domingo, 15 de fevereiro de 2009

PS ILUDE O PAGODE

Parece que não se passa nada, enquanto o Estado se encontra endividado em mais de 150 mil milhões de euros. Ou seja, estamos falar de 90% do P.I.B., de um ano, neste país à beira-mar enterrado!
Depois o Primeiro-Ministro, fazendo do povo português, um povo de mentecaptos, vem propagando que a crise internacional é que é responsável por esta situação.
E como quem não quer a coisa, vai lançando os motes da próxima campanha eleitoral para distrair o pagode! Ele é a eutanásia, o casamento dos homossexuais e agora, por último, a promessa de que vai identificar os “ricos”.
José Sócrates e os seus correligionários, perdidos como estão, na sua incapacidade, incompetência e obsessões psicóticas, insistem na sua atitude de prodigalidade, continuando a jurar a pés juntos que vão fazer o aeroporto, o TGV, a auto-estrada para Bragança, etc., etc.
Fazem lembrar aqueles jogadores de casino que depois de apostarem tudo quanto tinham, ainda continuam a apostar, acabando na banca rota! Este é o ano, em que o povo português tem que declarar a inabilitação dos socialistas, não deixando que continuem a gastar os nossos impostos que são fruto do nosso trabalho!
Como é que um país que se encontra endividado até aos cabelos pode pensar em dinamizar a economia com obras faraónicas de rendibilidade duvidosa?
É preciso atentar neste número: o país endivida-se a cada 24 horas em 50 milhões de euros!
E então, quando este identificar os “ricos”, ou seja, aqueles que já pagam 42% de IRS, e que são 0,71% dum universo de 4,3 milhões que entregaram a declaração, em 2006, vai ser uma pipa de massa! Agora é que acaba a crise! Por outro lado, mais de metade dos agregados que declararam rendimentos não liquida IRS, pelos baixos salários que auferem.
Como se não bastasse, com esta sangria de portugueses a ir para o desemprego, o número de agregados que deixarão de liquidar imposto, vai ser significativa!
É com diversões desta natureza que, o José Sócrates, tenta iludir o pagode? Por favor, um pouco mais de criatividade! Chega de atitudes portadoras de autoritarismo e desenquadradas das necessidades nacionais!
É altura de utilizar o recurso dos psicólogos, militantes do PS, para fazerem a psicanálise que necessitam! Se estes tiverem competência para isso, claro está, e não forem também chanfrados!


Non quod libet, sed quod decet, faciendum est. Deve-se fazer não o que agrada, mas o que convém.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

CASAMENTO GAY : PS PEDE BOM -SENSO

É isso mesmo, não se excitem antes do tempo!
E vai daí, temos, novamente, o Senhor Santos Silva, a botar discurso!
Santos Silva frisou que a moção de orientação política de José Sócrates, para o congresso do PS, propõe apenas «a remoção de barreiras jurídicas à celebração do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo».
«O PS não considera outros planos da questão que não o plano jurídico e civil», salientou o ministro dos Assuntos Parlamentares.
Também de acordo com o membro da direcção do PS, a proposta do secretário-geral socialista «tem valores que são os típicos da civilização europeia: a liberdade, a igualdade perante a lei, a dignidade humana e a tolerância».
Augusto Santos Silva salientou que a questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo reside no plano «dos direitos civis», não sendo, como tal, «religiosa».

É no mínimo interessante o que a “Pantera Cor-de-rosa” diz, sobre a questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo!
Em primeiro lugar diz que são a remoção de barreiras jurídicas à celebração do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Não há dúvida nenhuma que são barreiras, mas por quem encara que as pessoas do mesmo sexo devem poder casar. Mas já se perguntou, aos heterossexuais, se estes não se sentem “violados,” por invadirem o seu cercado? Mesmo o espaço que é do domínio público não pode ser ocupado, quando já se encontra ocupado, vai para muitos anos!
Já alguém viu manifestações de heterossexuais a reivindicar a destruição das “barreiras” que pertencem, por direito próprio aos homossexuais? Claro que não! Nem pensem numa coisa dessas! Ouviram? Atrevam-se!
O PS não considera outros planos! Ah pois não, a seguir não vamos ter a adopção…além de que isto não passa de mais uma diversão dos “Panteras Cor -de Rosa”, do partido socialista, para distrair as atenções da trapalhada em que está o país. Não é a crise económica internacional, o maior problema. O problema mais grave é a crise de valores. “ As liberdades sem limites destroem-se a si próprias”.
Depois o “Pantera Cor – de- Rosa” ainda diz que “os valores defendidos são os típicos da civilização europeia”. Essa tem piada! Sou europeu e não defendo esses valores. A mania de estar a falar pelos outros! Isso não se faz!
O que é a civilização europeia? Esta não é constituída por uma miscelânea de povos oriundos de todo o mundo? Ao termos uma panóplia de povos de outros continentes, não temos também diferentes posições religiosas? Ou seja esta malta não faz parte da comunidade civilizacional europeia?
Vamos lá a ver, se a gente se entende! Na Europa, entre países que legalizaram o casamento entre homossexuais, contam- se a Holanda, a Bélgica e a Espanha! Bom dos Espanhóis não se espera outra coisa! Ou são muito “machos” ou “gays”.
Já no norte da Europa, a Dinamarca autorizou, no 1.º de Outubro de 1989, uma “paternidade registada” entre homossexuais. Concede-lhes os mesmos direitos que aos heterossexuais, excepto a inseminação artificial e a adopção.
A Noruega em 1993, a Suécia em 1994, Islândia em 1996 e a Finlândia em 2001 seguem os passos da Dinamarca! Os “gays” são muito solidários! Mas não estamos a falar de casamentos. Existe uma diferença que não convém baralhar, saltando assim, as “barreiras”.
Já em França, o que existe é o “Pacto Civil de Solidariedade” (PACS). Estão a ver, que falamos é de solidariedade? As pessoas que firmarem esse pacto podem beneficiar de algumas das medidas fiscais e sociais das casadas, sobretudo em relação à herança.
Tentando percorrer a Europa, temos a Alemanha que em 2001 concede o casamento homossexual com direitos similares aos do matrimónio comum. Porém não concede direitos fiscais e não permite a adopção. (Discriminação)
Por seu lado, a Croácia, em meados de Julho de 2003, adoptou uma lei que concede aos casais homossexuais os mesmos direitos daqueles formados por sexos opostos.
Na Grã – Bretanha, em Dezembro de 2004 entrou em vigor uma lei que oferece aos casais homossexuais a possibilidade de formar uma “associação civil”. O parlamento aprovou em Novembro de 2002 uma lei autorizando aos casais homossexuais a adoptar crianças.
A Suíça, por meio de referendo, aliás como é habitual neste país, adoptaram um projecto de “associação registada” para casais homossexuais, que o parlamento já havia adoptado. Se inspira no direito matrimonial mas é diferenciado do matrimónio, pois exclui a adopção e a procriação médica assistida.
Ó Sr. “Pantera Cor-de rosa”, estes são os países da Europa, ou faltam aqui alguns? Parece que falta o Luxemburgo, Letónia, Polónia, Ucrânia, Rússia, Hungria, República Checa, Eslovénia, Bulgária, Sérvia, Albânia, Arménia, Áustria, Azerbaijão, Bielorrússia, Bósnia e Herzegovina, Cazaquistão, Chipre, Eslováquia, Estónia, Geórgia, Grécia, Irlanda, Itália, Kosovo, Liechtenstein, Lituânia, Malta, Moldávia, Mónaco, Montenegro, República da Macedónia, Roménia, San Marino e Turquia.

