Ah, já agora, peça para mudar de penteado…algo que não necessite de laca! Já não se usa!
Quanto à música, pode ser assim:
Enfim…há uma panóplia de músicas! Estes são os nossos modestos contributos! Estas o povo entende…agora, falar do endividamento externo, de avaliação, de trabalhar mais, de aumentar a produtividade, não fazer o TGV ou o aeroporto, ou apoiar os pequenos comerciantes, do aumento da marginalidade? Assim, não vai lá!
Portanto, recomenda-se que, a Manuela, compre fardamentos novos e dê música ao povo! Mas para isso, tem que fazer ajustamentos na “banda” que trás atrás dela! Essa sim é gente ultrapassada e que necessitam de fazer um curso, de reciclagem política, nas “novas oportunidades”!
“Ius rationis abest, ubi saeva potentia regnat.” [Pereira 115] O direito da razão fica longe, quando reina a cruel prepotência.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Relato de um Professor
1. Ensino da matemática em 1950:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por €100,00.O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda .Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por €100,00.O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço devenda ou €80,00.Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por €100,00.O custo de produção desse carro de lenha é € 80,00.Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por € 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é €80,00.Escolha a resposta certa, que indica o lucro:( )€ 20,00 ( )€40,00 ( )€60,00 ( )€80,00 ( )€100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por € 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é € 80,00.O lucro é de € 20,00.Está certo?( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2008:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por €100,00.O custo de produção é € 80,00.Se você souber ler coloque um X no € 20,00.( )€ 20,00 ( )€40,00 ( )€60,00 ( )€80,00 ( )€100,00
A aluna de Aveiro deve ser apoiada e não deve ser traumatizada com estas contas!
"Prospectandum cane vetulo latrante." [Pereira 103] Quando late o cão velho, deve-se ir olhar.
Aveiro: Professora agredida a soco e pontapé
Em primeiro lugar, quem é que mandou esta professora ser professora?
Em segundo lugar, no estágio para professor é ou não ministrado algum curso de artes marciais?
Em terceiro lugar, será que esta professora teve nota positiva na avaliação, no que a métodos de autodefesa diz respeito?
Ai não? Então, a culpa é da professora!
Coitada da aluna, dos pais e da sociedade que não tem culpa nenhuma! Para a aluna, devem dar-lhe uma “nova oportunidade”, pois ainda está muito nova e tem possibilidades de chegar a cinturão preto.
Os pais, devem ter direito, a um qualquer subsídio, para que possam ajudar a filha a tirar o curso de “porrada com força”. E a sociedade, deve ser elogiada, pelos trinta e cinco anos de sucesso na criação e manutenção de marginais.
Andam aqueles tipos e tipas, do Ministério da Educação, de acordo com a batuta do Zé, a querer implementar a avaliação de professores, a dar computadores Magalhães, a falar de “novas oportunidades”, etc., etc.
Para quê, avaliação de professores, se os meninos chegam à escola, fazem o que lhes apetece, insultam, batem e não acontece coisa nenhuma? Vale a pena, ter lá um grande professor? Porque não um guarda prisional? Ou um profissional de uma casa de correcção?
Esta “bandalheira” da avaliação, da descentralização da escola e da falta de autoridade, tem de acabar, nem que seja à “porrada”! Chegou o momento de acabarmos com esta tanga dos psicólogos, a tentar vender o seu produto…do ”não traumatizem as crianças”!
Mas, será que agora os professores têm de ir para a escola aturar esta bandalheira e ainda levar “porrada” dos alunos, dos pais dos alunos, do tio do aluno e de não sei, de quantos bêbados, toxicodependentes ou feirantes, que vivem em casas do Estado, que vivem do “gamanço” e ainda recebem subsídios?
A esta aluna, devia era dar-se-lhe a possibilidade de aproveitar as “novas oportunidades”, e nuns meses fazia o 12.º ano, como o caso do atleta olímpico que em meses tirou o 12.º anos e vai para Medicina.