A dignidade humana é uma questão interessante, quando não vejo os socialistas preocupados com o desemprego e a miséria de ordenado mínimo que é pago aos trabalhadores. Por outro lado, temos vindo a assistir a estas palhaçadas do caso Freeport e de moções, para casamentos à “Lá carte” e às bagunçadas da justiça!
E a sensação de que, neste país, não há nada importante para resolver! Para pôr à discussão do povo português!
A separação do religioso do civil é uma questão no mínimo interessante! Sempre que se pretende impor alguma coisa que é contrário à cultura do povo, ao seu pensamento e convicções, temos este tipo de argumento. Temos que separar o “civil” do religioso, temos de separar o “civil” do militar e temos que separar o casamento dos homossexuais dos casamentos heterossexuais! Ou não?
Até parece que para os países da Europa que procuraram uma solução para este problema, foram todos pelo casamento! Os Suíços são um povo atrasado, os Ingleses também, os Franceses igual. Já para não falar dos países da Europa onde o problema não foi ainda colocado!
Volto a repetir! Em Espanha, em 2007, entre os mais de duzentos e trinta mil casamentos heterossexuais, foram celebrados pouco mais de mil casamentos de homossexuais! De facto, este era um problema muito importante, para os Espanhóis, como o vai ser para os Portugueses!
O problema das heranças é fácil de resolver…é só alterar o direito sucessório e permitir que, em primeiro lugar, haja a preferência pelo testamento! E isto era bom para os homossexuais e heterossexuais! Verdadeira igualdade!
Depois, alterar o regime de casamento, de modo a que o regime supletivo fosse o da separação de bens! Outra igualdade! É que a seguir, ao casamento, vem o divórcio! Ou não? Se calhar para os homossexuais não, pois a sua ânsia de casamento é tão grande que ao casarem é para toda a vida! Até que a morte os desgrude!
Será que a solução de protecção dos “casais” homossexuais não ficaria salvaguardada com uma legislação que permitisse uma “Associação Civil”? Esta permitiria salvaguardar os mesmos direitos: transmissão do direitos de arrendamento, assistência à família, da pensão do “de cujus”, etc. Já a herança, alterado o regime jurídico sucessório, relegando para segundo plano os familiares e permitindo, que se exerça em primeiro lugar o testamento, sem limites de quotas, era a solução, sobre a qual não se vislumbra oposição dos portugueses!

“Assiduae multis odium peperere querelae”. [Propércio, Elegiae 2.18.1] As queixas contínuas muitas vezes produziram ódio.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

José Sócrates garante ser possível identificar os ricos

Bom, agora, além do chip nos automóveis, cada tipo que seja rico, vai às Finanças e está tramado: colocam-lhe um Chip.
E ai dele, que se atreva a tirar o Chip do sítio. Aquilo começa logo a apitar e toda a gente vai olhar para o rico e telefona, logo, para as Finanças, a dizer: está aqui um tipo rico a sacar o Chip!
Agora, não sabemos é quantos chips vão ser necessários para identificar os ricos. Mas tem de ser… os ricos que paguem a crise! E não tenham dúvidas, que se identificarem todos os ricos, e os puserem a pagar a crise, a crise acaba logo. Acaba, acaba! Vão ver!
Já chega dos pobres andarem sempre a pagar a crise…mas, ó Sr. Engenheiro, como é que os pobres pagam a crise, se já não têm dinheiro?
Há que tirar aos ricos para distribuir pelos pobres e é o que, o Sr. Engenheiro vai fazer! Além de identificar os ricos, vai reduzir os impostos, que tem sacado aos pobres, e não permitir que o Estado se comporte como um rico! Ó Sr. Engenheiro, um dos problemas dos Estados distributivos, e não redistributivos, é que normalmente sacam ao povo o que, depois, distribuem por alguns!
Os ricos pagam impostos para suportar a educação pública, ou não?
E será que o rico vai pôr o filho na escola pública? Claro que não, porque, quer para o seu filho, uma educação que não seja de greves, de falta de autoridade e com programas, em que, os filhos, aprendam a fazer a prova dos nove e os professores não passem o tempo a discutir a avaliação. E se forem para Engenheiros, começam desde cedo a prender inglês! Ok?
E quem paga? O rico, depois de ter pago impostos!
E os ricos não pagam impostos para a saúde? Claro que sim e, quando estão doentes e precisam de uma intervenção cirúrgica, vão ao particular porque não estão para engrossar a lista de espera.
Nem estou a ver, nenhuma senhora grávida, que more para os lados de Elvas, a ir a Badajoz! Como tem casa em Lisboa, vai a um hospital particular e faz lá o parto!
Os ricos não andam sempre em carros de alta cilindrada que custam uma pipa de massa? Claro que sim e, quando os compram, pagam uma carrada de impostos, coisa que o pobre não faz! O pobre - remediado, importa um carro usado, da Alemanha, que é, muito, mais barato!
E não são os ricos que consomem os produtos “gourmet”, que são vendidos nas mercearias chiques, como aqueles vinhos tintos de qualidade e aqueles queijos especiais? São eles que têm dinheiro para isso! E, quando compram, pagam impostos sobre produtos que são mais caros, logo o IVA, em termos absolutos é maior. Além de que, se não fossem estes hábitos de consumo, nunca a economia portuguesa estaria a produzir produtos que se diferenciam pela qualidade, e “tecnologicamente” avançados, se não fossem os ricos!
Atenção, ricos deste país! Ponham-se a pau, vem aí o Chip, para os identificar!
E quem é que é rico? Falta estabelecer este critério!
Será um rendimento de quantos ordenados mínimos? Ó Sr. Engenheiro, quando estabelecer o critério, tenha em linha de conta que o ordenado mínimo é muito baixo e que, depois, os pseudo - ricos deixam de ter dinheiro, para comprar os queijos e vinhos de qualidade e, lá se vai o esforço que os produtores fizeram, durante estes anos. E por outro lado, deixa de arrecadar tanto dinheirinho, do IVA. A malta passa toda a comer queijo flamengo e a beber vinho tinto, da casa!
Esta conversa dos ricos é, mesmo, de um socialista -populista que está a virar o problema para o lado mais ridículo!
Durante estes anos, não foram todos vocês que andaram a dizer que o futuro do país era o turismo, os serviços, a criação de ovelhas e vinho tinto?
Agora aguentem-se à bronca! Depois de destruírem toda a agricultura, tornando-nos dependentes do estrangeiro, em 85%, do que comemos, de destruírem a indústria de construção naval, a siderurgia nacional, vêm com esta ladainha?
É óbvio que, andámos a viver do dinheiro emprestado, não produzimos riqueza e agora armamos, numa de “Robin dos Bosques”, para contentar os que vivem com o ordenado mínimo nacional, como se fossem os ricos que o estabelecessem.
Foram os Governos que, ao longo destes anos, procuraram proporcionar resultados à custa de salários baixos! Dignifiquem quem trabalha e deixem este palavreado dos ricos! Oh, o Senhor Engenheiro, está a falar dos ricos que vão parar à Administração da Caixa Geral de Depósitos e que, depois, saem com reformas que ofendem até os ricos? Ou está a falar, das reformas chorudas dos administradores do Banco de Portugal, que ao fim de cinco anos vão morar para Carcavelos para ficarem encostados à Parede?
Ah, já sei! Está a falar dos Administradores que vão da Caixa para o BCP! É? Aqueles que tiram pós graduações antes de serem licenciados? Dos “camaradinhas”?
Estamos na era do chip! Chip para os gatos e cães, chip para os automóveis e agora, como se não bastasse, querem pôr chips nos ricos! Ó Senhor Engenheiro, é conveniente pôr chip também nos pobres que é para os identificar, no caso de haver algum rico que se atreva a utilizar o Serviço Nacional de Saúde, que o Senhor procurou destruir ao longo desta legislatura, não permitindo aos pobres…irem a um serviço de urgência que não seja a 40 km da sua casa ou a colocar um filho, numa escola pública, daquelas, que não têm aquecimento! Que disparate, eles podem aquecer-se com o “Magalhães”, já estava a esquecer-me!
Afinal, é uma fonte de calor!

Maximas respublicas ab adulescentibus labefactas, a senibus sustentatas et restitutas”. [Cícero, De Senectute 6] Os maiores estados foram arruinados por jovens, e sustentados e restabelecidos por velhos.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

PARTIDO SOCIALISTA, JAMAIS!

Quem vai vendo as sondagens que pululam por aí, parece que estamos numa casa de massagens ao cérebro, em que o intuito é ir anestesiando o eleitorado com o inevitável…de que não há nada a fazer! Parece que não há nenhuma crise e que o governo que nos tem desgovernado, se não fosse a crise internacional, já tinha tirado Portugal da cauda da Europa.
Entre 1995 e 2009, tivemos 11 anos de Governos socialistas e 3 anos de Governos do PSD. Dos três anos de governação do PSD, um deles foi a montagem do espectáculo para a preparação da entrada em cena dos socialistas, agora, apostado numa imagem do homem dinâmico e conhecedor da governação e ainda por cima, engenheiro do Ambiente. Ou Civil? Estou confuso! Não sei se é civil e depois “virou” para o ambiente, se era do ambiente e depois “virou” civil.
Segundo contam, existem alguns projectos de engenharia civil que são desaconselháveis ao ambiente, pela sua agressividade estética!
E por estas razões e mais algumas, uma boa parte do eleitorado confiou na “obra” do engenheiro e, vai daí, deram-lhe uma maioria que resultou numa escalada de autoritarismo, de confusão generalizada, com o consequente aumento dos impostos, enquanto a despesa corrente do Estado continuou a subir!
Sacrificaram-se as empresas financiando cada vez mais os cofres do Estado com o aumento do IVA, o pagamento especial por conta, etc.
Sacrificaram-se os trabalhadores, aumentado taxas moderadoras na saúde, inclusivamente, foi criada uma taxa de internamento, para que a malta não estivesse tanto tempo de “gazeta”, quando fosse operado. É que há malta capaz de tudo: submetem-se a operações para ficarem de férias no hospital e ainda receberem o subsídio de doença! Agora estão tramados! De tal modo que acabaram as listas de espera!
A quantidade de novos hospitais que foram criados, centros de saúde, aquisição de equipamento tecnológico para tratamento de doenças graves, que colocaram o país na cimeira dos países com a melhor rede de assistência na saúde. Não acreditem no que andam por aí a dizer, os profissionais da saúde, de que não existe equipamento suficiente para acudir os doentes vítimas de cancro. É tudo mentira! O Sócrates andou muito preocupado, estes quatro anos com este assunto! Sabem que ele é um homem dinâmico e já deu provas disso, quando era Secretário de Estado e simultaneamente, trabalhador estudante na Universidade Independente! Era a que ficava mais perto do Ministério!
Andam-nos a massajar o cérebro, com estas distracções, dando-nos a ideia do inevitável nestas eleições. Ele é caso Freeport…vejam lá que o caso Freeport até tem um “Pinocchio”. O Pinóquio é um desenho animado que anda por todo o lado. Também que falta de criatividade! Não conseguem inventar nada de novo?
Ele é o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo…voltou à ribalta, neste périplo pela nova moção do Sócrates! E ainda temos o outro “que gosta é de malhar na direita”. Então e o desemprego? E o apoio aos desempregados? Continua na mesma?
E pagar às empresas aquilo que o Estado deve? E para quando o reembolso ao Estado do IVA depois, das empresas receberem do cliente? Não acreditam na justiça e no funcionamento da mesma? Também eu não! Não é que para cobrar uma divida já com um título executivo na mão, leva-se quatro ou cinco anos?
Nunca, em 34 anos de democracia, vi um Presidente da República que tivesse de exercer o “veto” sobre tantos diplomas, emanados do governo, como agora. É a evidência do “autoritarismo” de um governo que não sabe o que anda a fazer!
Tenham dó deste povo…sabemos que é mandrião, egoísta, individualista, iletrado, mas tem direito à vida. A final: vivem na Europa! “Dêem-lhes NOVAS OPORTUNIDADES”!
Por favor, “PARTIDO SOCIALISTA, JAMAIS”! É um deserto e os “camelos” somos nós!
Enquanto os cidadãos não puderem ser uma alternativa aos partidos, e exercer a democracia que está “delegada” nos partidos pelos partidos, temos de acreditar que existem alternativas de quem já deu provas de seriedade na governação e a quem, nunca ninguém chamou de “Pinóquio”.

“Panem et circenses.” [Juvenal, Satirae 10.81] (Tudo o que o povo quer é) pão e espetáculos circenses

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O PAÍS PARA ALÉM DE SÓCRATES

Maldita… família que se mete onde não deve! Eles são tios e primos, e não sei que mais, que vão saltitando, entre aqueles, que por qualquer razão, mérito próprio ou não, atingem a ribalta. Ela, a ribalta, até pode ser nacional ou qualquer outra, que o resultado vai dar ao mesmo. E enquanto fica nos tios e nos primos, já não é mau de todo, porque a maioria das vezes, andamos a dormir com o diabo. E aí é que são elas!
Venha o “Diabo” e escolha! E há gente para tudo!
E, o “inferno” é sempre quando a família quiser!
Sempre houve, sempre haverá, os parasitas que “fornicam” a vida aos outros! Faz parte dos psicóticos, portadores de delírios! Uns porque têm delírios de que a vida é uma “trampa”, e então, a solução, é o suicídio (político ou não), e que, além do mais, são portadores da mania da perseguição. Vai daí, fala-se logo em cabalas!
Outros são os delírios que conduzem à mania da grandeza e depois dá “asneira”.
Depois, arrependidos, vamos meditar para o Tibete!
Mas, se o primo do primo, se demitisse como alguns esperavam, a alternativa era a subida da tia-avó ao poder! Digo “tia-avó”, porque tem à volta dela uma catrefada de sobrinhos que aspiram a serem administradores de um qualquer banco, um dia destes, até porque a tendência é para nacionalizar mais bancos! Não desesperem! Tenham calma, havemos de nacionalizar qualquer coisa que dê para todos!
Volto a dizer que é preciso cuidado com a família! Nem todos são boas pessoas! E quando falamos de famílias políticas é melhor tirar o “cavalinho” da chuva. Ai se é! Estão sempre à espera que o tio caia e morra (politicamente falando), para herdarem aquilo que pensam que é a sua legítima.
Porque, depois, dirão eles: “tirando os outros, fui eu que, mais, o (a) apoiei, enquanto não caía! Só eu é que tenho direito à herança.”
Até já há quem diga que, no PS, há gente que tem medo de falar! Dizem que os autores das moções rivais de José Sócrates tentam discutir a situação interna do partido mas, o “maestro da banda circense” Augusto Santos Silva, preferiu dirigir as críticas ao exterior do partido! Este é um sentimento que fica bem, mesmo quando as coisas vão mal na família! Não digam mal da família, mesmo que ela não preste, porque o que “eu gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS. São das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço” (sic).
É que já se perfilam três grupos na família a ajudar a empurrar o primo Sócrates. Como é dentro da família, não faz mal! Ó Sr. Dr.: no seu caso poderia ter ficado na sua família biológica e não ter adoptado o PS. É que não fica bem dizer mal daqueles que nos deram as origens, neste caso os daquela esquerda que se diz plebeia ou chique!
Portanto, há sempre alternativa nem que seja na família!
Mas, se não existir alternativa? Se o País acabar, não é por falta do Sócrates! É pelo povo que habita por aqui e que na sua mesquinhez anda, também, à procura de um tio, de um padrasto ou de uma madrinha, para concretizar os seus delírios! E eles também estão nos partidos, independentemente de andarem por aí, nas nossas famílias, nos empregos e em todo o lado!
Vai continuar a haver País, para além de Sócrates, e como não podia deixar de ser, continuará a haver circo, também! Não é preciso reservar bilhetes!
A única coisa que muda é os artistas! Sejam eles da família ou não!
"Felicibus cognatus est vel quilibet." [Grynaeus 46] Qualquer um é parente das pessoas bem sucedidas. ■A quem é rico sobejam parentes.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

BATEM LEVE, LEVEMENTE, COMO QUEM CHAMA POR MIM

Batem leve, levemente, como quem chama por mim. Será a política? Será a justiça? A política não é certamente e a justiça não bate assim, diria o Sócrates!
A política não será certamente, porque os políticos que existem em Portugal não passam de mexeriqueiros de trazer por casa, sem capacidade de movimentação para levantar casos como o Freeport.
Já a justiça, atravessando a pior crise de sempre vai batendo suavemente!
Na área da investigação criminal, temos encenações mediáticas para os órgãos de informação, onde as câmaras de filmar chegam a acompanhar as prisões e buscas, como se de um filme se tratasse. Aliás, está muito na moda os reality shows.
Quando o prazo máximo dos inquéritos são de 12 meses, estes prolongam-se por anos e anos, a fio. É a justiça que não se cumpre em tempo bem como, os investigados que passam anos da sua vida sob suspeição.
Em 2005 foram levantadas as suspeições sobre o caso Freeport e em 2009, tornam as mesmas, com requintes de malvadez, no que diz respeito a especulações de compra de apartamentos, ora por um valor, ora por outro valor, como se estivessem a alimentar, ao povinho maledicente, a sua necessidade de dizer mal: olha, estás a ver? A final, o tipo abotoou-se! E depois quando temos família a ajudar, nem é preciso ter inimigos!
São os jornais com caixas altas a procurar vender e quando alguém se pronuncia sobre os mesmos, é jornalismo de investigação. É altura de começar a dizer basta a esta política de bota abaixo, bem como basta de uma investigação criminal que não consegue trabalhar em tempo útil!
É evidente que o facto de muitos dos políticos acabarem por trabalhar para as empresas, que mais negócios realizam com o Estado, em nada favorece a transparência necessária.
A descrença acentua-se quando se verifica, por outro lado, que não há obras públicas, que a final, o preço a pagar não é, nunca, o valor da adjudicação. Quem não se lembra do Centro Cultural de Belém que se iniciou por um valor de 10 milhões de contos e acabou em 40 milhões?
Tudo isto, mesmo que justificado, não deixa de levantar questões de transparência.
Ao longo destes anos, vamos levando o tempo à procura de culpados, disto e daquilo, mas somos incapazes de procurar as soluções e muito concretamente as que dizem respeito à justiça. Temos um país em crise e parece que toda a gente se esquece que a justiça em Portugal é responsável por cerca de 7% do P.I.B.
Fazem-se empresas na hora e insolvências em quanto tempo? Fazem cartões de cidadão e qual o controlo da emigração? Fazem leis para o divórcio sem consentimento do outro cônjuge e não se fazem leis para alterar o regime supletivo dos casamentos, como se vivêssemos como há 50 anos atrás? Não se fazem leis que permita a cada um dispor do que é seu, por testamento, ficando obrigado a beneficiar, “mortis causa”, quem em vida o tratou mal? Combate-se o insucesso escolar, criando novas oportunidades? Alteram-se os cursos nas Universidades de 5 para 3 anos, à custa de Bolonha?
Tenham paciência! Procurem, primeiro que tudo, encontrar deputados que se dediquem em exclusivo a representar o “povo” e que não sejam sempre os mesmos, eivados de vícios que pululam pelo hemiciclo, ao longo de mais de 30 anos. Dêem-lhes um lugar no Parlamento Europeu ou um lugar na Caixa Geral de Depósitos! Ah, não se esqueçam de os promoverem, quando saírem de lá? Tá?