"Este país não vai de habilidades nem de espectáculos. Este país vai de seriedade." Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros! São vendedores de computadores e apontadores!
Isto não passa de uma “bandalheira” e quem me chatear, leva “ a torto e a direito”.!
“Extra legem positus est civiliter mortuus.” [Jur / Black 732] Quem é colocado fora da lei é um morto para a sociedade.
quinta-feira, 12 de março de 2009
A EQUIPA DE VENDAS DO PC MAGALHÃES
Já foi negociado um preço especial, para um contentor de vinte pés, se a comunidade “Cabo Verdiana”, residente em Portugal, votar no Chefe de Vendas.
Depois da reunião anual de vendas, realizada em Espinho, ficou claro que os “objectivos”de vendas estavam longe de ser conseguidos. E como ”malhar”, na concorrência, é capaz de ser insuficiente, tem que se procurar “nichos de mercado”.
É um instantinho, e estamos no final do ano, e com a “crise” que há no mercado, há que procurar todos os “grãos”.
Só que o “produto” já é conhecido em todo o lado e…as suas faltas são de diversa ordem. Se a tradução dos jogos que equipam os computadores, têm os erros que têm, agora imaginem o que não será traduzir os mesmos para crioulo.
Por outro lado, o Chefe de Vendas utiliza uns “argumentos de vendas”, em que os “potenciais” compradores já detectaram que são mentira.
Imaginem que vai tentar vender os Computadores a prestações… vai logo dizer, que não se preocupem com os juros, que se forem altos, ele faz com que eles baixem! É verdade! Já o fez uma vez ou não se recordam?
Então, vamos recordar!
José Sócrates afirmou na sua última mensagem de Natal, que o Governo estava “determinado”, entre outras questões, na “protecção das famílias, especialmente às famílias de menores rendimentos, protegendo-as das dificuldades que sentem e ajudando-as nas suas despesas principais. “ Foi por isso que criámos as condições para que baixassem os juros com a habitação…” acrescentou José Sócrates.
Só que o Presidente do BCE, depois de interpelado pelo Deputado Ribeiro e Castro, reafirmou a independência da instituição em relação aos governos dos 27, depois de confrontado com a declaração de José Sócrates em como Lisboa “ criou condições” para a baixa dos juros, noticiou a Lusa.
Com esta maravilha do Zé, toda a gente se pergunta, porque é que os juros descem, mas sobem os “spreads”? Então, o Zé que “cria condições”, para baixar os juros, junto do Banco Central, não consegue “controlar” os Bancos portugueses?
Ai, Zé, Zé! Daqui a pouco, ninguém te compra mais computadores!
“Mendacia non diu fallunt.” As mentiras não enganam por muito tempo. ■A mentira tem pernas curtas.
sexta-feira, 6 de março de 2009
BANHA DA COBRA
Não há nada, que chegue aos espectáculos mediáticos, como o que o PS nos presenteou, no Congresso de Espinho.
Parecia um daqueles anúncios da “Margarina Becel”…. Faz bem ao coração! E se não comerem disto, vão ter problemas de coração!
Mas não! Não era da “Margarina Becel”, da qual, aliás, sou consumidor, mas um anúncio, actualizado, sobre os benefícios da “Banha da Cobra”.
Parece que já estou a ver os pregões dos “Feirantes”, sem desprimor para estes: “ Comprem, comprem a banha da cobra”! “ É boa para os calos! Aplica-se no calo, desaparece o dedo e fica o calo”!
Pouco a pouco, com o aproximar do período eleitoral, os portugueses estão a dar o sinal, que já deveriam ter dado há mais tempo, de que o PS não vai contar com maioria absoluta!
E vai daí, os profetas da desgraça, vêem meter medo ao contribuinte, a dizer que, se não houver maioria absoluta, é a desgraça! Vamos todos ter calos! E o remédio para os calos é a “banha da cobra” dos socialistas!