“Malignitati falsa species libertatis inest.” [Tácito, Historiae 1.1] Na malignidade há uma falsa aparência de liberdade.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

DEVE-SE TER MAIS CONFIANÇA NOS OLHOS DO QUE NOS OUVIDOS

A obra política é sobretudo obra de resultados.
É fácil criticar, até porque o retrato do português comum é de uma verticalidade singular - não é eivado de individualismo, nem tem com a autoridade senão relações baseadas na confiança.
É mister desenraizar os defeitos de uma educação viciosa que não tem dado o rendimento preciso. Parece que o português comum é um cidadão exemplar, que não procura contornar as leis, que tem sempre uma postura correcta com o seu patrão, não faltando ao trabalho com falsas baixas, que não esconde alguma coisa dos seus rendimentos ao fisco. Vive preocupado com o seu país, com a comunidade que o rodeia e que só depois de tudo isto é que se preocupa consigo.
A realidade é que ao longo dos tempos se verifica, que os homens mudam pouco e então os portugueses, quase nada! E no que diz respeito a esta atitude de individualismo e maledicência, os portugueses nada mudaram.
Mas, por outro lado, o português comum é generoso, afectivo, emocional. E é precisamente esse lado emocional que pode arrastar o português a vibrar em volta de um facto, de uma ideia, de uma personalidade. Em tais períodos, o espírito generoso do português comum leva-o a perder o seu habitual sentido das realidades.
Dizemos mal dos clubes, dos árbitros, dos políticos, dos partidos. É um nunca mais acabar. Nem sei por que razão continuamos a ter eleições!
Em vez de andarmos a criticar e na maledicência, necessitamos de algum tão simples como a formação das vontades para dar continuidade à acção.
Ultrapassar o individualismo e a característica de maledicência passar a raciocinar com a razão e deixar de parte a emoção!
Porque se não, não passaremos de um povo de conversadores… inúteis, sobretudo quando não somos espirituosos.
Porque a obra política é sobretudo obra de resultados, se no país, infelizmente, tal não acontece, existem excepções que são de louvar e uma delas, é a evolução, a modernização e a qualidade de vida atingida, nestes últimos vinte anos, no concelho de Oeiras!

“Oculis magis habenda fides quam auribus”. [Erasmo, Adagia 1.1.100] Deve-se ter mais confiança nos olhos do que nos ouvidos

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

ISALTINO, A JUSTIÇA E AS ELEIÇÕES

É no mínimo curioso o andamento dos processos nos tribunais portugueses. Esperando, todos nós, que se realize, em tempo útil, a descoberta da verdade material, não deixa de ser curioso é que os processos mediáticos, de figuras políticas, sejam despoletados, sempre, em anos de eleições.
Se bem me lembro, os primeiros indícios do caso Freeport, foram despoletados em 2005, ano de eleições, voltando o mesmo à ribalta, em 2009, ano de eleições.
E quem é o atingido com esta mediatização da justiça? O Primeiro-Ministro, José Sócrates e de modo indirecto, o Partido Socialista.
Com Isaltino Morais, “mutatis mutantis”, o processo desenvolveu-se do mesmo modo. Em 2005, o mesmo é acusado, mantendo-se durante toda a campanha eleitoral, a mediatização do acontecimento, já depois de o mesmo, desde 2002, andar sob investigação. Ou seja, até ao momento, já lá vão sete anos a viver sob a pressão de um processo, o que convenhamos, não tem nada de agradável.
Foi o achincalhar, na praça pública, com notícias nos jornais, entrevistas em televisão, rádios, etc. O denegrir da imagem do autarca, da pessoa, afectando, todos os que se reúnem à sua volta, em especial, a família, “na esperança de que fosse feita justiça”.
Decorreram, quase quatro anos e voltamos a assistir, à marcação do julgamento, com carácter de urgência, para decorrer até às eleições. E, o jornal mais informado sobre o assunto, que aliás, nutre um especial interesse por Isaltino, o jornal SOL, já havia noticiado que os juízes de Oeiras consultaram o Conselho Superior de Magistratura sobre este assunto, colocando-se assim a possibilidade de que o processo de Isaltino venha a ser julgado por magistrados que se dediquem, em exclusivo, a este processo.
Escusado será dizer que a partir deste momento, quer Sócrates, quer Isaltino, passam a estar nos meios mediáticos, até às eleições. É uma mera curiosidade, como a justiça é tão célere nestas épocas. É que já vi, procedimentos cautelares, a levarem oito meses para que os tribunais se pronunciassem, e estes, sim, são processos urgentes.
Mesmo assim, em 2005, ambos ganharam as eleições. E, não fazendo futurismo, vão ganhar as eleições de 2009.
Diz ainda, o jornal Sol, que depois da decisão tomada em tempo recorde pelo Tribunal Constitucional (entre Outubro e Novembro) – de não aceitar o recurso de um outro arguido no caso –, o processo foi enviado para Oeiras em Dezembro e de imediato atribuído a um dos juízos do tribunal.
O objectivo do tribunal e do Conselho Superior da Magistratura é o de que o julgamento se realize o mais depressa possível, de modo a estar concluído antes das eleições autárquicas – que se realizarão em Outubro próximo.
Porquê antes das eleições? Porque não, no mês das eleições ou depois das eleições? O efeito não é o mesmo? Isaltino não irá ser “bombardeado”, todos os dias, com notícias na comunicação social? A sua reeleição não será na mesma afectada? A imagem do primeiro –ministro não irá ser achincalhada com o caso Freeport?
Nestes últimos anos, não conseguimos conter a justiça, na “Domus Justitiae”.
Sabendo nós, que o Tribunal de Oeiras tem três juízos criminais e mais de 18.000 processos pendentes, consegue-se dar um destaque especial ao caso Isaltino. Mas a justiça não é igual para todos? Há prioridades na justiça? Como cidadão estou é preocupado, com os homicídios e roubos, do que com a urgência de um processo que já leva sete anos, desde a investigação ao julgamento, de alguém que todos conhecemos, sabemos onde vive e, onde trabalha mais de 12 horas, todos os dias da semana. E a semana não tem cinco dias, tem sete, incluindo sábados e domingos!
É que os Oeirenses, em 2005, com toda a pressão mediática colocada, reiteraram a sua confiança pessoal e política, em Isaltino, nas eleições autárquicas e voltarão a fazê-lo, em 2009, quer queiram quer não!
Não há dúvidas que, em Outubro de 2009, voltará a fazer-se justiça, reelegendo Isaltino Morais, como Presidente da Câmara Municipal de Oeiras!

“Ius neque inflecti gratia, neque perfringi potentia, neque adulterari pecunia decet.” [Cícero, Pro Caecina 73, adaptado] Não convém que a lei seja distorcida pelo favor, nem rompida pela força, nem corrompida pelo dinheiro.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

SÓCRATES ASSUMIU-SE

Sócrates assumiu-se pelo casamento dos “gays”. Tal é o desespero, que se avança pela necessidade de pedir o apoio dos “gays”. E estes parecem que andam, fundamentalmente, por aquele partido da esquerda do caviar. Como o “camarada” Alegre fez a aproximação a esta esquerda, e este partido vem recebendo muitas intenções de voto de muitos dos descontentes da direita, incluindo o partido socialista, lá vão os “machos”, do partido socialista, de ter de “engolir” esta.
Ainda vamos ver o Sócrates, depois das eleições, a agradecer ao “lobby gay” os seus votos.
E o comício da vitória vai ser no Parque Eduardo VII!
Ainda bem que este parque não tem o nome de nenhum rei português! Como é que não ficariam os monárquicos de Portugal!
Tal é o desespero que vamos ver os socialistas, durante esta campanha, de rabo para o ar, fazendo a devida vénia, a pedir votos pelos diversos locais frequentados pelos “apaixonados” das cores do arco-íris. Bom, a verdade é que o partido socialista, já lá vão uns anos, que passou a cor-de-rosa, abandonando o vermelho tauromáquico que o caracterizava e substituiu a mãozinha, pela “rosa”.
Tudo isto é falsa questão, para conseguir arranjar os 6 ou 7 por cento, que lhe faltam para a maioria, e que são os possíveis votos dos “gays”.
Ainda no ano de 2007, realizaram-se, em Espanha, 237.000 casamentos de heterossexuais e unicamente 1.327 casamentos homossexuais! É de facto, de uma importância “nacional”, em face de um desemprego galopante, criar mais uma distracção, tão fracturante, quanto esta! Mas que é importante, também, para distrair o eleitorado das questões fundamentais que importam aos portugueses! É uma fantochada.
E em 2013, vamos ver a revisão da lei das quotas, na participação das mulheres nas listas eleitorais, acrescentando a necessidade de incluir uma quota para os homossexuais, impedindo a discriminação!
Vou fugir para a ilha!
Mas, enquanto não puder fugir, alerto, desde já, aqui os meus leitores, para se prepararem para defender os interesses dos heterossexuais, se não quiserem ser “violados” nos vossos direitos.
Já não bastava o “lobby gay” nas televisões e vamos de modo formal, ter que aguentar com o “lobby político gay”.
Nos dias de hoje, cada vez mais, temos as pessoas a afastarem-se da instituição casamento, pelas dificuldades que o mesmo coloca. A nova estruturação da vida social e económica tem sido a responsável para que quarenta e oito por cento dos casamentos resultem em divórcio e mesmo assim, temos uma minoria a procurar materializar no casamento, o “amor” gay!
Mas, ainda bem, que Sócrates se assumiu! Assim já sabemos que vamos ter uma campanha eleitoral da cor do “arco -íris”.
"Malum panem tibi tenerum et siligineum fames reddet." [Sêneca, Epistulae Morales 123.2, adaptado] A fome fará que o teu mau pão fique macio e do melhor trigo. ■Quem tem fome cardos come.

domingo, 18 de janeiro de 2009

MERCADO DOS VOTOS

Grandes alterações se verificaram em Portugal, desde o 25 de Abril de 1974, e uma delas foi a transferência da responsabilidade de governar o país para os partidos.
De norte a sul de Portugal foram abertas secções, concelhias e outras formas de representar os partidos, no território nacional.

Logo, emergiram animados, pela novidade política e pela possibilidade de intervirem na mesma, mulheres e homens que se entregaram a essa mesma luta, de procurar para os seus partidos a vitória e a maior representação nos diversos órgãos do poder.
Já lá vão três décadas e muitos deles, infelizmente, já não se encontram entre nós.
Muito deram, aos partidos, anos das suas vidas, na esperança de que estavam a contribuir para um país novo e para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, em geral. A contribuir para a Democracia!

Entretanto, novas gerações foram crescendo, debaixo da alçada dos partidos, vendo nestes, a sua oportunidade de um lugar ao sol.
Foram ficando alguns, resistentes, que hoje são respeitáveis sexagenários, mas que ainda movem as suas influências. Têm aquilo a que se chama de “votos”.
E pensava eu, na minha ingenuidade, que os votos eram pertença de cada um e que não se emprestavam, nem vendiam. Ingenuidade!

Tudo tem um preço na vida, até a morte!

E hoje, pululam os jovens, na esperança de serem candidatos a qualquer coisa, entre os sexagenários que já perderam a esperança de serem candidatos a qualquer coisa ou entre os que têm sido candidatos, e que vêm o fim a aproximar-se e não querem deixar de ser qualquer coisa, como se o poder não fosse efémero.
Infelizmente, assistimos por esse país fora, a uma série de pequenos (as) caciques, que sempre que tiveram a oportunidade de fazer obra, não a fizeram, porque perdem o seu tempo a controlar os “votos”, de telemóvel em punho.

São os Antónios, as Marias, as Helenas, as Josefinas e os Ismaeis desses partidos, neste país por aí fora.
Num grupo de correligionários, diz um para o outro: eu tenho 3.200 votos! Já transmiti este poder que tenho, aquém de direito, isto é, ao candidato, cabeça de lista. Coitados daqueles que só têm 250 votos e que na maioria das vezes são os mesmos votos para uma fileira de possíveis interessados em mostrar a sua mais-valia, junto dos outros correligionários.

A verdade é que os jovens, que se pretendem lançar na aventura da política, ficam de tal modo presos a estas ilusões, que vão hesitando, hesitando, até que um dia perdem a oportunidade. Não podem ficar à espera que o tempo resolva as coisas, porque o “património votos”, logo será apropriado por um qualquer legatário.
Tem que se ir à luta e quem tem medo, de ir à luta, não tem perfil para ser candidato a coisa nenhuma!
"Prospera sors volucri praecipienda manu." [Pereira 108] A sorte favorável deve ser apanhada com mão rápida

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

OS SALTEADORES DA ARCA PERDIDA

Luís Filipe Menezes classifica a nomeação de Pedro Santana Lopes como candidato por Lisboa às próximas eleições autárquicas como uma «descarada falta de verticalidade» da direcção do PSD.
Vai daí, o Pacheco Pereira diz que vai mudar de Concelho para não votar no Santana Lopes.
Mas, esta história, do diz que disse, do diz que fez, não fica por aqui…Menezes recorda ainda que foi Ferreira Leite quem, na qualidade de presidente do Conselho Nacional, afastou Santana Lopes da corrida eleitoral de Outubro de 2005; que foram «elementos proeminentes da sua equipa» quem mais contestou a decisão de lhe conceder a liderança do Grupo Parlamentar.
E depois, ainda se fala daquela coisa da transparência e do rigor do Marques Mendes, que esse sim convictamente coerente afastou liminarmente Santana da presidência da Câmara de Lisboa». Lembram-se? Foi aquele que começou a partir, o partido! Dividiu o PSD de Oeiras, perdeu Gondomar, perdeu Lisboa e por aí fora!
Isto, de facto, parece o filme dos salteadores da arca perdida!
O Santana tem sido “tramado”, a “torto e a direito”. Engoliu a rasteira de ser primeiro-ministro. O PS e o Ex - Presidente da República, Jorge Sampaio, passaram-lhe uma rasteira e, como se o Santana ainda estivesse à beira do precipício e não caísse, os “companheiros” da oposição, dentro do PSD, na altura, deram mais um empurrãozinho.
E, agora, quando se vislumbra que a “arca está perdida”, pelo menos durante mais quatro anos, toca de desancar a “torto e a direito”, nos candidatos e em quem se encontra na liderança.
Pouco importa, se é a Manuela, o Santana, o Rio (o eterno 2.º, na lista dos notáveis), o Menezes ou qualquer outro.
É verdade, o Pacheco não quererá ser candidato a líder do partido? Já agora, para acabar de partir o PSD de vez.
Como a “arca”está perdida”, toca de continuar esta luta de surdos, que não leva a nada.
Descansem, mesmo que não seja pelo mérito do PSD, a alternância é uma realidade, pelo desmérito do PS. Vocês não se conseguem aguentar, mais quatro aninhos, sem encontrar a “arca perdida”, não é? Compreendo! Pensam que são capazes de ser melhores zeladores da “arca perdida” do que o PS?
Mas como é que isso é possível, se não se entendem, uns com os outros? Eu por mim, se visse tanta desordem e falta de autoridade, não confiava a minha vida a um “grupo” tão obstinado, como vocês.
Vejam lá, se conseguem entender-se e arranjar, definitivamente, um líder que consiga orientar a luta pela “arca perdida”.
É que, até lá, temos a esquerda do “caviar”, a subir nas tendências de voto, só para atrapalhar, sabendo toda a gente que nunca serão governo.
Continuando assim, quando chegarem ao destino, a “arca está vazia”, e o país entrou em falência e, ao PSD, resta nomear os administradores da massa falida!
«Fratrum contentiones, et irae sunt acerbissime; et qui nimium amant, se nimium oderunt. » [Aristóteles / Bernardes, Nova Floresta 4.345] As contendas e ódios mais cruéis são os dos irmãos, porque os que muito se amam muito se aborrecem.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

É JANEIRO E, ESTÁ UM FRIO DE RACHAR!