Eu por mim prefiro mudar de sapatos! Tenho uns sapatinhos, já usados, vai para quatro anos que são mais confortáveis… os actuais já me incomodam há muito tempo e deixo a “banha da cobra” para os que insistirem em votar no partido socialista e no “narciso”, José Sócrates. Aliás, venerável imitação de “Kim II-sung”, em Portugal!
“Ubi deficiunt equi, trottant aselli.” [Bretzke 144] Onde faltam cavalos, trotam os burros.
quarta-feira, 4 de março de 2009
VEJAM LÁ, SE NÃO TENHO RAZÃO
De facto, assim tem sido, ao longo destes tempos, por diversas razões, que passo a enumerar:
- Em primeiro lugar, porque alguns socialistas me irritam, principalmente os psicólogos, os sociólogos, os de relações internacionais e agora, até os “inginheiros”. Todos eles, portadores de uma formação abrangente, dão em políticos e depois em gestores, quando nem um “balanço” sabem interpretar!
- Depois, porque, cada vez mais, vejo socialistas “freelancers”, vindos do Partido Comunista, como se não bastasse a Zita, no PSD.
Mas, mais do que isso, são as “políticas” que me chateiam! E vejam lá, se não tenho razão. Já uma vez escrevi sobre as pensões de reforma, quando se observou, que no ano de 2009, que quem pretendesse reformar-se, era penalizado com 1,32%, no valor final da reforma.
Afinal, um estudo da OCDE diz que “o valor das pensões será metade dos salários”.
Ou seja, os actuais trabalhadores portugueses vão ter, em média, uma das pensões mais baixas do conjunto dos 30 países mais desenvolvidos do mundo, que corresponderá a pouco mais de metade do último salário recebido.
Volto a dizer que, quando comecei a trabalhar, e já lá vão mais de 30 anos, o acordo eram 36 anos de descontos, para obter o direito à reforma. Actualmente são 40 anos, mais o factor de sustentabilidade. E este foi de 1,32% em 2009, o que dá mais 2 a 4 meses de descontos.
Como já vi e ouvi, socialistas de psicologia, a citar as regras da retroactividade das leis, pergunto, se para quem já tinha 30 anos de vida activa e vai levar com isto, se não é retroagir a lei? Não, não é! É alterar, de modo unilateral, as condições dum contrato, invocando as “alterações das circunstâncias”!
Estou de acordo que a regra dos 10 melhores anos de contribuição, dos últimos 15 anos, era uma regra sem justiça, perante os “espertinhos” que só declaravam rendimentos elevados, nos últimos dez anos!
Mas penalizar, deste modo, quem já está a dois terços de um contrato, é que não me parece justo e me chateia! Estão a ver porque é que, entre outras coisas, “malho” nos socialistas?
Por outro lado, temos novos bancários na Segurança Social. Este novo regime exige dos bancários mais descontos, mas também garante pensões mais elevadas! A grande maioria dos novos funcionários vai entrar para um nível superior ao previsto, que é uma forma de compensar os descontos mais elevados. Esta dos “filhos” e “enteados”, também me chateia!
Até há pouco tempo, as pensões correspondiam, em média, a 90% do último dos salários auferidos. Agora, essa percentagem fica pelos 54,1%!
Tenho ou não razão para falar dos Socialistas? Nem que fosse socialista, falaria “ alegremente” destas situações discriminatórias e injustas. É que agora, depois de ter andado 30 anos a descontar, o que os outros descontaram, dizem-me para fazer PPR públicos? Ou então, trabalhar mais anos? Não vão ter sorte nenhuma, porque hei-de fazer tudo, o que estiver ao meu alcance, para ser reformado pela Caixa Geral de Depósitos ou acabar a minha vida, na administração do Banco de Portugal. Só depois é que vou para a reforma! Vejam lá, se não tenho razão?
“Mus debacchatur, ubi cattus non dominatur.” [Stevenson 301] Quando o gato não toma conta, o rato entrega-se à orgia.