A esta hora, terá razões, o nosso PM, para andar a cantar:
“ É o mês de Janeiro, está um frio de rachar, parece que o mundo se uniu para me ajudar!”
Para o ajudar, a tapar as trapalhadas que andou a fazer. Agora é fácil de explicar, que Portugal estava bem, mas a crise é que veio tramar tudo.
- “Mas com a minha determinação, tudo vamos ultrapassar, trá, lará,lará…”
“Vejam, aqui, no Magalhães, as projecções que fiz”. Sim, porque o Magalhães, não é só para, os meus Assessores andarem a brincar”.
Estamos a começar a assistir ao fecho de empresas, umas atrás das outras.
Os portugueses, a engrossar o desemprego e nada em concreto é feito para minimizar este impacto.
Daqui a pouco, ainda vamos assistir, à hora do jantar, o pai dizer para os filhos:"devido à nossa situação económica, teremos de mandar embora um de vós".
Por outro lado, temos as ajudas à banca, e o caso, particular, de alguma empresa e nada mais. É completamente desconhecida qual a estratégia e se há estratégia.
Não se lembram de uma reforma que o Sócrates fez aos que se irão reformar? Tramou-os e bem tramados. É que já em 2009, os que se pretenderem reformar com 65 anos de idade, têm de trabalhar mais dois a quatro meses, para não serem penalizados em 1,32%.
Ó pessoal, isto é que é importante. Quando chegar a vossa vez, com 1,32% por ano, nem aos 80 anos, vocês se safam!
Estando um frio de rachar, não nos “unimos”, não à lareira, mas em torno destas políticas eleitoralistas, entre a necessidade de conquistar eleitorado ao centro e o de ter um pé na esquerda, do partido socialista, com a ajuda do Alegre. É pá, isto é mesmo, pobrete, mas alegrete!
Porque, com música e fardamentos novos, a malta vota no Sócrates!
Mas, como a “união” não é o jeito dos laranjas, temos algumas cochonilhas internas, que vão minando as laranjas.
Até porque quando se diz bem, não gera polémica, logo não vende!
Digam mal! Passem a vida a dizer mal. Ainda me lembro, no tempo da outra senhora, também era assim…poucos faziam alguma coisa, os restantes passavam o tempo, em surdina, a dizer mal.
E os que tiveram coragem, justiça seja feita, sofreram as consequências!
Onde é que está o plano de apoio às empresas exportadoras? Que é feito para incentivar as poupanças? Que projectos de obras públicas é que vão na realidade ser feitas? Vamos continuar a aumentar o endividamento externo?
Vamos embora laranjas! Toca a arregaçar as mangas e ir para o “pomar” sulfatar!
Vamos pôr de lado as laranjas contaminadas e, salvar o pomar! Pôr a máquina de “sulfatar” no dorso e dar cabo da “praga”, que está no governo. Não percam tempo, a ver o Pacheco, na quadratura. Chega de televisão e de andar a falar em surdina!
Ponham mãos à obra! E depois, de cansados, então, vão até ao vosso sofá, e vejam os gatos fedorentos e descontraiam.
Ah, já agora, esqueçam essas coisas das moções e etc.
"Monere, non punire, stultitiam decet." [Publílio Siro] Aos tolos, convém adverti-los, não puni-los.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

ARRE PACHECO, QUE É DEMAIS

Que tenhas começado a contestar, nas hostes do PCP-ML, quando do anterior regime, vai que não vá. Mas, agora que o teu clube precisava que estivesses mais caladinho, tu, pimba, toca de desancar, a torto e a direito.
Na há dúvida que tens coerência, quando falas sobre o Santana, pois, já em 2004, quando foste nomeado embaixador na Unesco, depois de um mês da sua divulgação, quando soubeste que o Santana iria substituir o Barroso, como primeiro-ministro, apresentaste a demissão, por não quereres ficar na dependência funcional de um governo que pretendias criticar.
Eu compreendo, Pacheco! Mas, até este percurso, também me lembro que foste um militante laranja e doce. Quando começaste por ser deputado do PSD, durante três legislaturas e quando foste eleito, pelo círculo do Porto, só não aceitaste, porque estavas como deputado, ao Parlamento Europeu. Portanto, sou levado a crer que nem sempre foste uma laranja azeda… arre Pacheco, que é demais.
Agora, depois de assegurados os proventos de uma reforma, que sempre dão uma garantia de independência e porque, todos nós, gostamos de ouvir dizer mal e é com isso que ganhas a vida, passas a vida, a mostrar o teu azedume.
Não tens nada a ver com as laranjas de Setúbal ou do ALLgarve. Não é assim que se diz?
Se leres o meu blogue, não te ponhas a criticar, ouviste? Eu estou a dizer isto, porque tu, com a tua dilecta prosa intelectual, que ninguém te tira, tens dito mal dos blogues em Portugal. Que são da mais absoluta pobreza intelectual, trá, lará, lará
Arre Pacheco, que é demais! Eu até percebo, que era tudo mais fácil quando só os Pachecos, os da Câmara, os Vasconcellos, dominavam cá o burgo…mas tu, até não vieste do PCP-ML? Não eras a favor da classe operária? Dum país sem classes?
Não te fica bem, ó Pacheco! Acaba lá com isso! Não consegues aguentar-te na televisão, sem teres que dizer mal ou já nasceste assim? De mal com a vida!
Todos nós temos o direito à liberdade de expressão. Não pode haver nem lápis, nem microfones, nem câmaras de televisão, azuis. Por isso, e porque respeito a democracia, sou dos que nunca votaria contra ti, para te impedir de criticares o que te apetecer. Mas, porque é que não criticas o que na realidade está mal? O teu partido! Aquele que te serviu e que tem servido, tantos intelectuais, como tu? Dá-me a sensação que os partidos vivem sobre um chapéu de notáveis e intelectuais, como tu, e vão andando à espera do tal lugarzinho, seja como deputado, seja no Parlamento Europeu. Não é Pacheco? Não estás de acordo? Se não repara, todos aqueles que são os beneficiários da política, nunca aparecem a militar nos partidos. Não precisam! Dizem mal, comentam, mostram-se como potenciais de qualquer coisa e nunca aparecem. Enfim, é esta orgia política, onde tu próprio já viveste!
Sabes tão bem como eu, que os partidos na sua actual forma de exercer e praticar a democracia, se esgotaram, e que o problema, não é as pessoas. É o sistema!
Arre Pacheco, que é demais!

Malitia, ut peior veniat, se simulat bonam.” [Publílio Siro] A maldade, para se tornar pior, se mascara de bondade.




quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sabedoria popular...com Sócrates e tudo!

Os portugueses são, neste aspecto, ímpares. E por esse facto, não posso deixar de colocar, no “blogue”, estes divertidos provérbios populares, actualizados…

Nova sabedoria popular. Quem te avisa, amigo/a é...


* Em Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a cantar, sevires Sócrates, põe-te a chorar;

* Quem vai ao mar avia-se em terra; quem vota Sócrates, mais cedo se enterra;

* Sócrates a rir em Janeiro, é sinal de pouco dinheiro;

*Quem anda à chuva molha-se; quem vota em Sócrates lixa-se;

* Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão; parvo que vota em Sócrates, tem cem anos de aflição;

* Gaivotas em terra, temporal no mar; Sócrates em Belém, o povinho a penar;

*Há mar e mar, há ir e voltar; vota Sócrates quem se quer afogar;

* Março, marçagão, manhã de Inverno tarde de Verão; Sócrates, Soarão,manhã de Inverno tarde de inferno;

*Burro carregando livros é um doutor; burro, carregando Sócrates é mesmo burro;

* Peixe não puxa carroça; voto em Sócrates, asneira grossa;

*Amigo disfarçado, inimigo dobrado; Sócrates empossado, povinho atropelado;

*A ocasião faz o ladrão, e de Sócrates um aldrabão;

*Antes só, que mal acompanhado, ou com Sócrates ao lado;

*A fome é o melhor cozinheiro, Sócrates o melhor coveiro;

*Olhos que não vêm, coração que não sente, mas aturar o Sócrates,não se faz à gente;

*Boda molhada, boda abençoada; Sócrates eleito, pesadelo perfeito;

*Casa roubada tranca na porta; Sócrates eleito, ervas na horta;

*Com Sócrates e bolos se enganam os tolos;

* Não há regra sem excepção, nem Sócrates sem confusão!



"Perfer et obdura simulareque gaudia cura." [Walther 21335a / Tosi 1665] Aguenta e resiste, e trata de fingir alegria.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

OS PORTUGUESES VÃO VIVER MELHOR EM 2009

Esta foi a afirmação, a determinada altura, dada pelo PM e repetida na última entrevista à SIC.
O petróleo baixou de preço, o Governo criou condições para que baixassem as taxas de juro, trá lará, lá lá…
Vou confessar-vos um segredo, mas não digam a ninguém: o Governo está a negociar com o BCE para baixar novamente as taxas de referência! Caluda! Nada de abrir o pio!
Os portugueses vão viver melhor, com a excepção de 525 mil que estão ou irão para o desemprego.
Depois do “contador -mor” ter anunciado que o país estava em recessão, o ministro das finanças, Teixeira dos Santos, veio dizer que pelo menos 90 mil pessoas podem cair no desemprego em 2009.
Como sempre, estes serão os números oficiais, porque estão sempre excluídos, os que já não beneficiam do subsídio de desemprego, mais os 400 mil portugueses a trabalhar com recibo “verde”, e os que desistiram de estar inscritos no IEFP.
O Governador do Banco de Portugal, o “contador -mor”, sobre as previsões económicas disse: “são as mais negativas até agora publicadas sobre a economia portuguesa”.
O PM já nos habituou a que seja o “contador- mor” a dar as notícias. Até parece que é “empregado” do Governo. Foi o mesmo, a quem foi encomendada a notícia sobre o défice, em 2005, de 6 vírgula não sei quantos!
Mas, não se fica por aqui e, em 2010, haverá mais desemprego.
Ou seja, lá para 2010, teremos entre 11 a 12 por cento dos portugueses no desemprego.
A dificuldade está em entender como é que os portugueses vão viver melhor, no desemprego!

« Multum interest inter otium et conditivum. » [Sêneca, Epistulae Morales 82.3] Há grande diferença entre o sossego e o túmulo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

É DIA DE REIS

Hoje, dia 6 de Janeiro, é dia de reis!
Só que os reis não vieram assinalar o nascimento do menino, mas que a economia portuguesa iria entrar em recessão.
Tal como nos disse Sócrates, na SIC, a Rússia, a Alemanha, a Espanha já se encontravam em recessão, mas ele conseguiu aguentar até à última.
Aguentar, até à última, faz mal à bexiga!
E a confirmá-lo, veio o “contador -mor” do reino dar a notícia.
Recessão: Constâncio prevê contracção de 0,8% em 2009.
É claro que o Governo já tinha previsto, para 2009, um crescimento de 0,6% do PIB.
Estão recordados? Estava-se em plena discussão do orçamento de Estado e a oposição, em uníssono, dizia que era irreal. Dizia o Sócrates que não, porque eu aguento esta coisa e nós estamos em melhores condições que os outros, tra lá lá… Olha, nós estamos melhor que os outros?
Este homem é um autêntico “vendedor” de computadores e de banha da cobra.
Não sabem o que é banha da cobra? É uma pomada que é boa para os calos. Aplica-se no dedo, desaparece o dedo e fica o calo!
Estas são as artes de quem nos governa!
É que o Fundo Monetário Internacional e a Comissão coincidiam, ao estimar um crescimento de apenas 0,1% para Portugal. E o mais pessimista é a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) que calcula uma retracção de 0,2%.
Já tinha dito que estas projecções dos nossos queridos economistas era uma arte de “tarô”, e embora o “destino” esteja nas cartas, este depende de quem as interpreta.
Dizia, ainda, o Sócrates, que na altura em que foi feito o orçamento de Estado estes pressupostos não se colocavam. Bom, o “contador -mor” considera que a economia portuguesa entrou em recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de contracção do Produto Interno Bruto (PIB), na segunda metade de 2008.
Afinal quando é que começa a segunda metade de 2008? É em 2009?
E, ainda, disse que depois da contracção de 0,1% no terceiro trimestre, a economia portuguesa deverá ter registado um comportamento negativo nos últimos três meses do ano.
Comprem, comprem, meus senhores e minhas senhoras, as meias da “maratona”, que vão da ponta da cabeça, aos pés, e depois não se queixem!
"Magistratus vilem virum arguit. "[Rezende 3255] O poder descobre o homem de pouco valor.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A MÁQUINA ESTÁ “INGOVERNÁVEL”

Nem sempre o excesso de velocidade é o causador de acidentes. Existe uma causa que ninguém quer admitir – não saber conduzir.
Tal como em algumas Universidades, onde o importante é tirar a “licença”, o mesmo acontece nas “escolas” de condução. O importante é tirar a carta e pronto, fica-se encartado.
E por vezes, mesmo assim, com métodos um pouco ortodoxos, seja em Lisboa, seja em Viseu.
Veja-se o que diz, o ex -Presidente da República, Mário Soares, transcrito do Jornal Público – “O ex -Presidente da República Mário Soares teme que Portugal fique “ingovernável” em 2009 devido a eventuais protestos decorrentes de uma elevada taxa de desemprego no país, segundo afirmou à Rádio Renascença, que ouviu os três chefes de Estado que antecederam Cavaco Silva.”
As coisas só se tornam “ingovernáveis” se existe excesso de velocidade ou incompetência para dirigir a máquina.
Não me parece que seja o caso de excesso de velocidade, porque esta viagem já leva dez anos a ser conduzida pelos mesmos timoneiros.
Começou em 1995, depois houve um pequeno interregno de dois novos condutores – os laranjas.
O condutor de 1995,quando verificou que a máquina estava já em derrapagem, entrando no pântano, fugiu para a Comissão dos Refugiados. Não é mau lugar para fugir, embora pareça um paradoxo, fugir para a Comissão dos Refugiados.
Foi a época da economia do consumo. Crédito à farta…até haviam aqueles anúncios do “vai me liga” que eu dou – neste caso de resposta imediata, 5 mil ou dez mil euros. Conforme a necessidade!
Hipotecadas as famílias e o Estado, toca de tentar imprimir uma política de racionamento e de aumento das receitas – aumento do IVA, Pagamento Especial por Conta (aliás Salazar já o tinha feito em 1958 até 1965).
Tínhamos forçosamente a convergência e a necessidade do alinhamento do défice até aos três por cento.
Malandros, nesta altura o Durão Barroso e a actual líder do PSD.
Em face da oferta da concorrência, Durão Barroso mudou de máquina. A máquina actual é mais segura e, em princípio, deve dar para dar mais uma viagem! Não tinha “mãos” para esta máquina nacional, já “ingovernável”.
Ficou o Santana, que acelera muito parado, dá “raters”, mas quando chega a hora de arrancar da grelha da partida, deixa a máquina ir abaixo, pela precipitação e falta de conhecimento dos pontos “sinuosos” do percurso. E pum! Estampou-se!
E então, aparece depois um jovem “Fitipaldi” que promete fundos e mundos! Só que arranca a fazer, exactamente o contrário. E dando cabo da caixa de velocidades e dos travões, de tantas travagens e recuos que fez durante o circuito.
Agora que está a chegar ao final da viagem, faz uma série de “malabarismos”, rodopia a máquina, faz uns peões e dá ares de quem está a dar aquilo que já tirou. E isso é muito feio. Há um velho ditado que diz “quem dá e tira, para o inverno, gira”. E quando começa a girar, torna-se mesmo “ingovernável”. Mário Soares é capaz de ter razão!
Mas a ambição de querer ganhar a “taça” a todo o custo, está a fazer com que a máquina se torne, de qualquer dos modos, “ingovernável”. E quem o diz é um encartado, com muita experiência e que tirou a “carta” nos velhos tempos, em que era preciso estudar para se fazer exame e não havia caixa de velocidades “automática”. Às vezes para meter uma mudança era preciso fazer uma “dupla”, a única maneira das mudanças não arranharem. Aliás, estamos a chegar à conclusão que já não há “encartados” desta categoria.
O que ainda está no activo é Presidente da República. Tenta orientar a corrida, fazendo com que se cumpram as regras e em particular o “Código”, mas está a ter dificuldades. Estão tão preocupados com a nova viagem, que passam a vida a dar “raters” sem que o “árbitro” seja ouvido.
"Magis experiendo, quam discendo cognoscitur." [Pereira 109] ■Mais se sabe por experiência que por aprender

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

SÓCRATES FALTOU ÀS AULAS

Não resisto a escrever umas linhas sobre a polémica dos Estatutos dos Açores.
Independentemente de questões jurídicas, que se encontram subjacentes, sobre as quais, qualquer aluno meu consegue justificar como inconstitucionais, sobrepõe-se uma manobra política, na qual o Presidente da República não embarcou.
Sócrates estudou mal a lição, procurando rebuscar umas cábulas, sobre o fenómeno das forças de “bloqueio”, à época, feita pelo Mestre. Estão recordados?
Só que o Mestre, e muito bem, não se deixou copiar! E em vez de demitir o Governo e convocar eleições antecipadas, nem a fiscalização preventiva solicitou ao Tribunal Constitucional.
Entendeu o Presidente da República que era uma questão de boa -fé política e de bom senso.
Para garantir a maioria absoluta, nas próximas eleições, Sócrates terá de ser original e não aproveitar a crise instalada para obter a maioria absoluta, outra vez, apresentando-se como a única alternativa de poder – Sócrates e o partido socialista ou o caos!
Uma vez mais, os meus parabéns ao Presidente da República, quer pela rectidão e seriedade no exercício do mais alto cargo do Estado, quer como político, quer como cidadão. Em primeiro lugar estão os superiores interesses do país!
Caro Sócrates: a vida não pode ser sempre feita de habilidades. É preciso estudar!
Aguardemos, agora, que o Tribunal Constitucional se pronuncie.
Vai ser curioso observar o resultado da votação sobre o acórdão que o Tribunal emitirá.

Primo quidem decipi incommodum est; iterum stultum, tertio turpe”. [Cícero, De Inventione 1.71] Deixar-se enganar pela primeira vez é desagradável; pela segunda vez, insensato; pela terceira vez, vergonhoso.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O QUE NÃO DESEJO PARA OS PORTUGUESES EM 2009

Nesta época do ano, é normal, formularmos votos para nós, família e amigos, para o novo ano que se avizinha. Os desejos mais comuns são saúde, dinheiro e amor!
E estes são os meus desejos, para, todos, os que têm pachorra de acompanhar estas minhas opiniões, para 2009.
Mas, além do que desejo, pensei que era legítimo formular “a contrario”, o que não desejo, nem para mim, nem para os portugueses.
Não desejo que o Sócrates tenha maioria absoluta, pois quando comparo o Sócrates com alguém, vem-me à mente o Cavaco Silva.
É que os dois são parecidos, enquanto primeiro – ministros. Cavaco era determinado, arrogante, autoritário e quando chegou ao fim da primeira maioria, já meio país era alérgico ao cavaquismo. O mesmo acontece com Sócrates!
E se bem se recordam, Cavaco não esteve com meias tintas: toca de dramatizar. Ou era ele ou o caos! E dramatizou muito bem, porque o país, deu-lhe outra maioria absoluta, ainda maior que a primeira.
Com o dinheiro que vinha da EU e com as necessidades prementes e urgentes do país, em infra-estruturas, em especial, em vias de comunicação e mercê da revisão constitucional, de 1987 e de 1992, que permitiu o restabelecimento em pleno da actividade privada, em sectores da economia, até aí, vedados pela revolução, o cavaquismo ficou para a história como a década que mudou Portugal. E bem!
Parece que o Sócrates não tem necessidade de dramatizar, porque o estado da economia e a recessão, já instalada, é o caminho aberto para que o mesmo perdure mais quatro anos no poder, pelo medo que a instabilidade cria.
E o PSD, com a sua instabilidade, vai para quatro anos, com mudanças e alternâncias de “poderes” dentro do partido, não cria uma verdadeira alternativa.
Para agravar a situação, esta mesma direita, observa a constituição de uma frente de esquerda, podendo ver em Sócrates, o mal menor!
Não é em vão que Sócrates não se zanga com o ex-candidato presidencial, Manuel Alegre: é que, o camarada está a prestar-lhe um óptimo serviço, com o avança, não avança, na tal frente de esquerda.
E se avançar? Sócrates tem a alternativa do eleitorado social-democrata, eleitorado que este conquistou nas primeiras eleições. Se o camarada Alegre não avançar, este tem a esquerda para votar nele (os que estão com o camarada Alegre).
Este cenário pode ser uma realidade, independentemente, das manifestações que observámos nesta ultima legislatura: manifestações pelo fecho de urgências, manifestações na área da educação, aumento dos anos para a reforma, descontos para ADSE dos reformados, a falta de segurança e o aumento da criminalidade, etc., etc.
Mas o mais grave vem a seguir: com o país endividado, vamos ter um manancial de obras públicas de resultados duvidosos para a economia e que irão penhorar o futuro das novas gerações.
Temos fortes possibilidades de termos mais arrogância, mais autoritarismo, mas quando chegarmos ao final, recordaremos este período, do Sócrates, como a década do pesadelo e da falência do país.
Só quando chegarmos ao final é que iremos notar a diferença, entre dois primeiro –ministros que pareciam iguais, mas não foram!

“A malis hominibus tutissimum est cito effugere. [DM 134] De quem não presta, o mais seguro é fugir sem demora”

domingo, 28 de dezembro de 2008

ONTEM COMO HOJE

A administração financeira, com o impulso trazido por Mouzinho da Silveira, aplica um modelo inspirado no francês, em que pela primeira vez se cria um modelo administrativo-financeiro. Declara a abolição dos impostos sobre a terra, contribuindo para a libertação da terra dos vínculos feudais.
Em substituição surgem as receitas do Estado baseadas em receitas aduaneiras. O objectivo de Mouzinho da Silveira foi o de dar à classe emergente, a burguesia, vantagens e vencer o regime.
Tinha um objectivo de libertar a terra e promete a liberalização do comércio.
Em 1884, procede-se à venda dos bens nacionais, quartéis, da própria igreja, etc. Para a boa gestão desta instituição, cria-se o código administrativo de 1836. Parece-me que a história se repete…
O século XIX é um século com lutas entre liberais e miguelistas. Com a restauração da carta, o liberalismo com todas as vicissitudes vai perdurar até 1928.
Enquanto decorrem estes anos, a economia portuguesa vai continuando a aumentar a sua divida externa.
Só a partir de 1852 é que há um esforço para tentar equilibrar o orçamento. No reinado de D. Maria II há um forte agravamento da situação, e foi esta questão, financeira, um dos grandes suportes do movimento republicano.
Em 1902, pela primeira vez, com o governo de João Franco, houve uma tentativa com êxito. Conseguiu-se um acordo favorável para Portugal com os credores externos. Este convénio conseguiu acabar com o período de recurso contínuo ao crédito externo. O Estado passa a recorrer ao crédito interno.
A primeira república desdobrou-se em emissões fiduciárias o que se traduziu em fortes inflações. Em 1914, e com a entrada de Portugal na primeira grande guerra, houve uma hiperinflação que durou até 1928.
Em 1928, Salazar, entrou para o governo e impulsionou o que alguns chamam de ditadura financeira.
E logo, em 1929, foi possível pagar divida flutuante externa e até 1934 foi pagando gradualmente. A partir desta altura passou-se a ter equilíbrio nas contas com superavit.
Foi vedado o recurso a financiamento para fazer despesas de investimento.
E, agora, completamente endividados, vamos fazer avultados investimentos não reprodutivos e de discutível justificação.

Em 1939, com a segunda guerra mundial, houve saldos positivos para Portugal, pois abastecíamos os ingleses e alemães, tendo sido a indústria de volfrâmio a que criou grandes fortunas. Mas era frequente ver barcos alemães a carregar porcos, cobertores, vidros e outros produtos, para a Alemanha.
Tudo isto veio criar excedentes na balança de pagamentos. Nesta altura o governo contraiu alguns empréstimos internos e foi realizando alguns investimentos.
Em 1940 fez as comemorações dos centenários da Restauração de 1640 e para realizar essa obra “Exposição do Mundo Português” (o equivalente nos dias de hoje à Expo 98) foi feito um empréstimo consolidado. O Estado não ficou obrigado a pagar o capital. Só pagava os juros.
A partir de 1953 introduzem-se planos de desenvolvimento que tiveram como consequência as obras na Alameda, com a construção do Instituto Superior Técnico. Construiu-se o Hospital de Santa Maria, o Hospital de S. João, no Porto, o traçado da Auto-Estrada A5, até Linda-a-Velha, o plano para a construção da CRIL, da CREL e a construção de Bairros Sociais, como seja o de Olivais, entre outros. Estava-me a esquecer das centenas de escolas construídas, e que não eram provisórias por 30 anos, e que ainda hoje, muitas delas, fazem parte do património do Ministério da Educação e funcionam. E nesta altura não havia dinheiro da EU.
Entre 1958 até 1965 há um plano fiscal, fundamentalmente baseado no princípio dos rendimentos normais em vez de procurar os rendimentos reais de uma empresa.
Que nos dias de hoje se chama o PEC (Pagamento Especial por Conta).
Atravessando um pouco a história, tirando o período do Estado Novo, nunca Portugal teve as suas contas equilibradas. Também as medidas fiscais foram, a determinada altura, as mesmas, com o argumento de que as empresas não pagavam os impostos devidos.
Só que agora, e encontrando-se o país completamente endividado, o Governo ainda continua a fazer o folclore das grandes obras. Ontem como hoje, não vejo diferença nos métodos. Mas vejo diferença na atitude e esta assusta-me, porque vai atingir seriamente as gerações vindouras.
Ah, estava a esquecer, e não quero que o Primeiro-Ministro fique zangado com a ingratidão dos portugueses, de agradecer, o facto do Governo superiormente dirigido por ele, ter criado as condições para baixarem os juros.
"Vitanda est acclamatio adversa populi. [Cícero, De Oratore 2.339] Deve evitar-se o protesto do povo."